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Os professores da Universidade Cândido Mendes estão em greve desde o dia 16 de fevereiro, por, segundo o Sindicato dos professores do município do Rio, Sinpro-Rio, atraso nos salários e o não recolhimento do FGTS há dez anos, entre outros motivos.

Cerca de três mil alunos do curso de Direito, cuja mensalidade varia de R$ 1,3 mil a R$ 2 mil, segundo alunos da instituição, estão sem aulas. A estimativa do Sinpro-Rio é que outros dois mil alunos das graduações de Moda, História e Ciências Sociais também estejam sem aulas.

A reitoria da universidade, no entanto, diverge do sindicato e afirma que apenas o curso de Direito, da unidade Assembleia, no Centro, está sem aulas e que os outros cursos estão funcionando normalmente.

Salários atrasados

Esta não é a primeira vez que a universidade enfrenta problemas para pagar os professores. De acordo com o aluno de Direito e Secretário geral da União estadual dos Estudantes, Ian Angeli, em 2006, os professores ficaram em greve durante três semanas. Em 2007, a paralisação durou sete dias.

“Nós, alunos, entendemos os professores que estão reivindicando uma causa justa. Realmente é complicado trabalhar com cinco, três meses de salários atrasados, além de atraso no décimo terceiro salário, férias e outros benefícios. Esperamos que depois essas aulas sejam repostas e que não haja prejuízo para os alunos” relatou o estudante.

De acordo com um professor da instituição que não quis se identificar, os atrasos são maiores para os professores que recebem salários mais altos, o que acontece com a graduação de Direito, que tem em seu corpo docente professores com mestrado e doutorado.

Inadimplência

Segundo o reitor da universidade, Cândido Mendes, a dificuldade para manter o pagamento dos professores é a alta taxa de inadimplência, que chega a beirar  25%.

De acordo com Cândido Mendes, 40% dos docentes da universidade estão com os salários atrasados. A direção da instituição montou uma comissão de negociação para conversar com os professores e encontar a melhor maneira para quitar os pagamentos. O reitor acredita que a greve deverá terminar na segunda-feira (9).

"Infelizmente a crise chegou ao ensino superior privado que vem enfrentando dificuldades para pagar os professores, sobretudo aqueles que tem os salários mais altos, superiores a R$ 5 mil" afirmou o professor, que é reitor da universidade há 46 anos.

Problemas na Gama Filho

Outra tradicional universidade particular do Rio, a Gama Filho, também enfrenta problemas para pagar os professores. Segundo o Sinpro-Rio, alguns docentes paralisaram as atividades por dois dias, como protesto pelo atraso do pagamento do 13º salário, que deveria ter sido pago até o final de dezembro de 2008.

Segundo a reitoria da universidade, a direção está negociando com os professores o pagamento do 13º salário e afirmou que não há paralisação das aulas. Ainda de acordo com a reitoria, alguns poucos professores interromperam suas atividades de segunda-feira (2) a quarta-feira (4), retornado nesta quinta-feira (5).

G1

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