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Ter, Jul

Avenida Paulista

  • Sábado, 29 de outubro de 2018: este dia entrou para a História. Certamente, será lembrado quando relatadas, no futuro, as eleições gerais deste ano. Pela TV não se viu, pelos jornais tampouco, só entendeu mesmo a grandiosidade que este evento representou quem esteve lá.

    A caminhada foi longa aqui em São Paulo, do Largo da Batata até a Avenida Paulista, mulheres de todas as idades, credos, cores, vestimentas, com seus companheiros ou companheiras, com amigas e amigos, com seus filhos, sozinhas, todas caminhando juntas em um uníssono: #EleNão.

    Ato que não foi só contra o inominável, o recado foi para qualquer um que pense como ele: não aceitamos mais o machismo, a violência, o assédio em qualquer de suas variantes, não aceitamos mais ganhar menos, não aceitamos que nos matem. Dados divulgados pelo TSE dão conta de que 52% do eleitorado é feminino, ou seja, somos parte importante na decisão das eleições e do futuro político do país.

    Em artigo publicado na Folha de S.Paulo, no mesmo 29/09, Brian Winter editor-chefe da revista norte-americana Americas Quarterly, demonstra seu temor de que a campanha feita contra o inominável possa ter mesmo terrível fim da eleição de Donald Trump. Em sua argumentação, traça um paralelo com a campanha norte-americana que foi recheada de manifestos de intelectualidade, de artistas, as marchas do #NeverTrump, ou seja, todos atacaram o candidato e pouco se falou sobre propostas, especialmente econômicas.

    Com a devida vênia, há diferenças. Primeiramente não é possível tratar de pautas nacionais importantes com o inominável, porque ele terceiriza a discussão para seu guru, Paulo Guedes. Suas propostas registradas em plano de governo são mirabolantes. Ele não é Trump. David Trump tem uma máquina nas mãos chamada Partido Republicano, o inominável somente o desconhecido PSL. Em si, ele é somente um vetor, orientado para canalizar as opiniões de um estrato da sociedade brasileira, elitista e ultraconservadora, não é um candidato em sua essência, só capturou o ódio e a subjetividade de parte do eleitorado brasileiro.

    Movimentos exitosos e que arrastaram multidões gigantescas no último sábado provaram para a sociedade e brasileira e para o mundo que estamos atentas, mobilizadas e decididas. Elevamos o debate nacional e carregamos uma única e enorme bandeira contra o atraso e por um futuro de desenvolvimento e justiça social.

    Cristiane Oliveira é secretária-executiva, pós-graduanda em Direito e Processo do Trabalho e assessora da Secretaria-Geral da CTB.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • O Dia do Trabalhador de 2017, 1º de maio, foi dominado por um discurso fortemente contrário ao governo Temer e suas reformas. Em várias capitais do Brasil, as centrais sindicais e as Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo demonstraram que não darão trégua a Michel Temer e sua camarilha golpista.

    O discurso mais recorrente foi o de comemoração à greve geral do dia 28 de abril, que paralisou 40 milhões de trabalhadores em todo o Brasil. Em São Paulo, quase todo discurso incorporou essa grande vitória, de uma forma ou de outra, e escarneceu os assessores do Planalto por chamarem-na de “fracasso”. "Fracasso é o seu, Temer, é o golpe que você deu e já está indo por água abaixo!", bradou o coordenador-geral Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos, de cima do caminhão de som. "O senhor tem mais de 90% de rejeição e quer aprovar reformas infames!"

    Outro tema recorrente foi a pesquisa Datafolha divulgada durante o feriado, que revela que 7 em cada 10 brasileiros são contrários à reforma da Previdência. Entre os funcionários públicos, a rejeição chega a 83%. No Rio de Janeiro, um terceiro ponto importante foi a ação opressiva brutal da Polícia Militar durante a greve geral, quando membros da corporação atiraram bombas de gás diretamente no palco e feriram um organizador. O ferimento gravíssimo do estudante Mateus Ferreira dos Santos, quase morto pela PM de Goiânia, também gerou grande indignação.

    Veja também: as fotografias do Dia do Trabalhador em São Paulo

    Em Salvador, o ato transcorreu de forma positiva, com um pauta unitária entre CTB e mais seis centrais e as duas Frentes. O Farol da Barra tornou-se palco para discursos políticos inflamados e diversas apresentações culturais. Em Brasília, evento similar ocorreu nos arredores da Funart pela manhã, e em Fortaleza os sindicalistas se encontraram no Sindicato dos Bancários.

    Em São Paulo foi realizado o maior dos atos, com 200 mil pessoas, coordenado pela CTB, pela CUT e pela Intersindical. Entre os oradores estava o presidente da CTB, Adilson Araújo, que fez uma fala apaixonada sobre a necessidade de resistência nesse momento de reformas ultraliberais.

    “Este 1º de Maio acontece no centenário da primeira greve geral do Brasil, é um marco importante, sobretudo diante dos ataques de Michel Temer. A sociedade está convencida de que as ruas são o remédio para romper com o conservadorismo, e quer uma resposta para o caos social que se verificou após a instalação desse golpe contra o voto democrático e popular”, discorreu o presidente. “O caminho é fortalecer a construção unitária das centrais sindicais, trabalhadores e movimentos sociais. Assim, a gente vai conseguir sacudir a poeira, dar a volta por cima e apresentar uma nova agenda para a sociedade”.

    “A sociedade reclama a retomada do crescimento econômico, com geração de emprego e renda, e nós não temos outra alternativa que seja dizer, em alto e bom som, ‘Fora, Temer!”, concluiu Adilson. Assista ao discurso completo:

    Tentativa de repressão do ato em SP

    Infelizmente, os organizadores do ato em São Paulo foram surpreendidos com a atitude truculenta e autoritária do prefeito da cidade, João Doria, que tentou mais de uma vez impedir o prosseguimento do ato. Conta o presidente da CTB-SP, Onofre Gonçalves: “Foi muito difícil fazer esse ato acontecer, por intransigência do governo municipal, que acha que a Av. Paulista é uma das empresas dele. O prefeito impediu que nós fizéssemos o nosso ato, ou pelo menos tentou, chamou a polícia aqui, disse que ia guinchar o caminhão”.

    Onofre descreveu um comportamento ditatorial por parte da Prefeitura, nas primeiras horas da manhã. Doria teria mandado a PM cercar os organizadores, inclusive com motocicletas, forçando uma retirada total do vão do MASP. Os sindicatos resistiram, o que causou uma escalada de ameaças até a apreensão de todo o equipamento do ato, incluindo os caminhões. Finalmente, depois de três horas de tensão desnecessária, foi permitido que a manifestação acontecesse, mas a prefeitura impôs uma série de barreiras arbitrárias, inclusive impedindo os trios elétricos de descerem com a passeata a Av. da Consolação.

    O claro objetivo foi o de desarticular o ato.

    “Depois de muita luta, de muita resistência, nós conseguimos realizar o nosso ato. A Av. Paulista é do povo brasileiro, é dos trabalhadores, é dos trabalhadoras. E esta é uma festa importante, nós assistimos ao Brasil parar no dia 28, e isso é uma continuidade”, analisou Onofre. “É bem verdade que nós não temos nada para comemorar com esse governo, é bem verdade que nós não temos nada para dizer que ele fez para esse povo, mas temos que dizer que nós temos luta, organização e resistência. Essa é a marca, é isso que nós estamos fazendo aqui hoje, milhares de pessoas que vieram lutar pelos seus direitos”.

    Ouça a avaliação de Onofre:

    O ato terminou pacificamente na Praça da República, onde um outro trio elétrico aguardava os participantes com os artistas Emicida, Leci Brandão, MC Guimê, As Bahias e a Cozinha Mineira, Bixiga 70, e Ilu Obá De Min. Alguns deles dedicaram a apresentação ao cantor Belchior, que morreu neste fim de semana.

    Planos para próximos atos

    Já nesta terça-feira (2), as centrais sindicais se reúnem com o presidente do Senado, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir as propostas de reforma trabalhista e da Previdência. Calheiros já se declarou favorável a alterar a Reforma Trabalhista, chamando-a de “reforma de ouvidos moucos”.

    Depois, na quinta-feira (4), uma nova reunião entre as centrais decidirá sobre a possibilidade de preparar uma nova greve geral, ou uma ocupação em Brasília, que os propositores imaginam chegar até 100 mil pessoas. Tanto Adilson quanto Onofre afirmam que, apesar de ainda demandar muitos acertos, a CTB é favorável à realização de novos atos até que se instale um governo eleito de forma legítima.

    Portal CTB

  •  As centrais sindicais ocupam a avenida Paulista na tarde desta segunda-feria (19), em São Paulo, em mais um grandioso ato do Dia Nacional de Luta Contra a Reforma da Previdência. Protagonizados pela CTB, os protestos começaram bem cedo em todo o país. O recado está dado aos parlamentares:"Se votar, não volta". 

    Onofre Gonçalves de Jesus afirma em depoimento à repórter Joanne Mota que a expectativa é de que o ato reúna 50 mil pessoas na avenida mais famosa do país. "Está claro que o povo não quer essa reforma proposta pelo presidente golpista Michel Temer", reforça. Porque "essa reforma acaba com o sonho do povo brasileiro de ter uma aposentadoria digna". 

     manifestacao paulista claudete

    Assista Onofre Gonçalves de Jesus, dirigente nacional da CTB

    manifestacao ctb paulista 2018 02 19

    Portal CTB - fotos: Joanne Mota

  • O grupo Desvio Coletivo realizou a performance “Cegos”, no domingo (30), na avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo e de modo irreverente denunciou o golpe de Estado que acabou com a democracia no país.

    O grupo aproveitou a Paulista – fechada para os carros aos domingos na gestão de Fernando Haddad -, enquanto o prefeito eleito João Doria não assume e acaba com a liberação da avenida mais conhecida da maior cidade do país.

    Interessante ao performance que faz saudação nazista a chegar no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O grupo artístico também levava consigo exemplares das revistas Veja e IstoÉ e as “comia” durante o trajeto.

    desvio coletivo fiesp

    “Lá, a performance se deparou com alguns defensores da ditadura militar, que exibiam faixas pedindo a volta do regime que suprimiu a Democracia por 21 anos. Neste momento, os performáticos sacaram cartazes onde se liam muitos dos 'argumentos' do campo conservador da sociedade’, diz Renato Cortez para o Mídia Ninja.

    Acompanhe mais pela página do Desvio Coletivo aqui.

    A performance chamou atenção pela qualidade dos figurinos e pela atuação do grupo que se concatena perfeitamente com a conjuntura atual. “O simbolismo dos locais escolhidos para as paradas e as intervenções neles feitas são um convite à reflexão sobre o momento pelo qual passamos”, afirma Cortez.

    Veja o vídeo 

    Portal CTB

  • Neste domingo (24), pela manhã, ocorreu o Piquenique pela Democracia na avenida Paulista, em São Paulo, e à tarde, uma verdadeira multidão tomou a Paulista para gritar mais uma vez contra o golpe. O ato começou no vão do Masp.

    Os manifestantes mais uma vez dizem "Fica Querida", para a presidenta Dilma. De acordo com os manifestantes, ninguém vai ficar parado vendo Temer e Cunha tomarem o poder sem disputar a eleição em 2018, como manda a Constituição.

    A proposta é intensificar as manifestações que começaram a acontecer, espontaneamente, em todo o país, após a fatídica votação no domingo (17), na Câmara dos Deputados.

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    O músico Evandro Fióti disse que o país "precisa dessa chacoalhada para ter noção das conquistas" e que a luta é para manter os avanços e dizer não ao retrocesso. "A gente viu depois de domingo que não tem como não se posicionar contra um congresso medieval que não nos representa, e o mais triste é saber que essas pessoas comandam o país. Depois de domingo acho que todos devem assumir a sua responsabilide e lutar como nossos pais lutaram na década de 1970 e 1980. É importante conversarmos com nossos pais, amigos, colegas de trabalho e esclarecê-los, porque a mídia mais uma vez está colocando o povo contra o povo".

    Rio de Janeiro

    Também ocorreu escracho em frente à casa do deputado Jair Bolsonaro, na avenida Lucio Costa, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro.  A proposta da juventude é não dar arrego aos golpistas até que aprendam a respeitar as urnas e o povo brasileiro.

    Campinas

    Um grupo de jovens reuniu-se na manhã deste domingo (24) em frente a casa do deputado Carlos Sampaio, em Campinas, interior de São Paulo. Sampaio é um dos maiores articuladores da ala tucana pelo golpe de Estado tramado pela direita, comandada pela família Marinho, dona da Rede Globo e por grupos econômicos estrangeiros.

    Portal CTB com Redação da Tal, Jornalistas Livres e Mídia Ninja

  • Mais de 10 mil trabalhadoras e trabalhadores estiveram a avenida Paulista, na manhã desta sexta-feira (10) – Dia do Basta – para mostrar a sua indignação com a situação do país, pós golpe de Estado.

    Em todo o Brasil, o Dia do Basta mobilizou diversas categorias, como metalúrgicos, professores, trabalhadores dos Correios, bancários, petroleiros, servidores públicos, químicos, rodoviários e comerciários.

    Haviam representantes de sete centrais sindicais e de diversos movimentos sociais, em frente à sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a entidade que exibiu um pato amarelo em favor do impeachment da presidenta Dilma.

    “Eles falaram que teríamos empregos e salários melhores. Prometeram acabar com a crise que chegou ao Brasil, mas o remédio deles é extremamente amargo para a classe trabalhadora e salva apenas o pescoço dos ricos e nós é que estamos pagando o pato”, diz Wagner Gomes, secretário-geral da CTB.

    As falas de sindicalistas e representantes de movimentos sociais foram se sucedendo no caminhão de som, com a palavra de ordem “Lula Livre” dominando a cena. “O golpe de 2016 só fez a crise piorar. Michel Temer e sua turma estão entregando as nossas riquezas e exterminando as conquistas da classe trabalhadora e do povo”, afirma Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

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    Por volta das 11h15, começaram os discursos dos presidentes das centrais. Adilson Araújo, presidente licenciado da CTB, enaltece a unidade das centrais sindicais. Ele defende a unidade do campo democrático e popular no segundo turno das eleições para dar um basta definitivo ao neoliberalismo implantado por Temer.

    De acordo com Araújo, “75% da população já reconhece que a vida piorou com o golpe”, além disso, “o desemprego e o trabalho informal crescem assustadoramente. As famílias não podem mais comprar um botijão de gás”.

    dia basta sp paulista 2018

    Ele denuncia também “a degradação humana” causada pelos efeitos nefastos “da reforma trabalhista e da política de austeridade de Michel Temer”. Sheyla Melo, secretária-geral do Sindicato dos Educadores da Infância de São Paulo, lembra que os retrocessos são muitos, como “a reforma do ensino médio e a Emenda Constitucional 95 que afetam negativamente a educação pública e o SUS”.

    Após todos presidentes de centrais discursarem, teve início uma marcha até a sede da Petrobras, também na avenida Paulista. Divanilton Pereira, presidente em exercício da CTB, encerra o ato em defesa da Petrobras, “a maior empresa brasileira, sucateada para ser entregue a empresas estrangeiras a preço de banana”.

    Para ele, “a Petrobras é o Brasil, é desenvolvimento. A Petrobras é fundamental para o país retomar o crescimento com distribuição de renda e com maiores investimentos nas áreas sociais, especialmente da saúde e educação”, conclui.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Milhares de estudantes secundaristas se concentraram no vão livre do Masp, na avenida Paulista, em São Paulo, nesta segunda-feira (26), a partir das 17 horas contra a Medida Provisória 746, conhecida como Lei Alexandre Frota (precisa falar mais?) que propõe uma reforma do ensino médio (leia mais aqui).

    "Acabou a paz. Mexer com estudante é mexer com Satanás. Olha o capeta!", gritam os secundaristas, diz a Mídia Ninja. Os estudantes reclamam que nenhuma entidade do movimento educacional foi consultada sobre essa reforma, além de que ela representa o fim da educação pública (veja mais aqui).

    De acordo com os Jornalistas Livres a “reforma” do ensino médio representa um golpe na educação para os secundaristas, que acreditam numa educação democrática. "O governo Temer não nos representa. Suas propostas não nos representam! O governo ilegítimo de Michel Temer não reflete nem representa a juventude".

    Assista vídeo dos Jornalistas Livres 

    Com forte presença da Polícia Militar os estudantes saíram em passeata saiu pela Paulista rumo à sede do PMDB na avenida Brigadeiro Luís Antônio, “aos gritos de ‘Trabalhador, preste atenção: a nossa luta é pela educação’", diz a Mídia Ninja.

    Inclusive o Senado está com uma consulta pública sobre a MP 746 (vote aqui), na qual até o momento votaram a favor 2.033 e contra 44.343, vote contra você também. A pesquisadora Anna Helena Altenfelder, superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária, questiona em reportagem da revista Carta Escola, a “flexibilidade” nos últimos anos para os alunos decidirem o que pretendem estudar, de acordo com a MP.

    “Será uma escolha por aptidão e interesse ou será o que chamamos de uma ‘escolha forçada’, dada pelas circunstâncias e as condições sociais dos estudantes? Porque a realidade das redes não permite que todos os jovens tenham a mesma condição de escolher”, alerta.

    Portal CTB. Foto: Mídia Ninja

  • A festa da democracia promete ser boa. Trinta 30 artistas já confirmaram a participação no grande espetáculo Festival Lula Livre SP. Porque agora “é a vez de São Paulo cantar a liberdade”.

    O show “começa às 12 horas, na Avenida Paulista, centro financeiro de São Paulo, esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo. Trinta artistas já confirmaram presença no evento realizado pela Frente Brasil Popular.

    Participam da festa por Lula Livre, Ana Cañas, Francis e Olívia Hime, Odair José, o bloco de carnaval Ilu Obá De Min, Flávio Renegado, Marcelo Jeneci, Dessa Brandão, Otto, Edgard Scandurra, Ianomanos, Renata Carvalho e quem chegar para gritar por liberdade.

    Saiba mais pela página oficial do Facebook do Festival Lula Livre SP.

    “Não nos conformamos com a decisão de enclausurar o principal líder político do país. Vamos cantar pela liberdade de Lula, pela democracia e por nosso país”, afirma a comissão organizadora do evento.

    Viverei, de Ana Cañas 

    O primeiro Festival Lula Livre aconteceu na praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, dia 28 de julho, com dez horas de shows para uma platéia estimada em mais de 80 mil pessoas, de acordo com os organizadores.

    “A organização do movimento cultural contra o golpe e os retrocessos é essencial para mantermos a chama acesa da luta pela liberdade do presidente Lula e pela volta da democracia”, afirma Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    Vou tirar você desse lugar, de Odair José 

    Em São Paulo, os artistas não deixam por menos e o espetáculo será como o do Rio de Janeiro, intermediado por textos sobre a trajetória do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, sobre o golpe de Estado de 2016 e contra os retrocessos que o desgoverno Temer trouxe ao país. Impossível perder.

    Serviço

    O que: Festival Lula Livre SP

    Quando: Domingo (16), das 12h às 18h

    Onde: Avenida Paulista – esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo

    Portal CTB

  • De acordo com os organizadores, a 20ª Parada do Orgulho LGBT de São Paulo levou à avenida Paulista, coração financeiro da capital, mais de 3 milhões de manifestantes com as palavras de ordem “Fora Temer” e “Volta Dilma”, neste domingo (29).

    O tema deste ano foi “Lei de Identidade de Gênero, Já! – Todas as pessoas juntas contra a Transfobia!” Porque a bancada fundamentalista quer acabar com a lei do nome social para transexuais e travestis.

    O evento organizado pela Associação da Parada do Orgulho de Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros de São Paulo (APOGLBT) começou em frente ao Masp, às 10h e varou a madrugada com shows no Vale do Anhangabaú.

    Isso porque a Parada passou a fazer parte do calendário oficial de eventos da prefeitura de São Paulo desde a terça-feira (24), quando o prefeito Fernando Haddad assinou decreto.

    “Temer Jamais” foi outra palavra de ordem da comunidade LGBT que neste ano também atacou a cultura do estupro.

    “Precisamos da lei para pararmos de morrer nas esquinas. Queremos ter o direito à cidadania, que é o mínimo. O Brasil precisa mudar essa mentalidade machista e misógina”, diz a recepcionista Atena Joy, para quem o Brasil está muito atrasado na questão de gênero.

    Saiba mais pelo site oficial paradasp.org.br.

    A União Nacional dos Estudantes (UNE) organizou um dos 17 trios elétricos que abrilhantaram o evento. “A Parada foi um marco importante desse movimento. Foi uma festa que, como sempre, estava lotada, diversificada, repleta de luta, alegria e amor”, diz a diretora LGBT da UNE, Daniella Veyga.

    A ameaça do desgoverno Temer paira sobre as cabeças de amplos setores da sociedade. "É um momento arriscado. Pode haver retrocesso em direitos adquiridos", afirma a artista Drag Tiffany. Ela reforça a proposta de “Amar sem Temer”, cartaz de muito sucesso na Parada.

    parada lgbt foto une

    "Primeiro, foi a extinção do ministério das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos. Depois, a extinção da coordenação nacional LGBT. A secretaria do Conselho Nacional LGBT está vaga. No ministério da Saúde, o orçamento para a Aids e para a política de saúde da população LGBT está congelado, e a pasta que cuida dessas agendas está vaga", argumenta a estudante Phamela Godoy.

    Já Daniela Marquezine ressalta que os transexuais querem mostrar “para a sociedade que somos seres humanos e temos nossos direitos e lugar”, isso porque, “não queremos nada além do nosso espaço. Queremos mudar a imagem de que a transexual e a travesti são objetos sexuais”.

    No trio Mães pela Diversidade, Angela Moisés conta que uma de suas filhas chegou a ser apedrejada na rua aos 16 anos.

    “Nós entendemos que temos que botar a cara no sol e sair do armário com nossos filhos e filhas. Mostrar que não são filhos de chocadeira, que têm mãe, pai, irmãos”, acentua. Ela sustenta que a bancada fundamentalista “tenta dizer para o Brasil que família é só homem e mulher”, mas “família é amor”.

    A Parada levou o orgulho LGBT para as ruas da capital paulista e mostrou todo o descontentamento com o golpe que afastou a presidenta Dilma e tenta impor uma agenda de retrocessos nos Direitos Humanos, sociais e trabalhistas.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com agências

  • A avenida Paulista, em São Paulo, ficou toda feminista neste 8 de março - Dia Internacional da Mulher. “Estamos nas ruas pelos direitos das mulheres viverem sem medo”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    Com muita irreverência, mulheres de todas as cores e ideologias davam o seu recado contra o machismo, que vem matando há séculos. “A nossa manifestação é para chamar a atenção da sociedade sobre a violência que ceifa vidas e machuca meninas e mulheres”, diz Eliana Reinaldo, do departamento da Mulher do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP).

    Bitencourt entende a necessidade urgente de uma ampla mobilização da sociedade sobre os direitos das mulheres e as questões de gênero. “O Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres e o campeão de violência contra a população LGBT”, denuncia.

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    Para ela, “as pessoas precisam aprender a respeitar o outro e esse aprendizado só poderá ser efetivo se a mobilização for total com amplo debate nas escolas e em toda a sociedade”. Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), concorda com ela e realça o papel central da educação na resistência ao golpe e ao machismo.

    “Já passou da hora de darmos um basta em toda essa violência. O governo golpista ataca nossos direitos de todas as maneiras e as universidades vêm respondendo à altura. Mas ainda ocorrem estupros dentro dos campi universitários e nada é feito, Somos invisibilizadas”, ataca.

    Por isso, complementa, “estamos na luta para mostrar que as mulheres são o futuro e as universidades devem produzir ciência, conhecimento que ajudem a sociedade a evoluir. O conhecimento é uma importante ferramenta contra o machismo”.

    Mara Kitamura, do Sindicato dos Professores de Sorocaba, também acredita na importância da educação para combater essa chaga. “É necessário educar as crianças com base no respeito ao diferente, à divergência, à vida, ensinando a solidariedade e a generosidade”.  Principalmente, para mostrar “que ninguém é melhor do que ninguém”.

    Enquanto a marcha prosseguia, Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, afirma que as meninas estão sofrendo com o desemprego e com a falta de perspectivas. “As meninas têm sobre seus ombros as responsabilidades domésticas já muito cedo e sofrem do preconceito e da estigmatização no mercado de trabalho, além do assédio sexual constante em suas vidas, seja na rua, na escola ou até mesmo em casa”, diz.

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    Bitencourt define a questão afirmando que “estamos nas ruas pela vida das mulheres, pela democracia e pela soberania nacional. A nossa luta é por igualdade, justiça, liberdade e por uma vida digna para todas e todos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A virada dos votos para a eleição presidencial continua a todo o vapor. Cada vez mais artistas se manifestam contra o discurso de ódio e violência do candidato nazista e declaram voto em Fernando Haddad, em favor da democracia e dos interesses nacionais.

    Ivete Sangalo, Chitãozinho & Xororó, Sandy e seu irmão Junior, Família Lima, Thiaguinho, Racionais MCs, Gilberto Gil, Happin Hood, Daniel, Michel Teló, Elba Ramalho, Paula Fernandes, Seu Jorge e mais uma dezena de artistas gravaram o clipe com a música A nossa voz, de Xororó, Tommy e Kleber, que exalta o amor, a união e a igualdade.

    “Tudo o que eu quero é um país sem medo/De corrigir seus erros, de crescer e de sonhar (...) Somos índios, brancos, amarelos e negros”, cantam os artistas em favor da democracia e contra a pregação do ódio, da tortura e da repressão.

    Ouça A nossa voz, se emocione e reflita no país que deseja para os seus filhos e netos 

    E continuam: “Que tenha Justiça, mais saúde e educação/A mudança está em nossas mãos (...) Nossos filhos herdam o que plantamos/A semente está em nossas mãos (...) Nada irá calar a nossa voz/O nosso povo andando de mãos dadas”.

    A poesia dessa bela canção se contrapõe ao feroz discurso proferido por Jair Bolsonaro no domingo (21) na avenida Paulista em São Paulo, quando o candidato que foge de debate como o diabo foge da cruz disse que vai prender, perseguir e oprimir quem não concorda com ele, assustou quem estava hesitante.

    Nando Reis vota em Haddad contra a ditadura 

    Já Nando Reis gravou um vídeo onde afirma que discorda do PT, mas neste momento não se trata de ser “PT ou anti-PT”, porque “de um lado a gente tem um candidato que defende a democracia, a diversidade, a liberdade de opinião, do outro, um candidato que defende a tortura, exalta a ditadura, é puro retrocesso”. E declarou seu voto em Haddad neste domingo (28) para o amor vencer.

    Arnaldo Antunes contra o nazismo destruidor da vida 

    Arnaldo Antunes pediu para as pessoas votarem em Haddad porque se trata da “defesa da cidadania, da democracia contra um nazismo destruidor”. A cantora Gal Costa também declarou seu voto em Haddad mesmo não sendo petista porque “quero liberdade para meu país”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Última atualização dia 27/10/2018, às 8h59

  • Uma grande manifestação espontânea levou milhares de pessoas à avenida Paulista, em São Paulo, na noite desta quinta-feira (21) – dia do herói da Inconfidência Mineira, Tiradentes – em ato combinado pelo Facebook, para gritar a nova palavra de ordem em defesa da democracia: Fica Querida.

    Justamente para se contrapor ao "tchau querida" que os deputados golpistas usaram no domingo (17), dia no qual disseram sim ao golpe tramado pela direita mais reacionária da sociedade brasileira. Os manifestantes de todas as idades, cores e orientações sexuais, também gritaram "Dilma Fica".

    Vários manifestantes mencionaram o circo armado na votação da aceitação do pedido de impeachment para a presidenta Dilma. Para a maioria, essa votação deixou claro por “quem eles estavam votando”.

    Tanto que a secundarista Anna Júlia Potye disse aos Jornalistas Livres que essa foi a sua “primeira vez numa manifestação pró-democracia”. Segundo ela, “aquele circo” criou um “desejo de justiça” e acabou inflamando a juventude a defender a liberdade.

    O estudante Luiz Dantas conta que “criaram um evento falso no Facebook” convocando para o ato e mesmo assim “o pessoal veio, o ato começou pequeno e foi crescendo”.

    Já a cientista social Maiara Beckrich acredita que a transmissão ao vivo da votação despertou muitas pessoas para o que realmente está acontecendo no país.

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    “Muita gente que estava em cima do muro, muita gente viu em nome de quem estavam votando aqueles deputados. Eu acho que essas pessoas que viram o cunho dessas falas também se mobilizaram e perceberam que não podiam estar do lado de lá, tinham que estar desse lado de cá mesmo”, afirma.

    “Toda vez que eu venho num protesto e tem um enorme número de mulheres, eu me sinto acolhida, me sinto à vontade num nível que não é compreensível, sabe?”, diz Anna Júlia. A estudante Márcia Rosa diz que “eles são todos contra mim” e complementa: “sou mulher, negra, pobre, lésbica e comunista”.

    Entre feministas, movimento negro, LGBT, indígenas e trabalhadores, o canto é uníssono: Dilma fica, e Cunha sai. Também entoaram cânticos com a frase “Dilma guerreira, mulher brasileira”. Diversas manifestantes disseram sentir-se atingidas pelos ataques misóginos à presidenta.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações dos Jornalistas Livres - Foto: Revista Fórum

    Assista vídeo de Henrique Cartaxo para os Jornalistas Livres:

     

  • Presente ao ato do 1º de maio - Dia do Trabalhador e da Trabalhadora - na avenida Paulista, em São Paulo, a presidenta do Sindicato dos Educadores da Infância (Sedin), Claudete Alves da Silva, conversou com a reportagem do Portal CTB.

    "As educadoras e educadores da infância de São Paulo participaram ativamente da greve geral do dia 28 e participamos deste histórico 1º de maio para mostrar que não somos vagabundos, como disse o prefeito João Doria".

    Ela explica que as trabalhadoras e os trabalhadores da educação infantil da capital paulista estão presentes na principal data da classe trabalhadora como uma forma de resistência contra as reformas do governo Temer.

    "Queremos manter e ampliar nossas conquistas. Não aceitamos que cortem nossos direitos e lutaremos com todas as nossas forças para trabalhar com dignidade e também podermos nos aposentar. Defendemos ainda uma educação de qualidade para todas as crianças", conclui.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Milhares de pessoas prometem lotar a avenida Paulista, em São Paulo, para gritar pelo “Fora Temer” e Diretas Já. Como dizem os jovens "não tem arrego" para golpistas. A concentração tem início às 14h no vão do Masp, que já virou palco histórico das lutas contra o golpe.

    show pela democracia paulista 11 9

    A partir das 16h, os artistas contra o golpe mostram que arte é resistência e fazem o Show pela Democracia. A cantora paulistana Tiê e o grupo O Teatro Mágico são garantias de que a boa música vai encantar a militância da liberdade e mostrar que vai ter luta sempre.

    O maior sucesso de Tiê até o momento é a bela canção “A Noite”, onde ela diz: “Te contei tantos segredos que já não eram só meus/Rimas de um velho diário que nunca me pertenceu/Entre palavras não ditas, tantas palavras de amor/Essa paixão é antiga e o tempo nunca passou”.

    Aqui você pode se deliciar com outra belezura da cantora e compositora: “Isqueiro Azul” 

    O grupo O Teatro Mágico surgiu em 2003, em Osasco, na região da Grande São Paulo. O Teatro mistura circo, teatro, poesia, música e literatura, fazendo um show sem igual.

    Os artistas pedem para ir de branco e levar flores para mostrar que a luta pela democracia tem arte e poesia e é contra a repressão e a violência.

    Veja clipe da música “Amanhã... Será?”, do Teatro Mágico

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

    Foto: Darian Dornelles

  • Milhares de mulheres se reuniram na noite desta segunda-feira (13) na avenida Paulista, em São Paulo, contra a aprovação, por uma comissão especial da Câmara dos Deputados, da criminalização do aborto em qualquer circunstância, na quarta-feira (8), em Brasília.

    O movimento ganhou o nome de “Todas contra 18” porque dos 19 votos possíveis 18 foram a favor da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 181/2015, que criminaliza o aborto em qualquer circunstância. O voto contrário foi dado pela única mulher da comissão, a deputada federal Érika Kokai (PT-DF).

    Após concentrarem-se no tradicional local de protestos da capital paulista, o vão do Masp, as mulheres marcharam pelas ruas da metrópole com palavras de ordem em defesa do direito das mulheres em terem o poder de decisão sobre o próprio corpo. A crítica maior foi a de obrigar a manter a gravidez em casos de estupro. 

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    “Não é possível que em pleno século 21 alguém possa apoiar essa tese absurda de obrigar uma mulher a levar a cabo uma gravidez fruto de uma violência inominável. Seria um retrocesso sem precedentes”, afirma Raimunda Gomes, a Doquinha, secretária de Comunicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Já no Rio de Janeiro outras milhares marcharam pelo centro da Cidade Maravilhosa pelos mesmos motivos. “Não tem explicação uma comissão que vota projeto sobre aborto ser composta por maioria absoluta de homens”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher da CTB-RJ.

    manifestacao mulhers riodejaneiro 2017 11 13

    Para ela, “restringir direitos já conquistados é uma afronta ao bom senso, ainda mais num país em que a estimativa é de cerca de 500 mil estupros por ano”, reforça. “Não podemos nos calar diante de tamanha insensatez”. Ocorreram manifestações também em Florianópolis, Campinas (SP), Porto Alegre e Belo Horizonte.

    Atualmente, a legislação permite aborto no Brasil em caso de estupro, feto anencéfalo ou em caso de risco de morte da mãe. Inclusive, em novembro de 2016, a primeira turma do Supremo Tribunal Federal considerou que a interrupção da gravidez até o terceiro mês não configura crime. A previsão é de que a PEC 181 vá para votação em plenário na Câmara dos Deputados na terça-feira (21).

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy