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Dom, Jul

bancos

  • Sem justificativa, pois apresentam lucros exorbitantes, os bancos continuam cortando postos de trabalho. Foram eliminados, entre janeiro e novembro do ano passado, 1.540 empregos. Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados).

    Os bancos múltiplos com carteira comercial (Itaú, Bradesco, Santander e Banco do Brasil) são responsáveis pelo desligamento de 640 empregados. A Caixa, sozinha, eliminou 1.059 vagas.

    A lucratividade alta reforça que não tem motivos para as empresas seguirem com a política de cortes. Caixa, BB, Itaú, Bradesco e Santander lucraram, entre janeiro e novembro, mais de R$ 60 bilhões. A rotatividade colabora para a alta no lucro.

    Os bancários admitidos ganhavam, em média, R$ 4.323,00, enquanto os desligados recebiam R$ 6.555,00. Quer dizer, a remuneração dos contratados corresponde a 66% do salário médio dos demitidos.
    A política de cortes reflete na qualidade de vida. Os funcionários trabalham extremamente sobrecarregados, com nível de estresse nas alturas, comprometendo a saúde. Os clientes também são prejudicados com atendimento precarizado. 

    Desigualdade de gênero se acentua 

    A desigualdade de gênero no setor financeiro só aumenta. Entre janeiro e novembro, as mulheres admitidas nos bancos recebiam, em média, R$ 3.684,00, valor que corresponde a 74,9% da remuneração média dos homens contratados no mesmo período (R$ 4.918,00).

    A desigualdade é verificada também no desligamento, o que mostra discriminação contínua. As bancárias demitidas ganhavam, em média, R$ 5.640,00. O valor corresponde a 76% da remuneração média dos homens desligados entre janeiro e novembro, que era de R$ 7.457,00.

    Os dados do Caged ainda apontam que os obstáculos são maiores para elas subirem na carreira. Por isto, é antiga a luta do movimento sindical pela igualdade de oportunidades no setor. 

    Fonte: Bancários da Bahia
     

  • As entidades sindicais e o Santander assinaram na quinta-feira (01), em São Paulo, pela manhã, o Aditivo à Convenção Coletiva 2016/2018. O aditivo, assim como o acordo fechado com a Fenaban, terá validade de dois anos, de 1º de setembro de 2016 a 31 de outubro de 2018. O diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, José Antônio, esteve presente na assinatura representando os sindicatos da base.

    "Destaco a importância da luta dos bancários do Santander que conseguiram renovar o aditivo com ganhos financeiros e sociais para a categoria. Isto é reflexo da atuação do movimento sindical com a disposição de luta dos bancários", avalia José Antônio, diretor da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe (Feeb-BA), filiada à CTB, qu participou da reunião ao lado das diretoras do Santander de RH, Vanessa Lobato, e de Relações Sindicais, Fabiana Ribeiro.

    O acordo prevê a correção das bolsas de graduação e pós pelo índice da Fenaban: 8% em 2017 e, em 2018, INPC mais 1% de aumento real. Houve um aumento no total de bolsas para 2.500, sendo 2 mil para graduação e 500 para pós. O Programa de Participação nos Resultados do Santander (PPRS) terá reajuste de 9,13% em 2016, que equivale a R$ 2.200 no mínimo. Em 2017, o programa terá a correção da inflação (INPC) mais 1% de aumento real.

    Garante também que todos os bancários do Santander receberão R$ 2.200 de PPRS referente ao ano de 2016 (o crédito é em março de 2017). Já os trabalhadores que são elegíveis à remuneração variável (o que ganham pelo cumprimento de metas acordadas com o banco) receberão o valor que for maior. Além disso, prevê licença-adoção de 120 dias e os 15 minutos de intervalo computados dentro da jornada de 6 horas.

    Fonte: Feeb-BA

  • Após 21 dias de greve, os bancários continuam firmes na disposição de conquistar aumento real de salários. Nem a intransigência dos bancos tem tirado a motivação da categoria.

    Mesmo diante da tentativa dos patrões de enfraquecer a mobilização da categoria, a greve paralisou 13.385 agências e 40 centros administrativos. O número representa 57% das agências de todo o Brasil.

    Nesta segunda-feira (26), o Comando Nacional dos Bancários volta a se reunir em São Paulo, para discutir estratégias para forçar a Fenaban a retomar as negociações, com a apresentação de uma proposta de acordo digna, que contemple aumento real de salários, garantia de emprego e melhores condições de trabalho.

    “A hora é de manter a calma e o foco na manutenção da greve, que já é uma das maiores da história da categoria. Os bancos estão aproveitando o momento político, com um governo golpista, para tentar retirar direitos dos bancários, retomando a política de abonos da era FHC, mas não vamos aceitar. Vamos continuar na luta, pois só ela garante a nossa vitória!”, afirmou o presidente da Federação dos Bancários da Bahia e Sergipe, Emanoel Souza, que viaja para São Paulo na segunda-feira (26), para a reunião do Comando Nacional.

    A pauta de reivindicações foi entregue aos bancos no dia 9 de agosto, mas a Fenaban não apresentou proposta decente, que contemple as reivindicações dos trabalhadores. Já foram oito rodadas de negociação sem sucesso. Mesmo após recordes diários de agências e locais de trabalho paralisados, os bancos insistem em se manter em silêncio, diante das demandas dos bancários, preferindo o uso de práticas antissindicais para tentar desestruturar o movimento grevista.

    O presidente do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região, Luiz Angelo Coan, critica que a postura dos bancos, de se recusar a negociar com a categoria e prolongar a paralisação nacional, é irresponsável com funcionários e clientes. “A categoria está aberta ao diálogo, mas as empresas precisam oferecer uma proposta digna e não ignorar nossas demandas. A greve chegou nesta segunda-feira ao 21º dia e, desde 15 de setembro, os representantes dos bancos têm se negado a negociar. A categoria está à disposição para se reunir com a Fenaban e agora cabe aos bancos chamarem para uma nova rodada”, afirma.

    Em Chapecó, os bancários realizam ato público nesta terça-feira (27), a partir das 16h, em frente à agência do Bradesco, na avenida Getúlio Vargas, esquina com a Marechal Bormann.

    Portal CTB

     

     

  • Os bancários da CTB em diversos estados participaram nesta quarta-feira (18) do Dia Nacional de Luta em Defesa da Caixa 100% pública. O objetivo é alertar a sociedade sobre a ameaça de abertura do capital da empresa e a importância de mantê-la pública para o desenvolvimento de políticas sociais.

    As atividades também são para defender os participantes da Funcef reivindicando o imediato pagamento do contencioso judicial e protestando contra o PLP 268/16, cobrando ainda a incorporação do REB pelo Novo Plano, o fim do voto de Minerva, a preservação da paridade no equacionamento do REG/Replan Não Saldado e a manutenção do Fundo de Revisão de Benefícios (FRB) e do Fundo de Acumulação de Benefícios (FAB).

    Na Bahia e Sergipe, base da Federação, os sindicatos dos bancários realizaram manifestação em Aracaju (SE), Salvador, Feira de Santana e Vitória da Conquista. “A Caixa não é apenas um banco. É a empresa responsável pelo atendimento ao trabalhador e a população mais pobre, que é assistida pelos programas sociais. Tem papel estratégico também para a regulação do sistema financeiro. Todo brasileiro um dia foi ou será atendido pela Caixa”, ressaltou o presidente da Feebbase, Emanoel Souza.

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    Em Chapecó, a manifestação começou às 9h, em frente ao INSS. Durante a tarde, os manifestantes percorreram o centro de Chapecó com faixas e cartazes para chamar a atenção da população sobre as ameaças aos direitos dos trabalhadores.

    Representantes do Sindicato dos Bancários de Chapecó e Região participaram do ato. “A reforma trabalhista, que está a poucos dias de entrar em vigor, se trata de um desmonte nos direitos dos trabalhadores, conquistados após anos de luta. Assim como a da Previdência, que ainda está em tramitação, mas só traz prejuízos e ameaça a aposentadoria de milhares de brasileiros”, afirmou o presidente do Sindicato, Luiz Angelo Coan.

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    Portal CTB com Seebs

  • Os bancários de todo o País participaram, nesta quinta-feira (6), do Dia Nacional em Defesa dos Bancos Públicos. As manifestações foram idealizadas pelo Comando Nacional dos Bancários, como forma de protestos contra as ameaças proferidas por representantes das direções dos bancos e membros de governos, que têm a intenção de fragilizar as empresas e vender seus ativos.

    A política neoliberal imposta por Temer e que será mantida por Bolsonaro desmonta as estatais e desgasta suas imagens para entregá-las às multinacionais.  Para alertar sobre os prejuízos a toda nação brasileira, o Sindicato dos Bancários da Bahia percorreu, nesta quinta-feira (06/12), as agências do BNB, BB e Caixa do Comércio, em Salvador. 

    As estatais são fundamentais para o desenvolvimento social e econômico do país e vão muito além do lucro. Portanto, não podem ser entregues à iniciativa privada. O BB financia a agricultura familiar. Já a Caixa é a principal gestora de programas como Bolsa Família e Minha Casa, Minha Vida. Os dois também estão presentes em municípios onde os privados não chegam. 

    Por isso, a mobilização é tão importante. "Defender os bancos públicos é defender o Brasil. Nossa luta é em defesa de tudo que o BNB, BB e Caixa ofertam à população", destaca o presidente do Sindicato. Augusto Vasconcelos chama atenção ainda para as escolhas feitas pelo governo Bolsonaro para o comando do BB e Caixa. Os nomes não deixam dúvidas de que a intenção é abrir o caminho para entregar as estatais ao grande capital.

    Alguns atos pelos estados

    Salvador - Bahia

     

    Belo Horizonte - Minas Gerias

    Em Belo Horizonte, o Sindicato dos Bancários promoveu um ato em frente ao prédio do Banco do Brasil da Rua Guarani.

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    São Paulo - São Paulo

    Na Avenida Paulista, em frente à Super do BB, bancários distribuíram alimentos da agricultura familiar para a população.

     
    ABC Paulista - São Paulo
     
    As atividades foram realizadas em Santo André, São Bernardo, Mauá e Diadema em agências da Caixa e Banco do Brasil. 
     

     

    Curitiba - Paraná

    Sindicato realizou ato em frente à agência Carlos Gomes da Caixa Econômica Federal. Os dirigentes sindicais alertaram a população sobre as pretensões de desmantelamento e privatização das estatais, ressaltando que os bancos públicos são lucrativos e extremamente importantes para a sociedade. Programas governamentais essenciais como o ‘Bolsa Família’, o ‘Minha Casa, Minha Vida’, o Fies, o ProUni e o Pronaf correm o risco de deixar de existir e prejudicar de toda a sociedade caso as ameaças se concretizem. 

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    Macaé - Rio de Janeiro 

    Em Macaé o ato aconteceu nas agências do BB e CEF do centro de Macaé, onde o objetivo foi a conscientização dos bancários e da população em geral, sobre a importância dos bancos públicos, os quais são os responsáveis pelo atendimento na maior parcela de municípios no país, sobretudo aqueles comumente considerados menos rentáveis. Têm forte presença nas regiões Norte e Nordeste do Brasil, mais carentes em termos de atendimento bancário. Na região Norte, 63,3% do total de agências são de bancos públicos e na Região Nordeste, 59,3%.

    Fotos: SEEB Bahia e Contraf

    Portal CTB - com informações das agências

     

  • Em negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Febraban), os bancários de São Paulo e região cobraram da entidade a garantia de que não haverá diminuição de empregos nem contratações de profissionais terceirizados, intermitentes ou temporários.

    A reivindicação foi feita quarta-feira (26), em mais uma rodada de negociações da campanha salarial de 2018. A categoria quer que o compromisso de não cortar vagas por postos “precários” esteja na convenção coletiva.

    Os bancários dizem ainda que os bancos vêm cortando postos, mesmo sendo um dos setores da economia que veem seus lucros crescerem cada vez mais. Segundo a Febraban, as discussões ainda estão em andamento. O fim das negociações está marcado para o dia 1º de agosto.

    No dia 1º, ocorrerá nova rodada de negociações, que tratará sobre as cláusulas econômicas. Na reunião da semana passada, a discussão entre bancários e bancos girou em torno da saúde dos profissionais da área.

    Portal CTB com informações de agências

  • Os banqueiros não têm o que reclamar. Faturam em cima de tarifas e juros abusivos cobrados aos clientes. No primeiro trimestre deste ano, Itaú, Bradesco, BB, Caixa e Santander lucraram quase R$ 25 bilhões. Mas, os bons resultados não impediram que o setor eliminasse 2.079 postos de trabalho entre janeiro e maio. Só em maio, os bancos fecharam 377 vagas.


    Os dados são do Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Os números deixam claro que nada justifica o fechamento de postos. Os lucros seguem nas alturas e as agências lotadas com serviço precário. As empresas terminaram 2018 com lucratividade na casa dos R$ 85,9 bilhões, alta de 16,2% em relação a 2017, quando o lucro foi R$ 74 bilhões. 


    As empresas deveriam adotar postura social, contratar empregados e colaborar para diminuir com a taxa de desemprego do país. Porém, vão na contramão. Inclusive, os bancos estão no topo da lista de apoiadores da reforma da Previdência, proposta do governo que vai acabar com a aposentadoria de milhões de brasileiros.

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • Os bancos costumam cobrar preços diferenciados nos pacotes de tarifas. Para piorar, reajustem e impõem juros exorbitantes. Muitos clientes nem imaginam quanto pagam. Segundo pesquisa do Ibope Inteligência, encomendada pelo C6 Bank, 49% não sabem quanto desembolsam com as taxas. 


    Especialistas aconselham ao consumidor renegociar os valores dos pacotes, caso achem que estão inadequados, ou mudar de banco para uma opção mais vantajosa. 


    Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), a bancarização atingiu 60% no Brasil em 2018. Entre contas corrente, poupança, salário, de investimento ou de pagamento, o brasileiro bancarizado tem em média 3,7 contas abertas. 


    A poupança ainda lidera, com 79% de participação, seguida pela conta corrente (78%). Mas, seja qual for a opção, é bom ficar de olho, pois os bancos não vacilam e tiram o que podem dos clientes na busca ensandecida de lucro.

    Com informações de bancariosbahia.org.br

  • Não foi nem em um nem em dois governos que os direitos dos trabalhadores estiveram na berlinda. Com Bolsonaro não é diferente. Quando a retirada de direitos e tentativa do não cumprimento dos direitos já conquistados, os Sindicatos sempre estão prontos para entrar em ação. 

    No ano de 2018, o setor financeiro lucrou R$ 77 bilhões, às custas de muita pressão, metas absurdas e adoecimento físico e psicológico de bancários. O setor mais lucrativo da economia brasileira trabalham intensamente para que o trabalhador não tenha voz, para fechar os sindicatos e enfraquecer os funcionários. Além de sempre tentar diminuir salários e retirar direitos. 

    "O Sindicato dos Bancários se notabiliza pela defesa e qualidade do emprego. Após a reforma trabalhista muito foi retirado do trabalhador, inclusive o direito de saber previamente quanto irá receber no fim do mês, graças aos contratos intermitentes", afirmou o presidente do Sindicato, Augusto Vasconcelos. 

    Sem contar as substituições de trabalhadores contratados por terceirizados que ganham até 70% a menos do no setor bancário. A lógica dos banqueiros é lucrar e não oferecer nenhuma contrapartida para o trabalhador. 

    Fonte: SEEB Bahia

  • O ministro da Economia, que repesenta os interesses de banqueiros e rentistas do sistema financeiro, classificou como “recuo” as mudanças na proposta original encaminhada por Jair Bolsonaro à Câmara dos Deputados incluídas no relatório da Comissão Especial, elaborado pelo deputado Samuel Moreira (PSDB/SP).

    Por sugestão da oposição, Moreira excluiu o regime de capitalização proposto por Guedes, que na verdade significa a privatização do sistema previdenciário, os trabalhadores bancariam sozinhos e a gestão da poupança previdenciária seria entregue ao sistema financeiro, que iria auferir bilhões de lucros com a brincadeira.

    O Ministérioda Economia não iformou qual seria ocusto de transição do sistema público para o privado, mas o presidente da Comissão Especial, deputado Marcelo Ramos (PL-AM), citou estimativas de que chegaria a R$ 400 bilhões no primeiro ano, um valor quatro vezes superior à economia pretendida com a reforma, de R$ 1 trilhaõ em 10 anos.

    A capitalização faria explodir o déficit público que o governo diz querer combater e é o grande pretexto para a reforma. Isto porque com a migração do trabalhador para o sistema privado o INSS deixaria de arrecadar as contribuições, ficando porém com a obrigação de pagar os benefícios dos que já estão aposentados,

    A capitalização também reduziria o valor das aposentadorias, conforme sugere a experiência do Chile, onde cerca de 80% dos que se aposentaram pelo modelo implantado pelo ditador Autusto Pinochet recebem bem menos que um salário mínimo, foram condenados à miséria, o que levou a um brutal aumento do índice de suicídios entre idosos.

    Parece óbvio que a capitalização só interessa a rentistas, banqueiros e empresários de uma forma geral, que mais arcariam com a obrigação de contribuir para a Previdência. Mas é a esta classe social que Paulo Guedes pertence e com a qual está omprometido. É compreensível que tenha também criticado a reoneração e aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) dos bancos, que deve gerar uma receita de R$ 50 bilhões para a Previdência, segundo o relator.

    Guedes é um neoliberal radicalizado, que não disfarça muito a condição de representante de banqueiros e rentistas. Todo o custo de sua reforma recai sobre as costas da classe trabalhadora. 

  • A semana começou com mais uma notícia negativa para o Brasil e a classe trabalhadora. Desde que o governo Temer assumiu há uma rotina de retrocesso, desmonte e enxugamento da máquina pública no país.

    O Banco do Brasil anunciou neste domingo (20) um plano reestruturação, que já está sendo executado, com a redução do número de agências e do quadro de funcionários. Segundo as informações divulgadas, a estrutura do BB será reduzida em todos os âmbitos. Na rede de agências, 379 serão transformadas em postos de atendimento e 402 serão fechadas.

    O banco comunicou ainda um Plano Extraordinário de Aposentadoria Incentivada (PEAI), de adesão voluntária até 09 de dezembro de 2016, como incentivo aos funcionários em condições de se aposentar. Atualmente 18 mil funcionários do BB estão aptos à aposentadoria. Além dos cortes de dotação de pessoas e o PEAI, o banco também anunciou a ampliação do público alvo da jornada de 6 horas, estendendo a opção aos assessores de todas unidades.

    As medidas anunciadas causaram temor. Em meio a atual conjuntura de crise que o país atravessa, a reestruturação tende a aumentar o desemprego no Brasil e a reformulação anunciada pode atingir e prejudicar consideravelmente a vida dos trabalhadores e da população rural.

    “Nós estamos muito impactados com essa notícia, aliás eu nunca vi um conselho do Banco do Brasil se reunir num domingo e eles não anunciaram o que vão fazer -  já fizeram. Hoje, pela manhã, falei com um gerente do banco - estão desesperados, entraram no site da instituição e os cargos deles, metade já se foi. Acredito que no campo teremos um grande impacto, justamente pela capilaridade que o BB tem em nossos municípios. Não sabemos se essas tantas agências que vão fechar serão apenas nos centros urbanos ou também nos pequenos municípios, onde os agricultores vão lá para fazer suas propostas de financiamentos.  Se o fechamento de agências atingir o meio rural, os pequenos municípios, teremos um impacto negativo muito grande, inclusive para a Agricultura Familiar, já que o BB é o grande fomentador de empréstimos para toda agricultura, especialmente a AF”, declarou o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), Alberto Broch.

    Para Broch, a função social do banco também será prejudicada ou extinta com a mudança. “Há o impacto político, porque nós temos uma visão de defesa de um banco público, que esteja a serviço da população no Brasil e não um banco com características de privado. Há uma suspeita de que eles podem enxugar a máquina de tal forma para facilitar, inclusive, a venda do BB - isso é muito perigoso. Somos contrários a essa medida que, aliás, acreditamos, está articulada com a PEC 55, a Reforma da Previdência, Trabalhista. Achamos que amanhã ou depois vão mexer na Caixa Econômica também”, ressaltou.

    Dirigentes das entidades que representam os trabalhadores na instituição e a Comissão de Empresa dos Funcionários do Banco do Brasil realizaram nesta terça-feira (22), em Brasília, uma reunião com a direção do banco para esclarecimento das medidas e negociação de garantias e direitos dos funcionários afetados.

    O diretor jurídico do Sindicato dos Bancários da Bahia, Fábio Lédo, diz que a reformulação anunciada é preocupante e beneficia apenas os trabalhadores em fase de aposentação.

    “Existem duas situações a considerar. O plano de aposentaria incentivado, que pode chegar até 15 salários, para aquelas pessoas que já em condições de se aposentar, é um incentivo e isso vinha sendo esperado por boa parte destes funcionários. Paralelo a isso, houve uma reestruturação do BB, com o fechamento de agencias nesse momento de desemprego e recessão, que vai trazer uma perda significativa de postos de trabalho, com o enxugamento do quadro do banco, e vemos isso com grande preocupação. A gente teme que essa seja mais uma política do novo governo para tentar privatizar, futuramente, o Bando do Brasil, reduzindo o custo com a mão de obra. É esse o grande problema. Hoje na reunião fizemos alguns questionamentos sobre essas mudanças - o que vai ocorrer com os funcionários que tiverem seus cargos extintos – e exigimos garantia para esses trabalhadores. Cobramos explicações ainda de como ficará a situação dos que permanecerem.

    Para Lédo, a justificativa dada para a reestruturação, que tem o objetivo de reduzir custos, não é aceitável e a mudança é desnecessária, tendo em vista que o Banco do Brasil é uma instituição extremamente lucrativa e pública.

    “Essa é uma medida de enxugamento de quadro desnecessária. Primeiro, porque o banco vem reiteradamente apresentando lucros bilionários. Segundo, porque a quantidade de funcionários existente já é subdimensionada, ou seja, o BB já trabalha com o quadro enxuto, diante da quantidade de clientes que tem e não há necessidade de reduzir ainda mais. O Banco do Brasil é um banco público e não pode pensar apenas no lucro, ele tem que estar onde os bancos particulares não estão, por não haver um certo retorno financeiro, apenas social. Há cidades que só tem agencia do BB e o governo deve manter o banco para essas pessoas. Não dá para equipará-lo a um banco privado, pois ele tem seu papel social. Essa reestruturação prejudica os trabalhadores e a instituição.

     

    De Brasília, Ruth de Souza – Portal CTB