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Ter, Mar

Beto Richa

  • A PEC 241 e a reforma do ensino médio destroem os sonhos de uma geração inteira

    Mais de 3 mil estudantes e docentes tomaram as ruas do centro da capital paranaense, Curitiba, neste domingo (9) contra a reforma do ensino médio (medida provisória 746/16) e as mudanças na legislação estadual propostas pelo governador Beto Richa (PSDB) (saiba mais aqui).

    “Os Trabalhadores e trabalhadoras da educação pública do estado saíram às ruas em apoio aos estudantes que já ocupam escolas contra essa reforma autoritária e elitistas do ensino médio”, dia Francisco Manoel de Assis França, o Professor Kico, da CTB-PR Educação.

    Camila Lanes convoca estudantes a ocuparem as escolas para defender a educação 

    A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes explica que a juventude se mobiliza em todo o país até “a MP 746 (reforma do ensino médio) ser retirada de pauta e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 engavetada definitivamente”.

    A União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) repudia também “as declarações do governador Beto Richa que desqualificam a luta dos estudantes e busca deslegitimar as ocupações, desconhecendo que as ocupações são uma reação à forma com a educação é tratada” pelo poder público.

    Manifestação dos secundaristas paranaenses no domingo em Curitiba  

    Lanes define os dois projetos do governo golpista como ataques aos direitos das filhas e filhos da classe trabalhadora. “Somos contra a MP 746 porque queremos participar das discussões sobre o nosso futuro e não queremos aprender somente a somar, subtrair e apertar botões. Queremos viver, amar e participar das decisões sobre o nosso país”.

    Por isso, diz ela, as mobilizações dos estudantes estão apenas no começo. “A tendência é crescer e passarmos de 150 escolas ocupadas em todo o país já neste fim de semana”. Até o momento já são 94 escolas ocupadas em alguns estados.

    A estudante Suany Scrassacata afirma ao G1 ser contra a retirada de sociologia, filosofia, artes e educação física do currículo escolar. “A gente está sofrendo um retrocesso. Tem escola pública fechada, por falta de estruturação. Nisso, ninguém trabalha, ninguém vê. Eles querem impor a escola sem partido, sem ao menos arrumar as nossas escolas. A estrutura das nossas escolas está caindo aos pedaços”.

    Já o professor Kico conta que os docentes, além de apoiarem essas bandeiras da juventude em defesa de uma educação pública inclusiva, estão contra o projeto do Executivo paranaense que corta verbas e salários dos servidores (leia mais aqui).

    Lanes conta ao Portal CTB que há escolas ocupadas no Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso. E crescendo porque a “PEC 241 é o principal mecanismo dos golpistas para acabar com os sonhos de uma geração inteira”.

    Tropa de choque ameaça jovens em São Paulo 

    Cercados pela tropa de choque da Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin, também do PSDB, os estudantes que ocupavam a Escola Estadual Caetano de Campos decidiram desocupar na noite do sábado (8).
    Mas “continuaremos firmes na mobilização para a resistência ao desmonte da educação pública”, afirma Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes).

    E para piorar, os universitários paulistas prometem manifestação em São Paulo nesta terça-feira (11) porque o Ministério da Educação não está horando o compromisso com as universidades referente ao programa Financiamento Estudantil (Fies). A presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Flávia Oliveira, disse à jornalistas Laís Gouveia que a situação preocupa. “Desde que Temer assumiu, a transferência não é feita para as universidades, e tem muitas delas que sobrevivem com 97% da sua arrecadação através do Fies, ou seja, se não há o pagamento, muitas instituições de ensino superior fecharão as portas. Na PUC São Paulo, por exemplo, o governo deve R$ 8 milhões em repasses e a reitoria transfere esse problema para os estudantes bolsistas, alegando que, se não houver o pagamento, os beneficiários terão que pagar suas mensalidades por conta própria”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Congresso da CTB-PR reforça a luta pelos direitos da classe trabalhadora

    Em seu 4º Congresso Estadual, realizado nesta sexta-feira (30), na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), em Curitiba, capital paranaense, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Paraná (CTB-PR) avaliou como ótima a gestão dos últimos 4 anos, sob a presidência de José Agnaldo.

    “Além do balanço da gestão anterior, fizemos uma análise da conjuntura estadual e nacional e elaboramos um plano de lutas compatível com os nossos desafios perante aos ataques aos direitos da classe trabalhadora”, diz Mário Ferrari, presidente eleito da CTB-PR. Ele dirige também do Sindicato dos Médicos do Paraná.

    De acordo com ele, o vice-presidente da CTB nacional, Nivaldo Santana fez uma análise sucinta da conjuntura nacional, avaliando a necessidade de uma frente ampla para enfrentar o governo ilegítimo de Michel Temer e a agenda ultraliberal “contra os interesses de quem produz a riqueza e não vê o seu fruto”, argumenta Ferrari.

    ctb pr dirigentes nivaldo congreso 2017

    Da esquerda para a direita: Mário Ferrari, Ademir Mueller, presidente da Fetaep, e Nivaldo Santana

    Ressalta ainda que os delegados e convidados presentes ao Congresso saudaram as manifestações da Greve Geral desta sexta-feira “contra as reformas trabalhista e da previdência e todos os ataques aos interesses nacionais e do povo brasileiro”.

    O novo presidente da CTB-PR tem a expectativa de conduzir a central estadual à altura dos desafios colocados pela conjuntura nacional e estadual. “Temer e Beto Richa defendem os interesses dos mais ricos e cortam investimentos nas áreas sociais como educação e saúde, prioridades máximas de qualquer governo minimamente sério”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Contra privatização da Copel: CTB-PR organiza resistência pelo emprego e pelo serviço público

    “Na onda de entrega do patrimônio nacional está a proposta de privatizar as estatais brasileiras e dos estados”, afirma Alexandre Hungaro da Silva, secretário de Meio Ambiente da CTB-PR e integrante do núcleo de base cetebista contra a privatização da Companhia Paranaense de Energia (Copel).

    Ele explica que as trabalhadoras e trabalhadores da Copel estão apreensivos. Por isso, “constituíram um Comitê Interno e procuraram os sindicatos que representam as diversas categorias para construir um movimento de resistência”.

    Isso porque, “todos nós sabemos que privatização significa demissão em massa, trabalho precário, serviço prestado de má qualidade e encarecimento dos serviços ofertados”, garante Silva, que é lotado na Copel e sociólogo por formação.

    “A privatização da Copel é um velho projeto do capital financeiro, e das elites paranaenses”, afirma. De acordo com Silva, algumas empresas de telecomunicações sinalizam interesse em adquirir a Copel Telecom. O que seria um sinal da proposta privatista.

    Além disso, um ex-presidente da estatal do Paraná, deu entrevista à revista Exame defendendo a privatização da empresa. Por fim, diz ele, “a Copel Telecom tem feito esforços para segregar sua sede e meios digitais da Copel Geração e Transmissão, o que é um passo inicial necessário para a privatização”.

    ctb pr nao privatizacao

    O sindicalista lembra ainda que na eleição ao governo do estado, em 2014, Beto Richa firmou em cartório um documento afirmando que não iria privatizar a Copel, entretanto, “com o golpe de Estado de 2016, e o projeto privatista do setor elétrico pelo governo golpista, Richa volta com a proposta de privatizar a estatal tão cara ao povo paranaense”, acentua.

    Silva denuncia má gestão administrativa na Copel. “A gestão da empresa tem sido problematicamente conduzida”, afirma. “Há um número excessivo de diretores e postos de comando com alto salários”, além disso, continua “duas situações administrativas potencialmente graves vieram a público recentemente, a empresa foi supostamente envolvida em negociatas em torno da PR 323, há uma situação de investimentos financeiros que não estão em conformidade com as regras de governança na Uega, a termelétrica de Araucária”.

    Ele conta também que a Copel “se desfez do capital que possuía na Companhia de Saneamento do Estado do Paraná, a Sanepar”. Para Silva, “estas situações colocam em dificuldade a capacidade de financiamento da companhia, indicando sucateamento para privatizar”.

    O Comitê de trabalhadoras e trabalhadores contra a prinvatização da Copel lançaram um manifesto; leia a íntegra abaixo:

    O governo do Paraná prepara a venda da Copel Telecom S/A

    Empregados da COPEL denunciam à sociedade paranaense que o governo do Estado do Paraná prepara a venda da subsidiária COPEL TELECOM S/A.

    As empresas do setor elétrico possuíam amplas redes de fibra óptica instaladas em linhas de transmissão de alta tensão, que cumpriam o papel de permitir a comunicação entre usinas, subestações e unidades administrativas das empresas. Com o tempo estas empresas ingressaram no mercado de comunicação de dados, sendo fornecedoras de serviço para outras empresas de telecomunicações, como as operadoras de celulares. De fato, quando efetuamos uma ligação a partir de nossos aparelhos, entre uma torre e outra, os dados trafegam em redes de fibra óptica. Entretanto, o rápido crescimento e as vantagens técnicas das redes de empresas como a COPEL TELECOM e a CEMIG TELECOM têm despertado a cobiça das operadoras.

    Em meses recentes diversas notícias têm sido veiculadas na imprensa aberta, noticiando o interesse de operadoras de celular em ativos das empresas de telecomunicações associadas a essas estatais. A sua privatização ocorreria antes da entrega da ELETROBRÁS e, diante do fracasso econômico e político do Golpe de Estado, antes das eleições de outubro.

    As empresas de energia e telecomunicações são estratégicas para fomentar o desenvolvimento técnico e científico nacional, pois podem ser grandes indutoras de encomendas ao setor privado e auxiliar na definição de parâmetros e protocolos de evolução dos sistemas. As empresas de telecomunicações estatais são fundamentais para assegurar a privacidade de dados dos cidadãos e a soberania do Estado.

    No Estado do Paraná, tudo indica que a privatização da COPEL TELECOM S/A vem sendo implementada com absoluta falta de transparência perante a sociedade. A atual administração da COPEL pretende já no mês de maio transferir os empregados da COPEL TELECOM para um do prédio atualmente ocupado pela BRF Brasil Foods S.A. na BR-277, saída para Ponta Grossa. Após isso, seguir-se-ia a segregação dos ativos das outras subsidiárias e, o que é extremamente grave, a desativação do DATA CENTER da COPEL TELECOM da Rua Padre Agostinho, além da entrega de nossos dados para empresas de hosting multinacionais. Planos de desinvestimentos de ativos da Holding COPEL têm sido elaborados e discutidos sem qualquer transparência no âmbito do CAD, ou seja, ninguém sabe quais ativos serão vendidos, ou por quanto. Inclusive consta que um ex-integrante de operadora, como a VIVO, faz parte hoje do Conselho de Administração da Companhia, bem como que contas bancárias da COPEL TELECOM S/A já teriam sido repassadas a bancos no Estado de São Paulo.

    Os empregados destas empresas preparam uma ampla e vigorosa campanha de resistência e mobilização da sociedade. Consta que pretendem buscar compromissos de políticos e denunciar o arranjo que levará a monopolização e verticalização do mercado, elevação de tarifas, entrega do patrimônio público a empresas multinacionais e deterioração da qualidade dos serviços.

    Estes empregados afirmam prezar pela defesa do patrimônio público no setor de energia e telecomunicações, seja por seu aspecto estratégico no desenvolvimento econômico, seja por ser dever do Estado zelar pelo caráter social destes serviços, seja ainda porque asseguram a soberania e autonomia nacionais. Se as telecomunicações assumirem unicamente o status de commodities e seguirem o paradigma do lucro dentro da globalização neoliberal, estaremos renegando o princípio do bem comum, na medida em que a especulação privilegia a grandes grupos econômicos e atropela o bem estar social. É, pois, inadmissível que na era da internet, países estrangeiros controlem o tráfego dos dados privados dos brasileiros e brasileiras, além de informações estratégicas nacionais sensíveis.

    Além disso, a COPEL TELECOM S/A é uma empresa lucrativa, que vem apresentando uma rápida expansão pelo interior paranaense, tendo já levado suas redes de fibra óptica a todos os 399 municípios do Estado do Paraná. No mais, cabe dizer que a COPEL TELECOM já foi eleita a melhor operadora do Paraná e a segunda melhor do Brasil . Uma empresa privada, buscando tão somente o lucro, estaria disposta a manter os mesmos investimentos e níveis de satisfação? Caminharemos então para o sucateamento da rede e a baixa qualidade na prestação de serviços, como já vimos acontecer em outras privatizações do setor.

    Cabe aos mais de oito mil trabalhadores e trabalhadoras da COPEL e seus aproximadamente sete mil terceirizados, às suas entidades sindicais, às organizações da sociedade civil, à classe política comprometida com o bem comum, e a todo o povo paranaense, somar-se a essa luta na defesa da COPEL TELECOM S/A, um dos braços mais promissores da COPEL, a maior empresa de nosso Estado e um de nossos maiores patrimônios.

    Importa à sociedade deter este movimento, porque seguinte à privatização da ELETROBRÁS e da COPEL TELECOM, virá o desmanche da COPEL S/A, como um todo.

    COMITÊ ENERGIA E TELECOM de empregados e empregadas contra a privatização!

    Portal CTB

  • Cresce o número de escolas ocupadas em todo o país para barrar a destruição da educação pública

    Os estudantes já ocupam mais de 300 escolas em diversos estados brasileiros. Somente no Paraná (estado com maior número de ocupações) já são 287 escolas ocupadas desde o dia 22 de setembro, quando o governo golpista anunciou a Medida Provisória 746 para reformar o ensino médio.

    A luta vem se intensificando ainda mais com a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, que congela investimentos em educação, saúde e assistência social por 20 anos, incluindo salários dos servidores públicos.

    “A educação não pode sofrer nenhuma mudança sem o diálogo com todos os setores envolvidos’, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Por que, reforça ela, “como alguém pode imaginar uma educação plural e democrática sem aulas de filosofia, sociologia, artes e educação física? Isso não entra na cabeça dos estudantes”.

    O movimento se espalha e há escolas ocupadas no Rio Grande do Sul, Espírito Santo, São Paulo, Distrito Federal, Goiás, Bahia, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Mato Grosso, Alagoas, Pernambuco e Rio de Janeiro.

    Ocupação no Instituto Federal de Alagoas 

    A primeira ocupação capixaba ocorreu na terça-feira (11). Os estudantes se mantêm no Instituto Federal do Espírito Santo – campus São Mateus por tempo indeterminado. A diretoria do Grêmio Estudantil Nilo Peçanha convoca uma Assembleia Geral dos Estudantes, que decidiu manter a ocupação.

    Já ocorrem ocupações também em universidades nos estados da Bahia, Pernambuco, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo. Além disso, os professores do Paraná decidiram iniciar uma greve na segunda-feira (17) contra a PEC 241 e contra projetos do governador Beto Richa (leia mais aqui).

    Marilene Betros, dirigente da CTB, afirma que “os estudantes não estão sozinhos nessa luta. Estamos junto e não aceitaremos retrocessos”. De acordo com a sindicalista, “a máscara dos golpistas caiu de vez com essas propostas contra os interesses da nação e do povo”.

    Manifestação em Venda Nova do Imigrante (ES) 

    Ela lembra que o projeto educacional dos golpistas, sintetizado na frase do deputado federal Nelson Marquezelli (PTB-SP): “Quem não tem dinheiro não faz faculdade”. É nisso que “se resume a MP 746, a EC 241 e a Escola Sem Partido”, acentua Betros (lei mais aquie aqui).

    Assista a confissão pública dos projetos para a educação do governo golpista 

    “A bronca dos servidores públicos com o tucano tem a ver com revogação da lei 18.493, que suspende a reposição da inflação deste ano na data-base em janeiro de 2017. Esse dispositivo legal foi acordado entre eles, o Palácio Iguaçu e os deputados da base governista na Assembleia, em 2015, para pôr fim à greve de 45 dias. Agora, Richa roeu a corda e quer congelar os vencimentos do funcionalismo a exemplo de Michel Temer (PMDB)”,diz Esmael Morais em seu blog.

    Ao lado dos estudantes, o Sindicato dos Professores do Paraná decretou greve por tempo indeterminado em assembleia realizada nesta quarta-feira (12), reivindicando a retirada das emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), propostas por Richa e o pagamento das dívidas com os docentes.

    assembleia 12 outubro greve TT 740x425

    Professores da rede pública estadual do Paraná decretam greve na quarta-feira (12)

    Educadores e educadoras de todo o país apoiam as ocupações dos estudantes. “A CTB-ES Educação se posiciona contra o pacote de maldades desse desgoverno Temer, PEC 241 e MP 746 que visa o desmonte da educação e da saúde. Após a aprovação da PEC 241, os próximos passos serão as reformas da Previdência e Trabalhista. Não aceitamos retrocessos”, diz Josandra Rupf, diretora de Educação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras no Espírito Santo (CTB-ES).

    Protesto na avenida Paulista em São Paulo na terça-feira (11) 

    Lanes afirma que as ocupações promovidas pelos estudantes também são por tempo indeterminado e cada escola tem autonomia para decidir os rumos do seu movimento. Ela reitera que em todas as ocupações há necessidade de apoio da sociedade.

    “Quem defende uma educação pública totalmente gratuita e de qualidade está convidado a nos apoiar nesse movimento em defesa de uma educação democrática, que respeite os estudantes, os pais e os profissionais da educação”, diz a líder estudantil.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Educadora corre risco de ser exonerada por estar afastada para cuidar de filha com câncer no Paraná

    “Entramos na “Campanha Amigos da Sâmia” porque a sua mãe passa por dificuldade financeira, motivada pelo ‘pacote de maldades’ do governador do Paraná, Beto Richa (PSDB)”, afirma Rosa Pacheco, coordenadora da CTB Educação-PR.

    Ela conta que a mãe de Sâmia, Silvana Sanches, é professora da rede estadual de ensino e está afastada há quase 2 anos para acompanhar o tratamento da filha, diagnosticada em 2015.

    “Por causa da Resolução 113/2017 (aprovada em janeiro), a educadora passou a receber praticamente metade dos seus vencimentos e não terá o próximo pagamento”, diz. Porque Sanches prestou concurso para trabalhar 20 horas semanais. “Ela complementava sua renda com aulas extraordinárias trabalhando 40 horas, com o afastamento passou a receber metade e ficará sem pagamento no mês que vem”.

    A Resolução 113 acaba com inúmeras conquistas dos servidores públicos do estado, conforme explica a educadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Paraná (CTB-PR). “A nossa categoria está se movimentando para rever essa resolução, que já tirou o emprego de pelo menos 7 mil trabalhadoras e trabalhadores da educação porque não são concursados e não tiveram seus contratos renovados”.

    Pelas redes sociais, a mãe de Sâmia afirma que “minha filha está enfrentando um câncer e vai passar por um transplante e o meu empregador me pune por isso. Perdi as aulas extraordinárias e esse mês vou ficar sem salário no momento que mais preciso. Procurei ajuda de todas as instâncias e só ouvi promessas”.

    “Minha filha está lutando pela vida e eu venho ouvindo que devo ter calma. Tive calma 1 ano e 4 meses, mas agora chega. Preciso cuidar da minha filha e não posso ser punida por isso”, reforça. Sâmia Luíse Sanches Chiella será internada ainda neste mês no Hospital do Câncer de Curitiba para realizar transplante de medula óssea.

    A coordenadora da CTB Educação-PR reforça a necessidade de apoio à professora, que “corre o risco até de ser exonerada porque está afastada faz muito tempo”. Para ela, “é uma desumanidade tratar dessa maneira uma mãe desesperada, lutando para salvar a sua filha”.

    Ela garante que a CTB Educação-PR empreenderá todos os esforços para ajudar e também para barrar a Resolução 113, que acaba com os direitos dos profissionais da educação pública no estado governado por Richa.

    Saiba com colaborar com a campanha:

    Leonardo Filipi Chiella (45) 99105-7981
    E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    Dados Bancários
    Sicredi
    Agência: 0704
    Conta: 13281-0

    Silvana Aparecida Galdino Sanches (45) 99942-8981/ 99113-3522
    E-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.
    Dados bancários
    Banco do Brasil
    Ag.0587-8
    Conta: 61577-3

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: RPC

  • Em defesa da educação, milhares de estudantes fazem manifestações pelo Brasil afora

    A União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes) realizam nesta segunda-feira (24), desde cedo, manifestações contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 e a Medida Provisória 746, que reforma o ensino médio. O Portal CTB apresenta um panorama preliminar.

     Estudantes de escola ocupada em São José dos Pinhais, no Paraná, cantam paródia da canção Bang, de Anitta

    Além de passeatas pelas ruas de dezenas de cidades em ao menos 12 estados, tanto os universitários quanto os secundaristas intensificaram a ocupação de escolas. Já são, até o momento, 1.072 escolas secundárias e 73 universidades públicas ocupadas.

    No Paraná as ocupações ocorrem desde o dia 3 de outubro e já são 850 escolas estaduais ocupadas, 14 universidades e 3 Núcleos Regionais de Ensino. No estado governado por Beto Richa (PSDB), os trabalhadores em educação estão em greve desde o dia 17.

    O presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas, Matheus dos Santos denuncia grupos fascistas ameaçando os estudantes. “São integrantes do Movimento Brasil Livre, que não conseguem juntar nem 50 pessoas em manifestação, mas nos ameaçam de armas em punho. A polícia precisa deter essa gente”.

    Inclusive um adolescente de 16 anos foi encontrado morto a facadas na Escola Estadual Santa Felicidade, em Curitiba. O Movimento Ocupa Paraná lamenta a morte e informa que "não há nenhuma informação concreta sobre a motivação dessa morte e também nenhuma informação repassada aos mais de 10 advogados do movimento que estão proibidos de entrar no local para dar suporte aos outros estudantes que estão lá dentro com a polícia civil”.

    O diretor de Comunicação da UNE, Mateus Weber lamenta a morte do secundarista paranaense e cobra apuração rigorosa da polícia e que a verdade seja dita para a sociedade, para a família, para os educadores e estudantes”.

    Santos defende a imediata apuração desse acontecimento. “A polícia não pode cercear o trabalho dos advogados. Muito menos culpar os estudantes por isso”.

    Pelo Brasil

    O movimento se espalhou pelo Brasil e a juventude está mostrando que rejeita afirma que o movimento está sendo um sucesso. “Conseguimos realizar atos em ao menos 12 estados com dezenas de novas ocupações para barrarmos essas medidas que acabam com a educação pública”, diz Weber.

     Ocupação do Instituto Federal São Paulo

    As manifestações ocorrem em Alagoas, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Mato Grosso, Minas Gerais, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, Roraima, Sergipe. Em São Paulo, o ato ocorrerá nesta terça-feira (25).

    Além de protestar contra a PEC 241, o Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul (CPERS/Sindicato) entregou, nesta segunda-feira, o pedido de impeachment do governador José Ivo Sartori (PMDB) à presidenta da Assembleia Legislativa, Silvana Covatti (PP).

    “Em vários estados, estradas foram fechadas, escolas ocupadas e o nosso movimento não vai parar até a PEC do Fim do Mundo ser enterrada”, reforça Weber.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Estudantes já ocupam 40 escolas e professores definem greve contra cortes na educação

    O movimento de ocupação das escolas no Paraná começou na semana passada e não para de crescer. Nesta sexta-feira (7), os estudantes já ocupam 40 estabelecimentos em todo o estado.

    “O nosso movimento está forte no Paraná e crescendo em todo o Brasil contra a reforma do ensino médio que esse governo quer fazer, sem conversar com a gente e também contra a PEC 241 que acaba com a educação do país”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    Dirigentes da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) garantem que os estudantes não estão para brincadeira e irão defender suas escolas até o fim. “Não tem arrego para governo golpista contra a educação”, reforça Lanes. (saiba mais pela página da Upes no Facebook aqui).

    Já o secundarista Willian Alexsander, do Colégio Arnaldo Busato, em São José dos Pinhais, na Grande Curitiba, afirma que levarão informação para a comunidade para explicar "quais são os objetivos, expor a contrariedade à reforma do governo federal e algumas medidas do governo estadual”.

    Leia mais

    Estudantes se mobilizam em todo o país contra os projetos de liquidação da educação pública

    Veja abaixo vídeo no qual a ex-professora Vivian Malouf agride estudantes em Maringá, no interior do estado. "Manifestação fascista, que não encontra ressonância na sociedade paranaense que apoia as ocupações", garante Lanes.

     

    Os estudantes pedem a colaboração de todos e todas que defendem educação pública de qualidade no estado. Também apoiam a greve dos professores da rede estadual. Os docentes marcaram assembleia para a quarta-feira (12) e o início da greve para a segunda-feira (17).

    Ainda está na memória do país, o massacre ocorrido em Curitiba no dia 29 de abril de 2015, quando a polícia paranaense cercou os professores próximos à Assembleia Legislativa do Estado do Paraná (Alep) e atacaram com bombasde gás, balas de borracha e sprays de pimenta (leia mais aqui e aqui).

    Neste ano, "estaremos nesta batalha, junto com outras categorias de servidores e entidades que apoiam o movimento, também com os estudantes que já ocupam 40 escolas contra a proposta de Temer, que eu chamo de idiotização do ensino”, diz o secretário-geral da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Paraná (CTB-PR), Zenir Teixeira.

    Tanto estudantes quanto professores mobilizam-se contra o projeto de lei enviado pelo governador Beto Richa (PSDB), nesta segunda-feira (3), à Alep, para parcelar para o ano que vem os mais de R$ 600 milhões que deve aos servidores públicos. Além disso, o projeto pretende retirar o reajuste anual da data-base dos trabalhadores e trabalhadoras.

    “Richa já deu mostras suficiente de sua intransigência e despotismo no trato com os movimentos sociais e em particular dos professores, categoria maior e bem organizada no estado”, reforça Teixeira.

    O sindicalista garante também que o deputado estadual Requião Filho (PMDB), pedirá a inconstitucionalidade da medida. “Devemos unificar as forças políticas e movimentos sociais, para dar apoio à greve e as ocupações dos estudantes contra esses projetos que atacam a educação e com a classe trabalhadora”, afirma.

    Os educadores e educadoras reivindicam a “retirada das emendas da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) que acabam ou alteram o pagamento da data-base; pagamento das dívidas com os (as) educadores (as), a retirada da falta do dia 29 de abril; manutenção do PDE e das licenças especiais e, no âmbito nacional, contra a MP do ensino médio, a PEC 241, o PLS 54 (antigo PL 257) e contra a reforma da Previdência”, diz texto do App-Sindicato (dos Professores da rede pública estadual; mais informações aqui).

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com agências

  • Estudantes já ocupam mais de 25% das escolas estaduais do Paraná

    Estudantes secundaristas da rede pública estadual do Paraná cresce dia a dia. Nesta segunda-feira (17) os estudantes passaram a ocupar 550 (25,6%) das 2.144 escolas estaduais. Além disso ocupam estavam ocupadas nove universidades e dois Núcleos Regionais de Ensino até o fechamento desta matéria.

    A vida não parece nada fácil para o governador Beto Richa, do PSDB, já que os professores do estado iniciaram nesta segunda uma greve por tempo indeterminado. “A violência e a falta de diálogo do governador fortaleceram o movimento em defesa da educação no estado”, afirma Francisco França, o professor Kico, da CTB-PR Educação.

    O movimento Ocupa Paraná aglutina todos os estudantes do estado contra a reforma do ensino médio do desgoverno Temer (Medida Provisória 746) e combate a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241-16.

    Acompanha pelo site ocupaparana.org

    A União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) convida a comunidade a apoiar e participar do movimento em favor “de uma educação melhor para todos”, por isso, “convidamos aos pais e comunidade a ocuparem as escolas conosco, unidos somos mais fortes e lutaremos por um futuro melhor”, diz comunicado da entidade.

    Pelo Brasil

    De acordo com Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), os estudantes já ocupam mais de 700 escolas e o movimento deve se intensificar ainda mais “para defender nosso direito a uma escola pública de qualidade e inclusiva e contra os cortes de verbas para esse setor tão fundamental para o desenvolvimento de qualquer país”, diz.

    parados agora para nao nos pararem por 20 anos

    Estudante ocupa o Intituto Federal do Rio Grande do Norte

     “Além da PEC 241 e da MP 746 também combatemos o projeto Escola Sem Partido e queremos o fundo social do petróleo e os royalties do pré-sal de volta para a educação e para a saúde, queremos o Plano Nacional de Educação respeitado e uma educação com liberdade”, diz Lanes.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Estudantes ocupam quase 800 escolas e greve dos educadores estaduais cresce no Paraná

    O movimento de ocupação de escolas pelos estudantes começou no dia 3 de outubro e cresce diariamente no Paraná. “As ocupações começaram em São José dos Pinhais (na Grande Curitiba) contra a reforma do ensino médio (Medida Provisória 746) e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241”, diz Matheus dos Santos, o Montanha, presidente da União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes).

    O líder estudantil explica que a PEC congela os investimentos em educação e saúde por 20 anos e isso “afeta profundamente a vida da juventude, principalmente porque as nossas escolas já estão precárias, imagina sem mais investimentos”.

    Saiba mais pelo site do Movimento Ocupa Paraná aqui.

    “Os estudantes estão organizando os movimentos de forma espontânea, porque ninguém aguenta mais tanto descaso com a educação”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A professora Rosa Pacheco, da coordenação-geral do núcleo da CTB-PR Educação em Cascavel (interior do estado), conta que 98% das escolas já estão ocupadas na cidade, que “deve chegar aos 100% por estes dias”. De acordo com ela, os educadores do estado apoiam integralmente os estudantes.

    Já a secundarista Arizla Nathally Fernandes de Oliveira, 16 anos, do Colégio Estadual André Andreatta, em Quatro Barras, também no interior do estado, afirma que a chamada Primavera Secundarista é a juventude mostrando a sua cara.

    “Essa Primavera estudantil que se aflorou no Paraná é uma das mais importantes histórias dos estudantes deste século. O movimento das ocupações ocorre porque estamos lutando pelo que queremos, defendendo nossos direitos. Não aceitamos imposições de governador ou de presidente. Mostramos que os estudantes têm força e não iremos nos calar”, diz a jovem.

    arizla oliveira matheus santos presidente upes pr e galera

    Arizla Oliveira segura o cartaz "Fora Beto Richa" com  Matheus dos Santos, presidente da Upes ao seu lado

    Os estudantes que até o momento ocupam 773 escolas estaduais, 12 universidades e 4 Núcleos Regionais de Ensino mostram-se dispostos a resistir aos projetos governamentais.

    O presidente da Upes garante que o movimento seguirá crescendo e que os estudantes estão juntos com os docentes “em defesa da educação pública, com melhores condições salariais e infraestrutura para estudarmos melhor”.

    No Paraná, afirma Lanes, os jovens vêm debatendo e se organizando há bastante tempo. “Depois do 29 de abril do ano passado, ficou mais patente a necessidade de resistir aos desmontes da educação pública e dos direitos da juventude no país”.

    Por isso, Oliveira acredita que “é importante ocupar porque o governo não irá nos levar a sério se só nos manifestarmos nas ruas, não irá nos ouvir se não fizermos um movimento grande, um movimento que está unindo muitos alunos, pais e professores”.

    Conselho Tutelar encontra escolas bem cuidadas

    Por determinação do governador Beto Richa, o Conselho Tutelar está realizando visitas às escolas ocupadas. Mas o responsável pela Comissão de Educação do conselho, Jader Geraldo Gonçalves Pinto afirma que encontrou “escolas organizadas, com cartazes para cuidar do patrimônio público e comida e colchões doados pela comunidade, apesar de sentirmos que eles não têm apoio de toda a escola. Os orientamos a manter no bolso a autorização por escrito dos pais”.

    Oliveira reclama também da PEC 241 e da MP 746. “Precisamos de uma reforma do ensino médio, mas não essa reforma que estão tentando enfiar goela abaixo da sociedade e sem ouvir ninguém”, diz.

    Por isso, “estamos juntos com os educadores nessa luta porque nós somos os mais prejudicados com essa PEC 241 e não adianta Beto Richa (governador do Paraná, do PSDB) vir dizer que somos massa de manobra porque nós temos senso crítico, temos opinião própria para lutar pelos nossos direitos e não iremos desanimar por nada”.

    Oliveira diz que é importante “defender a educação por que é o nosso futuro, o futuro dos meus irmãos, dos meus amigos e não podemos deixar de defender com unhas e dentes esse futuro tão incerto que temos nesse Brasil de hoje, enfatizando que estamos fazendo isso para a futura geração entrar em um era que tudo seja diferente, voltado realmente para a educação”.

    Greve dos profissionais da educação estadual

    app sindicato greve dados

    Segundo informações da APP-Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Paraná, a paralisação iniciada na segunda-feira (17) já atinge 65% da categoria com tendência ao crescimento.

    Acompanhe a greve pelo site do sindicato aqui.

    A APP-Sindicato informa que o Paraná conta com 100 mil trabalhadores (as), sendo 70 mil professores (as) e 30 mil funcionários (as) (administrativos, limpeza e merenda escolar. Nesta quarta ocorre nova negociação e a categoria se mantém atenta.

    “A greve foi o recurso encontrado para o governo estadual nos ouvir e também para denunciarmos à sociedade os malefícios da PEC 241, que liquida com a educação e a saúde públicas e essa reforma que pretende privatizar o ensino médio”, afirma Rosa Pacheco.

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    Greve de educadores e educadoras no Paraná já começa com adesão recorde nesta segunda (17)

    Estudantes já ocupam mais de 25% das escolas estaduais do Paraná

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Greve de educadores e educadoras no Paraná já começa com adesão recorde nesta segunda (17)

    Os profissionais da educação da rede pública estadual do Paraná iniciaram esta segunda-feira (17) com os braços cruzados contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16 e também contra os projetos enviados à Assembleia Legislativa do estado pelo governador Beto Richa (PSDB) que prejudicam os servidores públicos.

    “Normalmente as paralisações aqui no estado começa com adesão de 30% a 40% da categoria e desta vez já iniciamos com mais de 50% dos professores parados. Isso mostra que o movimento já nasce com muita força porque o descaso com a educação já passou de todos os limites no país com esse desgoverno e no Paraná com o autoritarismo do governador”, diz Francisco Manoel de Assis França, o professor Kico, da CTB-PR Educação.

    Os professores e professoras decidiram a greve por tempo indeterminado em assembleia da categoria na quarta-feira (12). A APP-Sindicato dos Professores do Paraná informa que procurou o diálogo com a Secretaria Estadual de Educação, mas até o momento não conseguiram estabelecer diálogo.

    De acordo com o professor Kico, o governador Richa se nega ao diálogo e inclusive decretou recesso nas escolas ocupadas no estado. “Medica inócua, porque não freará o movimento, assim como nós educadores, os jovens também estão defendendo o direito constitucional à educação pública de qualidade paar todos e todas”.

    Uma das reivindicações dos educadores e educadoras é o pagamento da última parcela do reajuste do ano passado, a parcela de janeiro e não paga até o momento. O governador defende que com as medidas do desgoverno Temer, ele não tem mais esse compromisso.

    Porém, diz Kico, “quando assinamos o acordo para encerrar a greve do ano passado, o governador deu a sua palavra de que cumpriria o acordo, assim como nós demos a nossa e encerramos a paralisação”, conta.

    O professor afirma também que ocorreram 31 seminários no estado sobre a reforma do ensino médio “e o 32º foi cancelado porque todos os anteriores se posicionaram contra a MP 746”, diz Kico.

    Pauta da greve

    Na pauta de reivindicações desta greve está a retirada das emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e o pagamento das dívidas com os (as) educadores (as). Confira a pauta completa:

    Retirada da Mensagem 043/2016 da Assembleia Legislativa;
    Pagamento das progressões e promoções;
    Equiparação dos salários dos (as) funcionários (as) Agente 1 ao piso mínimo regional;
    Reajuste do auxílio transporte para os (as) funcionários (as) PSS;
    Retirada da falta do dia 29 de abril de 2016;
    Pautas Nacionais – revogação da MP 746, rejeição da PEC 241 e do PLS 54 (PL 257 aprovada na Câmara), não à reforma da previdência.

    Calendário da Greve

    Desde o dia 12 de outubro – organização dos comandos de greve e mobilização em todas as cidades do Estado.
    13 de outubro – Debate sobre a MP do ensino médio, organizado pela Seed, nos Núcleos Regionais de Educação. Haverá representação da APP indicado contrariedade ao debate limitado proposto pelo governo.
    14 e 15 de outubro – Vigília e mobilização junto aos deputados e deputadas estaduais.
    17 de outubro – Início da greve geral dos trabalhadores e trabalhadoras da educação pública estadual.
    18 de outubro – Debate público sobre Ensino Médio no Centro Cívico, em Curitiba (com indicação de debates públicos pelo interior).
    19 de outubro – Reunião do FES com o governo. Concentração em Curitiba e Região Metropolitana. Reunião com o comando estadual de greve para avaliar a convocação de uma assembleia estadual.
    25 de outubro – Ato estadual do FES.
    11 de novembro – Greve Nacional Unificada.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Jovem assassinado no Paraná não participava do movimento de ocupações de escolas

    Colégio Santa Felicidade, de Curitiba, onde o corpo do menino foi encontrado

    Educadores afirmam que a população do Paraná ficou chocada com a notícia da morte de Lucas Eduardo Araújo Mota, 16 anos, nas dependências do Colégio Santa Felicidade em Curitiba, nesta segunda-feira (24). O governador Beto Richa (PSDB) não perdeu tempo em criminalizar as ocupações.

    “A ocupação de escolas no Paraná ultrapassou os limites do bom senso e não encontra amparo na razão, pois o diálogo sobre a reforma do ensino médio está aberto, como bem sabem todos os envolvidos nessa questão”, divulgou Richa em sua nota de pesar. O que fica patente é exatamente o contrário.

    O fato mostra a falta de segurança pública no estado e que a polícia é despreparada para lidar democraticamente com a população.

    O grupo Jornalistas Livres denuncia terror no colégio onde Lucas foi encontrado 

    Ao que prontamente os movimentos sociais responderam. A APP-Sindicato dos Professores do Estado do Paraná lamentou a criminalização dos movimentos de maneira tão torpe. “Infelizmente neste momento triste, surgem tentativas de criminalização do movimento legítimo dos estudantes e vinculação do sindicato ao episódio. A APP-Sindicato repudia tais ações. Assim como a sociedade paranaense, esperamos a apuração do caso pelos órgãos competentes”.

    Nesta terça-feira (25), a Polícia Militar do estado apreendeu um adolescente de 17 anos que confessou o crime. De acordo com o secretário de Segurança Pública, Wagner Mesquita os jovens consumiram droga e se desentenderam. O jovem morto tentou se refugiar na escola onde foi assassinado. O Ministério Público do Paraná passou a acompanhar as investigações.

    O Ocupa Paraná divulgou nota repudiando a criminalização das ocupações de escolas contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241 e a reforma do ensino médio. “Apesar das diversas correntes de ódio que tomaram conta do estado no dia de hoje, nós do movimento Ocupa Paraná não queremos e nem vamos culpabilizar ninguém pelo acontecido. Neste momento queremos apenas prestar solidariedade à família de Lucas, família que perde um dos seus para o ódio, para a intolerância e para a violência”.

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    A PEC 241 e a reforma do ensino médio destroem os sonhos de uma geração inteira

    Em defesa da educação, milhares de estudantes fazem manifestações pelo Brasil afora

    As entidades máximas do movimento estudantil também rechaçaram a utilização política da fatalidade. “É importante destacar que as manifestações com ocupações de escolas se iniciaram em todo o país há mais de um mês contra a proposta de Medida Provisória 746 e a Proposta de Emenda Constitucional 241 e, desde o início, são pacíficas e abertas diálogo. Os estudantes se organizam, votam em assembleia, dividem-se em grupos de trabalho e mantém a ordem e a limpeza dentro das instituições”, diz trecho do texto assinado pela União Nacional dos Estudantes, União Brasileira dos Estudantes Secundaristas e Associação Nacional dos Pós-graduandos.

    Os Advogados e Advogadas pela Democracia reclamaram de que foram impedidos pela Polícia Civil de acompanhar os depoimentos prestados pelos adolescentes. Depois de muita reclamação conseguiram entrar na escola onde ocorreu o crime.

    A advogada Tania Mandarino conseguiu entrar na escola e conversou com 12 alunos, que relataram a ocorrência de uma briga no colégio e que o suposto agressor/assassino seria um jovem que não teria relação com o colégio e seus alunos. "Tudo indica que o ódio contra as ocupações funcionou: temos um cadáver", diz.

    “Mas a tragédia não parou o movimento, nem colocou a sociedade paranaense contra o movimento das ocupações de escolas para defender a educação pública”, diz a estudante Arizla Nathally Fernandes de Oliveira, de Quatro Barras, interior do estado.

    Tanto que ocorre na quarta-feira (26), às 8h da manhã, na capital Curitiba, a Assembleia Estadual das Escolas Ocupadas para avaliar e decidir os novos rumos do movimento.

    Profissionais da educação

    Integrantes do núcleo Educação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Paraná (CTB-PR) informam que ocorre uma reunião da comissão dirigente da greve nesta terça-feira (25).

    ASSEMBLEIA DOS PROFESSORES BRUNNO COVELLO 4

    “A APP-Sindicato analisa as medidas cabíveis contra o posicionamento do governador Richa, que criminaliza a greve e se recusa ao diálogo”, afirma Francisco Manoel de Assis França, conhecido como professor Kico.

    Assista entrevista com dirigente da APP-Sindicato para a TV Tarobá, de Cascavel 

    De acordo com o educador de Curitiba, a paralisação atinge cerca de 70% da categoria e a “intransigência do governo faz o movimento crescer mais rapidamente. Estamos parados contra o calote que sofremos, contra a PEC 241 e contra os desmandos do governo estadual”, diz.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Massacre de educadores e educadoras do Paraná completa um ano nesta sexta (29)

    A APP-Sindicato dos Professores do Paraná faz nesta sexta-feira (29) o Dia de Luto e Luta, para lembrar o aniversário de um ano do massacre feito pela Polícia Militar contra uma manifestação pacífica de educadores e educadoras por seus direitos, conhecido como o Massacre do Centro Cívico, local do ocorrido. Haverá paralisação das atividades e protestos nas ruas em defesa da educação pública e da democracia.

    No dia 29 de abril, do ano passado, por ordem do governador Beto Richa (PSDB) a polícia paranaense cercou e despejou bombas de gás e cassetetes de borracha em educadores e educadoras totalmente indefesos.

    Richa mostrava assim a sua política para a educação e para os servidores públicos: a violência desmedida. Durante cerca de duas horas, mais de 200 pessoas saíram brutalmente feridas, sem a menor chance de defesa.

    “A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) se solidariza com os trabalhadores e trabalhadoras da educação do Paraná nesta triste data”, diz Isis Tavares, presidenta da CTB-AM e dirigente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação.

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    Para ela, “a truculência da polícia paranaense mostra que o PSDB não tem política para a educação e trata os movimentos sociais com desrespeito e violência”. O pior de tudo, diz Isis, é que “em vez de barbáries como essas servirem para avançarmos na civilização brasileira, estão trazendo retrocessos inomináveis”.

    Ela cita como exemplo uma lei aprovada pela Assembleia Legislativa de Alagoas, conhecida como “Escola Livre”, pela qual professores e professoras ficam proibidos de emitir opinião em sala de aula sobre temas de cunho religioso, político e ideológico. “Uma verdadeira lei da mordaça”, afirma Isis.

    A educadora se diz muito preocupada com a situação política do país e que violências como a ocorrida em Curitiba um ano atrás, podem virar corriqueiras se “a democracia for golpeada com o impeachment da presidenta Dilma”.

    “Que a lição e a coragem dos profissionais da educação do Paraná sirvam de exemplo para barrarmos toda a espécie de barbárie em nossa sociedade”, conclui. O núcleo de educação da CTB-PR participa ativamente da defesa da democracia e denuncia a truculência do governador Beto Richa, especialmente contra educadores e servidores públicos.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Trabalhadores da educação do Paraná apresentam as reivindicações ao governo

    Depois do início da greve dos Trabalhadores da educação nesta segunda-feira (17), uma comissão foi recebida por representantes do governo do estado na noite da segunda. A comissão entregou a pauta dos grevistas e foi marcada outra reunião para a quarta-feira (19), às 14h.

    Assista vídeo da APP-Sindicato 

    A comissão fez solicitação para a retirada das emendas à lei orçamentária que suspendem o pagamento da data-base e vinculam as progressões e promoções à Lei de Responsabilidade Fiscal, enviadas pelo governador Beto Richa (PSDB) à Assembleia Legislativa do Paraná.

    De acordo com Francisco França, professor Kico, da CTB-PR Educação, o movimento grevista já atinge 60% da categoria, “sem contar as escolas ocupadas pelos estudantes”. Ele explica que a arrogância e o autoritarismo do governador paranaense fortalecem o movimento.

    esq para dir Professores Camilo Donizeti Neto Alain Leonel Magda Rossi e Kico da CTB PR EDUCAcao acompanhados por Matheus da UPES

    Saiba mais sobre a greve pelo site da APP-Sindicato aqui.

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