Sidebar

22
Seg, Jul

Carlos Bolsonaro

  • Ao assistir um vídeo veiculado por Jair Bolsonaro nas redes sociais, em que um pastor evangélico congolês diz que ele é o ungido do Senhor, a deputada estadual Janaína Paschoal passou a duvidar da sanidade mental do capitão reformado.

    “E esse vídeo maluco de Messias? O que ele quer com isso?” Eu peço que vocês assistam e respondam: ‘O senhor, um presidente da República, na plenitude de suas faculdades mentais, publicaria um vídeo desses?’”, indagou a parlamentar, que é do mesmo partido de Bolsonaro (PSL) e obteve mais de 2 milhões de votos no último pleito. Janaína deu sinas de que deve abandonar a legenda.

     Criminalização da política

    Nesta segunda-feira, o líder da extrema direita voltou à cena. Em evento realizado na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), justificou as dificuldades que tem encontrado para governar com ataques à “classe política” brasileira. Mais um exercício de hipocrisia, visto que foi deputado federal por 28 anos, integrando o baixo clero.

    “O Brasil é um país maravilhoso, que tem tudo para dar certo. Mas o grande problema é nossa classe política”, afirmou, endossando o conteúdo do texto tresloucado que compartilhou na última semana em que um especulador seu correligionário fala sobre supostas “pressões” externas que vêm abalando seu governo.

    “Cada vez que eu toco o dedo em uma ferida, um exército de pessoas influentes vira contra mim, buscam de todas as maneiras me desacreditar”, completou. Ele procura posar de vítima, ciente de que foi eleito por efeito de uma malfadada facada, que usou como pretexto para calar a boca durante a campanha eleitoral, o que reduziu consideravelmente o número de bobagens que vociferou na ocasião e foi fundamental para sua vitória.

    Demagogia barata

    Com este discurso ladino, ele procura tirar proveito da criminalização da política promovida ruidosamente pela mídia burguesa ao longo dos últimos anos com o propósito de deslegitimar Lula e o PT e abrir caminho para o golpe de 2016 travestido de impeachment. Mas Bolsonaro é um político da velha guarda, e dos piores, diplomado pela vida em demagogia, falsas promessas e mentiras. Além disto, tem notórias ligações com a milícia.

    A declaração de Bolsonaro vem às vésperas das manifestações convocadas por parte da direita para o dia 26 em defesa do atual governo. A ideia da mobilização, organizada pelo núcleo ligado ao governo que atua nas redes sociais, é mostrar que o presidente, supostamente, tem “força”, e expor apoio a pautas defendidas por Bolsonaro como a reforma da Previdência.

    Entre os que convocam as manifestações estão golpistas que pregam a ruptura democrática através do fechamento de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso, maior representante da “classe política” criticada pelo capitão da reserva.

    O risco, que não é pequeno, é que as ruas estejam vazias no dia 26, conforme vaticinou Janaína Paschoal: "Dia 26, se as ruas estiverem vazias, Bolsonaro perceberá que terá que parar de fazer drama para trabalhar", disse depois de afirmar que quem está colocando Bolsonaro em risco não é a oposição, “é ele, os filhos dele e alguns assessores que o cercam. Acordem!”

  • Por Altamiro Borges*

    O vereador Carlos Bolsonaro, chamado pelo pai de pitbull ou 02 e pelos mais íntimos de Carluxo, está na mira dos carreiristas que chegaram ao poder na carona de Jair Bolsonaro. Em entrevista à rádio Jovem Pan na terça-feira (19), Gustavo Bebianno, o defecado ministro da Secretaria-Geral da Presidência, resolveu concentrar a sua artilharia no “pimpolho” e aliviar a barra do “desleal” presidente. A mídia também garante que a bronca contra os filhos do “capetão” cresce entre os generais, que a cada dia concentram mais poder no Palácio do Planalto. Há boatos de que o mimado Carluxo poderá ser degolado em breve pelo pai, que adora posar de valentão, mas se acovarda diante de qualquer intempérie.

    Na entrevista à Jovem Pan, Gustavo Bebianno destilou veneno contra o “pimpolho”, que o chamou de “mentiroso” nas redes sociais e precipitou sua exoneração. “Fui demitido pelo Carlos Bolsonaro”, garantiu. Em outro trecho, ele afirmou que o rapaz “tem um nível de agressividade acima do normal, é um destruidor de reputações”. Para ele, no período em que retirou a bolsa de colostomia, o presidente foi manietado pelo filho. “Minha indignação é ter servido como um soldado leal, disposto a matar e morrer, e no fim da linha ser crucificado, levando um tiro nas costas, sendo tachado de tudo o que há porque o senhor Carlos Bolsonaro fez macumba psicológica na cabeça do pai... Ele vive de teorias da conspiração, vive dentro de uma caixa”.

    Deixando uma suspeita no ar, Gustavo Bebianno disse na entrevista que tem sofrido ameaças após ter criticado o “pimpolho”. “Tem muito valentão de internet, valentões de celular. São covardes que atacam em grupo ou pelas costas”, acusou. No final, o defecado sugeriu que o capetão deve se afastar imediatamente do filho. “Como todo ser humano, ele (Jair Bolsonaro) é falível. E existe uma falha no que diz respeito ao comportamento do Carlos. Na minha opinião o presidente tinha que dar um basta nisso. Se o Carlos fosse meu filho estaria preocupado, porque ele coleciona inimigos”.

    A pressão dos milicos

    De fato, Carluxo parece colecionar inimigos. Em menos de dois meses, vários frequentadores dos porões de Brasília já pedem sua cabeça. O general Hamilton Mourão, o ambicioso e habilidoso vice-presidente da República, não nutre qualquer simpatia por nenhum dos “pimpolhos”. A preocupação dos milicos, que agora ocupam quase totalmente o Palácio do Planalto – com o oitavo ministro indicado após a queda de Gustavo Bebianno –, é que os filhos do capitão estraguem rapidamente seu projeto de poder. Segundo artigo de Igor Gielow, publicado na Folha nesta quarta-feira (20), “o agravamento da crise política levou três expoentes da ala militar do governo ao encontro de Jair Bolsonaro (PSL) para expressarem a queixa do setor sobre a influência dos filhos do presidente e sobre a inoperância da articulação com o Congresso”.

    “Segundo relato, os generais da reserva e ministros Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), Fernando Azevedo (Defesa) e Carlos Alberto dos Santos Cruz (Secretaria de Governo) pediram um freio de arrumação. A Folha ouviu descrições da conversa segundo as quais o risco de perda de apoio entre a ala militar foi comentado”. A preocupação dos generais, que são apresentados ilusoriamente como o setor que dá racionalidade ao novo governo, é que a crise política – que teve início com as denúncias contra o PSL (Partido Só de Laranjas) – adquira maior velocidade.

    “O fato de o presidente estar exposto e, pior, a possibilidade de haver gravações de fato comprometedoras, é considerado um desastre. Como a crise começou em uma questão partidária, o laranjal do PSL, os generais atribuem ao papel de Carlos, filho do presidente que disparou o episódio que levou à demissão de Bebianno ao dizer que ele havia mentido, a chegada dela à sala de Bolsonaro... Os militares nunca aceitaram o que consideram intromissão dos filhos políticos do presidente em assuntos de Estado. Assim, a confusão do caso Bebianno foi uma oportunidade para levar a cobrança de afastamento dos filhos de forma mais incisiva, e não indiretamente, como antes”.

    Será que o presidente-capetão vai se acovardar e degolar Carluxo? A conferir nos próximos dias.

    *Jornalista, presidente do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé

  • O vereador do Rio de Janeiro, David Miranda (PSOL-RJ), vai apresentar uma denúncia contra o vereador Carlos Bolsonaro (PSL-RJ) à Comissão de Ética da Câmara Municipal da capital fluminense. A denúncia por quebra de decoro se refere à postagem do filho de Jair Bolsonaro atacando o movimento liderado por mulheres "Ele Não" contra a candidatura de extrema-direita.

    Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB, acredita que “o sentimento contra a política, forjado por setores da elite brasileira travestido de antipetismo escancarou uma face cruel da nossa sociedade”. De acordo com ela, a mídia burguesa e parte da elite "insuflaram a violência e agora não sabem o que fazer para conter essa onda fascista que está nas ruas batendo em mulheres e atentando contra a democracia e a liberdade".

    A sindicalista baiana diz isso, chocada com a postagem feita pelo vereador, Carlos Bolsonaro. O político carioca fez uma crítica grotesca ao movimento #EleNão, que ganha as redes sociais no Brasil e no mundo e no sábado (29) vai tomar as ruas de todo o país e em pelo menos 50 cidades, já confirmadas, espalhadas pelo mundo.

    Em seu Instagram, o vereador fascista postou a imagem de um homem com um saco plástico na cabeça, ensanguentado, com a inscrição #EleNão em seu peito, tirada do perfil de Ronaldo Creative, e acrescentou a frase “sobre pais que choram no banheiro".

    carlos bolosnaro125861

    A postagem que insufla o ódio e a violência

    Especialistas explicam que essa frase é comumente usada para representar pais que se decepcionaram com seus filhos, via de regra ligada à orientação sexual deles. “É um absurdo que isso ocorra em pleno século 21”, diz Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB.

    Para a sindicalista sergipana, a argumentação do vereador do PSL-RJ tentando defender a sua postagem denuncia o seu propósito de apologia à tortura. “A atitude desse vereador, fortalece ainda mais o movimento de repulsa à candidatura do seu pai, porque escancara a desumanidade das pessoas que pensam igual a eles e querem retroceder ao século 18”.

    Além do mais, “essa postagem não vai intimidar as mulheres e nem os LGBTi+. Resistência é a única palavra de ordem", afirma o vereador David Miranda. "A extrema-direita está solta batendo e ameaçando as pessoas que pensam diferente deles e uma postagem dessas, reforça o sentimento de que as coisas devem ser resolvidas na base da truculência e na falta de diálogo e inteligência", diz Vânia.

    Por isso,acentua, “as pessoas do campo popular e democrático devem se unir às mulheres para dar um basta à essa violência inominável lotando as ruas de todas as cidades brasileiras no sábado. Vamos gritar bem alto: ele não”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • O superministro da Economia está apavorado com possibilidade de derrota no Congresso Nacional e decidiu recorrer à chantagem contra o funcionalismo.

    De acordo com o ministro da Economia, a interrupção de pagamentos de salários de servidores federais será a primeira coisa a acontecer caso a reforma da Previdência não seja aprovada; declaração vem em meio a crise entre governo e Congresso e diante da possibilidade da proposta não ter votos suficientes no Parlamento

    Em evento da Frente Nacional de Prefeitos (FNP) realizado nesta segunda-feira (25) em Brasília, o ministro da Economia, Paulo Guedes, resolveu recorrer à chantagem contra o funcionalismo para angariar apoio na aprovação da reforma da Previdência e afirmou que, caso a proposta não passe no Congresso, o governo suspenderá o pagamento de salários de servidores federais.

    “Servidores públicos deveriam entender, e até a maioria entende, que [a reforma] é uma forma de garantir suas aposentadorias e seus salários”, disse, logo após afirmar que a interrupção do pagamento de salários de servidores será a “primeira coisa a acontecer” caso a reforma não seja concretizada.

    A declaração de Guedes vem em meio a uma intensa crise entre o governo Bolsonaro e o Congresso Nacional. Criticado pela falta de articulação política, o presidente vem perdendo confiança entre deputados e senadores e trocas de farpas entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e pessoas próximas a Bolsonaro, como seu filho Carlos Bolsonaro, têm intensificado a situação conflituosa. O entendimento é que, hoje, a base do governo não tem votos suficientes para aprovar a reforma da Previdência.

    Fonte: Forum

  • A imagem do nosso país no exterior degradou sensivelmente após o golpe de 2016 e atingiu um ponto lastimável depois que Jair Bolsonaro chegou à Presidência. Neste momento, contrariando a tradição do Itamaraty, ele está decidido a emplacar um dos seus aloprados rebentos, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL), no cargo de embaixador do Brasil. O patrimônio do menino aumentou 432% ao longo dos últimos quatro anos, segundo informações do TSE. "Uma notícia chocante, sem nenhum precedente nem na nossa história, nem na de nenhum país civilizado, democrático", reagiu o diplomata Rubens Ricúpero. Bolsonaro transformou a Presidência em "cosa nostra", um negócio de família. 

    Na opinião do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, é um caso típico de nepotismo. Segundo a súmula número 13 do tribunal, viola a Constituição a nomeação de cônjuge, companheiro ou parente em linha reta, colateral ou por afinidade, até o terceiro grau, para cargos de direção, chefia ou assessoramento, para o exercício de cargo de comissão ou de confiança ou, ainda, de função gratificada na administração pública e direta.

    Pobre Constituição

    Respondendo perguntas dos jornalistas, Mello disse: "Para mim, sim [a indicação configura nepotismo], mas a maioria tem excepcionado os agentes políticos, incluídos secretários e ministros. Pobre Constituição Federal. Precisa ser um pouco mais amada, inclusive por aquele que é seu defensor maior: o Supremo". O STF pode e deve ser demandado a julgar o caso, se o presidente não recuar, mas pelo visto tende a avalizar o nepotismo.

    O problema não está apenas no uso descarado do mais alto cargo da República brasileira para beneficiar um filho que em matéria de política externa é um perfeito idiota, sem as qualidades e formação elementares que a função requer. Uma vergonha para a diplomacia brasileira, que avulta com a subserviência do Clã Bolsonaro perante o imperialismo americano.

    Sabujismo

    “Já fritei hambúrguer lá nos EUA”, vangloria-se o parlamentar do PSL, exalando sabujice, a mesma que exibiu antes com o pai durante a viagem a Washington em que se encontraram com o presidente Donald Trump. Na ocasião Eduardo Bolsonaro ofendeu brasileiros imigrantes que vivem como clandestinos na terra do Tio Sam, afirmando que são uma "vergonha". Já o chefe da extrema direita brasileira chegou ao ponto de bater continência diante da bandeira estadunidense, deu de bandeja à Casa Branca a cobiçada base aérea de Alcântara, alinhou-se à política externa agressiva do império contra Cuba, Venezuela, Palestina e Irã, radicalizou a política entreguista inclusive em relação ao pré-sal, fez juras de amor e lealdade ao bilionário republicano e hostilizou a China.

    O caminho da servidão e do alinhamento à mais poderosa potência capitalista do planeta não está em linha com a tradição do Itamaraty, muito menos com os interesses nacionais, que em muitos aspectos colidem com a estratégia imperialista dos EUA. Esta já incluiu entre outras infâmias o ostensivo apoio aos golpes de Estado de 1964 e 2016, este último precedido da espionagem da presidenta Dilma, seus assessores mais próximos e empresas como a Odebrecht (destruída pela Lava Jato) e a Petrobras, deliberadamente fragilizada pelos golpistas.

    Além disto, convém acrescentar que os EUA são um império em declínio e a ordem imperialista hegemonizada pelos EUA não é mais sustentável. Bolsonaro está abraçando afogado e promete conduzir o Brasil ao suicídio.

    Umberto Martins