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Qui, Jun

Correios

  • Na manhã desta quinta-feira (27) os metalúrgicos de Chapecó, em Santa Catarina, amanheceram de braços cruzados contra as reformas do governo ilegítimo Temer.

    Já os pescadores da região oeste fecharam a BR-101 contra projeeto que amplia a lista de pescas proibidas e contra a reforma trabalhista.

    “A aprovação do texto base da reforma trabalhista pelos deputados, levou algumas categorias a adiantar a greve geral no estado”, afirma Odair Rogério da Silva, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Santa Catarina (CTB-SC).

    pescadores sc greve 2017

    Os trabalhadores e as trabalhadoras dos Correios iniciaram uma greve por tempo indeterminado na quarta-feira (26). Silva conta que em Criciúma houve manifestação nesta quinta. “Além de suas reivindicações específicas eles estão parados contra as reformas”, diz.

    O presidente da CTB-SC afirma ainda que “a palavra de ordem neste momento é parar tudo para forçar a queda desse governo ilegítimo para barrar todos os retrocessos que os patrões querem impor à classe trabalhadora”.

    correios sc greve 2017

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios do Rio de Janeiro, em greve nacional desde o dia 26 abril, bloquearam na manhã desta quarta-feira (03), o Complexo de Benfica, uma unidade estratégica da empresa.

    Desde as cinco da manhã, os ecetistas estão na porta da unidade mobilizando a categoria contra a precarização do trabalho e da ECT, conforme explica o presidente do Sintect-RJ, Ronaldo Martins “Nosso ato é pra mostrar pra empresa que o trabalhador é o pilar que sustenta os Correios, não podem tirar os direitos da categoria. A greve está cada dia maior e mais forte e seguiremos na luta”.

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    Acionada pela direção dos Correios da unidade, a Polícia Militar repreendeu os manifestantes de forma bruta e chegou a deter um diretor sindical, durante a manifestação, que bloqueou cerca de 50 caminhões de entrega.

    Segundo o presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, a diretoria da empresa convocou um grande contingente de PMs armados com fuzis para desmobilizar a paralisação “A polícia chegou a prender o diretor Marcos Sant’águida (foto abaixo), que ficou pelo menos uma hora dentro da viatura. Esse tipo de repressão não vai nos desmobilizar. Vamos manter a paralisação até a próxima assembleia”, afirmou.

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    Portal CTB com Sintect-RJ

  • Os trabalhadores dos Correios protestaram nesta sexta (5) contra os planos de privatização da Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) em frente à sede paulista da estatal. Representada pelo Sindicato dos Trabalhadores dos Correios de São Paulo (Sintect-SP), pela Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) e pela CTB, a categoria se manifestou contra o processo de privatização imposto pelo presidente interino Michel Temer, além de sua própria presença no governo federal.
     
    A atividade aconteceu no período da tarde e aproveitou a presença dos dirigentes dos Correios para denunciar o processo de desmonte gradual a qual vem sendo submetida a empresa. “Não se pode só considerar o ganho imediato da venda de uma empresa centenária como essa. Os nossos serviços têm peso social, pois atinge da classe A a D, levam as cartas e encomendas até aos rincões mais longínquos do país a preços populares. Se privatizarem os Correios toda a população será prejudicada. Além disso, os Correios fornecem emprego e renda para mais de 400 mil funcionários, e muitos desses perderão suas posições se tudo for reorientado à busca do lucro", explicou o presidente do Sintect-SP, Elias Cesário, o Diviza.
     
    A atividade inaugurou também a Campanha Salarial 2016 da categoria, que reivindica reposição integral da inflação do período de 1 de agosto de 2015 a 31 de julho de 2016, de acordo com índice do INPC; e aumento linear real de R$ 300 (trezentos reais) em razão do aumento de produtividade. O presidente da CTB, Adilson Araújo, esteva presente e ressaltou a importância de a CTB estar ao lado da categoria neste momento político instável. "Com tantas políticas regressivas tomando conta de Brasília ao mesmo tempo, cabe à toda a classe trabalhadora se unir para evitar os retrocessos e sugerir respostas alternativa à sociedade. Esse governo golpista inclui em seus planos de descontrução do Estado brasileiro também a entrega dos Correios, que é algo que foi construído com o suor dos brasileiros. Nós não vamos deixar isso acontecer", disse.
     
    Durante o ato, foi entregue à população uma versão impressa da carta aberta que o recém-formado Comitê contra a privatização escreveu à cúpula da empresa, em que os sindicalistas explicam as implicações negativas da transferência da ECT para o controle privado. Você pode acessá-la na íntegra aqui.
     
    Portal CTB
  • Em estado de greve desde o dia 13 de outubro, trabalhadores dos Correios de Angra dos Reis votaram nesta quinta-feira (27) pela continuidade do estado de greve. Os funcionários do Centro de Distribuição Domiciliária permaneceram sob risco iminente de paralisação até que todas as reivindicações sejam atendidas pela Empresa de Correios e Telégrafos (ECT).

    Em pouco mais de duas semanas, os ecetistas obtiveram avanços significativos em parte de suas reivindicações, porém a ECT ainda não atendeu às pautas referentes ao déficit de pessoal, Ioec automático e climatização da unidade. Os trabalhadores decidiram cumprir o estado de greve trabalhando e deram um prazo de 15 dias para a empresa atender as pautas, conforme explica a diretora Débora Henrique, do SINTECT-RJ, que esteve no local em apoio aos trabalhadores:

    “Os trabalhadores estão lutando por melhores condições de trabalho e estamos aqui em apoio à categoria ecetista. Apesar dos avanços, as condições ainda estão aquém do ideal, o ecetista está trabalhando em condições precárias, com sobrecarga de serviço devido à falta de funcionários, e com infraestrutura defasada”.

    Os trabalhadores mobilizados conseguiram quatro viaturas para realizar entregas, somadas às cinco já existentes, totalizam nove ao total. O ideal é que a unidade tenha 11 viaturas para suprir as demandas.

    Débora Henrique também ressaltou a importância da mobilização da categoria na manutenção dos direitos trabalhistas. “Visitamos a base frequentemente, dialogamos com a categoria, entendemos que cada unidade tem a sua particularidade. Unificados podemos amplificar as demandas da categoria e avançar na luta por melhores condições de trabalho”, explicou a diretora.

    As diretoras Neli Marquês e Karoline Bandeira, do SINTECT-RJ, também estiveram no local em apoio aos trabalhadores.

    Do Sintect-RJ

  • A Federação Interestadual dos Empregados dos Correios (Findect) decidiu deflagrar uma greve nacional, por tempo indeterminado, em apoio às pautas do dia 28 de abril, que já promete ser a maior dos últimos trinta anos. O ecetistas começarão a paralisação no dia 26, às 22h, e estarão envolvidos nos atos seguintes.

    Além do repúdio total a Michel Temer e às reformas da Previdência e Trabalhista, os funcionários dos Correios entrarão em greve para protestar contra o fechamento de agências ao longo do último ano, a suspensão de férias que atinge parte do pessoal e pela realização de novos concursos e contratações nos quadros da empresa. Eles reclamam do sucateamento e denunciam a tentativa de privatização da ECT, e pedem a saída de Guilherme Campos da presidência, pela sua conivência com o desmonte da empresa.

    “Foram esses empresários, e os conglomerados que comandam, que financiaram o golpe. Com eles Temer assumiu compromissos, que está encaminhando com suas reformas. É por isso que todas as medidas desse governo tira direitos e benefícios dos trabalhadores. Nas reformas, são conquistas históricas que podem ser perdidas”, explicou o presidente do Sintect-SP e vice-presidente da Findect, Elias Diviza. Para ele, os trabalhadores devem ampliar a mobilização encaminhada pelas Centrais. “É o caminho para impedir esse retrocesso histórico, e para impedir a privatização dos Correios e demais estatais”, indicou.

    Os trabalhadores dos Correios tiveram papel importante nas manifestações dos dias 15 e 31 de março, com uma paralisação que envolveu mais de 8.000 pessoa só em São Paulo. O repúdio da categoria às reformas de Temer e às tentativas de privatização da empresa provaram-se fundamental para atrasar os planos dos golpistas. O risco é particularmente grande para os ecetistas, pois a empresa pode ser vendida às multinacionais do setor - algo que tiraria dos funcionários a capacidade de dialogar com a cúpula, e minaria os direitos conquistados.

    Por tudo isso, os ecetistas chamaram todos os 36 sindicatos da categoria a apoiar a greve geral unificada a partir de 26 de abril.

    Portal CTB

  • Em assembleia realizada nesta quarta-feira (15), os trabalhadores dos Correios de diversas unidades do estado do Rio de Janeiro decretaram estado de greve. As principais reivindicações são contra a proposta de cobrança de mensalidade do plano de saúde da categoria e melhores condições de trabalho.

    Diretor jurídico do SINTECT-RJ, Marcos Sant’aguida, falou sobre a situação precária das unidades e do cotidiano dos ecetistas.

    “Em todas as regiões os trabalhadores sofrem com a sobrecarga de trabalho, por conta do deficit de funcionários da empresa. A direção dos Correios nada faz. Nas questões estruturais, alguns locais apresentam condições insalubres de trabalho, conforme foi verificado pelo Ministério Público do Trabalho em visita aos locais. Tudo isso, com o acesso aos serviços de saúde comprometidos, coloca em risco a vida do trabalhador.”

    Secretário geral do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins, comentou o estado de greve:

    “Estamos enfrentando uma série ameaça contra a categoria. Cobrar dos trabalhadores a mensalidade do Postal Saúde é uma arbitrariedade que compromete a vida dos ecetistas e suas famílias. Se não houver diálogo e garantia de direitos, nós vamos lutar e tomar todas as medidas necessárias para respaldar os trabalhadores.”

    Martins afirmou ainda que, não está descartada a possibilidade de uma mobilização nacional e se necessário, de uma greve para garantir o direito dos trabalhadores.

    Durante a assembleia, o secretário geral do SINTSAMA e Secretário de Comunicação e Imprensa da CTB-RJ, Paulo Farias, falou em nome dos trabalhadores da CEDAE reafirmando a posição contra a privatização da empresa, em defesa do patrimônio público. Pauta unânime entre todos os trabalhadores presentes, a luta contra a privatização da CEDAE recebeu o apoio dos ecetistas. "O projeto de privatizar as empresas públicas e uma luta de toda população”, salientou o dirigente cetebista.

    O Presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, defendeu a necessidade de mobilização e unidade.

    “O que estamos enfrentando e uma ofensiva do governo golpista contra a classe trabalhadora . Mais do que nunca, precisamos unir forças e lutar. Se necessário, faremos uma greve geral para garantir as conquistas trabalhistas”.

    Da CTB-RJ

  • Na manhã desta segunda-feira (08), os trabalhadores realizaram uma assembleia na Praça de Guerra e votaram pela suspensão da greve, iniciada no dia 26/04. A proposta da ECT foi aceita, mas com ressalvas, que serão discutidas e questionadas com a empresa.

    Entre as propostas rejeitadas pela categoria estão: a limitação das férias e o PDIA, conforme explica o presidente do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins “Nós queremos férias para todos, não somente no período que a empresa propôs, é um direito que não vamos abrir mão. Outra questão é o PDIA. Hoje a empresa tem um grande deficit de funcionários, não tem como a gente apoiar uma ação que piore a situação”, explicou.

    Do Sintect-RJ (via CTB-RJ)

  • O presidente da Empresa de Correios e Telegrafos (ECT), Guilherme Campos, cercado de seus cargos de confiança, não teve pudor em dizer que a situação está melhorando graças ao aumento da produtividade,ou seja, da sobrecarga de trabalho, e não desistiu do falso discurso de que é preciso acabar com o convênio médico para equilibarar as contas dos Correios. 

    A reunião era para discutir o convênio médico, mas virou mais uma repetição da conversa de sempre. O presidente a ECT teceu sua conhecida ladainha sobre o déficit financeiro, que sempre fala, mas nunca prova. Para reforçar seus argumentos, citou as conclusões de uma consultoria contratada por ele, que teria comprovado o que ele diz.

    Dessa vez Guilherme Campos foi mais longe. Fez terrorismo e chantagem ao afirmar que se não melhorar o caixa da empresa, entre os meses de abril e agosto poderá faltar dinheiro para o pagamento de impostos, fornecedores e salários (menos o dele, claro).

    E qual a solução mágica? Acabar com o que ele aponta como o grande vilão que desequilibra as contas, que é o nosso convênio médico, conquistado com muita luta para compensar minimamente os baixos salários pagos pelos Correios.

    Ele apresentou a situação financeira da empresa como “em plena recuperação”, com um crescimento físico e financeiro de 13% em 2017. Seria o resultado da aplicação do seu plano organizacional, centrado na redução de despesas e aumento da produtividade.

    Vamos traduzir: redução de despesas = corte de diretos e de empregos. Aumento da produtividades = a fazer cada um trabalhar por 3.

    Que tal falar em fechar os ralos por onde escoam o desperdício? Em acabar com a péssima gestão? Em eliminar gastos obscuros e suspeitos? Em reduzir os gastos com cargos de confiança e altos salários? Em rever os R$ 6 bi que o governo levou? Em rever a mudança de critérios contábeis que fez lucro virar prejuízo de uma hora para outra? Em investir em tecnologia, mão de obra e segurança? Simples assim, como costuma dizer o presidente da empresa.

    Tirar direitos dos trabalhadores para cobrir supostos déficits financeiros virou moda no Brasil. É a mesma coisa na previdência. Temer diz, com ajuda da Globo e dos Silvios Santos, que sem a reforma o país quebra e não haverá dinheiro para pagar as aposentadorias, mesmo depois da CPI da Previdência ter mostrado que o déficit não existe. O mesmo se repete na Caixa, no Banco do Brasil, na Petrobrás, no serviço público, na Eletrobrás….

    Nem original Guilherme Campos é. Ele usa a mesma tática do seu chefe temeroso. Mente para convencer o povo a entregar seus direitos sem reclamar.

    Governo e seus paus mandados agem como se os trabalhadores fossem burros demais para enxergar o que está acontecendo no Brasil.

    Não podemos entrar nessa conversa de que o custo com salários e direitos dos trabalhadores é o vilão que está quebrando o Brasil. Querem nos convencer disso para suprimir benefícios, conquistas e direitos adquiridos ao longo de anos de lutas e trabalho árduo para fazer dos Correios a empresa mais querida e respeitada do país e internacionalmente.

    Nossa resposta é a luta e NEM UM DIREITO A MENOS!!!

    Fonte: Sintect-SP

  • A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios reproduziu nesta sexta-feira (16) uma nota do Sindicato dos Correios de São Paulo (SINTECT-SP), em que apoia a CTB nas eleições sindicais do Rio.

    A Chapa 1, citada no texto abaixo, é apoiada pela Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. Para os sindicalistas de São Paulo, “a vitória desta chapa garante a continuidade e o aprofundamento do excelente trabalho de organização e luta da categoria”.

    Segue a nota:

    “Diretoria do Sindicato dos Correios de São Paulo apoia a Chapa 1 na eleição para a Diretoria do SINTECT-RJ

    A vitória desta Chapa garante a continuidade e o aprofundamento do excelente trabalho de organização e luta da categoria que vem sendo realizado no estado, com uma elogiável renovação de quadros, e é importante para os trabalhadores dos Correios de todo o país.

    A atual Diretoria do SINTECT-RJ se uniu à Diretoria do SINTECT-SP e demais sindicatos filiados para colocar a FINDECT como protagonista na luta dos trabalhadores e dinamizar, reestruturar e elevar o nível das negociações com a direção da empresa e da luta nacional da categoria.

    Nesses tempos atuais de ataques aos direitos dos trabalhadores e retrocessos, isso é fundamental. A atitude desordenada, falsamente radical e entreguista da outra federação, se continuasse como única via, levaria a categoria para o buraco.

    O SINTECT-RJ junto com o SINTECT-SP representam mais da metade da categoria no país.
    A atuação conjunta, responsável e compromissada de suas diretorias está garantindo a preservação de direitos dos trabalhadores dos Correios, a defesa da empresa contra a privatização e conquistas nas Campanhas salariais, mesmo em situação adversa.

    Só a Chapa 1 está comprometida com esta luta conjunta e pode realizar um bom trabalho contra a privatização, em defesa da aposentadoria especial para carteiros e OTTs, pela jornada de 6 horas nas agências, com pagamento de quebra de caixa e segurança similar à dos bancários.

    A atual Diretoria do SINTECT-RJ tem realizado um trabalho de ponta na área jurídica. Alcançou várias vitórias à frente dos demais Sindicatos e é estratégica para as lutas nacionais da categoria.

    Esta Diretoria construiu também o melhor trabalho em todo o país na organização da mulher trabalhadora ecetista, que inclui formação e incentivo à participação. Isso é elogiável, serve como referência para todo o país e precisa ser continuado e aprofundado.

    Além disso, tem o problema das alianças oportunistas como a que ocorre nesta eleição no Rio de Janeiro. Já vimos isso em São Paulo. Falsos radicalóides e traidores de todas as espécies, que até ontem eram (falsamente) inimigos, se unem para tentar enganar a categoria e disputar a eleição.

    Com isso entregam o real interesse que escondem.

    Como a maioria dos Deputados que vemos atracar nossos diretos em Brasília, esses oportunistas querem a direção do Sindicato para defender interesses espúrios e vender os diretos da categoria, como já fizeram em várias oportunidades que todos se lembram.

    Em São Paulo a categoria ecetista soube repudiar e derrotar essa aliança espúria em nome do aparelhamento e do atraso.

    Temos certeza que os trabalhadores do Rio de Janeiro também saberão eleger quem realmente representa seus interesses, com responsabilidade, lutando e com isso continuar ao lado dos paulistas como ponta de lança das lutas da categoria em todo o país.”

    Do Findect

  • Após vencer a eleição do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro (Sintect-RJ) com 54% dos votos, a chapa 1 Responsabilidade, Luta e conquistas tomou posse nesta terça-feira (25), em cerimônia realizada no auditório do sindicato dos Bancários.

    A diretoria, que estará a frente do sindicato nos próximos quatro anos, foi homenageada na solenidade por diversos outros sindicatos, entre eles, SINTSAMA, SINDMETAL, Sindicato dos Comerciários e membros da diretoria da CTB.

    Celina Oliveira, da diretoria executiva da CTB, iniciou a celebração ressaltando a importância da luta sindical no atual momento político do país “Parabéns a todos os eleitos, porém, sabemos que estamos em um momento difícil. Precisamos manter a união para lutar contra a perda de direitos “.

    Diretor do SINTECT-RJ e da Presidente CTB-RJ, Ronaldo Leite, relembrou momentos históricos do país em que os trabalhadores e os sindicatos tiveram papel fundamental e ressaltou a importância de manter a unidade e o enfrentamento ao governo golpista de Michel Temer :

    “O governo está querendo tirar em um ano os direitos conquistados historicamente pelos trabalhadores. Somente a greve e a luta podem barrar a reforma da previdência e trabalhista . Não vamos admitir nenhum direito a menos”.

    Encerrando as falas, o presidente do sindicato, Ronaldo Martins, agradeceu o apoio de todos e falou sobre a situação dos trabalhadores “Nós estamos lutando pelo nosso emprego. Esse governo quer privatizar a empresa e nós vamos lotar as ruas contra esse projeto neoliberal”, salientou.

    Do Sintect-RJ

  • A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, esteve no 2º Encontro Nacional de Mulheres Findect (Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios), nos dias 23 e 24, em São Paulo.

    Esse encontro foi “essencial para avançar na qualificação das mulheres dos Correios em suas entidades sindicais”, afirma Pereira. De acordo com ela, ficou evidente como são destinadas às mulheres atividades repetitivas e de maior esforço na empresa. “As trabalhadoras carregam sacolas de 50 quilos, com os homens, sem levar em conta as nossas condições físicas”, reforça.

    Além de debater os efeitos das reformas trabalhista e previdenciária e da terceirização sobre a classe trabalhadora, discutiu-se a necessidade de “aumentar o número de mulheres nos sindicatos e federações”.

    Estiveram presentes trabalhadoras de diversos estados. “Elas mostraram muita disposição de participar da vida sindical, mas defendem a necessidade de condições adequadas, que ajudem nessa participação”, diz Pereira.

    Ela informa que as trabalhadoras reivindicam creches, escolas de tempo integral, para “os filhos serem cuidados e dessa forma poderem participar com mais tranquilidade das atividades. Com condições adequadas, a participação feminina aumenta com toda a certeza”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) revelou uma queda de 45,2% nos acordos coletivos de trabalho entre patrões e empregados no Brasil, em comparação com o mesmo período de 2017. 

    A situação registrada pela pesquisa é um reflexo direto da reforma trabalhista que começou a vigorar em novembro de 2017. Se antes da reforma aprovar acordos trabalhistas já era uma luta para as categorias, agora, com a lei ao lado dos patrões, ficou ainda mais difícil assegurar direitos. 

    "Alguns sindicatos patronais estão querendo tirar conquistas obtidas anteriormente. Isso deixa tudo mais difícil e, por isso, a quantidade de negociações concluídas está caindo", afirma o pesquisador da Fipe e responsável pelo levantamento, Helio Zylberstajn.

    Mobilização sindical

    Para o assessor jurídico da CTB, Magnus Farkatt, na atual conjuntura "só existe uma forma mais efetiva de os trabalhadores preservarem seus direitos em negociação coletiva: se mobilizando para garantir essa preservação".

    Ele cita o exemplo do Sinpro-MG, sindicato dos professores da rede privada de Belo Horizonte, que deflagrou uma greve de 10 dias em maio para conseguir renovar a convenção coletiva anterior.

    "Os patrões estavam querendo reduzir uma série de direitos existentes e a categoria conseguiu reverter e manter o acordo. E aonde temos acompanhado negociação coletiva, a lógica nos ensina precisamente isso: ou os trabalhadores lutam, se mobilizam para preservar seus direitos ou os patrões criam impasse para inviabilizar o prosseguimento da negociação", diz Farkatt.

    Ele salienta, no entanto, que a Justiça do Trabalho pode - e deve - ser acionada para julgar dissídios coletivos de natureza econômica, de greve, ou de natureza jurídica.

    "Se uma negociação coletiva fracassa, o sindicato de trabalhadores ainda tem a alternativa de buscar a Justiça do trabalho para que ela julgue o conflito e, eventualmente, defira a pauta de reivindicações de trabalhadores".

    Dieese

     
    Entre eles estão a revisão do intervalo intrajornada; contribuição sindical; homologação da demissão dentro do sindicato, obrigatoriedade que foi derrubada e que seria também fonte de financiamento sindical; banco de horas; e permanência da gestante em ambiente insalubre.
     
    "Temos um quadro de alta no desemprego e enfraquecimento dos sindicatos que está difícil de reverter. Os acordos estão cada vez mais difíceis", avalia Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese
     
    Comerciários, bancários, metalúrgicos e químicos 
     

    O segundo semestre é marcado por negociações de categorias importantes, como bancários, metalúrgicos e químicos, com impacto para milhares de trabalhadores. No Rio de Janeiro, o Sindicato dos Comerciários, que agrega 27 convenções coletivas e representa 350 mil trabalhadores na base, vê o recrudescimento das negociações salariais. 

    A categoria está em greve em diversas regiões da cidade e a paralisação já dura sete dias sem acordo à vista. A nível nacional, os bancários enfrentam uma de suas mais duras campanhas salariais, com patrões intransigentes, rejeitando em bloco as reivindicações dos trabalhadores e a preservação de direitos garantidos nos acordos coletivos.

    Os Correios estão na mesma batalha e realizam nesta terça (14) uma assembleia para decidir sobre deflagrar greve em todo o país. Sem avanços nas negociações, os bancários também vão deliberar sobre paralisação da categoria nesta semana.

    Portal CTB com agências G1 e Extra

     

  • Com unidades não climatizadas e com déficit de aproximadamente 200 carteiros na região de Niterói e São Gonçalo. Funcionários dos Correios das unidades de Tribobó e Alcântara realizaram uma manifestação na manhã desta quarta-feira, (08), com o intuito pressionar a Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) a melhorar as condições de trabalho.

    A passeata contou com a presença dos trabalhadores de Alcântara e Tribobó que atualmente estão paralisados devido à falta de sistemas eficientes de ventilação conforme explica o diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Empresa Brasileira de Correios Telégrafos e Similares do Rio de Janeiro (SINTECT-RJ), André Messias que participou do ato em apoio aos trabalhadores:

    “É desumano trabalhar em pleno verão do Rio, em um ambiente que não seja climatizado. Dentro das unidades a sensação térmica chega às alturas”, ressaltou o diretor.

    Devido à falta de estrutura e a precariedade das condições de trabalho que os ecetistas estão expostos, o Ministério Público do Trabalho (MPT) ajuizou em caráter emergencial a ação civil pública requerendo melhores condições de trabalho para os funcionários dos Correios.

    Diretor do departamento jurídico do SINTECT-RJ Marcos Sat’aguida explica que juíza que deferiu a decisão considerou a importância da demanda e informou que a partir de fevereiro de 2017, visitará pessoalmente as unidades dos Correios a fim de constatar a situação dos trabalhadores:

    “A situação dos trabalhadores é grave, portanto o MPT ajuizou uma ação civil pública em caráter emergencial para analisar unidades que necessitam de melhorias imediatas por parte da empresa.Todos esses problemas afetam a qualidade do serviço prestado a população. Precisamos expor para a sociedade o que está acontecendo”, afirmou o Sant’aguida.

    Do Sintect-RJ

  • A participação da Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios (Findect) na 5ª Conferência da UNI Américas Postal e Logística nos Estados Unidos foi importante para reforçar a busca por soluções para problemas enfrentados pelos trabalhadores ecetistas, entre elas a crise financeira do Postalis provocada por ações nebulosas de dirigentes e pela gestão desastrosas das aplicações feitas pelo banco BNY Mellon

    A Conferência foi realizada entre 17 e 19 de abril foi em Nova Orleans, nos EUA. A UNI é um sindicato global, que possui um segmento destinado ao Setor Postal e Logística. A Findect foi representada pelo Secretário Jurídico José Rufino e o Secretário de Relações Internacionais Ronaldo Leite, que também é secretário nacional de Formação e Cultura da CTB.

    A conferência debateu importantes temas como o e-commerce, banco postal e os seus impactos sobre os trabalhadores.

    Na pauta ainda estavam temas fundamentais para o Brasil – como a crise do Postalis – e de que forma os sindicatos dos demais países poderiam ajudar os ecetistas no Brasil.

    Entrega de encomendas e segurança do trabalhador

    Na ocasião, Leite apresentou o painel Impactos do e-commerce sobre os trabalhadores dos Correios. Explicitou o crescente número de assaltos aos trabalhadores da ECT decorrentes da ampliação das entregas neste segmento pelos Correios, o que entre outros problemas, tem gerado um clima de tensão e insegurança no trabalhador, realçado pela ausência de ações efetivas da direção da empresa.

    O sindicalista carioca reafirmou que “as entregas do e-commerce são importantes para incrementar as receitas da empresa, mas não podemos desconsiderar o impacto sobre os trabalhadores de Correios. A cada dia 14 carteiros são assaltados, por vezes vítimas de sequestro-relâmpago. Nos primeiros 10 meses de 2017, somente no Estado do Rio de Janeiro, ocorreram 61 mil roubos de cargas dos Correios. Algo precisa ser feito para preservar a integridade dos trabalhadores”.

    BNY Mellon tem que ressarcir o Postalis

    Durante a conferência, Rufino, participou de um debate importante para os trabalhadores ecetistas – Fundos de Pensão – especificamente o caso do Postalis.

    Ele denunciou e detalhou toda a situação que levou nosso plano à intervenção e o impacto negativo das fraudes praticadas pelo Banco BNY Mellon na gestão dos recursos dos trabalhadores, o que levou a perdas de mais de oito bilhões de reais dos recursos destinados ao pagamento das pensões de aposentadoria dos ecetistas.

    Segundo Rufino, “só ingressando com uma ação judicial nos EUA para obrigar o Banco BNY Mellon a pagar o prejuízo causado aos trabalhadores dos Correios. Dessa forma salvaríamos o fundo de pensão (Postalis), evitaríamos que ele seja liquidado e deixe mais de 100 mil trabalhadores sem a complementação da aposentadoria. A Findect tem tomado todas as medidas para manter o direito dos trabalhadores”.

    Também participou deste painel o advogado Bartman, que falou sobre os crimes cometidos pelo Banco BNY Mellon contra o complemento de aposentadoria dos ecetistas.

    Solidariedade internacional

    No encontro foi aprovada uma resolução de solidariedade aos trabalhadores da ECT. Entre as ações concretas está a atitude por parte dos demais sindicatos dos Estados Unidos no sentido de não apenas de denunciar o BNY Mellon pela fraude que resultou em perdas para os ecetistas, como também orientou aos sindicatos a realizarem uma campanha junto aos fundos de pensão nos EUA para retirar o BNY Mellon da gestão destes fundos até que ele devolva o dinheiro da pensão dos ecetistas.

    Durante o encontro, Leite denunciou também a condenação e a prisão sem provas do ex-presidente Lula a intenção de retirá-lo das urnas nas eleições de 2018. Essa investida é mais um capítulo do golpe de 2016 orquestrado pelo empresariado e seus partidos, que entre outras coisas trouxe a atual onda de retirada de direitos dos trabalhadores e destruição e privatização de estatais lucrativas e fundamentais para a segurança e a soberania nacional, como os Correios e a Eletrobrás.

    A participação da Findect nesta Conferência foi de grande importância, pois demonstra o seu interesse em buscar soluções para problemas enfrentados pelos trabalhadores ecetistas, melhorias nas condições de vida e trabalho e reafirma o seu compromisso para com eles.

    Fonte: Findect

  • Trabalhadores e trabalhadoras dos Correios de São Paulo aprovaram em assembleia, na noite da última terça-feira (02), a continuidade da greve iniciada no dia 26 de abril.

    De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos de São Paulo (Sintect-SP), a paralisação nacional que afeta diversos estados, é motivada pela postura da empresa que adotou medidas que pioram as condições de trabalho da categoria como a suspensão das férias, e promovem o sucateamento do sistema com vistas à privatização, como o fechamento de agências e demissão motivadas.

    Segundo a Federação Interestadual dos Sindicatos dos Correios (Findect), a reunião do dia 1º de maio, com representantes da direção da ECT, termimou com uma proposta que não atende às reivindicações da categoria e ainda impõe perdas flagrantes.

    Nesse sentido, os dirigentes da Findect e do Sintect-SP reafirmaram e insistiram nas reivindicações dos trabalhadores que motivaram a greve. “Mesmo diante da grande adesão da categoria à greve, o presidente da ECT voltou com o discurso do déficit da Empresa, na tentativa de justificar os golpes aos direitos dos Trabalhadores e a privatização”, ressaltou Elias Cesário, o Diviza, presidente do Sintect e vice-presidente da Findect.

    Na manhã desta quarta-feira, representantes dos trabalhadores e da empresa voltam a se reunir para tentar chegar a um acordo. Após o encontro, os sindicalistas participam de uma audiência no Tribunal Superior do Trabalho (TST) que visa resolver as ilegalidades como o parcelamento das férias da categoria.

    Uma nova assembleia está marcada para quinta-feira (04), a partir das 17h, no CMTC Clube, zona Norte da cidade, para decidir os rumos do movimento.

    Portal CTB

     

  • Em reunião realizada nesta quarta-feira (29), em Brasília, a FINDECT e demais federações definiram a data da greve para o dia 26 de abril. A ação é em resposta as medidas arbitrárias anunciadas por Guilherme Campos, atacando os direitos dos trabalhadores, e a possibilidade de privatização declarada pelo ministro das Comunicações, Gilberto Kassab.

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    Diante dos ataques da direção dos Correios como: a suspensão das férias por um ano, demissões em massa, fechamento de agências, entre outros, a categoria deflagrou greve geral a partir das 22 h do dia 26/04. No dia 3 de maio haverá nova assembleia de avaliação da mobilização. Secretário geral do SINTECT-RJ e diretor da FINDECT, Ronaldo Martins, comentou sobre a deliberação:

    “O governo e a direção da empresa estão atacando nossos direitos, diante dessa situação, nossa única defesa é a luta, é a greve. Os trabalhadores dos Correios não aceitam pagar pelas más gestões corruptas que afundaram a empresa, nós não somos responsáveis por isso. Estamos juntos, unidos, contra essa ofensiva patronal neoliberal.”

    O SINTECT-RJ e a FINDECT convoca toda a categoria a integrar essa luta. São os nossos direitos que estão em jogo! Todos à assembleia dia 6/3 na Praça de Guerra as 18h e dia 26/04, é GREVE NACIONAL!

    Eixos de luta:

    – Greve geral contra as reformas previdenciária e trabalhista!
    – Contra o desmonte dos correios, não à privatização!
    – Nenhuma demissão, contratação já!
    – Contra o fechamento das agências!
    – Contra a falta de segurança das agências!
    – Pelo retorno da entrega diária!
    – Fora postal saúde! Pelo retorno dos correios saúde ao rh sem nenhuma mensalidade!
    – Auditoria da dívida pública. Taxação das grandes fortunas
    – Abertura dos livros contábeis da empresa. Auditoria já!
    – Fora guilherme campos! Fora temer!

    Da CTB-RJ

  • Na última segunda-feira (27), diretores do sindicato e da federação dos Correios, junto com outras organizações sindicais da categoria, se reuniram com Guilherme Campos e membros da direção da empresa, em São Paulo. O objetivo foi mostrar para a empresa que os trabalhadores não aceitam as medidas anunciadas, como a suspensão das férias e cobraram soluções imediatas.

    Durante o encontro, os sindicalistas foram firmes na defesa da categoria e nos direitos trabalhistas. Abordaram a necessidade da manutenção das férias, cobraram investimentos em política de segurança e em melhores condições de trabalho, retorno do pagamento das horas extras e exigiram esclarecimentos sobre a demissão motivada, conforme explica o secretário-geral do sindicato do Rio e diretor da FINDECT, Ronaldo Martins:

    “Deixamos claro para a empresa que o trabalhador não pode pagar pela má administração dos Correios. Não somos nós os culpados pela situação financeira da empresa. Não vamos abrir mão dos nossos direitos.”

    Guilherme Campos e sua equipe afirmaram em suas explanações que a empresa não vai voltar atrás das medidas, alegando a dificuldade financeira da ECT. Sobre o plano de demissão motivada, Campos confirmou que a direção está sim estudando a possibilidade de colocar em prática.

    Para Ronaldo Martins, a posição arbitrária da empresa na tentativa de negociação mostrou que os trabalhadores só tem uma saída para manter seus diretos, a greve “A direção da empresa está tomando atitudes que massacram a categoria, esse absurdo não pode acontecer. Precisamos ir para as ruas, fazer greve e pressionar!Vamos fazer uma grande mobilização nacional para que nenhum direito seja retirado. Todos à assembleia dia 6”, ressaltou.

    Da CTB-RJ

  • Em audiência realizada no dia 19/10, a Juíza do Trabalho, Alba Valéria Guedes, julgou procedente os argumentos contidos na ação movida pelo SINTECT-RJ, que tinha como objetivo igualar o pagamento dos trabalhadores de Paraty com os demais do Rio de Janeiro. Essa é mais uma ação de diferencial de mercado que o sindicato vence contra a ECT, somando às vitórias do Sul Fluminense e Região dos Lagos.

    Em decisão, a magistrada garantiu aos trabalhadores do município a equiparação salarial com os demais municípios da região da Costa Verde, como Angra dos Reis e Mangaratiba. O sindicato argumentou que, desde o ano de 1995, a ECT paga o valor do diferencial aos ocupantes de determinados cargos, sendo previsto, também, no Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) 2008, no qual está previsto a realização de estudo para verificar a necessidade de concessão da gratificação em cada região. No entanto, a ECT ao deixar de realizar os estudos necessários, pagando a gratificação somente uma parcela determinada de empregados, agiria com discriminação em relação aos trabalhadores que não recebem a verba.

    A justiça parte do princípio da isonomia “em que todos são iguais perante a lei”, para assegurar a equiparação salarial dos trabalhadores de mesma função em uma empresa, conforme explicou, anteriormente, o advogado do sindicato, Dr. Alexssander Mattos.“A isonomia salarial para trabalho de igual valor está prevista na Constituição. Não é a primeira vez que a ECT aplica essa ação sem nenhuma justificativa. A justiça entende que a empresa deveria, por lei, apresentar algum estudo que comprovasse a necessidade dos valores diferenciados que são pagos, o porquê dessa diferença. Como a ECT não apresentou, a sentença novamente foi favorável à categoria”, detalhou.

    Do Sintect-RJ (via CTB-RJ)

  • A Federação Interestadual dos Sindicatos dos Trabalhadores e Trabalhadoras dos Correios iniciou nesta quinta-feira (25) o VI Congresso Nacional da Findect, que sediará por dois dias diversos debates para a construção da pauta de reivindicações da categoria ecetista.

    Entre a participação de especialistas de variadas áreas ligadas ao dia a dia dos Correios e lideranças da luta dos trabalhadores, o evento recebeu o presidente da CTB, Adilson Araújo, para fazer uma análise detalhada dos desafios impostos à categoria neste momento conturbado do Brasil.

    Adilson falou de forma alongada sobre a situação política e econômica do país, levando uma análise do jogo de forças de Brasília para os presentes. “Não há dúvidas que nunca antes tivemos que enfrentar um parlamento tão disposto a retirar conquista já consolidadas da classe trabalhadora, numa agenda que vem se provando extremamente regressiva”, avaliou, apontando o golpe de 2016 como um ataque do capital ao trabalho. “Os reflexos da gestão de choque do Temer aos ganhos sociais da população a gente está vendo aí. As reformas necessárias à população não estão sendo postas em prática, como a política, a tributária, a agrária, a urbana - o que acontece é uma retirada de direitos com muito suor e sangue trabalhador”.

    O sindicalista aconselho os ecetistas, então, a buscarem novas formas de diálogo, colocando a formação de consciência na população acima de eventuais sentimentos de revanche que podem ter restado do ataque à democracia. “A hora é de unir esforços, de falar com as bases, com as nossas famílias, até com os coxinhas que ajudaram no golpe. Todo mundo vai sofrer junto, e a gente vai precisar deles para conseguir impedir que venham ainda mais derrotas”.

    O discurso completo de Adilson você assiste logo abaixo:

    Unidade para resistir

    Na mesa que precedeu a fala de Adilson, lideranças de todo o Brasil também contribuíram para a avaliação do momento. O companheiro Ronaldo Martins, presidente do Sindect-RJ, fez a fala mais exaltada, condenando com veemência as agressões sofridas pelos servidores públicos no Rio de Janeiro na quarta-feira. Ele denunciou também os ataques aos direitos que motivaram o protesto, e ligou a tentativa de privatização dos Correios a eventos similares, como a venda iminente da Cedae.

    “Eu lembro ainda hoje da época do FHC, quando eles jogaram o exército contra nós. Os petroleiros estavam conosco e foram chamados de "cachaceiros" pelo ministro Sérgio Motta, um insulto! Estamos voltando para esse tempo”, refletiu, irritado.

    A diretora Rosemeri Leodoro, também do Sindect-RJ, foi além: para ela, o governo Temer tem um comportamento ainda mais grave que o de FHC. “Tudo o que está acontecendo, incluindo a brutalidade da polícia, é um projeto para desgastar o trabalhador, eles querem nos cansar”, acusou. Por outro lado, ela se disse otimista com o resultado da Marcha para Brasília: “Esse governo não tem limites para passar os seus projetos, mas agora é a hora da virada. É o momento para mostrar às bases que nós precisamos fazer tudo para resgatar o Brasil. Devemos ocupar Brasília por 15, 20 dias, se for necessário, até que esse governo caia!”.

    Já o secretário-geral do Sintect-MA, Márcio Martins, preferiu levar a discussão para a estratégia de formação de consciência das pessoas próximas ao próprio sindicato, que em sua avaliação nem sempre compreendem o papel das entidades sindicais. “O papel fundamental do sindicato tem que ser o de educar o trabalhador, fazê-lo perceber a luta na qual está envolvido, e trabalhar a consciência cidadã”, disse. Ele sugeriu que um passo importante, neste sentido, seria expor os interesses tóxicos da grande imprensa: “Há uma mudança no comportamento dos golpistas agora, que fica evidente no papel da Rede Globo para derrubar Temer. Isso me lembrou de Brizola, que dizia que o que é bom para a Globo não poderia ser bom para o Brasil. Temos que ficar atentos”.

    Ao longo do dia, outras lideranças sentaram-se à mesa para reflexões diferentes, incluindo uma recuperação histórica das lutas dos trabalhadores dos Correios e a briga judicial patara transformá-los de empresa pública em autarquia. O DIEESE enriqueceu o evento com a exposição de uma Nota Técnica sobre a Reforma Trabalhista, que você pode ler aqui.

    Para fechar o dia, os ecetistas discutiram a construção da Pauta de Reivindicações.

    Portal CTB

  • O Instituto Paraná divulgou pesquisa nesta quarta-feira (27), onde 60,6% dos entrevistados disseram ser contra as privatizações, mostrando repúdio ao projeto do desgoverno Temer “privatizar tudo o que for possível”.

    Para o presidente em exercício da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Nivaldo Santana, “não é de hoje que a população se manifesta contra a privatização das nossas estatais, tanto quanto de serviços essenciais que o Estado tem obrigação de fornecer como educação e saúde”.

    É por isso, diz Santana, que um projeto dessa monta só poderia vir “de um governo biônico, com uma proposta entreguista e derrotada nas urnas reiteradas vezes”. De acordo com o Instituto Paraná foram ouvidas 2.020 pessoas maiores de 16 anos, em 158 municípios, de 24 estados brasileiros, entre os dias 20 e 23.

    Pior ainda para o projeto neoliberal dos golpistas é que 63,3% revelaram ser contra a privatização da maior empresa brasileira, a Petrobras. Além disso, 62,4% não querem a entrega dos Correios para empresários e 67,5% não aceitam a privatização do Banco do Brasil e nem da Caixa Econômica Federal.

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    De acordo com os dados apurados pela pesquisa, Santana acredita que “é necessário intensificar campanhas que denunciem a entrega do patrimônio nacional para grupos estrangeiros, prejudicando inclusive o mundo do trabalho em nosso país e a economia como um todo”.

    Veja a íntegra da pesquisa aqui.

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    A voz das ruas: apoio ao impeachment cai de 61% para 48%, mostra pesquisa do Ipsos

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Na última terça-feira, (23), ecetistas de várias regiões do Rio de Janeiro realizaram uma assembleia, reivindicando o reajuste salarial para a categoria. O ato foi o primeiro de uma série que o movimento de trabalhadores, em uma frente unificada, realizará com o objetivo de pressionar a ECT por melhores condições de trabalho.

    Durante a manifestação, os trabalhadores abordaram assuntos pertinentes à conjuntura da categoria, como, por exemplo, o reajuste salarial, falta de investimento em segurança e de políticas de saúde para os trabalhadores. O ato marca a abertura de um enfrentamento que pode desencadear uma greve nacional, caso a empresa não entre em acordo com as reivindicações da categoria.

    O presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, presente na atividade, ressaltou a importância da união dos trabalhadores “Essa campanha salarial tende a ser muito difícil pela conjuntura política adversa que o país se encontra. Nesse momento será necessária a construção de uma grande unidade dos trabalhadores. Precisamos mobilizar os companheiros da base e encher as assembleias. Vamos nos fazer ouvir! É a hora de mostrar para esse presidente a força da categoria ecetista”, salientou.

    De acordo com o diretor jurídico do SINTECT-RJ, Marcos Sant’aguida, que participou da mobilização, a situação está insustentável “O trabalhador sofre diariamente. Estes problemas, são recorrentes em grande parte das unidades. Uma infraestrutura precária, sobrecarga de serviço, ambiente sujo, defasagem em equipamentos, estas questões, não só afetam a saúde física e psicológica do ecetista, como também o serviço prestado a população. Precisamos da união da categoria para combater o sucateamento dos direitos trabalhistas”, explicou.

    Do Sintect-RJ

  • Aconteceu na última segunda-feira (10) a assembleia eleitoral do Sindicato dos Trabalhadores dos Correios do Rio de Janeiro (Sintect-RJ), que elegeu a comissão eleitoral que será responsável pela próxima eleição da diretoria, marcada para Dezembro. A CTB-RJ participou da assembleia e teve uma importante vitória, conseguindo vencer as votações que definiram as datas do processo e a composição da comissão eleitoral.

    O Presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, parabenizou o Sindicato pela assembleia e avaliou o desempenho da CTB:

    “O SINTECT-RJ está de parabéns por essa grande e representativa assembléia, que dá o pontapé inicial para mais um processo eleitoral da entidade. O núcleo da CTB Correios também está de parabéns porque demonstrou grande capacidade de mobilização e trabalho real na base, o que resultou nessa grande vitória para nossa central nessa assembleia.”

    O Presidente do SINTECT-RJ, Ronaldo Martins, avaliou que os resultados da assembléia refletem a atuação do Sindicato. Segundo Ronaldão:

    “A assembleia mostrou o reflexo do nosso trabalho diário nas bases. A confiança da ampla maioria dos votos que tivemos ontem para a formação da comissão eleitoral é fruto da boa política que exercemos nesses últimos anos à frente do sindicato. Muitas lutas e vitórias em prol do trabalhador. Essa é a maior prova da responsabilidade da nossa gestão”

    As eleições do SINTECT-RJ estão marcadas para os dias 20, 21 e 22 de dezembro. A chapa da CTB obteve 76% dos votos da assembleia. Os números finais foram: chapa da CTB - 215 votos; chapa da oposição - 68 votos.

    Da CTB-RJ

  • O Sindicato dos Trabalhadores na ECT do Rio de Janeiro (SINTECT-RJ) segue firme na luta ao lado dos trabalhadores. Menos de um mês após o processo eleitoral que reelegeu a chapa cetebista, as lutas seguem a todo vapor nos centros de distribuição.

    Em assembleia realizada nesta segunda-feira, (30), ecetistas da unidade de Resende decretaram a paralisação da unidade por tempo indeterminado. Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho e a adequação do ambiente de trabalho.

    O diretor do SINTECT-RJ, Marcos Sant’aguida, esteve no local mobilizando e apoiando os trabalhadores. “Estamos aqui em apoio aos ecetistas, não vamos aceitar o sucateamento dos direitos trabalhistas. A categoria está unida e mobilizada, vamos pressionar a ECT, até que a empresa tome as devidas providências e atenda as reivindicações dos ecetistas da unidade”, ressaltou Sant’aguida.

    Já em Nilópolis, na mesma segunda-feira, (30), os trabalhadores aprovaram estado de greve na unidade devido à falta de condições de trabalho. Atualmente os ecetistas sofrem com a falta de efetivo, problema que ocasiona sobrecarga de serviços, ambiente não climatizado e infraestrutura defasada, conforme explica o diretor do SINTECT-RJ, Joás Castro que esteve no local em apoio os trabalhadores. “O trabalhador precisa da adequação do ambiente de trabalho, o que está acontecendo é desumano. Altas temperaturas, sobrecarga de trabalho, ambiente insalubre, são problemas que influenciam na saúde física e psicológica dos trabalhadores. Não vamos descansar até que a empresa oferte uma condição plausível de trabalhado para os ecetistas”, afirmou o sindicalista.

    Os trabalhadores da unidade também reivindicam a implementação da entrega matutina e a realocação do imóvel.

    Da CTB-RJ

  • Tende a piorar a crise que se instalou na Empresa Brasileira de Correios (ECT), que tem afetado diretamente os trabalhadores. A ECT parou de pagar a parte que lhe cabe no Postal Saúde e acumulou dívida de R$ 500 mi com os credenciados.

    Para evitar que a empresa acabe com esse direito dos ecetistas, os Sindicatos de São Paulo, Bauru, Campinas, Santos, Vale do Paraíba, Ribeirão Preto e São José do Rio Preto definiram uma agenda de ações conjuntas com a categoria.

    "Não vamos permitir que um direito arduamente conquistado e merecido seja tirado dos Trabalhadores.”, afirmou José Aparecido Gandara, presidente do Sindecteb-Bauru e Presidente da Findect (Federação Nacional dos Sindicatos dos Correios).

    A empresa alega que o custo do plano médico da categoria é muito alto. Devido a isso, e aos problemas de caixa também alegados por ela, que seriam gerados por um suposto déficit nas contas, ela está dando calote no plano e deixando os credenciados sem pagamento.

    Uma comissão paritária constituída para discutir o plano de saúde tem estudado qual a melhor forma de gestão. Para os sindicalistas, a verdade é que as más gestões na Postal Saúde, aliadas a cultura de apadrinhamentos políticos, levaram à crise que se estendeu pelo país todo.

    Nesta sexta-feira (02), os dirigentes se reuniram com o presidente dos Correios para discutir a questão incluindo o pagamento da rede credenciada, DDA, OAI e entrega matutina.

    De acordo com Elias Diviza, presidente do Sintect-SP e vice-presidente da Findect , a reunião foi chamada pela própria ECT, diante da pressão dos trabalhadores e do Sindicato do Estado de São Paulo.

    O sindicalista convocou a categoria mais uma vez para a luta e ressaltou a importância da mobilização. "Não podemos esperar mais! A questão agora é a luta em defesa de um convênio médico de qualidade, que ampare o funcionário e sua família. Isso é vital em qualquer empresa, principalmente nos Correios, que é uma verdadeira fábrica de lesionados e aposentados precoces devido às más condições de Trabalho. Somente a união de toda a categoria e mobilização geral, vamos evitar as perdas em nossa assistência médica", conclamou Diviza.

    No próximo dia 07 de dezembro, os sindicatos se reúnem em assembleia para aprovar a deflagração de uma possível greve no dia 15 de dezembro em defesa da assistência médica da categoria.

    Cinthia Ribas - Portal CTB com Sintect-SP

  • Nesta sexta-feira (09), trabalhadores dos Correios do CDD da Vila da Penha, no Rio de Janeiro, viveram momento de terror quando a unidade foi invadida por bandidos armados. Após a saída dos criminosos, aos gestores da ECT da unidade orientaram que voltassem ao trabalho, ignorando o trauma e a violência vivida naquele momento.

    Segundo os relatos, os criminosos renderam o motorista do caminhão que descarregava a carga na unidade por volta das 8 h. Em seguida, com o motorista já de refém, entraram na unidade ameaçando todos os trabalhadores. Os bandidos levaram além de encomendas, os pertences dos trabalhadores como celulares, dinheiro e documentos.

    O Sindicato dos Trabalhadores em Correios do Rio de Janeiro (Sintect-RJ) compareceu ao local prontamente para prestar auxílio à categoria. O diretor André Gasperoni detalhou que, além da violência vivida, em que trabalhadores tiveram a suas vidas em risco, outro fator surpreendeu negativamente:

    “Os gestores da unidade orientaram que voltassem ao trabalho. Um absurdo. O sindicato orientou os funcionários a não trabalharem e a todos fazerem a CAT. Depois de muita pressão dos trabalhadores e do sindicato, a direção da ECT liberou os funcionários e os mesmos farão os procedimentos necessários na próxima segunda feira”.

    O Sintect-RJ reitera sua posição contrária às atitudes arbitrárias da empresa que, não pensa na segurança e saúde física e mental de seus empregados. A ECT deixa a categoria à mercê da violência a partir do momento que não investe em políticas de segurança. Nós continuaremos cobrando ações eficazes da empresa para resguardar o trabalhador. Todas as medidas cabíveis serão tomadas. Essa situação não pode continuar.

    Portal CTB com Sintect-RJ