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Ter, Jun

CTB

  • Representantes de mais de 70 entidades sindicais oriundos da África, Ásia, América Latina e Europa se reunirão entre os dias 5 e 8 de outubro na cidade de Durban, na África do Sul, para o 17º Congresso da Federação Sindical Mundial (FSM).

    Federação Sindical Mundial realiza no Paraguai plenária preparatória para 17º congresso

    O secretário de Relações Internacionais da CTB, Divanilton Pereira, está em Atenas (Grécia), na sede da FSM, para ajudar nos preparativos da atividade. Ele concedeu ao Portal CTBuma entrevista exclusiva na qual falou sobre o atual momento político e os desafios do movimento sindical diante deste cenário adverso. Leia abaixo a íntegra: 

    divanilton brasil ctb
    Portal CTB: O 17º Congresso da Federação Sindical Mundial ocorre em um momento de ofensa das forças conservadoras contra a classe trabalhadora em todo o mundo. Neste contexto, qual o papel do movimento sindical internacional na defesa dos direitos e como a classe trabalhadora deve agir frente a esta ameaça?

    Divanilton Pereira: A civilização contemporânea passa por uma severa ameaça. O capitalismo, mais uma vez, com sua natureza excludente e concentradora de capitais através de uma de suas maiores crises, impõe aos povos e, sobretudo, à classe trabalhadora uma escalada de perdas de direitos e de perspectivas. O desemprego e o genocídio contra os imigrantes são as manifestações mais trágicas da atualidade.

    A base do movimento sindical é a mais atingida nessas circunstâncias, por isso ele deve estar na linha de frente contra essa barbárie. No entanto, precisa, antes de tudo, de uma ampla unidade política capaz de sensibilizar e mobilizar as camadas mais atingidas pelo livre arbítrio do mercado hoje hegemônico.

    “Pelas conquistas das necessidades contemporâneas para os trabalhadores e contra a pobreza e as guerras geradas pela barbárie capitalista” é o lema da atividade que vai de encontro ao momento atual de crise do capitalismo mundial e suas consequências. Qual a importância da organização sindical neste cenário?

    Vivemos num quadro político desfavorável para a classe trabalhadora em nível mundial. O capital financeiro hegemoniza a economia, determina a política e dita sua agenda anti-povo e anti-trabalho. A resultante deste quadro é o aumento da pobreza, uma juventude sem perspectiva e o desemprego chegando este ano aos 200 milhões, segundo dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

    Além disso, acirram-se as disputas geopolíticas, criando um ambiente crescente de incertezas e tensões. O consórcio imperialista, liderado pelos EUA, luta por sua hegemonia e reage patrocinando atrocidades e guerras. O lema do 17º Congresso da FSM está em sintonia com esse quadro e o seu aprofundamento nos debates, contribuirá para que o sindicalismo classista em nível internacional resista contra essa ofensiva espoliadora.

    Qual a importância da atividade acontecer na África do Sul, um dos países que com o Brasil, Rússia, India e China, compõem o (Brics)? Como esse bloco, que tem um banco próprio, pode ser uma alternativa a hegemonia dos países ricos?

    Vivemos uma transição na geopolítica, na qual novos polos produtivos e econômicos disputam exercer um maior protagonismo e sem o tutelamento absoluto da tríade FMI, Banco Mundial e Banco Central Europeu. A constituição do BRICS é a expressão máxima dessa reação.

    Logicamente que esse movimento não é um passeio. Por ameaçar o status quo hegemônico atual, seus integrantes sofrem as mais variadas contestações, sanções e conspirações – como a do Brasil – para inviabilizá-lo. A realização do congresso da FSM na África do Sul aproxima o sindicalismo classista dessa importante possibilidade histórica.

    Além de nossos históricos laços culturais, será uma honra para todos os participantes conhecerem in loco um povo que é um dos símbolos da luta anticolonialista e antisegregacionista. A terra de Nelson Mandela.

    Qual a expectativa da CTB para este congresso?

    A mais promissora possível. Estamos com uma delegação composta de 44 companheiros e companheiras, 45% de mulheres. É a maior representação da história do sindicalismo classista brasileiro. Esse coletivo expressa na prática a valorização que a CTB dá ao internacionalismo e à solidariedade classista.

    A nossa identificação com a FSM é histórica e é sustentada pelo conteúdo de nossos programas. Uma concepção anti-imperialista, antineoliberal e socialista.

    Estamos convictos de que as resoluções desse congresso, além de fortalecerem o nosso ideário e aperfeiçoarem o conhecimento de nossos sindicalistas sobre o movimento sindical internacional, reforçarão as lutas da classe trabalhadora em nível mundial.

    Érika Ceconi - Portal CTB 

  • A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) participa da Jornada em Defesa da Democracia, uma atividade em solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que presta depoimento ao juiz Sérgio Moro em Curitiba, nesta quarta-feira (10).

    Lideranças dos movimentos sociais e parlamentares de todo o Brasil estão no Paraná para prestar seu apoio a Lula. O vice-presidente nacional da CTB, Nivaldo Santana, acompanhado pela secretária de Imprensa e Comunicação, Raimunda Gomes e pela presidenta da seção estadual da entidade sindical no Amazonas, Isis Tavares participam do ato “Um Brasil Justo para Todos e pra Lula Também”.

    nivalto ctb doquinha isis lula

    “O povo brasileiro vive um período intenso de luta. A nossa greve geral de 28 de abril contra o fim da aposentadoria e em defesa dos direitos trabalhistas paralisou mais de 40 milhões de trabalhadoras e trabalhadores do Brasil inteiro”, declarou Nivaldo Santana em discurso nesta tarde na Praça Santos Andrade, onde ocorre a atividade.

    De acordo com ele, esta é uma demonstração da "luta do povo contra essa agenda do governo golpista que está afundando o Brasil e jogando milhões de trabalhadores no desemprego e na miséria”, expressou.

    Assista abaixo a íntegra do discurso:



    Nivaldo denunciou ainda a partidarização da Operação Lava Jato e “Estado de exceção” vivido no Brasil. Na última terça (9), o Instituto Lula teve as atividades suspensas pela Justiça Federal sob a alegação de que o lugar “possa ter sido instrumento ou pelo menos local de encontro para a perpetração de vários ilícitos criminais”, conforme declaração do juiz Ricardo Leite, da 10ª Vara Federal, em Brasília.

    “Nós da CTB somamos nossa voz com amplas forças políticas e sociais que defendem um novo rumo para nosso país: com democracia, desenvolvimento e defesa dos direitos sociais e trabalhistas. Lula, conte com a CTB”, exclamou Santana.

    Pela manhã, o secretário-geral da CTB Paraná, Zenir Teixeira, fez um discurso no qual denunciou as medidas do governo ilegítimo de Michel Temer contra a população. “Eles querem escravizar a classe trabalhadora”, disse ao se referir às reformas trabalhista e previdenciária, que tramitam no Congresso.

    Segundo ele, a organização e a unidade dos movimentos sociais e partidos políticos progressistas e de esquerda são fundamentais para enfrentar as medidas contra a retirada de direitos classe trabalhadora.

    “Nossa luta é justa por um Brasil soberano e livre do imperialismo. Um Brasil socialista que tenha como centro a valorização do homem pelo homem”, finalizou Teixeira.

  • Reunidos na manhã desta sexta-feira (29) na sede nacional da Força Sindical os dirigentes das centrais sindicais decidiram realizar em São Paulo um 1º de Maio unificado, ao mesmo tempo em que orientaram as direções estaduais a caminhar na mesma direção. Os atos deverão destacar a luta contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e por medidas emergenciais contra o desemprego em massa.

    Para o Secretário-Geral da CTB, Wagner Gomes, o evento deste ano será histórico e uma grande demonstração de força na luta em defesa dos direitos dos trabalhadores e trabalhadoras, por uma previdência e aposentadoria justas, por mais emprego e salário decente.

    Os sindicalistas deliberaram lançar o abaixo assinado contra a reforma na próxima quinta-feira (4), às 10 horas, na Praça Ramos, centro da capital paulista. Participaram da reunião lideranças da CTB, CUT, Força Sindical, UGT, NCST, CGTB, Intersindical e Conlutas. As centrais também divulgaram o relatório da reunião realizada na terça-feira (26). Leia abaixo:

    Dia Nacional de Luta

    Os trabalhadores e o conjunto do movimento sindical realizaram, no passado dia 22 de março, uma grande jornada de mobilizações no Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência Pública e da Aposentadoria. Em mais de 120 municípios, em todos os Estados da Federação, foram realizadas ações unitárias convocadas pelas centrais sindicais, atos públicos massivos, paralisações e assembleias nos locais de trabalho etc., que mobilizaram os trabalhadores do setor privado, servidores públicos, trabalhadores do campo, aposentados, numa clara demonstração de que o projeto de reforma da previdência do presidente Bolsonaro não terá vida fácil e que é possível derrotá-lo na luta e na mobilização crescente dos trabalhadores e de todo o povo.

    Ao mesmo tempo que saudamos e cumprimentamos os dirigentes e ativistas sindicais de todo o país pelo êxito das mobilizações do 22 de março, conclamamos a todos para fortalecer e intensificar a luta unitária contra a reforma da previdência. Nesse sentido, é fundamental:

    • Constituir Comitês em Defesa da Previdência Social e da Aposentadoria, amplos e unitários, articulando o movimento sindical, os movimentos populares e outros setores sociais (igrejas, movimento de moradores, culturais etc.) nos municípios e em todas as capitais dos Estados, para dar capilariedade e organizar a luta em todo território nacional;
    • Contatar os deputados e senadores de cada Estado, visando esclarecer o posicionamento sindical sobre a reforma da previdência, controlar e publicizar a posição de cada parlamentar sobre o tema junto à sua base eleitoral;
    • Investir pesadamente na comunicação com os trabalhadores, visando esclarecer os efeitos nefastos da reforma da Previdência do Bolsonaro sobre os direitos dos trabalhadores da cidade e do campo, dos servidores públicos, dos aposentados, dos idosos, dos jovens, utilizando-se de todos as mídias disponíveis, a imprensa sindical, as rádios e TVs. comunitárias, as redes sociais e o WhatsApp, como forma de romper o cerco midiático pró-reforma;
    • Iniciar, prontamente, a organização do 1º de Maio unificado em todo o país, centrado na luta em Defesa da Previdência Social e da Aposentadoria, com grandes atos nas capitais dos Estados e nos municípios;
    • Participar ativamente da coleta de assinaturas no abaixo-assinado que será lançado pela centrais sindicais contra a reforma da Previdência. O objetivo é coletar milhões de assinaturas em defesa da Previdência Social e da Aposentadoria. As centrais sindicais disponibilizarão, no menor prazo possível, os formulários do abaixo-assinado e uma cartilha sobre a reforma da Previdência;
    • Ampla utilização da Calculadora da Aposentadoria, do DIEESE, importante para comprovar, a cada trabalhador, o impacto negativo da reforma sobre sua aposentadoria. Acionar a calculadora no endereço https://www.dieese.org.br/calculadoraReformaPrevidencia.html;
    • Divulgar e participar da 15ª Jornada Nacional de Debates do DIEESE e Centrais Sindicais, edição que terá como tema a PEC 6/2019 da Reforma da Previdência - a ser realizada em todas as capitais dos Estados. Verificar o calendário da Jornada na página do DIEESE, www.dieese.org.br;

    Abaixo segue calendário das ações unificadas das centrais sindicais na luta contra a reforma da Previdência:

    • Dia 4 de abril – lançamento do abaixo assinado contra a reforma da previdência na Pça. Ramos, São Paulo/SP, 10h00. Será distribuída a Cartilha e montadas mesas para divulgar a Calculadora da Aposentadoria, do DIEESE;
    • Dia 9 de abril – ação conjunta dos dirigentes sindicais junto aos parlamentares no aeroporto de Brasília;
    • Dia 26 de abril – greve nacional dos professores, organizar em todo o país a solidariedade à greve;
    • Dia 1º de maio – atos unificados em todo o país, em Defesa da Previdência Social e da Aposentadoria.

    Vamos à luta! Com organização e mobilização é possível derrotar a reforma da Previdência do Bolsonaro.

    Recebam nossas cordiais saudações sindicais!

    Atenciosamente,

    Vagner Freitas – Presidente da CUT

    Miguel Eduardo Torres – Presidente da Força Sindical

    Ricardo Patah – Presidente da UGT

    Adilson Araújo – Presidente da CTB

    Antonio Neto – Presidente da CSB

    José Calixto Ramos – Presidente da NCST

    Ubiraci Dantas de Oliveira – Presidente da CGTB

    Atnágoras Lopes – Executiva Nacional da CSP-Conlutas

    Edson Carneiro (Índio) – Secretário-geral da Intersindical – CCT

  • Será celebrado nesta sexta-feira (8), o Dia Internacional da Mulher. É uma data para reflexão e mobilização em torno de uma luta pela igualdade e emancipação das mulheres, vítimas de uma opressão já milenar que sob o capitalismo ganha formas mais sutis e perversas e se manifesta com particular força e evidência no mercado de trabalho, onde elas ganham menos e são vítimas de assédio moral e sexual. A discriminação e a cultura patriarcal, machista, transparece igualmente nas estatísticas sobre violência doméstica e feminicídio, que estão sendo estimulados pelo governo obscurantista e reacionário de Jair Bolsonaro.

    Em homenagem ao 8 de Março, reproduzimos abaixo a nota da Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Março Mulher

    Pela vida e direitos da mulher;

    Defesa da democracia e soberania do Brasil

    Contra o desmonte da Previdência Social

    “Nunca se esqueça que basta uma crise política, econômica, sindical ou religiosa para que os direitos das mulheres sejam questionados.

    Esses direitos não são permanentes. Você terá que manter-se vigilante durante toda a sua vida.” Simone de Beauvoir

    8 de março, dia dedicado à luta das mulheres. Essa é uma luta estratégica, pois lutamos pela nossa emancipação e da classe trabalhadora.

    Em 2018 o projeto representado pelas forças progressistas sofreu uma derrota política, ideológica e estratégica. A ascensão ao governo do Brasil de uma força de extrema-direita acarreta, a cada dia, mais violência e descaso para com as questões de gênero. Isso tudo nos assusta, mas também faz com que as mulheres se organizarem mais e melhor para combater essa política.

    O governo Bolsonaro é ultraliberal na economia, autoritário na política e conservador e retrógrado nos costumes. E, como dizia Simone Beauvoir, em qualquer crise política, econômica, sindical ou religiosa os direitos das mulheres são os primeiros a serem atacados.

    A celebração do 8 de março – Dia Internacional da Mulher, em 2019, tem um significado especial para nós mulheres. O povo brasileiro tem um dito popular “ano novo, vida nova”. Para a classe trabalhadora e, nós mulheres em particular, os números dizem muito. A mulher no mercado de trabalho ganha 76% do salário dos homens. Cargos de gerência e direção: as mulheres representam apenas 37%. Participação na política (dados/2017): entre 172 países, o Brasil ocupa a 154º posição. Mulher no movimento sindical: ainda somos invisíveis, com apenas 26% nas direções dos sindicatos e nas Centrais Sindicais 21,18%. Taxa de Feminicídio no Brasil: quinta maior do mundo segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). 43% das agressões ocorrem dentro das casas das vítimas; 59% das mulheres vítimas de violência doméstica são negras; a cada 11 minutos uma mulher é estuprada; a cada dois segundos uma menina ou mulher é vítima de violência física, além de piadas e situações de constrangimento que têm ligação direta com feminicídio.

    ”Por trás dos números ainda há algo que precisa ser debatido: quais valores sustentam tamanha diferença? Para que essas porcentagens sejam alteradas a nosso favor, não se trata apenas de matemática. Assumir cargos de decisão para nós, mulheres, representa enfrentar uma imagem historicamente construída de que não somos feitas para isso.” (Mulher de Classe nº 8- Valéria Morato e Carina Aparecida)

    Com apenas dois meses e meio de governo, o ineditismo do atraso: “Menina veste rosa, menino veste azul”; fechamento da maioria dos conselhos que têm participação social; aplicação de uma reforma trabalhista e terceirização; entrega do patrimônio brasileiro; autorização para matar; reforma da previdência social; Lava Jato na Educação e mais um ataque ao movimento sindical na tentativa de sufocar financeiramente e   frear, assim, a resistência da classe trabalhadora contra o desmonte do estado de direito.

    É imprescindível o fortalecimento da nossa unidade.

    Gritemos   alto e em bom som:

    Resistiremos, lutaremos, ocuparemos as ruas neste 8 de Março pela vida e direitos da mulher, em defesa da democracia, valorização do trabalho e soberania nacional, contra qualquer tentativa de retirada de direitos. Não à reforma da Previdência Social.

    Vamos fortalecer as atividades do Março Mulher. Construir a greve geral, engrossar as manifestações do dia 22. Só com a nossa participação e unidade é que venceremos.

    Secretaria Nacional da Mulher Trabalhadora da CTB

    Celina Alves Arêas

  • “A politização da classe trabalhadora é o caminho para enfrentar e sair dessa situação miserável que o país vive e que no fundo é consequência e expressão da crise geral do capitalismo”. Foi o que afirmou o presidente da CTB, Adilson Araújo, em palestra no VI Congresso Internacional do Direito Sindical, realizado em Fortaleza (CE) nos dias 9 e 10 de maio.

    Promovido pelo Forum das Centrais Sindicais do Ceará, o Grupo de Estudos em Direito e Processo do Trabalho da UFC e Excola, com o apoio do MPT e Conalis, o evento reuniu dirigentes das centrais sindicais, empresários, juristas, procuradores e outros especialistas em questões relacionadas ao movimento sindical e direito trabalhista.

    O presidente da CTB participou da mesa cujo tema foi a “Politização dos trabalhadores”, que em sua opinião deve ser uma preocupação permanente dos sindicalitas classistas. “É um problema candente hoje, pois é na política, muito mais do que na esfera econômica-sindical por reivindicações pontuais, que se travam atualmente as batalhas mais decisivas entre capital e trabalho. É o caso da reforma trabalhista, do congelamento dos investimentos e corte dos gastos públicos, do direito à aposentadoria, da terceirização e das privatizações”, ponderou.

    Na concepção classista, segundo Araújo, os sindicatos devem ser escolas da luta de classe e centros de formação da consciência de classe. “Conscientizar e politizar é o nosso maior desafio. O problema é que nesta tarefa de conscientização da classe, que é o pressuposto da politização, enfrentamos os monopólios da mídia, que desempenham o papel inverso, promovendo diariamente uma campanha de criminalização da política e de alienação do nosso povo, com a difusão massiva de uma ideologia falsa e reacionária. Trata-se de uma autêntica lavagem cerebral”.

    “Eles têm meios poderosos, travamos uma luta desigual como a de Davi contra Golias, mas temos a nosso favor a verdade, ao passo que nossos inimigos se valem de Fake News, ainda que sutis, e tentam incutir na população uma imagem invertida da realidade. Por isto temos de persistir e redobrar nossos esforços para abordar os trabalhadores nos locais de trabalho e de lazer, nos bairros e residências, pois como diz o ditado: água mole em pedra dura tanto bate até que fura. Com trabalho e determinação acabaremos alcançando nossos objetivos”, finalizou.

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    Após dez dias de intenso debate com a com a classe patronal, assalariados/as rurais do Vale do São Francisco lograram êxito nas negociações, que encerraram nesta sexta-feira (15), em Petrolina-PE. A negociação coletiva da hortifruticultura irrigada teve início no final do mês de janeiro, discutindo a manutenção de cláusulas da Convenção Coletiva do Trabalho (CCT) 2019 e novas reivindicações da categoria.
     
    A partir deste ano, o salário base passa a ser R$ 1.041,16, com 4,43%, 1,0% de ganho real. Também foram conquistadas a proibição do trabalho das mulheres gestantes e lactantes em atividades insalubres e o direito ao mínimo de cinco consultas para a realização do pré-natal.
     
    Cláusulas da CCT, que estavam ameaçadas de serem retiradas foram mantidas, a exemplo da homologação das rescisões de contrato de trabalho no Sindicato; a garantia de direitos da CCT para trabalhadoras e trabalhadores terceirizados; a jornada de apenas seis horas, em dias de pagamento do salário; a construção de um banco de horas somente com a autorização dos assalariados em assembleia, assistidos pelo sindicato profissional; a jornada de trabalho de oito horas diárias e quarenta e quatro semanais, com uma hora para as refeições; e remuneração de 100% do trabalho em dia de domingo, com direito a folga remunerada na mesma semana.
     
    “Conseguimos manter toda a nossa Convenção Coletiva e trazer ganhos para as nossas companheiras gestantes, com a licença maternidade, que na pauta patronal seria excluída. Foi um importante avanço, que deixa a gente mais confiante”, pontuou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais de Petrolina, Lucilene Santos.
     
    “Atualmente, a classe trabalhadora do país está sofrendo duramente com os efeitos da reforma trabalhista, que retirou muitos direitos. A nossa CCT é a única unificada em dois estados da Federação e beneficia cerca de 130 mil trabalhadores e trabalhadoras no Vale do São Francisco”, afirmou José Manuel dos Santos, O presidente do Sindicato de Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados (STTA) de Juazeiro-BA.
     
    O vereador licenciado de Juazeiro, Agnaldo Meira, tem participado e apoiado a reivindicação dos assalariados rurais do Vale do São Francisco, e destacou a importância desse debate. “A negociação coletiva do Vale do São Francisco, representa um grande avanço na qualidade de vida e emprego dos trabalhadores e trabalhadoras”, disse.
     
    Participaram da negociação coletiva da hortifruticultura irrigada, a comissão patronal BA/PE, os sindicatos de Pernambuco, das cidades de Petrolina, Lagoa Grande, Belém do São Francisco, Inajá, Santa Maria da Boa Vista, e da Bahia, das cidades de Juazeiro, Abaré, Curaçá, Sobradinho, Casa Nova e Sento Sé, além do SINTAGRO, da CTB, da CONTAR, da FETAEPE, da FETAG-BA e da FETAR-BA.
  • Na manhã desta quarta-feira (20), dia em que Jair Bolsonaro promete apresentar à Câmara dos Deputados a proposta de reforma da Previdência do seu governo, as centrais sindicais vão promover na Praça da Sé em São Paulo uma Assembleia da Classe Trabalhadora em defesa da aposentadoria e do sistema previdenciário público. Serão realizadas manifestações unificadas em dezenas de outras capitais e cidades.

    É a resposta das centrais (CTB, CUT, FS, Nova Central, CGTB, CSB, Intersindical e CCP-Conlutas) ao projeto do Palácio que, na opinião dos sindicalistas, vai na contramão dos interesses da classe trabalhadora e tem, com o regime de capitalização, o objetivo de privatizar a Previdência, entregando-a à exploração dos banqueiros. “Foi o que ocorreu no Chile ainda na época da ditadura militar (anos 1970). Hoje 78% dos aposentados chilenos recebem menos do que meio salário mínimo”, comentou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

    Privatização do sistema

    O governo não dialogou com as centrais ou representantes dos movimentos sindicais para formatar suas propostas. Consultou apenas os interesses do chamado “mercado”, ou seja, dos grandes capitalistas e banqueiros, que têm no ministro da Economia, o empresário Paulo Guedes, um fiel representante.

    Embora os detalhes da reforma ainda não tenham sido divulgados sabe-se que contempla a fixação de uma idade mínima, de forma que nenhum trabalhador poderá se aposentar antes de completar 65 anos ou 62 anos, no caso das mulheres. O tempo de contribuição mínima para que o trabalhador, independente da idade, tenha acesso ao direito será elevado para 20 anos.

    Em relação a esses aspectos, a proposta do governo da extrema-direita não difere muito da que foi apresentada pelo golpista Michel Temer, que foi rejeitada por mais de 80% da população brasileira e não chegou a ser votada no Congresso Nacional. Mas a atual avança com mais ousadia na direção da privatização e neste aspecto é muito pior do que a anterior.

    Serão introduzidas novas restrições e dificuldades que tendem a inviabilizar o acesso à aposentadoria para a maioria da classe trabalhadora, tendo em conta a alta rotatividade do mercado de trabalho brasileiro. Ao longo do tempo, com a imposição concomitante do modelo de capitalização e da carteira de trabalho verde e amarelo (à margem dos direitos previstos na CLT e mesmo na Constituição), a aposentadoria pública, tal qual existe hoje, será extinta e todo o sistema previdenciário estará privatizado.

    Lavagem cerebral

    No regime chileno de capitalização, com o qual sonha o ministro Paulo Guedes e os banqueiros, patrões e governos não contribuem para o sistema previdenciário. O trabalhador arca com todos os custos para no final das contas receber, depois de anos e anos labutando e pagando a chamada Previdência complementar, uma aposentadoria miserável cujo valor não chega a 50% do salário mínimo.

    Contando com a total cumplicidade da mídia burguesa (TV Globo, Record, SBT, Bandeirantes, etc), governo e “mercado” estão em plena campanha para vender o peixe podre da dupla Bolsonaro/Guedes. A julgar pelos comentaristas da Globo, o Brasil vive um dilema entre a reforma da Previdência (apresentada como remédio para o desemprego, o baixo crescimento e outros males da economia) ou o apocalipse.

    Para forçar a aprovação da proposta, que hoje não pode ser considerada favas contadas, foi desencadeada uma propaganda maciça pelos meios de comunicação de massas cujo propósito é promover uma lavagem cerebral da chamada opinião pública e pressionar os parlamentares. Em relação ao tema já não há espaço para o dissenso, o contraditório ou a divergência na mídia nativa. Reina, absoluto, o pensamento único neoliberal.

    Facke News X verdade

    É preciso lembrar que uma guerra ideológica semelhante foi movida por esses mesmos meios de comunicação, em aliança com o governo golpista de Michel Temer, para justificar a imposição da reforma trabalhista. Disseram que era o caminho para solucionar o flagelo do desemprego em massa no país, prometeram que após a aprovação da nova legislação a oferta de emprego iria disparar, o mercado de trabalho seria outro para felicidade geral da nação, etc e tal.

    Os sindicalistas criticaram e alertaram que o único saldo concreto da reforma seria uma maior e mais perversa precarização do mercado de trabalho, com novidades como trabalho intermitente, a terceirização irrestrita, a prevalência do negociado sobre a Lei. Depois de mais de um ano de vigência da reforma (que entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017), com cerca de 27 milhões de desocupados e subocupados no país, constata-se que a vida deu razão aos críticos.

    A verdade inscrita nos fatos é que a reforma trabalhista, inspirada nas propostas da Confederação Nacional da Indústria (CNI, uma federação patronal), foi imposta pelos golpistas com o exclusivo propósito de satisfazer os interesses dos capitalistas. Não será diferente com a reforma da Previdência, cuja principal finalidade, senão a única, é beneficiar a banca capitalista.

    A causa mais relevante do desequilíbrio fiscal, apontado por muitos especialistas mas invizibilizada pela mídia, é de longe o serviço da dívida pública, que consome pelo menos metade do Orçamento da União. É neste vespeiro que o Estado precisaria mexer para reequilibrar as finanças públicas sem sacrificar o povo. Mas isto pode significar, em contrapartida, prejuízos para banqueiros e credores, o que nossa mesquinha burguesia não admite.

    “Eles têm recursos financeiros e humanos e meios poderosos para propagar Fake News sobre este e outros temas”, salientou o presidente da CTB. “Mas nós temos a verdade do nosso lado e a convicção de que eles querem impor mais um grande retrocesso, destruindo o maior e mais eficaz programa de distribuição de renda do Brasil”. O desafio das centrais é descer com esta mensagem às bases e despertá-las para a luta, pois já está claro que só uma forte mobilização popular poderá impedir este novo golpe do capital contra o trabalho.

    Umberto Martins

  • Reunidas no dia 6 de maio de 2019, as Centrais Sindicais – CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSP-Conlutas, CGTB, CSB, NCST, Intersindical Instrumento de Luta e Intersindical Central, declaram-se absolutamente contrárias aos cortes de mais de 30% na educação superior, ensino técnico e ensino básico, anunciados pelo MEC.
     
    Frente às medidas de cortes contra a educação, os estudantes, docentes, professoras e professores do ensino básico e técnico, juntamente com servidores e técnicos administrativos, iniciaram inúmeras mobilizações pelo país como, por exemplo, no Colégio Pedro II –RJ, na UFPR (Universidade Federal do Paraná), UFBA (Universidade Federal da Bahia), entre outras instituições de ensino. As Centrais Sindicais declaram total apoio a essas manifestações.
     
    As Centrais Sindicais aproveitam o ensejo para reafirmar seu compromisso e apoio ativo à Greve Nacional da Educação, convocada para o próximo dia 15 de maio.
     
    Vamos juntos à Greve Geral dia 14 de junho de 2019.
     
    Em defesa de nossa aposentadoria. Basta de desemprego!  
     
    Assinam:
    Vagner Freitas, Presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)
    Miguel Torres, Presidente da Força Sindical (FS)
    Adilson Araújo, Presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB)
    Antônio Neto, Presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB)
    José Calixto Ramos, Presidente da Nova Central Sindical dos Trabalhadores (NCST)
    Atnágoras Lopes, Secretaria Executiva Nacional da CSP-CONLUTAS
    Ubiraci Dantas, Presidente da CGTB 
    Ricardo Patah, Presidente da UGT
    Mané Melato, Intersindical instrumento de Luta
    Edson Carneiro- Intersindical Central
  • Reunidos na tarde desta terça-feira (26) em São Paulo, os dirigentes das centrais sindicais avaliaram como altamente positiva a manifestação do dia 20 contra a proposta de reforma da Previdência de Bolsonaro e convocaram para 22 de março um novo Dia Nacional de Luta em defesa das aposentadorias.

    “No dia 20 de fevereiro ocorreram manifestações unitárias lideradas pelo movimento em várias capitais e cidades brasileiras”, lembra Wagner Gomes, secretário geral da CTB. “O balanço que fizemos foi positivo, com destaque para a manifestação na Praça da Sé, em São Paulo, que reuniu 10 mil pessoas e contou com a participação de váris entidades”.

    Greve geral

    O sindicalista acrescentou que a luta continua e o próximo passo definido pelas centrais é a manifestação prevista para 22 de março, “que será mais um passo na organização de uma greve geral para barrar a reforma proposta por Jair Bolsonaro e Paulo Guedes. Chegaremos lá e estamos convictos de que lograremos impedir o retrocesso”.

    Os representantes da classe trabalhadora consideram que a reforma apresentada pelo governo da extrema direita é pior do que a encaminha por Michael Temer, que despertou forte resistência na sociedade e não chegou a ser votada pelo Congresso Nacional, até mesmo porque poderia ser derrotada.

    Além da fixação de uma idade mínima, que acaba com a aposentadoria por tempo de serviço e em média adia em pelo menos 10 anos o acesso do peão ao direito ao benefício previdenciário, a reforma estabelece em 40 anos o tempo de contribuição mímima para ter direito a 100% do valor da aposentadoria, reduz a míseros R$ 400,00 o Benefício de Prestação Continuada (BPC) atribuído aos pobres sem aposentadoria após os 65 anos e contém outras perversidades contra a classe trabalhadora.

    Privatização

    Conforme notou o secretário geral da CTB “um dos aspectos mais criticados e nocivos da reforma é a capitalização, que abre caminho para a progressiva privatização do sistema previdenciário no Brasil. Uma vez transformada em mercadoria a Previdência será um privilégio de poucos, como mostra o exemplo do Chile”.

    Empenhado no esforço de aprovação da reforma, o governo tem usado e abusado de argumentos mentirosos para vender seu peixe podre. O maior deles quer fazer crer que a reforma tem o objetivo de combater privilégios e reduzir desigualdades. Difundida amplamente pela mídia burguesa, a mentira ganha ares de verdade, mas pode ter as pernas curtas, pois já não restam dúvidas de que as maiores vítimas do projeto da dupla Guedes/Bolsonaro serão os brasileiros e brasileiras mais pobres


  • As sete centrais sindicais mais representativas do país (CUT, FS, CTB, UGT, CGTB, NSCT, CONLUTAS, Intersindical  1, Intersindical 2 e CGTB) realizam na próxima quinta-feira (11), às 10 horas na Praça Ramos em São Paulo, o lançamento do 1º de Maio Unificado. A iniciativa é inédita e deve ser copiada em outros estados.

    Sob forte ataque da direita desde o golpe de 2016 e agora ainda mais sob o governo Bolsonaro o movimento sindical unifica as forças para resistir e sobreviver ao cerco político e financeiro do governo e do patronato.

    O principal foco das manifestações do Dia Mundial da Classe Trabalhadora no Brasil será a luta contra a malfadada reforma da Previdência do governo Bolsonaro. A defesa do emprego e dos direitos sociais, bem como da democracia e da soberania nacional, também serão temas prioritários. E a bandeira do Lula Livre será levantada.

    Ato político na capital paulista deverá ocorrer das 12h às 14 horas, com discurso de representantes das centrais, da Frente Brasil Popular e Frente Brasil Sem Medo, de oito partidos políticos (PT, PCdoB, PSB, PDT, Solidariedade, PSTU, PSOL, PTB), das mulheres e da juventude.

    Atrações musicais

    A manifestação dos trabalhadores e trabalhadoras também contará com notável animação cultural. Os seguintes artistas já confirmaram participação no ato: Alceu Valença, Leci Brandão, Toninho Gerais DJ Evelyn Cristina, Mistura Popular. Outras atrações populares estão sendo pesquisadas e devem ser contratadas.

     

  • Em reunião realizada na sede do Dieese nesta quinta (14), as centrais sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, CGTB, CSB, Intersindical e CSP-Conlutas) debateram a mobilização para a Assembleia Nacional da Classe Trabalhadora, convocada para o próximo dia 20, e acenaram com a organização de uma greve geral no país contra a proposta de reforma da Previdência do governo Bolsonaro e em defesa das aposentadorias e da Previdência Pública.

    “Consideramos que a reunião dos sindicalistas deve apontar para uma jornada nacional de luta em defesa da Previdência Pública e preparar o caminho para a realização de uma nova greve geral, a exemplo da que foi feita com sucesso no dia 28 de abril de 2017”, comentou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

    Democracia, soberania e direitos sociais

    “Nossa luta”, prosseguiu o sindicalista, “é não só em defesa das aposentadorias, agora sob o risco de extinção para os mais pobres com a privatização do sistema previdenciário. Batalhamos também em defesa da soberania nacional, da democracia e dos direitos sociais, alvos da agenda ultraliberal do governo Bolsonaro, que radicalizou a receita golpista de Michel Temer”.

    O dirigente criticou duramente o ministro da Economia, Paulo Guedes, que em sua opinião “tem forte interesse particular na reforma, é diretamente ligado a empresas que exploram o sistema previdenciário e está sendo investigado por suspeita de desvio de R$ 1 bilhão na administração de fundos de pensão. Além disto, é um  dos ´Chicago Boys´ que assessorou a fracassada reforma previdenciário do ditador Augusto Pinochet no Chile, que instituiu o malfadado sistema de capitalização e condena os idosos à miséria, com aposentadorias que não chegam à metade do valor do salário mínimo daquele país”.

    Ampliar a mobilização

    Araújo também ressaltou a necessidade de promover “um amplo debate na sociedade, buscar o apoio dos movimentos sociais, da CNBB, da OAB e atuar intensamente também nos espaços institucionais. Vamos atrás dos parlamentares sabendo que no Congresso Nacional há muita resistência a apoiar os pontos mais polêmicos da reforma”.

    Os líderes das centrais prometem conversar com prefeitos e governadores. “Sabemos que em cerca de 4 mil municípios os recursos canalizados para o pagamento das aposentadorias são maiores e mais significativos para a sobrevivência da economia do que o Fundo de Participação dos Municípios (FPM). A reforma proposta por Bolsonaro e Guedes será desastrosa para muitos prefeitos e governadores”.

    Outro ponto destacado é “a realização de uma ampla campanha de esclarecimento da opinião pública, que vem sendo bombardeada com alarmes falsos e meias verdades por uma mídia que omite o fato de que as despesas financeiras do Estado, com o pagamento dos juros da dívida pública, consomem mais de 50% do orçamento. Há poucos dias Bolsonaro desviou cerca de R$ 600 bilhões da Seguridade Social, em nome da DRU, para o pagamento de juros e outras despesas. É nisto e na política de desonerações e conivência com o calote dos débitos contraídos pelos empresários com a Previdência que devemos mexer, é imperioso onerar os banqueiros e as empresas sonegadoras do INSS. Os ricos devem pagar a conta do ajuste fiscal e não mais os pobres”.

    Greve em São Paulo

    Durante a reunião os dirigentes das centrais reiteraram o apoio à greve dos servidores paulistanos contra a reforma da Previdência do governo Bruno Covas, que ampliou para 14% da folha a contribuição dos trabalhadores e trabalhadoras e investiu na privatização do sistema com a criação do Sampaprev, um fundo complementar de previdência privado. Os servidores querem a revogação do que chamam de "confisco salarial" e do Sampaprev.

    De acordo com o presidente da CTB “a greve do funcionalismo municipal de São Paulo, que por sinal está a cada dia mais forte, dá novo ânimo à luta nacional das centrais, dos movimentos sociais e da classe trabalhadora em defesa da Previdência Pública e dos direitos e conquistas da nossa classe trabalhadora. É só com muita luta que lograremos barrar a agenda reacionária de restauração neoliberal, defender a democracia, a soberania e resgatar no Brasil um projeto nacional de desenvolvimento capaz de garantir a retomada do crescimento econômico e o bem-estar do povo brasileiro”, concluiu.

  • As centrais sindicais estão ultimando os preparativos para o Dia Nacional de Luta e Paralisações contra a PEC 06/2019, que altera as regras da Previdência Social, dificultando ainda mais a vida da classe trabalhadora, e abre caminho à privatização do sistema com a instituição do regime de capitalização.

    Na próxima terça (19) técnicos do Dieese promovem em conjunto com as centrais a 15ª Jornada Nacional de Debates, tendo por tema a PEC 06. O evento ocorrerá no auditório do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo, localizado na rua Galvão Bueno, 782.

    O objetivo é subsidiar os dirigentes sindicais para enfrentar o debate sobre o tema, que não será tão simples, uma vez que o governo e a mídia hegemônica desencadearam uma campanha mentirosa e terrorista sobre o caráter e a suposta necessidade inadiável da reforma.

    Na quarta (20) será relançada em Brasília a Frente Parlamentar Mista em Defesa da Previdência Social. A frente, coordenada por Paulo Paim no Senado e Arnaodo Faria de Sá na Câmara, conta com o apoio de 102 entidades representativas da sociedade civil.

    Comunicação

    Jornalistas e outros profissionais da área de comunicação das centrais sindicais estiveram reunidos nesta sexta-feira (15) na sede do Dieese em São Paulo para definir uma estratégia unificada de propaganda. A ideia é providenciar na internet uma página com o objetivo de centralizar as informações, artigos e reportagens sobre a mobilização.

    A calculadora criada pelo Diesse para estimar tempo e valor das aposentadorias proposta na reforma em contraposição às regras atuais também já vem sendo utilizado como um eficicaz instrumento de abordagem e esclarecimeneto dos trabalhadores e trabalhadoras sobre os impactos da PEC 06.

    As centrais também devem divulgar nos próximos dias um panfleto unitário sobre o tema. “A proposta de reforma da Previdência do governo federal não combate as desigualdades nem acaba com os privilégios. Ela retarda a concessão da aposentadoria e reduz o valor dos benefícios”, sustentam os sindicalistas, que identificaram vários retrocessos na proposta encaminhada por Jair Bolsonaro ao Congresso Nacional:

    Segue abaixo link para download do material de divulgação para o dia 22 de Março.

    Clique aqui

    • A reforma acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição;
    • Impõe a obrigatoriedade de idade mínima para aposentadoria de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres;
    • Aumenta o tempo de contribuição de 15 para 20 anos.
    • Muda o cálculo do valor do benefício. Ao invés de contabilizar 80% dos salários mais altos que você recebeu na vida, como é hoje; vai contabilizar todos os seus salários, desde os primeiros.
    • E quem quiser receber o valor integral do benefício terá de trabalhar e contribuir durante 40 anos. O governo quer que você contribua mais cinco anos e receba um benefício menor.

    Ataque às mulheres

    “As professoras do setor público terão de trabalhar mais dez anos e contribuir mais para se

    aposentar com benefício parcial”, destaca o documento das centrais. “Hoje, elas se aposentam com 50 anos de idade e 25 anos de contribuição. O governo quer que se aposentem com 60 anos e 30 anos de contribuição. O governo também quer aumentar a idade mínima de aposentadoria das trabalhadoras rurais de 55 anos para 60 anos de idade e o tempo de contribuição de 15 para 20 anos.”

    Outro aspecto criticado é a restrição da concessão do abono salarial do PIS/Pasep apenas a quem ganha até um salário mínimo. Hoje, quem recebe até dois salários mínimos tem direito ao abono, equivalente a 1 salário mínimo ao ano. É mais desigualdade! É mais pobreza!

    Privatização

    Se a PEC for aprovada, segundo os sindicalistas, a Previdência vai ser privatizada e a poupança dos trabalhadores e trabalhadoras será transferida aos bancos. Isto ocorrerá através do regime de capitalização, que obriga o trabalhador a abrir uma conta, pagar taxas de administração e depositar todo mês para se aposentar. Patrão e o governo não vão mais contribuir.

    O governo mente quando diz que essas medidas são necessárias porque a Previdência Social está quebrada e a reforma pode economizar R$ 1 trilhão em 10 anos. Isso é mentira! A Previdência não está quebrada. Eles querem economizar colocando a conta nas costas do

    trabalhador e dos mais pobres.

    Os recursos financeiros da Previdência Social vêm sendo desviados há décadas. Quando o governo desonera uma empresa, ele está desviando. Quando o governo isenta um setor, ele também está desviando o dinheiro dos cofres do INSS. Os empresários também metem a mão no dinheiro do INSS quando sonegam e embolsam o que foi descontado do salário do trabalhador ao invés de contribuir com a Previdência. A sonegação, feita por grandes empresas como Bradesco e JBS, chega a R$ 450 bilhões - mais que o dobro do suposto rombo nas contas da Previdência em 2018.

    A verdade, omitida pelo governo e a mídia hegemônica, é que o desequilíbrio das contas públicas tem origem no pagamento dos juros da dívida pública, o que consom nada menos do que metade do Orçamento da União, muito mais do que os investimentos em seguridade e educação. Neste absurdo não se fala e muito menos se mexe porque envolve interesses poderosos, sobretudo dos banqueiros.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não aceitam proposta que retire, diminua ou flexibilize os direitos sociais assegurados pela Seguridade Social! Anunciam a disposição de ir à luta para defender a aposentadoria pública e estão convencidas de que é possível derrotar “mais esse ataque” e concluem com um alerta ao trabalhador: reaja agora ou morra trabalhando!

     

    Confira aqui os locais onde acorrerão atos nos estados

    Atos pelo Brasil

  • Foi lançado na manhã desta quarta-feira o abaixo-assinado em defesa da Previdência e das aposentadorias públicas, ameaçadas pela PEC 06/2019 encaminhada por Jair Bolsonaro à Câmara dos Deputados. A agitação promovida por dirigentes sindicais e militantes dos movimentos sociais na Praça Ramos, no centro de São Paulo, começou às 10 horas e despertou a simpatia popular. O objetivo das centrais e dos movimentos sociais é recolher 1 milhão de assinaturas em todo o país.

    A Calculadara da Aposentadoria criada pelo Dieese, batizada de Aposentômetro, que permite ao trabalhador estimar os prejuízos da reforma, fez sucesso e contribuiu para o esclarecimento de traseuntes. Iniciativas semelhantes serão implementadas em todo o território nacional, segundo os sindicalistas. A orientação unificada de todas as centrais sindicais é no sentido de construir Comitês em Defesa das Aposentadorias em milhares de municípios para esclarecer e conscientizar o povo sobre a proposta e construir as condições para deflagrar uma greve geral.

    Campanha de conscientização

    “Temos de realizar uma grande campanha de conscientização do povo”, observou o presidente da CTB, Adilson Araújo. A luta contra a reforma de Bolsonaro se dá em diferentes instâncias políticas e sociais. Na próxima terça-feira (9) será realizada uma manifestação no aeroporto de Brasília com o propósito de sensibilizar os parlamentares contra os retrocessos inaceitáveis embutidos na proposta do governo.

    Bolsonaro enfrenta sérias dificuldades no Parlamento e está longe de contar com a maioria qualificada necessária para aprovar sua Proposta de Emenda Constitucional, o que ficou ainda mais evidente após a tumultuada audiência do ministro Paulo Guedes na CCJ da Câmara Federal. Por isto, a mobilização das centrais e da classe trabalhador na perspectiva da greve geral pode selar a derrota de Bolsonaro e preservar os direitos previdenciários duramente conquistados pela classe trabalhadora.

    O abaixo-assinado que será encaminhado à Câmera Federal denuncia: “Esta Proposta de Emenda à Constituição dificulta o acesso à aposentadoria, aumenta o tempo de contribuição e de trabalho, diminui o valor dos benefícios e ameaça a existência da seguridade social (aposentadoria, benefícios da assistência social como o BPC e as políticas de saúde). Mas não combate a sonegação das empresas devedoras da previdência, mantém privilégios e incentiva a previdência privada (os planos de capitalização), que só beneficia os rentistas. Por isso pedimos: Vote NÃO À PEC 06/2019! Defenda a aposentadoria e a seguridade social do povo brasileiro”.

  • Durante a reunião realizada em São Paulo na terça-feira (26), os dirigentes das centrais sindicais procuraram definir as atividades que precederão a realização do Dia Nacional de Luta contra a reforma da Previdência proposta por Bolsonaro. Entre elas constam a ampla divulgação de uma análise crítica do projeto, a criação de uma calculadora para estimar as perdas, notas técnicas, realização de reuniões com os movimentos sociais, ação no Congresso juntos aos parlamentares e organização de comitês de base, ou comitês locais, para a mobilização e o esclarecimento dos trabalhadores e trabalhadoras.

    Veja abaixo uma breve memória da reunião:

    1. Apresentação sintética dos impactos da Reforma Previdência Social. Encaminhamentos:
    2. Divulgação de Análise da Reforma da Previdência (26/02)
    3. Calculadora para estimar os efeitos da reforma – lançamento em breve
    4. Notas Técnicas (Reforma e Mulher; Reforma e desigualdade)
    5. Realizar uma reunião técnica com Centrais Sindicais para fazer balanço dos impactos da Reforma da Previdência
    6. 22 de março: Dia Nacional em defesa da Previdência e da Aposentadoria (Alerta e Esclarecimento). (rumo à greve geral)
    7. Reunião de Preparação do processo de mobilização e organização do dia 22/03.
    8. Reunião dia 28/02, às 10 hs, na sede do Dieese em São Paulo.
    9. Organizar o trabalho de comunicação e Articular Mídias
    10. Realizar um encontro com movimentos sociais e organizações diversas
    11. Organizar o trabalho no Congresso Nacional – Presidentes Câmara dos Deputados e Senado + Lideranças Partidárias + Frente Parlamentar em defesa da PS + parlamentares
    12. Realizar Jornada de debates nos estados para formar multiplicadores locais sobre o tema (Centrais e Dieese)
    13. Incluir nos eventos e comemorações do 8 de março o tema da previdência social
    14. Organizar comitês locais de mobilização e esclarecimento
  • Em reunião realizada nesta sexta-feira (26) na sede da Força Sindical, em São Paulo, dirigentes das centrais sindicais bateram o martelo na convocação de uma greve geral em defesa das aposentadorias públicas e contra a reforma da Previdência proposta pelo governo Bolsonaro, que na opinião dos sindicalistas significa um retrocesso inaceitável e só interessa ao empresariado e em particular a banqueiros e rentistas.

    Participaram da reunião lideranças da CGTB, CSB, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical, Nova Central (NCST), UGT, além da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo. A paralisação nacional deve ocorrer no dia 14 de junho, mas a data só será oficializada no 1º de Maio Unificado programado para São Paulo, ocasião em que a decisão será anunciada.

    Foi aprovado o seguinte calendário de mobilização:

    - 1º de Maio: A partir das 10 horas, início do Ato Político do Dia Internacional da Classe Trabalhadora;

    - 6 de Maio: 10 horas, reunião das Centrais Sindicais em São Paulo;

    - 15 de maio: Dia Nacional de Luta contra a Reforma da Previdência e apoio à greve nacional da Educação.

    Além dessas datas ficou deliberado que será realizado um encontro das centrais com os movimentos sociais para a preparação da greve geral; reuniões com os sindicatos do ramo de transportes, que constituem a espinha dorsal de uma paralisação nacional; visitas aos estados para conscientizar e mobilizar as bases e intensificação da coleta do abaixo assinado contra a reforma (objetivo: 1 milhão de assinaturas) e definição da data de entrega do mesmo ao Congresso Nacional.

    Para o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo, “a unidade é essencial para o sucesso da greve geral e estamos dando passos decisivos nesta direção. Vamos redobrar os esforços para conscientizar o povo brasileiro sobre os riscos embutidos nesta falsa reforma, que na verdade é o desmonte do sistema previdenciário, o fim progressivo das aposentadorias públicas e a privatização por meio do perverso sistema de capitalização. Temos a obrigação de empenhar todas nossas forças na luta para impedir mais este golpe contra a nossa classe trabalhadora.”

  • As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • As centrais sindicais brasileiras criticaram a Medida Provisória 871/2019, chamada de “MP do Pente Fino” e editada pelo governo Jair Bolsonaro (PSL) para revisar os benefícios previdenciários. Trata-se de uma farsa perversa, pois a pretexto de combater fraudes o objetivo é dificultar o acesso aos auxílios, abrindo caminho à reforma com a qual pretendem desmontar a Previdência Pública e privatizar o sistema de aposentadorias. Em nota conjunta, CTB, CGTB, CSB, CSP COnlutas, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central denunciam os verdadeiros objetivos por trás da iniciativa. Leia a íntegra:

    Nota das Centrais Sindicais sobre a MP 871/2019

    O presidente Jair Bolsonaro editou, em 18/1/2019, sem consulta ou negociação prévia e desconhecendo os princípios de gestão democrática e do papel do CNPS (Conselho Nacional de Previdência Social), a Medida Provisória 871, instituindo um programa de revisão dos benefícios previdenciários e modificações nas regras para acessar e requerer os auxílios.

    Chamada de “Pente Fino”, com o pretenso objetivo de combater fraudes na concessão de benefícios, a MP é, antes de tudo, novo intento de jogar nas costas dos mais humildes, dos trabalhadores e dos beneficiários o peso e as responsabilidade dos ajustes, em claro sinal de que as medidas da propalada “reforma” da Previdência Social serão, na verdade, medidas de desmonte e corte de direitos.

    As Centrais Sindicais reafirmam que não se deve acobertar ou deixar impune qualquer tipo de dolo contra a Previdência, a começar pelas fraudes nas receitas previdenciárias. Estima-se que o valor sonegado pelas empresas chega a R$ 450 bilhões, questão ignorada pela MP 871, que trata os milhões de aposentados e pensionistas e os trabalhadores que têm direito à assistência previdenciária como potenciais fraudadores, invertendo uma das premissas do Direito que é a presunção de boa fé.

    A MP 871 traz insegurança financeira aos beneficiários da Previdência ao instituir a suspensão dos benefícios sem assegurar formas adequadas de defesa e excluir milhares dos direitos previdenciários, ignorando o papel da seguridade social de garantir renda para o trabalhador em situações temporárias ou permanentes que o impeçam de exercer as atividades laborais.

    O Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países com as piores condições de saúde e segurança no trabalho: é um dos que mais mata, mutila e adoece trabalhadores. Em vez de promover um ambiente de trabalho saudável e fiscalizar o cumprimento das normas de saúde e segurança a fim de reduzir o número de trabalhadores que buscam benefícios, o governo propõe medidas para cancelar o auxílio dos acidentados e adoentados, obrigando-os a retornar ao trabalho sem condições físicas e emocionais para isso.

    As novas regras de carência, comprovação documental e prazos de requerimento dos benefícios têm como objetivo dificultar ou restringir o acesso a pensão por morte, auxílio-reclusão, licença-maternidade, Benefício de Prestação Continuada (BPC) e aposentadoria dos trabalhadores rurais. Muitas dessas novas normas, inclusive, são ilegais e inconstitucionais.

    As Centrais Sindicais se colocam contra essa MP e reafirmam o compromisso em defesa da Seguridade Social universal e pela garantia dos direitos dos trabalhadores do campo e da cidade.

    Chamamos a atenção do novo Congresso Nacional, deputados e senadores que tomaram posse em 1º de fevereiro de 2019, para as medidas que penalizam os milhões de cidadãos e eleitores aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social, como a MP 871. São determinações que aprofundam a crise social e de emprego em que vivemos, tornam ainda mais vulneráveis os pequenos municípios, não investem no efetivo saneamento das contas previdenciárias nem apontam um caminho de negociação e entendimento, fundamental para se encontrar uma solução equilibrada e sustentável para a situação.

    São Paulo, 4 de fevereiro de 2019

  • As principais centrais sindicais do país irão formalizar seu apoio à candidatura de Fernando Haddad em encontro com a presença do candidato nesta quarta-feira (10), em São Paulo. 

    Lideranças da CTB, CUT, Força Sindical, UGT, Intersindical e Nova Central se reuniram nesta terça (9) e selaram apoio unitário ao candidato para o segundo turno das eleições.

    Entre os dirigentes que representarão a CTB, estarão presentes o presidente da central, Adilson Araújo, o secretário geral, Wagner Gomes, o secretário de relações internacionais, Nivaldo Santana, a secretária de Comunicação, Raimunda Gomes (Doquinha), e o secretário de assuntos jurídicos Mario Teixeira.

    Para Wagner Gomes, eleger Fernando Haddad é o único caminho possível para que a classe trabalhadora recupere direitos fundamentais que foram retirados com a aprovação da reforma trabalhista e da lei da terceirização.

    O presidente Adilson Araújo defende a eleição de Haddad para derrotar o fascismo e o ultraliberalismo e convoca toda a base da central a unir forças neste segundo turno das eleições. Em resolução de seu conselho político, divulgada nesta segunda-feira (8), a CTB reafirma seu apoio a Fernando Hadadd e à democracia:  

    "A CTB defende a mais ampla unidade das centrais e das forças democráticas e patrióticas contra a extrema direita e orienta as entidades filiadas e o conjunto de sua militância a se envolver de corpo e alma na campanha deste segundo turno com o objetivo de eleger Haddad e derrotar o fascismo", diz o texto.

    O documento também lista pontos do plano de governo Haddad que são convergentes com a agenda da classe trabalhadora criada pelo movimento sindical: 

    "Haddad propõe a revogação da reforma trabalhista de Temer e da Emenda Constitucional 95, que congelou os investimentos públicos por 20 anos. Defende o aumento dos investimentos públicos; o combate ao desemprego; o fortalecimento da agricultura familiar; a valorização do salário mínimo; a democratização dos meios de comunicação; uma política externa soberana, com ênfase no Brics e na integração latino-americana."

    Portal CTB

     

     

     

  • Será aberta nesta segunda-feira (4) e prossegue até 4 de abril uma exposição fotográfica sobre os 11 anos de luta decorridos desde a criação da CTB em dezembro de 2007.

    A mostra acontece na sede nacional da Central e deve cobrir os principais acontecimentos políticos e sociais do período, desde os primeiros passos que resultaram no congresso de fundação, realizado em Belo Horizonte (MG), até a luta de resistência ao golpe de 2016 e ao governo Bolsonaro, em defesa da democracia, da soberania, da aposentadoria pública e da valorização do trabalho.

    exposicao

    A 2ª Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat) será um dos destaques. O evento, que reuniu 30 mil sindicalistas das cinco maiores centrais sindicais brasileiras, foi originalmente proposto pela CTB e significou uma notável vitória do sindicalismo classista.

    A sede da CTB fica na rua Cardoso de Almeida, 1843, bairro Sumaré em São Paulo (SP). A exposição, gratuita e aberta a quem tiver interesse, ocorre das 10 às 18 horas.

    Portal CTB

  • Em solidariedade ao povo venezuelano, o Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela - composto partidos políticos, veículos da mídia alternativa e organizações sociais entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) - promove, no dia 1º de setembro, um ato político-cultural para somar esforços na defesa da democracia e da paz no país irmão. O evento é aberto e ocorre na sede do Sindicato dos Arquitetos no Estado de São Paulo, no centro da capital paulista (Rua Araújo, 216, próximo ao metrô República), a partir das 18h.

    Com muita música, comida e bebidas típicas da Venezuela, o encontro terá um ato político com as presenças de Vanessa Grazziotin (senadora pelo PCdoB-AM), Guilherme Boulos (Frente Povo Sem Medo), Ivan Valente (deputado federal pelo PSOL), Lindbergh Farias (senador pelo PT-RJ), João Pedro Stédile (coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra - MST) e pelo escritor Fernando Morais.

    venezuela ato politico

    O evento tem como proposta reunir lideranças do movimento social, de partidos e todos os simpatizantes solidários ao povo venezuelano, para celebrar a cultura do país e manifestar apoio aos avanços por eles obtidos. Esses avanços devem se aprofundar com a Assembleia Nacional Constituinte, eleita por 8 milhões de votos no dia 30 de julho e já em pleno funcionamento.

    Prestar apoio e reafirmar valores como a integração e a defesa da autodeterminação do povo venezuelano é, na avaliação do Comitê Brasileiro pela Paz na Venezuela, uma tarefa urgente frente às graves ameaças feitas, por exemplo, por Donald Trump. Em pronunciamento recente, o presidente estadunidense cogitou explicitamente a possibilidade de intervenção militar no país latino-americano.

    Manifestar solidariedade também é uma resposta do povo brasileiro às posições tomadas pelo governo Temer, que se alinham automaticamente aos ataques contra a Venezuela, e ao terrorismo midiático predominante no noticiário dos grandes grupos de comunicação, repleto de desinformação e extremamente enviesados e irresponsáveis em relação à complexa situação vivida pelo país vizinho.

    Todos são bem vindos ao ato político cultural pela paz na Venezuela. Convide seus amigos e manifeste sua solidariedade ao povo venezuelano no dia 1º de setembro!

    Confirme sua presença na página oficial do evento no facebook.

  • A CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil) realiza no próximo dia 22 de agosto, em São Paulo, reunião do Conselho Política da central.

    De acordo com a convocatória, enviada pela Secretaria Geral aos membros do coletivo, a pauta da reunião versa sobre o quadro político nacional, o impacto das reformas e as Eleições de 2018.

     A reunião acontece da sede da entidade - Rua Cardoso de Almeida, 1843 - Sumaré, SP -, das 14h às 19h.

    Portal CTB

  • Cerca de dois mil trabalhadores de 111 países e cinco continentes estão em Durban, cidade litorânea da África do Sul, participando da 17ª edição do congresso internacional da Federação Sindical Mundial (FSM). São sindicalistas provenientes de 1,2 mil entidades sindicais classistas e comprometidas com os lemas: unidade, luta e internacionalismo. Juntos, representam mais de 100 milhões de trabalhadores e trabalhadoras ao redor do mundo.

    Discurso de Adilson Araújo, presidente da CTB, no 17º Congresso da Federação Sindical Mundial

    A CTB está presente com 44 delegados e delegadas, de todo o Brasil, todos dirigentes sindicais de diferentes áreas de atuação, e comprometidos com a denúncia do golpe, do governo ilegítimo de Michel Temer e das graves ameaças à classe trabalhadora. Esta é a maior delegação da história da central em um congresso internacional e reflete a exata dimensão que a CTB vem dando à crise que a classe trabalhadora mundial enfrenta no Brasil e em diversas partes do mundo.

    “A base do movimento sindical é a mais atingida nessas circunstâncias, por isso ele deve estar na linha de frente contra essa barbárie. No entanto, precisa, antes de tudo, de uma ampla unidade política capaz de sensibilizar e mobilizar as camadas mais atingidas pelo livre arbítrio do mercado hoje hegemônico. E por isto o Congresso, neste momento, é tão importante”, avalia o secretário internacional da CTB, Divanilton Pereira, coordenador da FSM para o cone sul e um dos organizadores do encontro. 

    O presidente da CTB, Adilson Araújo, foi um dos primeiros oradores ainda no final da manhã desta quarta-feira (5). Denunciou a situação política brasileira, o golpe, os interesses poderosos dentro e fora do país envolvidos neste processo, e a infame e retrógrada política externa brasileira, que reverte um posicionamento progressista e solidário na América Latina que vinha sendo construído há 12 anos.

    Atacou duramente os EUA e sua ativa atuação nos desmandos e desmontes em curso no Brasil, com destaque também à Petrobras: "Os EUA ganharão com a mudança das regras de exploração do pré-sal, feitas sob encomenda da multinacional Chevron com o descarado propósito de entregar o petróleo brasileiro aos monopólios estrangeiros de mão beijada".

    E finalizou, sob aplausos e gritos de Fora, Temer!, que permearam o dia inaugural do Congresso: “São imensos os desafios que emergem nesse cenário de adversidades para as forças progressistas, o sindicalismo classista, a CTB e a nossa querida Federação Sindical Mundial (FSM). A experiência histórica vai mostrando que não haverá um desfecho positivo para a crise nos marcos do capitalismo. É hora de reiterar e renovar a luta pelo socialismo”.

    Mandela, Mabhida e Amandla

    A abertura do evento contou com a participação do presidente da África do Sul e do Congresso Nacional Africano (ANC) , Jacob Zuma, que, em seu discurso, condenou o imperialismo mundial pela tragédia dos imigrantes e refugiados e destacou a unidade dos trabalhadores e trabalhadoras como a chave para se avançar e reverter o cenário hostil dos tempos atuais.

    Lembrou Nelson Mandela, líder maior e símbolo da luta contra o Apartheid e a opressão, e Moses Mabhida, lendário dirigente sindical e líder do partido comunista no país de 1978 até 1986, ano de sua morte. Mabhida dá nome ao estádio de esportes que sediou a Copa do Mundo e é um dos maiores do país.

    George Mavrikos, presidente da FSM, fez um histórico das ações da federação ao longo de seus 71 anos de história, e foi seguido pelo presidente do Congresso das Centrais Sindicais da África do Sul (Cosatu), Sdumo Dlamini, que comunicou a todos que haverá uma greve geral nesta sexta-feira (8), motivada, principalmente, por revindicações sobre as condições de transporte e educação.

    Ao longo do dia, os sindicalistas da Cosatu, única e histórica central sindical sul africana, encantaram o estádio, entoando cantos da música folclórica africana. Os dirigentes também usam uma palavra especial para convocar a luta e a união: Amandla, do idioma zulu, que significa "poder", ao que todos respondem: "awethu", que quer dizer "nosso".

    Amanhã tem mais.

    Natália Rangel, de Durban, para o Portal CTB

    Foto: Fernando Damasceno