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Seg, Jun

CTB Minas

  • Após 17 dias de greve dos trabalhadores da educação, a prefeitura de Divinópolis se comprometeu a pagar os salários atrasados referentes aos meses de setembro e outubro, bem como dos meses de novembro, dezembro e o 13º salário. Essa decisão veio após a assinatura de um termo de conciliação entre a prefeitura e o Sindicato dos Trabalhadores em Educação Municipal de Divinópolis (Sintemmd).

    Diante dessa garantia, os trabalhadores, 1.910 profissionais entre professores(as), secretários(as) e auxiliares, voltam ao trabalho nesta quinta-feira (06/12).

    Segundo o presidente do Sintemmd, Rodrigo Rodrigues Ferreira, essa foi uma importante vitória da categoria.

    “Tivemos a participação de 100% dos trabalhadores no movimento grevista. Graças a essa união, conseguimos essa garantia da prefeitura. Dessa maneira, por meio da justiça, teremos os salários regularizados aos poucos. Nós não admitiremos qualquer encaminhamento diferente do acordo firmado no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG)”, avisa o presidente do Sintemmd.

    O calendário de reposição das aulas será elaborado pelos órgãos que constituem o sistema municipal de ensino e o sindicato.

    Outra conquista do sindicato foi manter todos os direitos dos professores contratados protegidos durante a greve.

    O acordo também garante que o salário remanescente de outubro será pago 50% nos dias 12 e 24 de dezembro e no primeiro dia útil de janeiro de 2019. Os 50% restantes serão pagos nos dias 12 e 22 de janeiro. O salário de novembro e o décimo terceiro serão pagos no mês de dezembro. Já os salários subsequentes serão pagos juntamente com os demais servidores do executivo.

    É importante ressaltar que antes deste acordo, os(as) trabalhadores(as) não tinham nenhuma previsão de pagamento.

    Entenda o caso

    Alegando a falta de repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), a prefeitura de Divinópolis atrasou o pagamento dos trabalhadores desde o mês de setembro.

    Diante disso, o Sintemmd oficializou em outubro, junto à Secretaria Municipal da Fazenda, um pedido de explicação das movimentações financeiras da cidade.

    A batalha entre a prefeitura e o sindicato da categoria teve mais um capítulo quando o Sintemmd entrou com uma ação de dissídio coletivo para receber os salários atrasados.

    Nesse período, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB-MG) manifestou todo o seu apoio aos professores(as) e alunos(as) da rede municipal de Divinópolis. “Eles não podem ser prejudicados, seja pelo poder municipal ou estadual”, afirmou a CTB-MG.

    Fonte: CTB Minas Gerais

    Foto destaque: Marcelo Lages/TV Integração

  • As primeiras imagens, tristes e revoltantes, indicam que o rompimento da barragem da Vale na ‘Mina Feijão’, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte, pode ser consequências ainda mais graves do que o crime ambiental de Mariana, em 2015. Até o início da noite desta sexta-feira (25), o Corpo de Bombeiros de Minas Gerais havia confirmado quatro feridos e mais de 200 desaparecidos. A onda de lama deve atingir até 19 municípios mineiros. Reportagem de Leonardo Fernandes, no jornal Brasil de Fato, mostra a gravidade da tragédia. Reproduzo alguns trechos: 

    ***** 

    Embora a quantidade de rejeito de mineração vazada da barragem localizada no município de Brumadinho seja menor do que a despejada sobre o Rio Doce em dezembro de 2015, os danos socioambientais serão grandes. O alerta é feito pelo biólogo Renato Ramos. “As informações são muito desencontradas no momento. A gente vê informações de que são um milhão de metros cúbicos de rejeito, outras de que pode chegar a até 13 milhões de metros cúbicos de rejeito. É uma proporção muito menor do que aconteceu no desastre de Mariana, mas também é um desastre severo”, alerta. 

    Ramos é responsável por um estudo, em parceria com o geólogo Sófocles de Assis, e que aponta que 19 municípios mineiros devem ser atingidos pela onda de lama. São eles: Betim, Brumadinho, Curvelo, Esmeraldas, Felixlândia, Florestal, Fortuna de Minas, Igarapé, Juatuba, Maravilhas, Mário Campos, Morada Nova de Minas, Papagaios, Pará de Minas, Paraopeba, Pequi, Pompéu, São Joaquim de Bicas e São José da Varginha. Segundo os pesquisadores, é possível que a pluma chegue até a barragem de UHE Retiro Novo, próximo a Três Marias. 

    Ao Brasil de Fato, os especialistas afirmaram que já vinham trabalhando no estudo das consequências do rompimento da barragem de Fundão, em Mariana, e por isso puderam elaborar rapidamente um prospecto do impacto dessa nova tragédia. Esses estudos poderiam, por exemplo, evitar que a lama chegue ao Rio São Francisco, provocando um dano ainda maior. “A gente está pensando nesse momento que uma medida para conter o fluxo da lama é fechar a barragem de Três Marias. Ali tem um reservatório muito grande e talvez a quantidade de água que existe ali depure a lama, segura ela, que seria depositada no leito do reservatório. Isso ajudaria a não impactar o restante do Rio São Francisco”. 

    ***** 

    Diante do grave crime, o segundo em curto espaço de tempo cometido pela empresa privatizada Vale, muita gente – inclusive os bolsonaristas menos tapados (se é que eles existem) – deve ter ficado preocupada com o futuro da questão ambiental no novo governo. Jair Bolsonaro sempre tratou com desdém o tema. Prova disso foi a indicação de um capacho dos ruralistas e dos devastadores para o cargo de ministro do Meio Ambiente. Logo que foi anunciado, Ricardo Salles, ex-secretário do tucano Geraldo Alckmin e fundador da seita fascistoide Endireita Brasil, deu uma entrevista na qual disse que “o Ibama é uma fábrica de multas”. A idiotice causou a demissão de Suelly Araújo, presidenta do órgão responsável pela fiscalização das empresas. 

    O novo ministro pode agora até fazer demagogia com a tragédia de Brumadinho, mas ele nunca teve qualquer compromisso com a questão ambiental. Pelo contrário. Ele inclusive já foi condenado por crimes nesta área. Em 19 de dezembro passado, a Justiça de São Paulo ordenou a suspensão de seus direitos políticos por um crime de improbidade administrativa quando era secretário de Meio Ambiente de São Paulo. Como registrou na ocasião o jornal Estadão, “a decisão foi tomada pelo juiz Fausto José Martins Seabra, da 3.ª Vara da Fazenda Pública, sobre ação do Ministério Público que acusava Ricardo Salles de ter favorecido empresas de mineração em 2016. O futuro ministro do Meio Ambiente teria acolhido mudanças feitas nos mapas de zoneamento do Plano de Manejo da Área de Proteção Ambiental (APA) do Rio Tietê”. 

    O presidente-capetão Jair Bolsonaro, que ainda engana muito otário com suas bravatas sobre a corrupção, havia dito que não nomearia condenados em primeira instância em seu governo. Ele mentiu e manteve Ricardo Salles mesmo após a decisão da Justiça. Na prática, ele pagou a dívida com a cloaca burguesa que viabilizou sua chegada ao governo. O líder do Endireita Brasil foi uma indicação dos ruralistas e dos empresários – inclusive das mineradoras. 

    Uma notinha no Painel da Folha, em 11 de dezembro, revelou que “nas semanas que antecederam sua escolha para comandar o ministério, Ricardo Salles reuniu cartas de recomendação de representantes de vários setores empresariais para levar a Bolsonaro. Em nome do mercado imobiliário, o presidente do Secovi de São Paulo, Flavio Amary, disse que ele ‘desburocratizou processos’ e ‘promoveu a segurança jurídica’ em sua temporada como secretário do governo Alckmin (PSDB). A Sociedade Rural Brasileira disse a Bolsonaro que Salles ‘conciliou os interesses do produtor rural pelo aumento da produtividade com as questões ambientais de forma objetiva, sem ideologias e priorizando o respeito às leis e às instituições’”. É um típico capacho!

    *Altamiro Borges é jornalista e presidente do Centro de Estuos de Mídia Barão de Itararé.


     Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Acompanhe cobertura especial do Brasil de Fato: 

  • A ganância privatista vai dando conta de que o lucro e ganho farto estão acima de tudo e de todos e de qualquer preocupação com a proteção do meio ambiente, a flora e fauna e a vida dos seres humanos. A tragédia causada pelo rompimento da barragem da mina do Córrego do Feijão em Brumadinho, Minas Gerais, no dia 25 de janeiro, já soma 84 mortos confirmados – 42 identificados -; 276 desaparecidos; 192 resgatados, segundo dados do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais em boletim do dia 29 de janeiro.

    Em nota oficial, o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, afirmou que a tragédia representa um dos mais graves eventos de violação às normas de segurança do trabalho na história da mineração no Brasil. Uma "tragédia que demonstra a precariedade das condições de trabalho a que estão expostos os trabalhadores no Brasil", denunciou a nota do Ministério Público do Trabalho (MPT) ao afirmar que irá realizar um diagnóstico do crime socioambiental de Brumadinho, com vistas à apuração de responsabilidades criminal, civil e trabalhista.

    Fundada em junho de 1942, a Vale - antes chamada de Companhia Vale do Rio Doce (CVRD)- foi privatiza pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso sob o pretexto de que dava prejuízo ao país. No entanto, atualmente a empresa está entre as maiores mineradoras do mundo e abocanha lucros da ordem de 17 bilhões de reais, colocando-a entre as maiores mineradoras do mundo.

    Descaso

    Os números de Brumadinho não são apenas os maiores, eles revelam descaso total com a população e os trabalhadores e trabalhadoras que trabalhavam no momento do rompimento da barragem. Esse crime comprova que estamos diante de um sistema falido que não tem compromisso com o nosso povo, com problemas graves e que, desde Mariana, não foram enfrentados e muito menos julgados e condenados pelas vidas perdidas e os severos danos ambientais.

    A tragédia em Brumadinho é fruto de um modelo de exploração colonial latino-americana liderado por uma parcela da sociedade que tem como expressões mais conhecidas as privatizações, o lucro e a exploração predatória, que coloca os interesses privados e os lucros das mineradoras acima da vida, do meio ambiente e do bem comum. Tudo isso com a cumplicidade do poder público que está a serviço do poder econômico.

    Resistir a todo custo!

    A hora deve ser de mudança pelos mortos, pelos que resistem e pelos que ainda sofrem com as consequências de crimes como o que foi cometido em Brumadinho. A impunidade do crime de Mariana dá mais espaço e oportunidade para outros crimes. Queremos Justiça e punição por Brumadinho, Mariana, Marielle e muitos outros!

    Entendemos que uma sociedade se constrói para cidadãos, não contra eles. Lutaremos, porque está claro que impunidade é o custo da irracionalidade.

    Adilson Araújo
    Presidente Nacional da CTB

    *Atualizada em 29/01/2019, às 19h57.

  • Com o objetivo de avaliar os danos causados ao povo e ao meio ambiente, contribuir com rede de solidariedade e iniciar um movimento de luta por justiça, as centrais sindicais em Minas Gerais se reúnem na manhã desta segunda (28), na sede da CTB Minas.

    Brumadinho: um dos mais graves eventos de violação à segurança do trabalho

    De acordo com informações da CTB Minas, também haverá hoje, às 18h30, plenária da Frente Brasil Popular de Solidariedade as vítimas do crime da Vale em Brumadinho com os movimentos Sindical e Sociais, na sede do Sindipetro Minas.

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    Acompanhe:

     

     

    Portal CTB - Com informações das agências

  • Representantes das centrais sindicais (CTB, CUT, Intersindical, CSB, CGTB, CSP/Conlutas e Força Sindical) aprovaram na manhã desta terça-feira, na sede da CTB-MG, em Belo Horizonte, uma agenda de lutas para os próximos meses. O objetivo é mobilizar os trabalhadores, movimentos sociais e estudantis contra a “reforma” da previdência e também denunciar a maior tragédia trabalhista do Brasil cometida pela mineradora Vale, na cidade de Brumadinho.

    Na próxima quinta-feira (31/01), às 17h, haverá um ato em frente à sede da Vale, em Belo Horizonte, com a participação das centrais sindicais e frente populares, para lembrar o sétimo dia do crime cometido pela mineradora. 

    No dia 01º de fevereiro (01º/02), às 13h, haverá um ato durante a posse dos deputados Estaduais na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para pressionar os parlamentares contra as mineradoras.

    No dia 05 de fevereiro (05/02), às 17h, haverá uma manifestação na Praça Sete, centro da capital, contra o crime da Vale e o fim da Justiça do trabalho. Recentemente, o Bolsonaro declarou que há uma proposta em estudo para acabar com a Justiça do Trabalho. A afirmação foi feita durante entrevista concedida ao telejornal SBT Brasil.

    “Como ficam os trabalhadores prejudicados pelos maus patrões? Como vão ficar os familiares dos trabalhadores mortos pela Vale?, questionou a presidente da CTB-MG, Valéria Morato.

    No dia 25 de fevereiro (25/02), há uma proposta de um ato nacional em BH sobre os crimes cometidos pela Vale no Estado e rompimentos de barragens que podem acontecer a qualquer momento.

    Em Brumadinho, já são 65 mortes confirmadas e 288 pessoas desaparecidas (eram 279 no final da noite desta segunda-feira). Mortos e desaparecidos passam de 350 pessoas.

    Sobre a “reforma” da previdência, Morato lembrou que a proposta do governo Bolsonaro é pior que aquela apresentada pelo Temer. “O centro do ataque é a classe trabalhadora. Precisamos unificar as nossas ações. Esse é o único caminho”, disse ela.

    Outro tema discutido durante o encontro foi a entrega do país para o capital internacional. Tanto Bolsonaro como o governo Zema já anunciaram que pretendem privatizar várias empresas públicas. Em Minas Gerais, Zema disse que pretende vender a Cemig e a Copasa.

    “O caso da Vale é um exemplo do falso discurso privatista. Na época, o presidente Fernando Henrique Cardoso (FHC) vendeu a Vale praticamente de graça. Desde então, a empresa já cometeu vários crimes ambientais contra o povo brasileiro”, lembrou ela.

    A CTB Minas orienta aos sindicatos filiados a se manifestarem junto as suas bases contra o crime da Vale em Brumadinho. Esse crime é considerado o maior acidente de trabalho coletivo e ocorreu pelo descaso dos órgãos responsáveis pela fiscalização, pela regularização e pelo descuido com a vida humana.

    Os últimos anos foram de sucateamento do Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), de destruição da legislação trabalhista por um governo que visa beneficiar o grande capital especulativo.

    Além da nossa solidariedade é preciso denunciar o que aconteceu, como crime e propor ações para barrar a ofensiva contra a classe trabalhadora.

    É essencial a elaboração de material que dialogue com os trabalhadores, ir para as bases e propor ações efetivas de acordo com a realidade de cada um. 

    Nossa agenda de lutas, além da nossa luta permanente, é estar junto dos movimentos sociais  na capital de Minas e interior através dos sindicatos filiados.

    Agenda da Classe Trabalhadora

    Dia 31/01/19 – às 17 horas -  Ato em frente a Vale BH (sete dias do CRIME); centrais sindicais e frentes populares.

    Dia 01/02/19 -  às 13 horas – Posse dos deputados de Minas ( ato para pressionar os parlamentares sobre as mineradoras).

    Dia 05/02/19 – às 17 horas – Ato na praça sete/BH, contra o fim da justiça do trabalho e denúncia sobre o crime de Brumadinho.

     Dia – 25/02/19 – Proposta do Ato nacional em BH, sobre os crimes cometidos pela Vale no estado e rompimentos de barragens que podem acontecer em qualquer momento.

    CTB Minas 

  • A Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) através de sua Secretaria de Meio Ambiente, vem realizando em todas as regiões do Brasil, o Seminário Estadual sobre os Modelos de Produção Sustentáveis e Combate aos Agrotóxicos/Trangênicos; Energias Renováveis e Questões Hídricas.

    Esta semana o Seminário aconteceu em Belo Horizonte – Minas Gerais, possibilitando que dirigentes sindicais e agricultores(as) familiares debatessem e apresentassem vários encaminhamentos.

    Entre as propostas apresentadas a serem implementadas pelo Sistema CONTAG, estão: Capacitação e intercâmbio entre agricultores(as); Socialização de experiências de produção sustentável, respeitando as particularidades de cada região; Realização de mais Seminários sobre a temática do meio ambiente, para as lideranças sindicais; Busca de parcerias para desenvolver ações de preservação ambiental, intensificando os trabalhos na base; Implementação de ações que resultem na construção de fossas sépticas nas bases; Denúncia dos descasos com o meio ambiente, que resultam em consequências como o ocorrido nas barragens das empresas Samarco e Vale, e exemplo de Brumadinho e Mariana; Mapa das famílias de agricultores e agricultoras familiares que foram atingidas pelo rompimento da barragem da empresa Vale; e Montar uma tenda permanente, no município de Brumadinho/MG, para prestar solidariedade às famílias de agricultores e agricultoras familiares atingidos pelo rompimento da barragem da empresa Vale. 

    Trabalho de grupo

    Durante o Seminário foi realizada uma análise de conjuntura com as contribuições da secretária de Meio Ambiente da CONTAG, Rosmarí Malheiros; o secretário de Finanças e Administração da CONTAG, Juraci Souto; o presidente da Fetaemg e deputado federal, Vilson Luiz da Silva; a coordenadora da Regional Sudeste da CONTAG, Alaíde Bagetto; a secretária de Política Agrária e Meio Ambiente da Fetaemg, Alicia Cardoso; entre outros(as) dirigentes da Federação de Minas Gerais. Na análise foram pontuados: a importância da unidade para lutar contra o retrocesso de direitos da classe trabalhadora e a situação devastadora e trágica do município de Brumandinho/MG, após o rompimento da barragem da Mina Córrego do Feijão, na última sexta-feira (25).

    NOTA CONTAG

    Em Nota Oficial a CONTAG denuncia o descaso com as vidas e o meio ambiente em busca do lucro pelas mineradoras. Leia a Nota AQUI

    “As tragédias de Brumadinho e de Mariana, e de tantos lugares no Brasil, em detrimento dos interesses do capital internacional e nacional, nos impulsionam a seguirmos na luta para impedir que mais vidas sejam ceifadas. Portanto, continuaremos denunciando no Congresso Nacional, e nos espaços que tivermos acesso, nossa posição em defesa do Meio Ambiente, da Agricultura Familiar e da Vida”, ressaltou Rosmarí Malheiros. 

    #nãofoiacidente

    Palestras sobre Questões Hídricas e sobre os impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos também estiveram na programação do Seminário e contribuíram com os encaminhamentos. 

    Fonte: Contag

  • O dirigente da Fitmetal e presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Três Marias (MG), Edvando José e Silva, foi eleito presidente da Câmara de Vereadores do município na última sessão de trabalhos realizada em 2018, às vésperas do recesso parlamentar local.

    Nesta segunda-feira (21), o novo presidente conduziu pela primeira vez as atividades na Câmara trimariense. Eleito em 2016 para seu primeiro mandato, o dirigente sindical diz estar pronto para as novas responsabilidades.

    “Nesse período de dois anos que vou permanecer como presidente da Câmara teremos transparência absoluta de tudo o que ocorre por aqui. Vamos colocar as coisas nos eixos, pois temos muitos problemas”, afirmou o parlamentar do PCdoB.

    Três Marias está localizada a 270 km da capital Belo Horizonte e possui cerca de 50 mil habitantes. A cidade mineira é conhecida por sua Usina Hidrelétrica, inaugurada em 1962. O Sindicato de Metalúrgicos local representa 14 cidades e conta com cerca de 5 mil trabalhadores em sua base. A maior parte da categoria está vinculada à Votorantim Metais.

    De acordo com Edvando, desde a aprovação da reforma trabalhista os trabalhadores passaram a encontrar dificuldades ainda maiores em suas lutas por mais avanços. Na nova função de presidente da Câmara, ele diz que a população terá um aliado para conter quaisquer retrocessos trabalhistas. 

    “Sei dos desafios que o cargo trará daqui por diante, mas nossa experiência na luta sindical vai permitir que travemos um bom diálogo com todos os setores envolvidos”, garantiu.

    Fonte: Fitmetal
  • Contra o desmonte da Justiça do Trabalho, centrais, juristas e magistrados realizam ato público nesta segunda (21), a partir das 8h30, na Avenida Augusto de Lima, 1.234, Barro Preto, Belo Horizonte. 

    O evento está sendo organizado pela OAB/MG em parceria com a AMATRA, AMAT e SITRAEMG. Também estarão presentes os representantes do Tribunal Regional do Trabalho (TRT3), Ministério Público do Trabalho (MPT), a CTB, CUT e os movimentos sociais.

    A OAB/MG orienta que, nas cidades do interior de Minas Gerais, os coordenadores regionais e diretores de base poderão manter contato com a OAB regional para realizar ato em conjunto.

    Portal CTB - Com informações da OAB Minas Gerais

     

  • Em nota publicada no final da tarde desta sexta (25), CTB Minas se solidariza com as famílias das vítimas em Brumadinho.

    “Que as famílias que tiveram vidas ceifadas por essa irresponsabilidade e ganância da empresa responsável pela mineração sejam consequentemente acolhidas”, diz a presidenta da CTB-MG, Valéria Morato.

    Leia íntegra da nota:

    Nota da CTB Minas

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Minas Gerais (CTB) vem a público se solidarizar com as famílias dos trabalhadores que perderam a vida em mais um grave crime ambiental cometido pela mineradora Vale. Até o momento, três pessoas morreram e outras 200 estão desaparecidas.

    Que as famílias que tiveram vidas ceifadas por essa irresponsabilidade e ganância da empresa responsável pela mineração sejam consequentemente acolhidas.

    A rompimento da barragem da empresa ocorreu na cidade de Brumadinho – município localizado na Região Metropolitana de Belo Horizonte – três anos após o rompimento de outra barragem da Vale na cidade de Mariana. Na ocasião, 19 pessoas morreram.

    25 de janeiro de 2019

    Valéria Morato
    Presidenta da CTB Minas

     

  • A Federação Brasileira de Geólogos (Febrageo) também se manifestou em solidariedade às vítimas do desastre ambiental provocado pelo rompimento da barragem da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), de propriedade da Vale S.A. Em nota, a entidade condena o sucateamento e desmonte dos órgãos técnicos e de fiscalização nas áreas de geociências e engenharia, e denuncia a responsabilidade de autoridades públicas federais e estaduais.

    “As propostas de privatização da CPRM [Companhia de Pesquisa e Recursos Minerais], o sucateamento da GeoRio [Fundação Instituto Geotécnica] e do IPT [Instituto de Pesquisas Tecnológicas], e a extinção da Mineropar [Serviços Geológicos do Paraná] são alguns poucos exemplos de políticas equivocadas, que somente irão conduzir a novos e mais frequentes acidentes e mortes no país, não somente causados por barragens”, alerta a Febrageo.

    A entidade também reafirma a defesa incondicional de um serviço público de qualidade, eficiente e de referência internacional, frisando que, “para isso, há necessidade de recursos humanos e materiais adequados e não o desmonte irresponsável que temos visto nos últimos anos em nome de uma visão econômica simplista de curto prazo”, levando “a essas grandes tragédias, com custos humanos, sociais e econômicos muito maiores do que a suposta economia feita”.

    Veja, a seguir, a Nota da entidade nacional dos geólogos, na íntegra.

    “A FEBRAGEO – Federação Brasileira de Geólogos apresenta seu pesar e sua indignação com o rompimento de barragem na Mina do Feijão em Brumadinho, MG, pouco mais de três anos após o desastre em Mariana. Novamente uma unidade da empresa Vale S.A. causa um acidente de grande magnitude.

    Nesse primeiro momento, realmente o foco é no resgate das vítimas, que infelizmente devem alcançar a centenas de mortes, e o atendimento aos familiares. Além da garantia que as demais barragens da região não sofreram danos e da contenção dos rejeitos depositados ao longo do Córrego do Feijão que podem ser mobilizados na forma de fluxos de detritos na ocorrência de chuvas intensas.

    Contudo, é urgente a ação conjunta das autoridades, órgãos públicos e empresas privadas em uma mudança completa da gestão e fiscalização das barragens no país, não somente as de rejeitos, mas as de água também. Fica claro que o problema não é a falta de conhecimento técnico, mas sim de gestão e fiscalização desses empreendimentos por parte das empresas privadas e dos órgãos reguladores.

    É importante ressaltar que ambas as barragens da empresa Vale S.A. que romperam em Mariana e Brumadinho eram consideradas, pela empresa e auditores contratados, como de baixo risco, inclusive a Samarco era tida como referência técnica nesse tipo de empreendimento. Contudo, verifica-se que essas avaliações estavam totalmente equivocadas, sendo necessário entender o que realmente está acontecendo nesse modelo de auditoria e monitoramento dessas barragens e se a questão econômica está prevalecendo sobre a segurança e a técnica.

    No Inventário de Barragens do Estado de Minas Gerais, do ano de 2017, última versão publicada pela Fundação Estadual do Meio Ambiente, somente no Estado, são 685 estruturas cadastradas no Banco de Declarações Ambientais, lembrando que esse número não corresponde ao número total de barragens existentes no Estado, mas daquelas que estão cadastradas no Banco de Declarações Ambientais.

    Desse total, 663 são autodeclaradas pelas empresas como de estabilidade garantida pelo auditor, 10 estruturas o auditor não concluiu sobre a estabilidade por falta de dados e/ou documentos técnicos e 12 não possuem estabilidade garantida pelo auditor.

    Mas como acreditar nesses dados, se ambas as barragens que romperam nos últimos três anos eram consideradas como de estabilidade garantida pela empresa e auditor? E o que exatamente está sendo feito com as 22 barragens que não tem estabilidade garantida, sendo que nesse grupo tem barragens de grande porte e a montante de comunidades onde vivem milhares de pessoas?

    É inadmissível a falta de ação e informações concretas sobre esses empreendimentos, não somente no Estado de Minas Gerais, mas em todo Brasil. Não esquecendo do desastre ambiental causado pelos vazamentos das barragens de rejeito da empresa norueguesa Hydro Alunorte, em Barcarena, no Pará, em 2018. E dos diversos acidentes com barragens como o ocorrido na Mineração Rio Verde, Nova Lima (MG – 2001); na indústria de papel Rio Pomba-Cataguases (MG – 2003); em Camará, Areias (PB – 2004); Mineração Rio Pomba, Miraí (MG – 2007); e Mineração Samarco (MG – 2015), somente para citar alguns casos.

    Destaca-se, ainda, a responsabilidade de autoridades públicas federais e estaduais, como ministros e secretários, que não propiciam estrutura e recursos humanos e materiais a alguns órgãos fiscalizadores. Para citar um caso, tem-se a criação da Agência Nacional de Mineração – ANM substituindo o DNPM, sem um claro plano de investimento em contratação de técnicos e de toda estrutura necessária para adequada fiscalização, sendo que recentemente, algumas unidades do DNPM não tinham dinheiro nem para pagar as contas de água, energia ou comprar combustível.

    Não podemos continuar no país com o desmonte dos órgãos públicos técnicos e de fiscalização nas áreas de Geociências e Engenharia, que são essenciais para o desenvolvimento do Brasil e para formação de recursos humanos especializadas. As propostas de privatização da CPRM – Serviço Geológico do Brasil, o sucateamento da GeoRio e do IPT e a extinção da Mineropar são alguns poucos exemplos de políticas equivocadas, que somente irão conduzir a novos e mais frequentes acidentes e mortes no país, não somente em barragens.

    A FEBRAGEO defende de forma incondicional o serviço público de qualidade, eficiente e de referência internacional, como são a CPRM, IPT, GeoRio, entre outros, mas para isso há necessidade de recursos humanos e materiais adequados e não o desmonte irresponsável que temos visto nos últimos em nome de uma visão simplista e sem a correta avaliação de sua importância. Essa visão econômica simplista e de curto prazo, tanto no setor privado como no público, leva a essas grandes tragédias, com custos humanos, sociais e econômicos muito maiores com a suposta economia feita.
    Apresentamos nossos sentimentos às vítimas e seus familiares”.

    Atenciosamente,

    São Paulo, 26 de janeiro de 2019.

    Diretoria da Federação Brasileira de Geólogos - FEBRAGEO

  • O cenário político e social do Brasil se agrava a cada dia desde o golpe de Estado protagonizado pela grande articulação das forças conservadoras que integram banqueiros, setores do judiciário, polícia federal, meios de comunicação, federações patronais e partidos políticos sob os auspícios do STF e apoio dos Estados Unidos.

    O governo Temer que prometeu gerar empregos retirou direitos dos trabalhadores através da reforma trabalhista e ao mesmo tempo congelou os investimentos do Estado em políticas de desenvolvimento social, notadamente na educação e na saúde. Ao contrário do prometido provocou a estagnação da economia e o crescimento vertiginoso do desemprego que segundo dados recentes do IBGE chegou ao maior índice da série histórica acumulando o assombroso número de 27 milhões de desempregados.

    O desgoverno Temer com sua "equipe econômica dos sonhos" demonstra de vez sua incapacidade e absoluta incompetência para gerir o Brasil com probidade e respeito aos anseios da sociedade brasileira. Prova disso é a desaprovação desse governo de 96%.

    Em meio a tudo isso, veio a política desastrosa, privatista e golpista em relação à Petrobras. O governo Temer não só põe fim à política de conteúdo nacional como passa a priorizar os interesses dos acionistas e credores da estatal, esvaziando seu papel histórico de indutora do desenvolvimento, da pesquisa científica, e da economia com geração de empregos para o povo brasileiro. Os inúmeros aumentos nos combustíveis promovem em cadeia os aumentos de outros produtos o que provoca a perda do poder de consumo do (a) trabalhador (a) que já recebe ínfimos reajustes salariais em decorrência da baixa inflação.

    Em 2015 a importação dos Estados Unidos correspondia a 41% do total e em 2017 superou 80% de toda a importação do Brasil. Nessa política não ganha o Brasil, não ganha o povo brasileiro. Perdemos em arrecadação, na capacidade empresarial da Petrobras, perdemos a soberania energética.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil defende um soberano projeto Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social que gere riqueza para o país com a exploração do Pré-Sal com vistas nos investimentos em educação, ciência e tecnologia, consolidando a vocação do Brasil como liderança regional na América Latina.

    Os trabalhadores e as trabalhadoras que transportam alimentos para o povo brasileiro são os (as) que estão lutando hoje. E essa luta não pode ser tratada meramente pela redução dos preços do diesel, deve ser ampliada por melhores condições de vida e trabalho da categoria.

    Exigimos a redução dos preços do diesel, da gasolina, do álcool e do gás de cozinha.

    Destacamos a importância dos trabalhadores e trabalhadoras do transporte rodoviário. Os caminhoneiros e caminhoneiras, tão explorados (as) pelas grandes transportadoras, precisam de reconhecimento.

    É fundamental voltarmos nossos olhos para realidade e condições de trabalho sob as quais estão submetidos esses (as) trabalhadores (as). Não é suficiente que o movimento se restrinja à modesta redução do valor do diesel nas bombas, o que beneficia na verdade somente o patrão. Vale ressaltar que a oneração dos fretes para os caminhoneiros autônomos é tão elevada que boa parte da categoria não lucra, apenas mantém seu caminhão. É de imprescindível importância que os trabalhadores liderem de verdade o movimento grevista ampliando a pauta reivindicatória e incluindo nela a exigência de condições salariais dignas para assalariados e autônomos, seguro saúde, previdência especial, diárias de hospedagem e alimentação e a fiscalização que impeça que esse trabalhador seja submetido a jornada exaustiva o que o leva muitos vezes tomar os chamados "arrebites", aumentando nos riscos de acidentes fatais.

    A CTB conclama os trabalhadores dos transportes à luta por melhores condições de trabalho e também pela redução dos combustíveis em geral o que beneficiará toda a classe trabalhadora. Acima de tudo conclamamos a todos (as) para exigir a mudança imediata em relação à Petrobrás para que ela volte a cumprir seu papel no desenvolvimento econômico, social, com a geração de empregos e renda para toda a sociedade brasileira.

    Valéria Morato – Presidenta da CTB Minas e do Sinpro Minas

    Railton Nascimento – Presidente da CTB Goiás e do Sinpro Goiás

    Jonatas de Paula – Presidente da CTB Espírito Santo e do Sinpro Espírito Santo

  • A categoria dos petroleiros que atua na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, realizam a paralisação das atividades por 72 horas a partir desta quarta-feira (30). De acordo com o Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro Minas), aproximadamente 90% da operação da refinaria está parada.

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil, seção Minas Gerais (CTB Minas) participa da manifestação na portaria da Regap. A categoria explica que a greve não é para criar desabastecimento, mas reivindicar condições ideais de trabalho. O presidente do Sindipetro, Anselmo Braga denuncia ainda a política de preços praticada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente.

    De acordo com o líder sindical, o presidente da estatal prioriza o petróleo brasileiro ao capital externo, o que contribui para o aumento dos preços dos combustíveis e gás de cozinha no Brasil. Uma nova manifestação está prevista para sexta-feira (1º), em frente a Regap.

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    Aula popular

    Na noite da última terça-feira (29), trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias se concentraram na Praça Sete, em Belo Horizonte, para realizar uma aula popular sobre o que é intervenção militar e ainda esclarecer a população os motivos pelos quais tantas categorias estão em greve.

    Estiveram presentes lideranças sindicais dos correios, metroviários, petroleiros, bancários, professores, jornalistas, ente tantas outras categorias.

    A presidenta da CTB Minas e do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro Minas), Valéria Morato ressaltou a importância da unidade e da luta para a garantia dos direitos. “Os professores da rede privada de ensino sofreram um duro ataque aos seus direitos. O patronal propôs cortes de direitos que precarizariam ainda mais as condições de trabalho e renda da categoria. Após 10 dias de lutas, conseguimos reverter o quadro e saímos vencedores”, relembrou.

    As lideranças afirmaram ainda que “mexer com uma categoria, é mexer com todas” e garantiram presença e unicidade nas lutas da classe trabalhadora.

    Audiência pública

    A Assembleia Legislativa de Minas Gerais estuda em uma Audiência Pública sobre os reflexos da política de preços e produção da Petrobras na economia e na sociedade mineira.

    Bárbara Batista - CTB Minas

  • O presidente do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Juiz de Fora (Sinserpu-JF), Amarildo Romanazzi, informa que os trabalhadores e trabalhadioras vão paralisar suas atividades no próximo dia 21 de dezembro, caso o pagamento do décimo-terceiro salário não seja efetuado até o dia anterior – ou seja, 20 de dezembro.

    “Isso foi deliberado na última assembleia dos servidores, no dia 29 de novembro, e agora aproveitamos para comunicar a possível paralisação aos membros e frequentadores do poder Legislativo e ao mesmo tempo é um pedido aos vereadores que intercedam para que isso, o não pagamento, não passe de uma possibilidade”, disse Amarildo Romanazzi.


    O presidente do SINSERPU-JF também protesta contra o processo de sucateamento da Guarda Municipal. Para o sindicalista é preciso, antes de mais nada, efetivar novos integrantes à corporação. “Há gente insuficiente e uma grande sobrecarga de trabalho. A Prefeitura tem a oportunidade de amenizar isso, fazendo efetivação de novos profissionais”, argumentou Amarildo Romanazzi.

    Fonte:  Sinserpu-JF

  • Após 41 dias de greve, os servidores públicos da cidade de Formoso, localizado na região Noroeste de Minas, decidiram voltar ao trabalho nessa segunda (10).

    A decisão foi aprovada durante assembleia realizada no Sindicato dos Servidores Públicos de Buritis (Sindiburi), logo após a assinatura de um Termo de Audiência entre o Sindicato e a Administração Municipal. No documento, a prefeitura se compromete a depositar os salários dos meses de julho e agosto até a próxima sexta-feira (14/12).

     O presidente do Sindiburi, Erni Prado Fonseca (foto acima), explica que o atraso no pagamento dos salários é resultado da má gestão municipal. “A atual administração contratou um número excessivo de cabos eleitorais. Além do mais, gastou muito dinheiro com festas e contratação de shows artísticos”, diz ele.

     Ainda de acordo com o Termo de Audiência assinado entre o sindicato e a prefeitura, os pagamentos seguintes também serão quitados. Leia abaixo:

    I) Os pagamentos dos meses de JULHO e AGOSTO serão integralmente quitados até no máximo dia 14/12/2018;

    II) Os pagamentos seguintes serão quitadosusando 62,5% de todos os repasses ao município; como exemplo, para cada 1000 reais 625 serão destinados para pagamentos dos servidores;

    III) NÃO HAVERÁ CORTE DE PONTO dos servidores grevistas;

    IV) O município prestará contas ao SINDIBURI de todos os repasses, via ofício.

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    Acompanhe Circular do Sindicato:

    INFORMATIVO SINDIBURI
    08.Dez.2018

    DEPOIS DE 41 DIAS DE GREVE EM FORMOSO/MG, SINDIBURI DETERMINA RETORNO AO TRABALHO, APÓS ACORDO EM AUDIÊNCIA.

    O SINDIBURI deflagrou greve em Formoso/MG, que iniciou em 30.Out, por atrasos salariais, entre outros motivos, sendo que atualmente são 5 meses de atraso, de julho a novembro.

    Em audiência realizada ontem (07.Dez) no fórum de Buritis, com a presença do MM Juiz e do Promotor de Justiça, do SINDIBURI representado pelo seu presidente Erni Prado Fonseca, e Dr. Vânio Ferreira, da prefeitura pelo chefe de gabinete e advogadas, e da Câmara pelo presidente vereador Celso, sendo que no hall estavam presentes muitos servidores e vereadores de Formoso, chegou-se ao seguinte acordo, conforme Termo de Audiência:

    I) Os pagamentos dos meses de julho e agosto serão integralmente quitados até no máximo dia 14/07/2018;

    II) Os pagamentos seguintes serão quitados usando 62,5% de todos os repasses ao município; como exemplo, para cada 1000 reais 625 serão destinados para pagamento dos servidores;

    III) NÃO HAVERÁ CORTE DE PONTO dos servidores grevistas;

    IV) O município prestará contas ao SINDIBURI de todos os repasses, via ofício.

    Mediante o acertado na audiência, o SINDIBURI, representante legal da categoria, determina o encerramento da greve e o retorno ao trabalho de todos os servidores na próxima segunda-feira (10/10/2018).
    ________________

    Um sindicato só se faz forte e atuante com você participando.

    SINDIBURI - vigilante, combativo, apartidário.

    Erni Prado Fonseca
    Presidente do Sindiburi.

    CTB Minas

  • O novo boletim do Corpo de Bombeiros divulgado por volta das 10h30 desta segunda (28), indica que já são 60 mortos e 292 desaparecidos em Brumadinho (MG), vítimas do rompimento da barragem na última sexta (25).

    Eles indicaram também que 192 pessoas foram resgatadas e 19 corpos já foram identificados.

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    Os corpos que são resgatados são encaminhados para o IML para identificação. Na manhã de hoje, as equipes de busca receberam o reforço das tropas militares israelenses que chegaram para ajudar nas buscas.

    Acompanhe:

     

     

    Portal CTB - Com informações das agências

  • “Vale assassina”. Este era um dos cartazes que os manifestantes afixaram nessa quinta-feira em frente ao prédio Memorial Minas Gerais – Vale, na praça da Liberdade, em Belo Horizonte.

    O protesto reuniu várias centrais sindicais e movimentos sociais. A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Estado (CTB-MG), Valéria Morato, pediu a prisão dos responsáveis por mais esse crime, que ela classificou como “assassinato coletivo”. Até o momento, já são 110 mortos e 238 desaparecidos.

    “Nós da CTB, da CUT e de todas as centrais que estão aqui, vamos fazer de tudo para que esses criminosos sejam presos e esses trabalhadores tenham as suas vidas recompensadas. Não podemos descansar enquanto esses criminosos não forem presos pagando por mais esse assassinato coletivo”, disse ela. 

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    Segundo ela, é preciso conter a ganância da Vale que não mede esforços para acabar com o meio ambiente e soterrar a vida dos seus trabalhadores, explorando-os até a morte. 

    Valéria Morato chamou a atenção também para os planos de privatização do atual governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Partido Novo). Ele já anunciou que pretende privatizar várias estatais, entre elas a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) e a Companhia de Saneamento (Copasa).

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    “Nós precisamos cobrar dos deputados Estaduais eleitos que iniciam os seus mandatos agora em fevereiro. É o momento de lutar contra um governo que quer privatizar e entregar o Estado de Minas Gerais ao capital especulativo. O governo Zema já disse que a ordem do dia é privatizar a Cemig. Nós estamos vendo o que significou a privatização da Vale. São inúmeros acidentes, crimes e mortes. Não podemos nos calar”, disse ela. 

    A presidenta da CTB-MG também se solidarizou com as famílias das vítimas de Brumadinho. Segundo ela, agora é uma etapa muito difícil para as pessoas que perderam os seus parentes. Os desaparecidos precisarão ter um atestado de óbito e muitas pessoas ainda não foram encontradas. Para Valéria, a causa dessas mortes foi soterramento e isso precisa constar no documento.  

    Fotos: Anderson Pereira

    CTB Minas