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Seg, Jun

desenvolvimento nacional

  • Governo Jair Bolsonaro, que vem acumulando fracassos na área econômica, já está jogando para baixo as previsões da economia; segundo estimativas do mercado financeiro, o PIB tende a cair e registrar um desempenho negativo no primeiro trimestre, algo que não acontece desde o último trimestre de 2016, depois do golpe contra Dilma Roussef, quando o recuo foi de 0,6%; as previsões seguem-se às notícias sobre o fraco desempenho do PIB em fevereiro, que recuou 0,73% em fevereiro, e 13,1 milhões de desempregados

    Segundo dados do Banco Central, a queda do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br) que funciona como uma prévia do PIB, em fevereiro foi a maior desde maio de 2016. Em janeiro, o IBC-Br havia registrado uma contração de 0,31%. Para os bancos Itaú Unibanco, Santander e Fator, estas projeções devem levar a uma queda no PIB do primeiro trimestre.

    Segundo análises do banco Fator, a queda deve chegar a 0,2% no trimestre quando em comparação com último trimestre do ano passado. O Itaú anunciou a revisão de suas projeções na última sexta-feira, de uma alta de 0,3% para uma queda de 0,1% - o que derrubou a projeção anual de crescimento de 2% para 1,3%. Já o Bradesco, avalia que a retração da economia ao longo do primeiro trimestre deste ano deve ser de 0,1%.

    Pessimismo generalizado

    De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, os analistas apontam que os principais sinais do fraco desempenho da economia estão no baixo consumo de energia, queda na confiança de empresários e investidores, menor uso da capacidade instalada das empresas, estagnação da indústria, estabilidade no consumo do varejo e queda na atividade do setor de serviços. Um cenário de pessimismo generalizado.

    O desempenho objetivo da economia vai na contramão das expectativas otimistas do governo e seus apoiadores e também significa a antítese do que preconizavam os neoliberais. Prometeram que o novo regime fiscal e a malfadada reforma trabalhista, ambos impostos pelo golpista Temer, iriam despertar a confiança dos investidores e estimular a criação de empregos. Mentiram e continuam mentindo em relação à Previdência.

    O congelamento dos gastos públicos primários resultou em cortes nos investimentos, o que contribuiu fortemente para a estagnação das atividades produtivas. Já a reforma trabalhista reduziu salários, impactando negativamente o mercado interno e a arrecadação de tributos, e aprofundou a precarização do mercado de trabalho. O desemprego não cedeu. Somado à subocupação, castiga mais de 27 milhões de brasileiros e brasileiras.

    O estado depressivo da economia é uma obra do golpe de 2016, que foi coroado com a eleição de Jair Bolsonaro. A orientação ultraliberal de Paulo Guedes tende a agravar o problema, sentido principalmente pela classe trabalhadora na forma do desemprego, subocupação e cortes de salários e direitos.

    O Brasil só vai conseguir sair do pântano com uma mudança radical da política econômica, resgatando a capacidade de investimentos e o protagonismo do Estado no desenvolvimento, valorizando o trabalho e colocando em primeiro plano a defesa dos interesses e da soberania nacional, ao contrário do capitão Bolsonaro, que se comporta como um peão de Donald Trump no xadrez da geopolítica regional e mundial ao mesmo tempo em que pratica uma política perversa contra o povo brasileiro.

    Com informações do 247