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Seg, Out

Dieese

  • 8º Encontro da Mulher Trabalhadora da Fecosul debate desafios das mulheres na atualidade

    Na manhã e início da tarde desta quarta-feira (6), no auditório da Fecosul, acontece o 8º Encontro da Mulher Trabalhadora no Comércio e Serviços do Rio Grande do Sul. Mulheres trabalhadoras e homens de todas as regiões do Estado debatem os desafios das mulheres na atualidade.

    Silvana Maria da Silva, diretora da Secretaria da Mulher da Fecosul, que promove o encontro, compõe a mesa de abertura e faz uma saudação a todas e todos os presentes.

    Débora Melecchi, representando a União Brasileira de Mulheres do Rio Grande do Sul (UBM-RS), também integra essa mesa e fala brevemente sobre a participação das mulheres nos espaços de debate e luta e convida as presentes a se filiarem à UBM.

    Silvana Conti, vice-presidenta da CTB-RS, participa da abertura e destaca o fato de que os tempos de crise e a retirada de direitos promovida pelo governo Temer ataca a todos os trabalhadores, mas de forma mais severa as mulheres, que já vivem em condições mais difíceis na nossa sociedade.

    Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e da CTB-RS, encerra as falas de abertura, e destaca a importância das eleições. "É fundamental que possamos votar e apoiar candidaturas que representem os interesses dos trabalhadores", aponta.

    Foram convidadas para palestras e fomentar os debates, Daniela Sandi, do Dieese, e Abigail Pereira, da Frente Brasil Popular. Daniela Sandi, na sua fala, apresenta números e destaca a falta de creches como um fator decisivo para o não ingresso das mulheres no mercado de trabalho. Ainda, aponta o fato de que as mulheres ganham salários menores que os homens no estado, em média, R$ 1.300, e são as responsáveis pelos filhos.

    "Hoje, uma creche de turno integral, em média, custa R$ 1.200. A média salarial das mulheres é R$ 1.300. Por isso, muitas acabam deixando de trabalhar para cuidar dos filhos, pois o salário que ganhariam não compensa", aponta Daniela.

    Abigail Pereira, da Frente Brasil Popular, trata dos desafios das Mulheres na Atual Conjuntura Política do Brasil, destacando os impactos da reforma trabalhista na vida das trabalhadoras e dos trabalhadores.

    "A Reforma Trabalhista foi plantada como uma reforma necessária para garantir segurança jurídica, gerar novos empregos e modernizar as relações de trabalho. A realidade, que já estamos vivenciando, é que ela veio para atacar os trabalhadores, os sindicatos e a justiça do trabalho e a sociedade como um todo. O capital ganhou com a reforma, os trabalhadores não", destaca Abigail.

    Após as palestram, ocorreu debate. O grupo que participou do Encontro, ainda fez avaliação e discussão do Planejamento da Secretaria da Mulher da Fecosul, de 2016 a 2020, coordenada pela secretária da pasta, Silvana Maria da Silva.

    No final do encontro, foi realizada a leitura, o debate e a aprovação da Carta das Trabalhadoras no Comércio e Serviços do RS. No encerramento teve um coquetel de confraternização.

    Juliana Figueiró Ramiro - Fecosul

  • Barbara Vazquez diz que a reforma trabalhista aprofunda as desigualdades sociais

    Os setores mais afetados pela reforma trabalhista são aqueles que convivem com baixos salários, alta rotatividade e informalidade, mas as consequências também serão sentidas pela classe média, diz Barbara Vallejos Vazquez à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. “Muitos setores ainda estão começando a aplicar as novas regras. Infelizmente, penso que a reforma será pesada para os setores mais pauperizados, mas não irá poupar as ocupações de classe média. Diversas empresas públicas que geram empregos estáveis e com maior remuneração, como Caixa, Banco do Brasil, Petrobras, abriram programas de demissão voluntária após aprovação da reforma. Estes empregos estão sendo substituídos por formas atípicas de contratação. O Banco do Brasil, por exemplo, abriu este ano uma agência completamente terceirizada na zona leste de São Paulo, empregando trabalhadores que recebem aproximadamente 75% menos que um bancário”, informa.

    Na avaliação dela, além de a reforma trabalhista não resolver os problemas estruturais do mercado de trabalho brasileiro, ela “naturaliza as desigualdades, ao invés de buscar corrigi-las”. Como exemplo dessa naturalização, Barbara cita a criação de “diversas modalidades de contrato de trabalho, com diferentes níveis de proteção e acesso a direitos”, como o trabalho intermitente. E adverte: “ao permitir os contratos intermitentes, a legislação autoriza o pagamento de salários mensais menores que o salário mínimo. O efeito destas ‘inovações’ no mercado de trabalho é a redução do salário médio anual, gerando o empobrecimento de uma grande parcela dos trabalhadores no Brasil”.

    Barbara Vallejos Vazquez é graduada em Ciências Sociais pela Universidade de São Paulo - USP, mestra em Desenvolvimento Econômico pela Universidade de Campinas - Unicamp e técnica do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos - Dieese. Atualmente é professora na Escola Dieese de Ciências do Trabalho.

    Confira a entrevista:

    Passados seis meses da entrada em vigor da reforma trabalhista, quais são os principais impactos no mercado de trabalho de modo geral?

    Segundo demonstrou o artigo “Seis meses de reforma trabalhista: um balanço”, que Euzébio Jorge da Silveira, Ana Luiza Matos Oliveira e eu escrevemos em parceria, a reforma tem impactado setores marcados por baixos salários e alta rotatividade. As principais ocupações impactadas pelo contrato intermitente, por exemplo, foram assistente de vendas, servente de obras e faxineiro. Desde o início, críticos da reforma indicaram seu alto potencial de aumentar a desigualdade.

    A flexibilização do mercado de trabalho, bradado pela reforma, se efetivou na geração de mais empregos? Quais os impactos nos empregos informais?

    O emprego informal sempre foi alto no Brasil. Nos últimos anos, com a agudização da crise econômica, o setor informal se expandiu rapidamente, lado a lado com o aumento do desemprego aberto. A reforma não resolve esta questão estrutural do mercado de trabalho brasileiro. O volume de empregos não pode ser determinado pela legislação trabalhista. Esta é uma falsa premissa econômica. O que a reforma faz, em realidade, é dar legitimação jurídica a formas até então consideradas fraudes trabalhistas, como a existência de autônomos com exclusividade, intermitentes e terceirizados. Passa-se, então, para a formalidade, formas precárias de trabalho. Isso pode alterar o indicador estatístico, mas não muda a realidade precária destes empregos.

    Pelas análises que você tem feito, os setores mais impactados são aqueles com trabalhadores com mais baixa remuneração e alta rotatividade. Gostaria que detalhasse quais são esses impactos e analisasse como a precarização afeta ainda mais esses trabalhos.

    Os dados dos primeiros seis meses da reforma demonstraram forte impacto em setores que convivem com baixos salários, alta rotatividade e informalidade, como faxineiros, serventes de obras, vigilantes etc. Entretanto, nesse período, a MP 808 ainda tramitava no Congresso Nacional, deixando dúvidas sobre as regras da Reforma. Muitos setores ainda estão começando a aplicar as novas regras. Infelizmente, penso que a Reforma será pesada para os setores mais pauperizados, mas não irá poupar as ocupações de classe média. Diversas empresas públicas que geram empregos estáveis e com maior remuneração, como Caixa, BB, Petrobras, abriram programas de demissão voluntária após aprovação da reforma. Estes empregos estão sendo substituídos por formas atípicas de contratação. O Banco do Brasil, por exemplo, abriu este ano uma agência completamente terceirizada na Zona Leste de São Paulo, empregando trabalhadores que recebem aproximadamente 75% menos que um bancário.

    O setor de serviços demanda muita mão de obra, mas é comum que isso ocorra apenas em determinadas épocas do ano, como no caso do comércio, nos finais de ano, e em hotéis, bares e restaurantes em cidades turísticas, nos períodos de férias. De que modo a reforma tem afetado a relação entre os empregadores e trabalhadores desse setor que acaba gerando demanda por mão de obra em épocas específicas?

    O argumento da sazonalidade em determinados setores é alvo de debate há muitos anos. O trabalho temporário já era autorizado no Brasil desde 1974 pela Lei 6.019. A partir da aprovação da Lei 13.429/2017, que foi um preâmbulo da lei da reforma trabalhista, pode-se estender a duração de um contrato temporário para até nove meses. O argumento da sazonalidade se perde, nesse caso. Como um emprego sazonal pode durar ¾ de um ano? Nesse caso, fica claro que, em primeiro lugar, pretende-se privar os trabalhadores das verbas rescisórias, além de possibilitar aumento do contrato temporário para mais setores de atividade. Imagine o impacto que este contrato pode ter para os docentes de escolas públicas e privadas, por exemplo.

    Em que outros setores o trabalho intermitente passou a ser realidade?

    Foram impactados comércio, construção civil, vigilância e trabalhadores rurais. O contrato intermitente não está ligado estritamente ao setor de serviços, como muitas vezes se imagina. Três ocupações tipicamente industriais aparecem no ranking de 10 maiores ocupações impactadas pelo contrato intermitente: alimentador de linha de produção, soldador, mecânico de manutenção de equipamentos.

    E sobre as terceirizações, o que esses seis meses de nova legislação têm revelado?

    Até a aprovação da lei de terceirização e da reforma trabalhista, toda terceirização de atividade fim ou atividade principal da empresa contratante era considerada fraude trabalhista, em consonância com a Súmula 331 do TST. Isso porque, neste caso, era explícito que o objetivo do processo de terceirização seria a mera redução de custo do trabalho, caindo por terra os argumentos de especialização ou de aumento da flexibilidade na produção.

    No setor bancário, por exemplo, desde o início dos anos 2000, convive-se com a explícita terceirização de atividade-fim, realizada por meio dos correspondentes bancários, “parcerias” entre empresas do comércio varejista e uma instituição financeira para a prestação de ampla gama de serviços financeiros: saques, extratos, abertura de contas correntes, poupança, operações de crédito, operações de câmbio etc. Como o trabalho é realizado por empregados do comércio, que recebem, em média, 75% menos que um bancário, os bancos lucraram muito com esse modelo de negócios. Porém, até março de 2017, esta prática era considerada ilícita. Se um trabalhador de correspondente acessasse a Justiça do Trabalho, teria altas chances de ver reconhecidos seus direitos.

    É o que demonstrou pesquisa sobre as Decisões Judiciais, realizada a partir de metodologia desenvolvida pela Professora do Instituto de Economia da Unicamp, Magda Barros Biavaschi: no caso dos correspondentes, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) ofereceu resistência a esta forma de terceirização em 72,9% dos casos, concedendo ao trabalhador equiparação de direitos em relação aos bancários ou reconhecimento do vínculo com a empresa contratante. Agora, com a reforma, os trabalhadores já não poderão recorrer à equiparação de direitos na Justiça do Trabalho. Terão que aceitar receber ¼ da remuneração média de um bancário para realizar trabalho de conteúdo idêntico.

    Em poucos meses em vigor, a nova legislação trabalhista já provocou a redução de processos tramitando na Justiça do Trabalho. Como analisa esse dado? O que isso significa do ponto de vista do trabalhador?

    A reforma é construída de forma a enfraquecer as instituições de regulação do trabalho, sejam sindicatos ou Justiça do Trabalho. No caso da Justiça do Trabalho, a gratuidade da justiça foi restringida e criou-se a possibilidade de que o trabalhador, caso perca a ação, deva arcar com os honorários e demais custos do réu. A mídia veiculou diversos casos em que juízes impuseram altas custas a trabalhadores, como o de uma bancária que foi condenada a pagar 67 mil reais ao Itaú, para cobrir custas de um processo que perdeu. Isso pode ter gerado receio dos trabalhadores em reclamarem seus direitos na Justiça. Mas é importante destacar que o número de reclamações na Justiça voltou a crescer e que, em geral, a Justiça do Trabalho é protetiva ao trabalhador, pois a Reforma não destituiu completamente a CLT e não alterou a Constituição.

    De que forma essa nova legislação trabalhista tem afetado a coleta e análise de dados acerca do mundo do trabalho no Brasil hoje?

    Do ponto de vista estatístico, a reforma cria novos desafios, pois possibilita a formalização de contratos anteriormente considerados fraudulentos: intermitentes, autônomos com exclusividade e os de terceirização de atividade-fim. Traz, ainda, dificuldades para a mensuração da desocupação. Um intermitente que não é convocado a realizar serviços por mais de um ano, em tese, possui vínculo ativo de emprego, embora não esteja efetivamente empregado e não receba nenhuma remuneração. Então, os conceitos de desocupação e informalidade precisam ser reinterpretados. Além disso, a mensuração da terceirização é um desafio que a estatística do trabalho ainda não enfrentou no Brasil.

    Quais os impactos da legislação pós-reforma no nível de emprego? Em alguma medida ela estimulou a criação de empregos formais? Por quê?

    As taxas de desemprego aberto passaram de 12,2%, no trimestre imediatamente anterior ao início da vigência da reforma trabalhista (agosto a outubro 2017), para 12,9% no dado mais recente (trimestre de fevereiro a abril de 2018), segundo a Pnad Contínua do IBGE. A reforma não gerou mais postos de trabalho e a taxa de desemprego aberto apresentou elevação de 0,7 pontos percentuais no período. Contudo, o último resultado do Caged (maio de 2018) é alarmante: o saldo de empregos foi baixo, em torno de 33 mil postos gerados e 10% das novas vagas foram na modalidade intermitente, demonstrando que estamos combinando baixo crescimento do emprego, com piora da qualidade dos postos formais.

    Uma das marcas do Brasil são as desigualdades. Em que medida podemos associar a implementação da reforma trabalhista com essa realidade do país?

    A heterogeneidade estrutural sempre foi uma marca do mercado de trabalho brasileiro, expresso por uma grande desigualdade nas condições de trabalho e níveis salariais. A reforma trabalhista, longe de contribuir na modernização da estrutura produtiva brasileira, retira a segurança mínima de trabalhadores já pauperizados. Os direitos do trabalho buscam reduzir as assimetrias. Ao desconstituir parte destes direitos, a reforma naturaliza as desigualdades, ao invés de buscar corrigi-las. Foram criadas diversas modalidades de contrato de trabalho, com diferentes níveis de proteção e acesso a direitos. Ao permitir os contratos intermitentes, a legislação autoriza o pagamento de salários mensais menores que o salário mínimo. O efeito destas “inovações” no mercado de trabalho é a redução do salário médio anual, gerando o empobrecimento de uma grande parcela dos trabalhadores no Brasil.

    O governo federal segue no discurso da recuperação econômica, afirmando que os empregos estão voltando a ser ofertados. Mas isso é real a partir da análise dos dados? E quais suas projeções para o segundo semestre de 2018?

    Os dados sobre mercado de trabalho são sofríveis. A taxa de desemprego aberta é de 12,9% e a taxa de subutilização da força de trabalho aponta para um contingente de cerca de 27 milhões de trabalhadores que estão desocupados, ou possuem emprego, mas trabalham menos horas do que gostariam, ou trabalhadores que desistiram de procurar emprego. O consumo das famílias é uma componente fundamental para o crescimento econômico no Brasil e depende diretamente da melhora dos níveis e condições de ocupação. Com o mercado de trabalho em frangalhos dificilmente esse indicador reagirá de forma robusta em 2018. O Banco Central começou o ano afirmando que o Brasil cresceria aproximadamente 3% em 2018. Após sucessivas revisões, a expectativa de crescimento do PIB agora está em 1,6%.

    Fonte: IHU Unisinos, por João Vitor Santos

  • Centrais reafirmam unidade contra o desmonte da Previdência na Jornada Nacional do DIEESE

    O auditório do Sindicato dos Químicos de São Paulo ficou lotado na manhã desta quinta-feira (23), quando sindicalistas e acadêmicos se reuníram para inaugurar a 13ª Jornada Nacional de Debates do DIEESE. A mesa de abertura, com representantes de nove centrais sindicais, serviu de palco para a reafirmação da unidade sindical contra a Reforma da Previdência do governo Temer (PEC 287).

    Você pode conferir a agenda das palestras aqui.

    “Essa Jornada é uma oportunidade para os sindicalistas no estados, porque vai passar por todas as unidades da federação. É preciso que todos os trabalhadores se instrumentalizem para discutir a questão da reforma, que eu chamaria ‘desforma’, porque vão acabar com a aposentadoria”, conclamou Eduardo Navarro, membro da Direção Executiva da CTB e um dos organizadores do ciclo de debates. “Esse projeto de desmonte é muito profundo, e vai transformar o país novamente numa colônia se não houver união na resistência”.

    Para Navarro, o momento exige articulação entre entidades e conscientização das bases, a começar pelos próprios sindicalistas. “Está em perigo toda a seguridade social, inclusive o SUS. É o neoliberalismo 2.0, com o desmonte da educação pública, com o desmonte da saúde pública. Não adianta só falar ‘Fora Temer’, porque cai o Temer e entra outro. As centrais têm de se posicionar contra o projeto neoliberal em curso e construir formas de resistência como essa jornada. O DIEESE já fez sua parte, agora cabe às 9 centrais e aos 11 mil sindicatos fazerem o mesmo”, analisou.

    PEC que desmonta a Previdência é voo sem escala para a pobreza no Brasil; ouça na Rádio CTB

    Além do dirigente cetebista, falaram ao público representantes da CUT, da Força Sindical, da CGTB, da CSB, da CSP-Conlutas, da Intersindical, da Nova Central e da UGT, todos contrários à reforma da Previdência proposta na PEC 287. 

    De forma unitária, os sindicalistas convocaram para as manifestações do dia 15 de março, data que marcará o Dia Nacional de Lutas, com greves e paralisações em defesa da previdência pública. A Jornada Nacional acontecerá na semana anterior a ele, entre os dias 7 e 14 de março, e atravessará o país realizando debates e apresentando estudos (inclusive o mega-documento do professor Eduardo Fagnani) para o público sindical. O objetivo é expor os equívocos nos argumentos da atual proposta.

    Portal CTB

  • Centrais, empresários e movimentos se reúnem para discutir economia; novo debate em 3/12

    CTB, CUT, Força Sindical, UGT e CSB se reuníram nesta segunda-feira (9) no sede paulista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) para discutir a possibilidade de um pacto nacional em defesa do desenvolvimento econômico brasileiro. Além das Centrais, estavam presentes na plenária diversos representantes da indústria da construção civil e da engenharia naval, líderes de órgãos da sociedade civil organizada e representantes da Federação Única dos Petroleiros. A apreensão com o clima de instabilidade apresentado pelo país, assim como uma agenda para revertê-lo, foram expressados no documento “Recuperar e Fortalecer os Empregos no Brasil”.

    Você pode baixar o documento na íntegra clicando aqui.

    “A gente precisa trabalhar para construir um acordo nacional. Ele precisa ser feito através de um diálogo com os empregadores, com a sociedade civil organizada e com o governo, para que a gente possa pisar no freio um pouco e tomar uma nova rota. As medidas atuais que o governo adota, sobretudo o aumento na taxa de juros, estão conduzindo o Brasil para um recessão”, explicou o presidente da CTB, Adilson Araújo.

    Ele frisou em sua participação a necessidade de evitar o uso político da Operação Lava Jato, que vem sendo aparelhada desde o início de 2015 para que se façam ataques à presidenta Dilma Rousseff e à engenharia nacional. “Os impactos que essa operação vem causando são imensos. Para se ter dimensão, sobre a retração econômica de 3% esperada para este ano, 2% estão ligados à Lava Jato. Ela esta afetando a Petrobras, o setor de gás e o setor naval de forma muito negativa. A prioridade tem que ser a retomada dos investimentos, como eram feitos anteriormente”, explicou.

    O secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, também esteve presente, e ressaltou a importância de falar com empresários e empregadores neste momento: “Foi um evento para tratar da Petrobras e da cadeia produtiva que ela puxa, e por isso mesmo os empresários do setor naval da e da construção civil também estavam lá. Nós já fizemos isso antes em outros setores, como o das montadoras, porque são indústrias essenciais e é preciso que elas funcionem para que se busque o desenvolvimento”.

    O consenso se formou em torno da necessidade de estancar a crise política, principal fator de arrasto no impasse vivido pelas companhias nacionais nesse setores-chave. “Essas empresas estão paradas”, afirmou o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, ressaltando o impacto negativo da retração da atividade desses setores sobre o emprego. O secretário-geral da CUT, Sergio Nobre, mencionou experiências anteriores com acordos de leniência, que teriam o poder de retomar os investimentos públicos em empresas investigadas. Por razões políticas e burocráticas (conflitos de jurisdição entre órgãos públicos), esses acordos estariam sendo preteridos pelo governo, mas Nobre alertou: “Não adianta fazer ajuste fiscal quando a economia não cresce. A crise lá fora vai demorar a passar. Nós temos que crescer aqui dentro”.

    Agenda do acordo

    Depois da aprovação do documento, os presentes definiram um plano de ação para a apresentação de uma proposta unificada entre trabalhadores e empresários para o governo.

    Em 3 de dezembro, haverá em São Paulo um debate amplo entre movimentos sindicais, sociedade civil organizada, empresários do setor produtivo, representantes do governo e intelectuais de diversas áreas, cujo objetivo será criar uma plano de ação em que todos estejam de acordo.

    Em 8 de dezembro, as centrais levarão adiante um ato nacional, concentrado no Rio de Janeiro, em defesa da Petrobras e que apresente o documento final à sociedade e à imprensa.

    Em 9 de dezembro, este documento será entregue ao Congresso Nacional, em Brasília, na figura dos presidentes Renan Calheiros, no Senado, e Eduardo Cunha, na Câmara dos Deputados. Espera-se que eles levem essas pautas ao Ministério da Fazenda e à Presidência.

    Portal CTB

  • Começa curso do Barão sobre como a comunicação pode enfrentar os retrocessos

    Começou na tarde desta segunda-feira (26), o curso "A comunicação para enfrentar os retrocessos", do Centro de Estudos de Mídia Alternativa Barão de Itararé. Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Comuncicação da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), participa deste primeiro debate, cujo tema é "A ofensiva contra os trabalhadores e o sindicalismo".

    Antonio Augusto Queiroz, do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap) inaugura o curso, em seguida será a vez de Clemente Ganz Lúcio, do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e Marilane Teixeira, do  Centro de Estudos Sindicais e de Economia do Trabalho (Cesit), da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

    Além de Doquinha, as estaduais da Bahia, Goiás, Minas Gerais, Roraima e São Paulo enviaram representantes para participar desse imporante curso, que termina na quinta-feira (29) com intensos debates sobre as alternativas para uma comunicação democrática, comprometida com a classe trabalhadora, com a liberdade e com os interesses nacionais.

    Portal CTB

     

  • Debate sobre retomada do desenvolvimento não avança em discussões

    A CTB e outras cinco centrais sindicais, além seis confederações dos setores de indústria e comércio que compõem o Fórum Nacional de Desenvolvimento Produtivo, debateram hoje (4) com o governo propostas para a retomada do crescimento do País. O DIEESE e IPEA também estiveram presentes no encontro, ocorrido na manhã desta terça, no Palácio do Planalto, com a presença do ministro da Indústria e Comércio Exterior, Marcos Pereira, e o assessor especial da Presidência da República, Sandro Mabel.

    O Fórum foi criado pela presidência, sob o comando do MinC, na tentativa de desenvolver propostas e solucionar demandas que travam o crescimento econômico do País.

    Acordos de Leniência e questões como taxas de juros, câmbio, importações e exportações foram as principais pautas da reunião. O ministro Marcos Pereira, chamou atenção para pontos considerados por ele como prioritários, entre eles, investimentos, revisão da lei de licitações e melhoria do ambiente de negócios.

    A reunião não teve a presença do Ministro do trabalho, Ronaldo Nogueira, requisitado pelas centrais para compor permanentemente o colegiado.

    Para o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, o objetivo das centrais no fórum é discutir o setor produtivo, bem como estratégias para fazer a indústria voltar a gerar empregos, além de exigir uma política do governo para o desenvolvimento do País. “Estamos num entrave porque esse governo não tem política para retomada do crescimento. Questões discutidas aqui como esse problema do Acordo de Leniência, onde as empresas que estão sendo investigadas negociam com o governo e ele libera essas companhias para participar de obras públicas, retomando assim o crescimento. É um Fórum importante, mas, evidentemente o que está sendo discutido aqui vai sair do consenso, porque o governo deve ter o Estado como indutor da economia e não é o que está pretendendo. O mínimo que concordarmos aqui já é alguma coisa. Estamos aqui com as nossas ideias em defesa de um Brasil com crescimento e geração de empregos, esse é o nosso principal objetivo”, afirmou o dirigente.

    Para Wagner, o papel da CTB no grupo “é garantir a manutenção dos direitos da classe trabalhadora. Hoje temos uma forte convicção de que este governo vai vir pra cima para tentar tirar os direitos dos trabalhadores e aí a coisa vai ficar quente porque nós não vamos aceitar”, concluiu.

     “A gente precisa sentar e tirar um posicionamento mais claro disso e é claro que a gente quer o desenvolvimento do país, a geração de emprego, agora precisa ter política do governo para isso né? Sem o governo apresentar de fato essas políticas não é o fórum aqui que vai resolver isso. Então o que temos discutido aqui são questões importantes para os trabalhadores, mas tem coisas que precisam ser resolvidas - a questão da infraestrutura, o próprio AL-  as empresas estão perdendo condições e com isso os trabalhadores perdendo emprego. A questão das exportações também – tem que mudar política econômica – com um cambio desse jeito, o real equiparado ao dólar, não tem como a gente exportar e vai é importar ainda mais prejudicando a indústria nacional. Então vamos ter que ver isso. É preciso decisão politica do governo. Estamos aqui mais como olheiros mesmo e fiscalizando para saber quais as reais pretensões desse governo”, declarou Assis Melo, dirigente da central no Rio Grande do Sul.

    A discussão não obteve avanços por falta de propostas, tanto do governo como das entidades envolvidas. O Ministro Marcos Pereira disse que é preciso focar nos temas considerados por ele como prioritários - investimentos, importações, exportações (revisão das taxas) melhoria do ambiente de negócios; revisão da lei de licitações, financiamento de infraestrutura econômica. O próximo encontro do colegiado está marcado para o dia 18.

    De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

  • Desgoverno Temer: crise e reforma trabalhista levam as mulheres a trabalhar na rua

    Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) comprova que as mulheres são as que mais perdem com a política de austeridade econômica do desgoverno Michel Temer.

    “Em toda a crise, são as mulheres que pagam o pato dobrado”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. “Sofremos quando somos demitidas e somos as primeiras a perder o emprego. Sofremos quando nossos companheiros, filhos ou parentes ficam sem trabalho, com a violência que cresce na crise”.

    Ela lembra que no país já são mais de 13 milhões de pessoas desocupadas e trabalhando em condições precárias quase 30 milhões de pessoas. “A reforma trabalhista só fez a situação ficar ainda mais degradante, sem criar uma nova vaga sequer no mercado de trabalho”, acentua Celina.

    O estudo do Dieese, com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), de 2017, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que entre 2015 e 2017, 55,5% das pessoas que começaram a trabalhar nas ruas são mulheres, que ficaram desempregadas .

    Antes desse período, o mercado de ambulantes contava com 47,9% de mulheres e 52,1% de homens. Atualmente, segundo o Dieese, existem 291 mil mulheres vendedoras ambulantes e 316 mil homens.

    “É de uma precariedade absoluta”, reforça a sindicalista mineira. “Além da exposição ao sol, à chuva e a assédios, quem trabalha como camelô, não tem carteira assinada e, portanto, fica sem nenhum direito trabalhista”.

    O técnico do Dieese, Gustavo Monteiro confirma o que diz Celina. “Como a profissão não tem fiscalização, nem registro, o que conta é a sorte das vendas”, diz. Isso porque o estudo mostra uma média salarial de R$ 666 para quem vive de vender nas ruas.

    Sexismo e racismo até na informalidade

    Seguindo os acontecimentos do mercado de trabalho formal, nas ruas os homens brancos ganham em média R$ 935 e as mulheres brancas R$ 708, mensais. Já as trabalhadoras e trabalhadores negros ganham menos. Os homens afrodescendentes recebem em média R$ 696 e as mulheres negras R$ 525, por mês.

    Isso comprova, de acordo com Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da CTB, que “o racismo brasileiro não tem nada de velado. A população afrodescendente fica com os piores trabalhos, as piores moradias e recebem os piores salários”.

    Mônica acentua ainda que o mercado formal discrimina tanto quanto. Mas “as mulheres negras estão na base da pirâmide social e ainda sofrem com o assassinato de seus filhos todos os dias nas periferias”. Por isso, finaliza a sindicalista carioca, "precisamos dar um basta no retrocesso no dia 7 de outubro, elegendo pessoas comprometidas com a classe trabalhadora, com o país e com o combate às desigualdades".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Foto: Robson Ventura/Folhapress

  • Dieese e centrais avaliam os retrocessos da reforma trabalhista em MG

    O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com as centrais sindicais, realizou nesta quarta-feira (9), no Sinpro Minas, o encontro da 14ª jornada nacional de debates sobre a reforma trabalhista.

    Na mesa de abertura, participaram representantes das diversas centrais sindicais. Diante do quadro de precarização das relações de trabalho a avaliação de todos/as foi de que a reforma trabalhista representa um grande retrocesso. “Essa reforma retrocede a década de 20 e não há outro caminho do que a luta coletiva e a unidade da classe trabalhadora”, afirmou Valéria Morato, presidenta do Sinpro Minas e presidenta eleita da CTB Minas.

    Em sua exposição, Fernando Duarte, supervisor técnico do Dieese em Minas, contextualizou o tema alertando sobre o desmonte do papel social do Estado com a PEC do Teto (que limita investimentos sociais), Lei da Terceirização, reforma trabalhista e reforma da Previdência. “Há uma severa crise econômica e dificuldades nas negociações salariais com o desemprego em alta. Mesmo nesse quadro, os trabalhadores não poderão contar com a sustentação das leis trabalhistas”, afirmou.

    Segundo Duarte, a reforma trabalhista e sindical veio para rebaixar direitos, uma vez que uma norma legal poderá ser negociada entre as partes. “Na hierarquia da reforma, o acordo entre patrões e empregados vai valer mais que a lei, com isso haverá muitas perdas de direitos”.

    Ele também ressaltou a importância do movimento sindical que está com a sua sustentação e representação ameaçada com a reforma, pois está aberta a possibilidade de representação não-sindical dentro das empresas. “O sindicato tem uma atuação que, às vezes, os trabalhadores não percebem como a defesa e a negociação de direitos. É hora de enxergar além das propagandas dos meios de comunicação e fortalecer o sindicato”.

    Fernando também falou sobre o equívoco dos empresários em ver a reforma apenas como uma maneira de reduzir custos. “Numa escola, por exemplo, o mercado consumidor interno vai cair e afetar a receita do negócio. É importante lembrar que a fonte de receita dos empresários vêm dos salários dos trabalhadores de todas as empresas”, analisa.

    A gravação do evento foi divulgada na página do Sinpro Minas no Facebook:

    Do Sinpro-Minas (via CTB-MG)

  • Dieese lança nota técnica sobre alta do gás e diz que governo ignora resolução social do CNPE

    "A alta dos preços do gás de cozinha e o impacto para os trabalhadores" é o tema da nota técnica divulgada no mês de julho pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

    Em sua análise, o Dieese destaca que a nova política de preços da Petrobras ignora a resolução 4 de 2005, do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE), que orienta o uso de preços diferenciados para esse produto devido ao impacto social que tem, já que afeta sobretudo a população mais pobre.

    Leia a Nota Técnica aqui

    Diz a resolução do CNPE: “É de interesse para a política energética nacional a prática de preços diferenciados de gás liquefeito de petróleo (GLP), destinado exclusivamente a uso doméstico em recipientes transportáveis de capacidade de até 13kg, pois tem elevado impacto social, posto que seu custo de aquisição afeta a parcela da população brasileira com menor poder aquisitivo”.

    A alta no preço do gás de cozinha e dos combustíveis tornou-se um grande problema para os brasileiros, pois o produto tem grande impacto no orçamento das famílias, sobretudo das mais pobres. O aumento afeta diretamente a taxa de inflação, elevando o custo de vida e depreciando o valor dos salários.
     

    O valor do botijão de GLP residencial (13 kg) ficou congelado em R$ 13,51 nas refinarias da Petrobras, entre janeiro de 2003 e agosto de 2015. Em julho de 2017, estava em R$ 17,81 e, em dezembro desse mesmo ano, chegou a R$ 24,38, salto de 37%.

    O objetivo desta Nota Técnica é mostrar os impactos do aumento do preço do gás para as famílias de baixa renda e no custo de vida da população, além de apresentar a política de preços adotada pela atual gestão da Petrobras.

    Segundo os dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), que realiza levantamento semanal do preço do gás GLP, os reajustes médios para o consumidor, nas principais unidades da Federação, variaram entre 26,29%, no Maranhão, a 6,70%, no Amapá.
     
    Nas conclusões, a nota do Dieese condena a política praticada pela estatal e denuncia o alto custo social da rota adotada pelo governo:
     
    "A
     atual direção da Petrobras, uma estatal, que pertence ao estado brasileiro, optou por uma rota que vai na contramão daquilo que é feito por muitas empresas estrangeiras produtoras de petróleo. 
    Ou seja, aqueles que gerem a estatal, nesse momento, escolheram um caminho que estrangula o consumidor brasileiro, sobretudo, aqueles de mais baixa renda, ao adotar uma política de preços cujo principal objetivo é satisfazer aos interesses dos acionistas em detrimento do bem-estar da população, fornecendo um produto cujo custo não cabe no bolso de quem precisa do produto. 
     
    A direção da Petrobras, em outubro de 2016, mudou a política de preços dos derivados de petróleo, em especial da gasolina e do diesel. Em julho de 2017, alterou também a política de reajustes do preço do gás de cozinha, o que tornou os aumentos mais frequentes, com o objetivo de estabelecer cotações mais próximas às do mercado global.
    Países produtores de petróleo (México, Colômbia, Equador, Angola, Argélia, Indonésia, Rússia, Irã, Noruega) praticam preços internos abaixo do mercado internacional e também não acompanham, imediatamente, as flutuações do mercado. 
     
    A quem deveria servir a Petrobras? Aos acionistas ou à população brasileira? Essa é a pergunta que precisa ser feita à atual direção da estatal".
     

    Portal CTB 

     
  • Dieese realizará debate sobre negociações coletivas na crise no próximo dia 6

    O Dieese realizará, em parceria com diversas centrais sindicais, a 12ª Jornada Nacional de Debate no próximo dia 6 (quarta-feira). O tema será "Os desafios da negociação coletiva em cenário de crise", cada vez mais relevante diante do agravamento das condições econômicas e crescentes ameaças a direitos dos trabalhadores.

    O evento será transmitido ao vivo pela Internet pelo portal da entidade. Dessa forma, dirigentes de todo o país poderão participar do colóquio. Aqueles que desejarem comparecer presencialmente, no auditório da Escola Dieese de Ciências do Trabalho, devem preencher o formulário de inscrição até o dia 4 de abril (segunda-feira).

    CLIQUE AQUI PARA SE INSCREVER.

    Serviço
    Seminário "12ª Jornada Nacional de Debates - Os desafios da negociação coletiva em cenário de crise
    Data: 06/04/2016
    Horário: 9h30
    Local: Escola DIEESE de Ciências do Trabalho
    Rua Aurora, 957, Centro de São Paulo
    (próximo ao Metrô República)

  • Dieese: das 1,6 mil greve deflagradas em 2017, 80% reivindicavam preservação de direitos

    O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgou esta semana o "Balanço das greves de 2017", documento que reúne as principais paralisações que ocorreram no Brasil.  

    Leia o estudo na íntegra aqui

    De 1.566 greves acompanhadas pelo Dieese no ano passado, 1.269 (81%) tiveram caráter defensivo, ou seja, em defesa de direitos, por manutenção ou, principalmente, descumprimento de acordos.

    Embora seja 25% menor que no período 2013-2016 (2 mil, em média), o instituto lembra o número é “bastante superior” ao do período anterior a 2013 (em torno de 500 paralisações por ano). 

    A CTB e demais centrais sindicais estiveram à frente da maior parte destes movimentos e desenvolveram em todo o período uma ampla e capilarizada campanha em defesa dos direitos trabalhistas, com acirradas negociações com o governo e seus representantes do Ministério do Trabalho. 

    Dieese aponta presença maior de categorias consideradas mais vulneráveis, como os terceirizados, contratados tanto pelo setor privado como público

    “Pode-se dizer que esse grande ciclo de greves, iniciado há alguns anos, ainda está em marcha”, afirma o relatório. Mais da metade das greves registradas em 2017 (55,5%) referia-se a descumprimento de acordos, convenções coletivas ou legislação. Em 44% dos casos, a principal reivindicação era pagamento de salários atrasados, ou itens como férias, 13º e vales – esse percentual era de 20% em 2013. Quase um terço (32%) das paralisações foi por reajuste de salários ou pisos.

    Os trabalhadores no setor público fizeram mais greves do que os da área privada: 814 e 746, respectivamente. O total de horas paradas superou 94 mil, sendo 65% referentes à esfera pública, que se dividiu em paralisações no funcionalismo (728) e empresas estatais (86). Segundo o Dieese, seis greves envolveram trabalhadores dos setores público e privado.

    O instituto lembra que 2017, ano do centenário da greve envolvendo várias categorias em São Paulo, registrou três protestos nacionais contra as “reformas” trabalhista e previdenciárias: a greve de 15 de março, a greve geral de 28 de abril e o dia de protestos em 30 de junho.

    “Ao mesmo tempo, as principais características observadas nas mobilizações de 2017 – categorias de trabalhadores envolvidos e caráter das pautas de reivindicações – continuam a reafirmar a permanência do grande ciclo grevista que emergiu mais claramente a partir de 2012”, avalia o Dieese.

    Os dados analisados foram extraídos do Sistema de Acompanhamento de Greves (SAG-DIEESE), que reúne informações sobre as paralisações realizadas pelos trabalhadores brasileiros desde 1978 e que conta, atualmente, com mais de 38 mil registros.

    Trabalhadores mais vulneráveis

    Do ano de 2012 em diante, e progressivamente, trabalhadores de categorias profissionais mais vulneráveis, tanto da perspectiva remuneratória, quanto de condições de trabalho, vão se destacando como grandes protagonistas do ciclo grevista.

    Entre eles os terceirizados que atuam em empresas contratadas pelo setor privado – como vigilantes, recepcionistas e encarregados de limpeza – e os terceirizados de empresas contratadas pelo poder público, como trabalhadores em coleta de lixo e limpeza pública, rodoviários do transporte coletivo urbano, enfermeiros e outros profissionais das Organizações Sociais de Saúde – OSS.

    Também tiveram notoriedade as paralisações promovidas por trabalhadores da construção envolvidos em grandes obras e por professores municipais na luta pelo pagamento do Piso Nacional do Magistério.

    Portal CTB com Rede Brasil Atual e Dieese

  • Dieese: reforma deixaria 70% da população fora da previdência pública

    Para o coordenador de relações sindicais do Dieese, Fausto Augusto Júnior, a proposta de reforma da Previdência encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo Temer é um "absurdo" e faz parte de um processo de desconstrução do sistema previdenciário como o conhecemos.

    "De um ponto de vista bem objetivo, estamos falando que vamos deixar em torno de 70% da população fora do sistema previdenciário. Mais grave do que isso é que é uma proposta para a desconstrução do setor da Previdência pública, no Brasil", afirmou Fastou, em entrevista nos estúdios do Seu Jornal, da TVT, na edição de ontem (14).

    Segundo ele, com as dificuldades de acesso aos benefícios previdenciários criadas pelas novas regras, a tendência é que aqueles que puderem migrar para a previdência privada deverão fazê-lo, em especial a classe média, o que fragiliza ainda mais o sistema.

    "A aposta do governo, com essa reforma, de fato, não é diminuir o gasto com a previdência propriamente dito, como foi anunciado. A proposta deles é um processo acelerado de privatização", ressalta o coordenador do Dieese.

    Para ele, a tendência é que o sistema público da Previdência se pareça, cada vez mais, como uma política social, e não um direito, e compara ao programa Bolsa Família. "(Vai virar) um programa social que vai dar uma renda mínima para um conjunto muito pequeno da população mais pobre. Os demais deverão ir para previdência privada. Essa é a proposta."

    Ele compara o processo de desmonte da Previdência com o ocorrido no sistema público de ensino, que também foi fragilizado, o que obrigou a classe média a buscar alternativas no setor privado, colaborando para sucateamento ainda grave do sistema público, num círculo vicioso.

    Mais grave ainda, segundo Fausto Augusto, é desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo. Ele lembra que a redução das desigualdades sociais e regionais só foram possíveis graças, em grande medida, à política de valorização do salário mínimo adotada nos últimos anos que, através da Previdência, impactava em todas as regiões do Brasil, em especial nos rincões mais pobres do interior.

    Fonte: Rede Brasil Atual

  • DIEESE: Retração da economia em 2016 aprofunda deterioração no mercado de trabalho

    O DIEESE divulga hoje, 8 de junho, o Boletim de Conjuntura - Número 7. O trabalho analisa a situação econômica do país e o cenário externo e aponta quais são as expectativas para o futuro.

    Você pode acessá-lo aqui.

    Os indicadores mais gerais de desempenho apontam, em 2016, para a deterioração geral do mercado de trabalho, com aumento do desemprego e queda nos rendimentos reais dos trabalhadores e trabalhadoras. O comportamento é resultante do processo recessivo em que se encontra a economia brasileira, também refletido no desempenho do Produto Interno Bruto (PIB).

    Comparando o primeiro trimestre de 2016 com os três meses iniciais de 2015, houve queda generalizada nos diversos setores da economia: a agropecuária teve retração de 3,7%; a indústria de transformação caiu 10,5%; a construção recuou 6,2%; a indústria extrativa mineral retraiu 9,6%; os serviços apresentaram contração de 3,7% e o comércio, de 10,7%. Pelo quinto trimestre seguido, todos os componentes da demanda interna apresentaram resultados negativos.

    As exportações de bens e serviços cresceram 13,0%, enquanto as importações de bens e serviços recuaram 21,7%, ambas influenciadas pela desvalorização cambial de 37% e pelo fraco desempenho da atividade econômica registrado nos primeiros três meses de 2016, na comparação com o mesmo período de 2015.

    Do DIEESE

  • Efeito reforma: acordos entre patrões e empregados caem pela metade em relação ao ano passado

    Levantamento da Fundação Instituto de Pesquisa Econômica (Fipe) revelou uma queda de 45,2% nos acordos coletivos de trabalho entre patrões e empregados no Brasil, em comparação com o mesmo período de 2017. 

    A situação registrada pela pesquisa é um reflexo direto da reforma trabalhista que começou a vigorar em novembro de 2017. Se antes da reforma aprovar acordos trabalhistas já era uma luta para as categorias, agora, com a lei ao lado dos patrões, ficou ainda mais difícil assegurar direitos. 

    "Alguns sindicatos patronais estão querendo tirar conquistas obtidas anteriormente. Isso deixa tudo mais difícil e, por isso, a quantidade de negociações concluídas está caindo", afirma o pesquisador da Fipe e responsável pelo levantamento, Helio Zylberstajn.

    Mobilização sindical

    Para o assessor jurídico da CTB, Magnus Farkatt, na atual conjuntura "só existe uma forma mais efetiva de os trabalhadores preservarem seus direitos em negociação coletiva: se mobilizando para garantir essa preservação".

    Ele cita o exemplo do Sinpro-MG, sindicato dos professores da rede privada de Belo Horizonte, que deflagrou uma greve de 10 dias em maio para conseguir renovar a convenção coletiva anterior.

    "Os patrões estavam querendo reduzir uma série de direitos existentes e a categoria conseguiu reverter e manter o acordo. E aonde temos acompanhado negociação coletiva, a lógica nos ensina precisamente isso: ou os trabalhadores lutam, se mobilizam para preservar seus direitos ou os patrões criam impasse para inviabilizar o prosseguimento da negociação", diz Farkatt.

    Ele salienta, no entanto, que a Justiça do Trabalho pode - e deve - ser acionada para julgar dissídios coletivos de natureza econômica, de greve, ou de natureza jurídica.

    "Se uma negociação coletiva fracassa, o sindicato de trabalhadores ainda tem a alternativa de buscar a Justiça do trabalho para que ela julgue o conflito e, eventualmente, defira a pauta de reivindicações de trabalhadores".

    Dieese

     
    Entre eles estão a revisão do intervalo intrajornada; contribuição sindical; homologação da demissão dentro do sindicato, obrigatoriedade que foi derrubada e que seria também fonte de financiamento sindical; banco de horas; e permanência da gestante em ambiente insalubre.
     
    "Temos um quadro de alta no desemprego e enfraquecimento dos sindicatos que está difícil de reverter. Os acordos estão cada vez mais difíceis", avalia Clemente Ganz Lúcio, diretor técnico do Dieese
     
    Comerciários, bancários, metalúrgicos e químicos 
     

    O segundo semestre é marcado por negociações de categorias importantes, como bancários, metalúrgicos e químicos, com impacto para milhares de trabalhadores. No Rio de Janeiro, o Sindicato dos Comerciários, que agrega 27 convenções coletivas e representa 350 mil trabalhadores na base, vê o recrudescimento das negociações salariais. 

    A categoria está em greve em diversas regiões da cidade e a paralisação já dura sete dias sem acordo à vista. A nível nacional, os bancários enfrentam uma de suas mais duras campanhas salariais, com patrões intransigentes, rejeitando em bloco as reivindicações dos trabalhadores e a preservação de direitos garantidos nos acordos coletivos.

    Os Correios estão na mesma batalha e realizam nesta terça (14) uma assembleia para decidir sobre deflagrar greve em todo o país. Sem avanços nas negociações, os bancários também vão deliberar sobre paralisação da categoria nesta semana.

    Portal CTB com agências G1 e Extra

     

  • Fórum das centrais sindicais elabora propostas sobre saúde para entregar aos candidatos

    Em reunião do Fórum Nacional das Centrais Sindicais em Saúde do Trabalhador e Trabalhadora, na manhã desta quinta-feira (12), na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em São Paulo, foram elaboradas propostas sobre saúde da classe trabalhadora para serem encaminhadas aos candidatos de todo o país.

    Lembrando sempre que o Brasil é um dos campeões em acidentes de trabalho. São, de acordo com estudo do Ministério do Trabalho, 700 mil acidentes anuais em média. De 2012 a 2016 foram 3,5 milhões de trabalhadoras e trabalhadores acidentados.

    A Constituição Federal, promulgada em 1988, determina o respeito às condições salubres de trabalho. Já em seu artigo 7º, estabelece que é “direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a redução de inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança”.

    reuniao forum saude 1

    Elgiane Lago, secretária licenciada de Saúde e Segurança do Trabalho da CTB, afirma que “a Constituição é basilar para as nossas propostas. Defendemos o respeito às leis e às normas de segurança em defesa da vida de quem produz a riqueza deste país”.

    O grupo de trabalho reunido está sistematizando o texto das propostas que serão avaliadas pelos presidentes das centrais sindicais que compõem o fórum e aí serão encaminhadas para as candidatas e candidatos, nos 26 estados e no Distrito Federal.

    “A manutenção e melhoria do SUS (Sistema Único de Saúde) é ponto essencial das propostas das centrais sindicais”, diz Elgiane. O prazo final para a entrega de contribuições do texto a ser encaminhado se encerra na segunda-feira (17).

    Portal CTB

  • Fórum Nacional de Saúde define grupo de trabalho sobre Saúde, Segurança e Seguridade Social

    O Fórum Nacional das Centrais Sindicais em Saúde do Trabalhador e Trabalhadora reuniu-se na quinta-feira (26), às 10h, na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em São Paulo, para definir a criação do grupo de trabalho sobre Saúde, Segurança e Seguridade Social.

    O fórum pretende envolver as lideranças sindicais das centrais envolvidas (CTB,CUT, Força Sindical, NCST, UGT e CGTB) para superar as adversidades que a área da saúde enfrenta com os cortes promovidos pelo governo golpista.

    Na reunião ficou definido também o esforço para melhorar a parceria com os movimentos sociais e buscar aproximação com o meio acadêmico e inclusive dialogar com entidades governamentais.

    O grupo pretende acompanhar os avanços e impactos tecnológicos sobre a saúde do trabalhador e da trabalhadora, a discussão sobre a gestão da saúde, o problema dos peritos e a Previdência, a o impacto dos agrotóxicos e pesticidas na saúde, os efeitos nefastos da Emenda Constitucional 95, a defesa do SUS  e os espaços de controle social, entre diversos outros temas ligados à saúde.

    Representante do Departamento Intersindical de Estudos e Pesquisas de Saúde e dos Ambientes de Trabalho (Diesat) participou dessa reunião. Além de integrar o fórum, o Diesat tem um projeto de qualificação e já promoveu dez oficinas pelo país afora, possibilitando  a melhor atuação de quem está na ponta no enfreamento à reforma trabalhista.

    Thiago Maestro de Souza, do Sindicato dos Metalúrgicos de Jaguariúna (SP) e Elgiane Lago, secretária de Saúde licenciada da CTB representam a central nesse grupo. Também participaram pela CTB os assessores Eduardo Martinho Rodrigues e Marcia Viotto.

    Próxima reunião ocorre dia 16 de agosto, também no Dieese, às 10h.

    Portal CTB

  • Herson Capri: a reforma da previdência do governo quer que você morra sem se aposentar

    Herson Capri detona a reforma da previdência pretendida pelo governo ilegítimo de Michel Temer e seus aliados. “A reforma da previdência do governo quer que você trabalhe e morra sem se aposentar”, diz o ator.

    O vídeo é o primeiro de uma série prometida pela Associação Nacional dos Auditores Fiscais da Receita Federal do Brasil (Anfip) em parceria com o Departamento Intersindical de Estudos Socioeconômicos (Dieese), sob a coordenação do professor da Unicamp, Eduardo Fagnani.

    Com dados fundamentais para o entendimento do que está em jogo com essa reforma, o vídeo mostra que é necessário contribuir em média 40 anos para ter a aposentadoria integral, conforme texto aprovado por comissão especial da Câmara dos Deputados.

    Em outros países a média é de 35 anos, sendo que em vários é de 30 anos. De acordo com o levantamento feito por Fagnani, no Brasil, “79% dos aposentados por idade contribuíram por até 24 anos”, diz Capri.

    Falando da realidade do mercado de trabalho brasileiro ele afirma ainda que metade da classe trabalhadora tem “empregos precários, sem carteira assinada”. E assinala que para as mulheres e para quem trabalha no meio rural a situação é ainda mais degradante.

    Terrível, quando se vê o empenho do governo federal em aprovar a reforma da previdência. O jornal Folha de S.Paulo acusa Michel Temer de liberar verbas para que os deputados aprovem rapidamente o texto da reforma.

    “Em reunião nesta segunda-feira (8), o presidente determinou que seus ministros privilegiem cerca de 330 parlamentares na distribuição dos recursos, usados para bancar obras e projetos nas bases eleitorais dos congressistas”, diz o jornal paulista.

    Assista ao vídeo: 

    Em entrevista à revista CartaCapital, o ator afirma que “a dívida da Previdência é altamente questionável. E também essa reforma pressupõe que não exista nenhum prejuízo, mas não se trata de um negócio. É uma instituição internacional de proteção do idoso, quando ele para de trabalhar e sai do mercado de trabalho”.

    Leia mais

    Artistas homenageiam classe trabalhadora no 1º de maio com postagens contra a reforma trabalhista

    Recentemente, Capri recusou-se a interpretar o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso no cinema. Para ele, o filme Real – O Plano por Trás da História não passa de uma “peça de propaganda” do PSDB. Filho do militante do Partido Comunista do Brasil, Jair Freire, o ator também participou de campanhas contra o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

     Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Rodrigo Martins/CartaCapital

  • Laura Carvalho: dez problemas evidenciados pela greve dos caminhoneiros

    Os impactos da política econômica de Temer são sentidos desde segunda (21), quando os caminhoneiros paralisaram suas atividades contra o aumento no valor do dieesel, recorrente de uma política de preços adotada pelo presidente da Petrobras, Pedro Parente. Segundo a economista Laura Carvalho, a junção de uma política equivocada na estatal, o excesso de vulnerabilidade a choques externos e a falta de uma agenda de crescimento para o país são alguns dos problemas evidenciados nesses últimos dias.

    De acordo com um levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a Petrobras reajustou o preço da gasolina e do diesel nas refinarias por 16 vezes em apenas 1 mês. Essa volatilidade e alta no preço dos combustíveis é consequência do fracasso das medidas ultraliberais adotadas pelo governo Michel Temer e por Pedro Parente na gestão da Petrobras.

    Diante deste cenário, a economista e professora da Universidade de São Paulo (USP), Laura Carvalho pontuou os 10 problemas evidenciados pela greve dos caminhoneiros.

    1. A política equivocada de preços da Petrobrás, que para tentar corrigir o subsídio excessivo do governo anterior, passou a adotar o extremismo de mercado, deixando os preços absorverem toda a volatilidade dos mercados internacionais.

    2. A falta de uma agenda de crescimento para resolução dessa crise econômica profunda. A crise atingiu em cheio o setor de transportes de carga, que por isso não consegue repassar para preços o aumento brusco do custos com combustíveis.

    3. As deficiências do nosso regime de concessões rodoviárias, que não regula adequadamente os aumentos excessivos nas tarifas de pedágio.

    4. O poder político excessivo das associações patronais, que estão sempre atuando para pressionar o governo por uma redução de impostos que beneficie os setores empresariais. Dada a agenda implementada de ajuste fiscal, isso acaba fazendo o custo da crise recair sobre os mais pobres, que sofrem com os cortes no Orçamento destinados a áreas prioritárias.

    5. A grave injustiça tributária brasileira, que deveria ter peso muito menor de impostos sobre consumo, produção e renda do trabalho e muito maior sobre a renda do capital e o patrimônio.

    6. O excesso de vulnerabilidade a choques externos causada pela porta giratória de capitais especulativos de curtíssimo prazo, que entram e saem do país a partir das condições financeiras internacionais. A regulação desses fluxos é essencial para reduzir a volatilidade do preço do dólar em reais.

    7. A falta de investimentos em malha ferroviária, hidroviária e metroviária, que leva à dependência excessiva do transporte rodoviário entre estados e dentro das grandes cidades.

    8. A dependência excessiva de combustíveis fósseis e a política equivocada de redução da CIDE durante o governo Dilma, que acabou prejudicando a produção de etanol.

    9. A falta de incentivos à produção local familiar de alimentos, que faz com que haja enorme dependência de combustíveis para transportar hortaliças. O problema também explica o efeito recorrente de choques no preço dos alimentos sobre o nosso índice de inflação.

    10. A falta de legitimidade de um governo não eleito, que faz com que a situação de crise abra espaço para rupturas democráticas ainda mais profundas.

    Laura Carvalho é economista e professora da Universidade de São Paulo

     

     

  • Negociações em 2018: patrões tentam impor reforma trabalhista

    Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir do Sistema de Acompanhamento das Informações Sindicais (Sais), indica do total de 113 acordos coletivos fechados, foram identificadas 237 cláusulas relacionadas à reforma trabalhista.

    Em 78% dos acordos negociados, os sindicatos garantiram ganhos reais acima da inflação, no entanto, as cláusulas sociais foram brutalmente atacadas pelo empresariado. Direitos antes garantidos, como intervalo intrajornada, local de homologação da rescisão, custeio sindical, banco de horas e horas in itinere, voltaram com força à mesa de negociação.

    “Apesar da resistência da luta sindical para barrar a nova legislação, como nos casos de homologação sem a participação do sindicato, é possível perceber que os empresários estão levando para a negociação propostas de retrocessos que em anos anteriores não eram discutidas”, avaliou o Diretor Técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. E completou: "Eles criam novas regras permitidas pela reforma e isso faz com que os sindicatos tenham de focar a luta na garantia de direitos que estão sendo rebaixados e não em avanços, como ocorria antes da reforma de Temer”.

    negociacaocoletiva 2018 ctbcontraareformatrabalhista2

    Ganho real

    O Dieese ainda aponta que, apesar da ofensiva do patronato, no primeiro semestre de 2018, 78,8% dos reajustes salariais tiveram ganhos reais, 11,6% conseguiram a recomposição da inflação do período e 9,5% ficaram abaixo da inflação. O Departamento lembra que o melhor resultado alcançado foi em 2012, com 93,3%.

    Segundo o Diretor Técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, apesar de não ser um dos desempenhos mais altos do último período – o melhor foi em 2012, com 93,3% -, é um resultado favorável e mostra a luta do movimento sindical para garantir reajustes mesmo diante da longa recessão econômica.

    Demissão por acordo

    O levantamento também mostra o número de demissões por acordo desde novembro de 2017, quando entrou em vigor da reforma. Foram 82.984 acordos em que o trabalhador não tem direito ao seguro-desemprego, recebe metade do aviso-prévio (em caso de indenização), e apenas 20% da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de só conseguir acessar até 80% do FGTS. Em 2018, os acordos deste tipo somaram 13.236.

    Portal CTB - Com informações das agências

  • Nesta quinta, o DIEESE e as centrais inauguram a Jornada de Debates com foco na Previdência

    A 13ª Jornada Nacional de Debates, realizada pelo DIEESE em parceria com as centrais sindicais brasileiras, terá seu primeiro evento na próxima quinta-feira (23) no auditório do Sindicato dos Químicos de São Paulo. O encontro será aberto ao público e vai inaugurar um circuito de palestras pelo país.

    Como tema, os pesquisadores escolheram abordar a Reforma da Previdência, apresentada pelo governo Temer pela PEC 287. Passado o Carnaval, diversos técnicos do DIEESE viajarão por todos os estados brasileiros entre os dias 7 e 14 de março, realizando debates e apresentando estudos (inclusive o mega-documento do professor Eduardo Fagnani) para o público sindical. O objetivo é expor os equívocos nos argumentos da atual proposta.

    Para Eduardo Navarro, membro da Direção Executiva da CTB e um dos organizadores do ciclo de debates, os dirigentes devem dar importância máxima à Jornada. “É necessário que todos os sindicatos participem desse debate e se instrumentalizem para discutir com os trabalhadores. As mentiras que escondem o desmonte da Previdência impõem uma luta brava adiante, temos que estar preparados”, explicou.

    Ele enxerga ainda uma segunda oportunidade nesses encontros estaduais: a possibilidade de articulação para as manifestações e paralisações do dia 15 de março. “Nós temos aí outro Dia Nacional de Paralisações contra as reformas da Previdência e trabalhista, e a participação vai ajudar a organizar, junto com as outras centrais, os esforços para que a gente barre esses ataques”.

    A Jornada Nacional de Debates é um evento intersindical, solicitado pelas centrais a cada ano para esclarecer aos dirigentes os temas mais relevantes do momento. Além da CTB, integram-se ao ciclo de palestras representantes da CUT, da Força Sindical, da CGTB, da CSB, da CSP-Conlutas, da Intersindical, da Nova Central e da UGT. “A CTB é uma das mentoras da jornada, ajudou na organização do evento e tem ajudado do ponto de vista de convocar os sindicatos para participarem ativamente nos estados”, explicou Navarro.

    As inscrições para a inauguração da Jornada podem ser feitas gratuitamente até a quarta-feira (22) através deste formulário online. Para mais informações, entre em contato com a área de Relacionamento do DIEESE pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone 0800-77-33-11.

    Serviço

    Inauguração da 13ª Jornada Nacional de Debates do DIEESE
    Data: 23 de fevereiro de 2017
    Horário: 9h30
    Local: Auditório do Sindicato dos Químicos de São Paulo
    Rua Tamandaré, 348, Liberdade - São Paulo/SP

    Portal CTB

  • Novo salário mínimo pode agravar a recessão e aumentar o desemprego

    A Política de Valorização do Salário Mínimo foi criada para garantir aumentos acima da inflação e fomentar a economia interna. Essa política ajudou no crescimento do país e na “erradicação da pobreza de milhões de brasileiros e brasileiras", diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    O cálculo passou a ser baseado no índice da inflação do ano anterior, acrescida da taxa de crescimento da economia de 2 anos antes. Apesar de ser aplicada desde 2007, no governo de Luiz Inácio Lula da Silva, a valorização do mínimo virou lei somente em 2011, durante o governo de Dilma Rousseff, com a Lei 12.382/11.

    Já o salário mínimo foi instituído em 1940 com valores diferenciados por regiões. Somente em 1984 é que foi unificado em todo o território nacional. Mas o mínimo era tão baixo que “estava na linha da pobreza”, diz Lilian Marques, assessora técnica do Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

    O governo golpista de Michel Temer continua contra a classe trabalhadora. Aplicou um reajuste de 6,48% ao salário mínimo, passando de R$ 880 para R$ 937, a presidenta Dilma havia autorizado aumento para R$ 968. “Esse reajuste abaixo da inflação significa uma forte retração na economia que vai aprofundar ainda mais a crise no país”, explica Nunes.

    De acordo com o Dieese 47,9 milhões de trabalhadores e trabalhadoras têm rendimento referenciado no salário mínimo. Por isso, “uma mudança nessa política causará ainda mais desaquecimento da economia, provocando mais desemprego”, reforça.

    O aumento do salário mínimo acima da inflação incomodava demais ao empresariado, que queria a sua revogação e agora, mesmo com a aprovação pela Câmara dos Deputados em março de 2015, da manutenção da valorização até 2019, Temer rompe com ela em 2017.

    Um dos principais argumentos para determinar esse aumento inferior ao índice da inflação, foi o alegado peso do salário mínimo na Previdência. De acordo com o Dieese, 68,6% do total de beneficiários da Previdência recebem salário mínimo.

    A variação de R$ 57 em relação ao salário mínimo anterior significará custo adicional ao ano de cerca de R$ 17,142 bilhões para os 23,13 milhões de beneficiários, segundo o governo. “O governo sóm fala em despesas e nunca em sua arredadação", diz Nunes."Reajuste abaixo da inflação para o salário mínimo mostra que esse governo é contra a classe trabalhadora e contra o desenvolvimento autônomo do país”, conclui.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • O fenômeno da terceirização

    O fenômeno da terceirização vem ganhando corpo nas últimas quatro décadas no mundo globalizado. Já no início da década de 1990, especialmente no Brasil, chamava-se a atenção para o desvirtuamento do vocábulo. O termo inglês original outsourcing - busca de suprimentos (fornecimento vindo de fora) - contemplava uma estratégia relacional para aumentar a produtividade e a qualidade do produto final, de modo a garantir maior competitividade no mercado, baseada no conceito de parceria (partnership) com o próprio mercado e com os trabalhadores. Pouco a pouco, a estratégia se mostrou como um novo formato de acumulação de curto prazo, especialmente pela redução de custos em cima da redução de mão de obra e desobrigação de encargos trabalhistas.

    Ao contrário da ideia de modernização, acompanhando a ideologia da globalização internacional da economia, a terceirização assume uma condição, profundamente contraditória, de provocar retrocessos, tanto nas relações com o mercado (competição predatória), quanto nas próprias corporações (demissão de quadros qualificados). A rigor, mesmo antes da Lei 13.429, de 31/03/2017 (Lei da Terceirização), atividades de maior complexidade, com alta especialização e qualificação técnica, diretamente relacionadas à atividade-fim, vinham sendo terceirizadas, burlando a jurisprudência e o senso comum de só terceirizar atividades periféricas ao “core” empresarial (essência do processo produtivo).

    Constituía-se, pouco a pouco, a "focalização", conforme alertava o Dieese, em 1993, "concentrar as atividades naquilo que é o segredo do negócio da empresa, no que ela faz bem, no que a diferencia frente à concorrência, frente aos consumidores, frente à população. O que estiver fora do 'foco', em princípio, pode ser terceirizado." (p. 6).

    Ocorre que o cerne da questão não parece ser o da otimização do negócio. Tudo indica que o sucesso da terceirização, ao ponto que chegamos, hoje, com a nova Lei, é quebrar a ossatura da representação sindical dos trabalhadores na arena do conflito capital-trabalho. Na década de 1990, uma grande pesquisa feita com centenas de fábricas na Inglaterra observou que quanto menor o número de trabalhadores, menor a capacidade de reivindicar e ir à greve. Era a senha para terceirizar cada vez mais e retirar a capacidade de luta dos sindicatos. Vemos isso hoje, com bastante clareza, na área bancária, de saúde, educação, funcionalismo público e, também, no setor industrial. Somam-se, ainda, à terceirização, as demais estratégias de acumulação: divisão internacional do trabalho, automação e manutenção do desemprego estrutural, entre outras.

    Outro aspecto que deve ser lembrado é o da "quarteirização" ou "terceirização da terceirização", ou seja, a subcontratação de outras empresas pelas empresas terceirizadas, não só para atender às suas próprias atividades, como também às atividades de sua contratação original como terceira. A Lei da Terceirização oficializa essa prática. O fim da linha dessa corrente se anuncia com a chamada “pejotização”, transformar o prestador de serviço individual em pessoa jurídica, como sendo uma empresa. Além disso, os 5 milhões de MEI - Microempreendedores Individuais, hoje, no Brasil, prenunciam um capitalismo sem luta de classe, ou para ser mais ameno, sem conflito capital-trabalho.

    Sem catastrofismos, é factível afirmar que a perspectiva é de maior desemprego, em que a competitividade do mercado será transferida ao nível individual, com repercussões na vida social nem de perto dimensionadas. Nesse cenário, não é difícil prever o que será feito da saúde do trabalhador. Se, com a regra trabalhista aplicada às empresas com maior capacidade de investimento, a situação já é caótica, com a pulverização em terceiras, quartas, quintas, “pejotistas” e MEIs, o Estado deverá se eximir de vez dessas questões, reservando-se a recolher os mortos e receber os feridos do mundo do trabalho nos serviços de saúde. Sinteticamente, podemos classificar as consequências sobre a saúde do trabalhador em três níveis: desproteção dos trabalhadores informalizados (desregulamentação); desmobilização dos trabalhadores organizados (ameaça de desemprego); e "desresponsabilização" empresarial (transferência de riscos).

    Com a nova Lei, é muito provável que haja uma aceleração da contratação, a custos menores, de mão-de-obra com baixa qualificação e escasso treinamento para operar processos de trabalho complexos, que envolvam riscos de acidentes industriais e ambientais ampliados. Parece que não é só a saúde do trabalhador que está em risco, mas a população brasileira como um todo.

    Luiz Carlos Fadel é pesquisador do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural (Dihs/ENSP/Fiocruz) e um dos coordenadores do Fórum Intersindical Saúde - Trabalho - Direito.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • Plenária da Fecosul termina com a elaboração de propostas políticas para a superação da crise

    Todos os participantes da 9ª Plenária Estadual da Fecosul, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, elogiaram a qualidade dos palestrantes e dos debates durante o evento que iniciou na quarta-feira (6), e se encerrou nesta quinta-feira.

    Já no início da plenária, Guiomar Vidor, presidente da Fecosul e da CTB-RS, aludiu aos 80 anos da entidade e logo após houve a apresentação de um vídeo comemorativo. Nivaldo Santana, secretário de Relações Internacionais da CTB, foi o primeiro a falar sobre a conjuntura nacional.

    Ele denunciou o golpe de Estado de 2016 como um instrumento utilizado para viabilizar a retirada de direitos. Para ele, a reforma trabalhista tem como "um dos principais objetivos acabar com as entidades sindicais, inviabilizando a sua sustentação”.

    Só a luta garante barrar os retrocessos

    Na manhã da quinta-feira (7), foi a vez de Clemente Ganz Lúcio, coordenador-geral do Dieese. Clemente, em sua fala, foi enfático defendendo a ideia de que o movimento sindical precisa se reinventar. Para justificar essa afirmação, apontou as mudanças no mercado de trabalho, a diminuição das vagas de emprego, a tecnologia substituindo as pessoas.

    clementegenz fecosul plenaria 2018

    Para ele, "o sindicato precisa debater as questões éticas que envolvem a ocupação dos espaços de trabalho pelas máquinas. E precisa se adaptar a este novo cenário". Segundo sua visão a mudança na estrutura sindical é vital.

    Clemente finaliza apontando uma alternativa: "Num mundo que divide, num mundo que compete, precisamos defender a associação, a união, a solidariedade. Aqui precisa estar o sindicato".

    A seguir, Marcelo D'Ambroso, desembargador do Tribunal Regional do Trabalho, região 4 (TRT4), traça panorama geral da conjuntura política e jurídica brasileira e trata das convenções coletivas e do papel do sindicato frente a essas mudanças.

    D’Ambroso começa falando sobre a greve dos caminhoneiros. “Não podemos ignorar o papel manipulador da mídia com relação a essa greve. Já vivemos isso no Brasil e em outros países, em períodos pré-ditadura”. De acordo com ele, “mídia e conservadores criam o fato 'o Brasil não tem mais jeito, precisamos de socorro' e, assim, justificam a intervenção militar. E aí estaremos, mais uma vez, num estado de exceção".

    marcelo dambroso fecosul plenaria 2018 junho

    Para ele, "a reforma trabalhista brasileira quer discutir representação sindical, mas, ao mesmo tempo, tira o custeio das entidades. Isso é uma falácia". Por fim, o desembargador trata das mudanças legais no mundo do trabalho após a reforma e aponta as inconstitucionalidades e aquilo que precisa ser questionado.

    Em sua fala, Nivaldo Santana expressa a esperança dos presentes e da classe trabalhadora ao ressaltar que "temos a oportunidade de virar o jogo e eleger um governo que devolva os direitos para a classe trabalhadora”. Isso é o que motiva a Fecosul.

    Juliana Figueiró Ramiro – Fecosul. Fotos: Rodrigo Positivo

  • Presidenta da CTB-RR e economista do Dieese debatem aposentadoria rural em sindicato

    Diante das mudanças que ameaçam a classe trabalhadora, a presidenta da CTB-RR, Lucinalda Coelho, e o economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), Inaldo Seixas, visitaram o Sindicato dos Agricultores Familiares e Trabalhadores Rurais do Município de Bonfim, norte do estado, com objetivo de levar informações aos trabalhadores. A reunião ocorreu nesta terça-feira (28), após o horário de trabalho dos agricultores. A reforma da Previdência foi um dos pontos mais abordados por ser o ataque do governo que mais afeta os trabalhadores rurais.

    “Percebemos que ainda faltam informações para os sindicatos rurais mesmo com toda a preocupação dos sindicatos. Buscamos com essa visita esclarecer as leis e PL’s que impactam o trabalhador”, Lucinalda Coelho.

    Para o economista do Dieese, mesmo com as formas de trabalho diferentes da cidade, a reforma trabalhista em vigor desde 11 de novembro, afeta o trabalhador rural. “As reformas beneficiam somente os grandes empresários rurais que poderão precarizar ainda mais os serviços e retomar a escravidão”.

    dieese sindicato rural roraima

    Durante a visita, o economista e a presidenta destacaram os impactos no congelamento dos gastos públicos que piora os serviços básicos de saúde e educação da zona rural. “Os serviços básicos no campo já são precários. O atendimento numa unidade de saúde do interior é demorado, faltam médicos e remédios, com o congelamento dos gastos a situação só vai piorar”, concluiu a presidenta.

    “Os sindicatos rurais precisam se unir com os das cidades para frear todas as reformas”, concluiu Inaldo Seixas.

    Fonte: CTB-RR

     

  • Roberto Requião vai a Aracaju participar da 19ª Conferência Interestadual dos Bancários

    Aracaju vai sediar a 19ª Conferência Interestadual dos Bancários da Bahia e Sergipe, nos próximos dias 15 e 16. O senador e jornalista Roberto Requião (PMDB-PR) fará a palestra de abertura do evento, com o tema ‘A defesa de um projeto nacional de desenvolvimento para o Brasil’. A solenidade, aberta ao público, será no dia 15, às 9h, no Mercure – Delmar Hotel, localizado na Avenida Santos Dumont 1500, na Orla da Atalaia.

    Segundo a presidenta do Sindicato dos Bancários de Sergipe (Seeb-SE), Ivânia Pereira, a Interconferência reunirá cerca de 300 bancários e bancárias dos dois estados vizinhos (bancos públicos e privados). Além de Sergipe e da Bahia, estarão presentes delegados dos sindicatos baianos das cidades de Camaçari, Extremo Sul da Bahia, Feira de Santana, Itabuna, Ilhéus, Irecê, Jacobina, Jequiê, Juazeiro e Vitória da Conquista.

    Mídia e 4ª Revolução Industrial

    No dia 15, a partir das 14h, estão confirmadas participações de palestrantes de outros estados brasileiros: jornalista Altamiro Borges, do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé/São Paulo e a técnica do Rio de Janeiro, Vivian Machado. Enquanto Altamiro Borges versará sobre ‘‘O papelão da mídia e a imprensa dos trabalhadores’, a técnica do Dieese vai abordar sobre ’A 4ª Revolução Industrial e os reflexos no mundo do trabalho’.

    seeb se folder requiao aracaju

    Advogados sergipanos

    Uma mesa redonda com advogados sergipanos promete esquentar o debate entre os bancários sobre as reformas, que tramitam no Congresso Nacional: ‘Reforma trabalhista: modernização ou retorno a Idade Medieval’, com o ex-presidente da OAB, César Brito e o ‘Impacto da reforma da previdenciária na vida dos trabalhadores e trabalhadoras, com o mestre em Direito Público, Antônio Soares Silva Junior.

    Plenária deliberativa

    No dia 16 (domingo), às 8h, será realizada a Plenária Final da 19º Conferência para deliberar sobre os seguintes temas: organização da luta da Federação dos Bancários dos Estados da Bahia e Sergipe (Feebbase) e dos sindicatos filiados; a minuta da Feebbase para a estratégia da Campanha Nacional dos Bancários e a eleição de delegados e delegadas para a Conferência Nacional dos Bancários, a ser realizada no período de 28 a 30.

    seeb se convite 19 conferencia dos bancarios

    Por Déa Jacobina - Seeb-SE 

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