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Qua, Jun

Forças Armadas

  • Apontado como um risco à civilização global, Jair Bolsonaro voltou a atacar Cristina Kirchner e, mais uma vez, deverá tornar mais fácil sua vitória contra Mauricio Macri. Numa agressão à soberania do povo argentino, Jair Bolsonaro anunciou nesta sexta-feira (3) um veto à possível eleição da senadora Cristina Kirchner como presidenta do país vizinho. Ela presidiu a Argentina entre 2007 e 2015 e lidera todas as pesquisas eleitorais, com larga margem sobre o atual presidente, o direitista Mauricio Macri, que afundou o país numa crise brutal devido às mesmas receitas econômicas que Bolsonaro tenta implantar no Brasil. O pleito acontecerá em 27 de outubro próximo.

    Bolsonaro insinuou que poderá se colocar novamente a serviço dos EUA para torpedear a democracia na América Latina: "Não queremos, acho que o mundo todo não quer, uma outra Venezuela mais ao sul do nosso continente". Numa ameaça explícita, afirmou que quando os diplomatas “falham”, as Forças Armadas precisam atuar. “Quando os senhores falham, entram nós das Forças Armadas. E confesso que torcemos e muito para não entrarmos em campo”, declarou. Após a cerimônia, acrescentou, em tom bélico: “Quando acaba a saliva, entra a pólvora. Não queremos isso”.

    Ele discursava na formatura de novos diplomatas do Itamaraty, em Brasília, no Dia do Diplomata, quando lançou o ataque ao povo argentino, aparentemente de improviso: "Aproveito o momento, o momento ímpar por ser ouvido pela nossa querida, estimada e necessária imprensa, que, além da Venezuela, a preocupação de todos nós deve voltar-se um pouco mais ao sul agora, para a Argentina, por quem poderá voltar a comandar aquele país. Não queremos, acho que o mundo todo não quer, uma outra Venezuela mais ao sul do nosso continente".

    Ao final da solenidade de formatura dos novos diplomatas, Bolsonaro concedeu uma entrevista a jornalistas na qual reafirmou as ameaças. "Minha maior preocupação é com a Argentina hoje em dia", disse.

    É o segundo dia consecutivo que Bolsonaro brande ameaças contra o povo argentino. Na quinta-feira, em sua transmissão semanal pelo Facebook, havia dito que "pede a Deus" para que Cristina não vença as eleições em outubro.

    O capitão fascista tem razão para ficar com medo, pois o fracasso da restauração neoliberal empreendida pelo seu colega argentino, Maurício Macri, é notório e a resposta do povo virá em outubro muito provavelmente com a vitória de Cristina, que como Lula sofre uma dura perseguição judicial.

    É o mesmo futuro que aguarda Jair Bolsonaro e sua desastrada política econômica. Quem viver verá. Daí o medo ao se ver refletido no espalho do vizinho e as bravatas, que por sinal terão efeito inverso ao desejado, pois o líder da extrema direita brasileira não é bem visto pelos argentinos, é rejeitado e rechaçado pela maioria do povo do país.

    Com informações do 247

  • Temer recorre às Forças Armadas. Há perigo na esquina. Não somos vândalos, somos trabalhadores!

    Em uma guerra existem dois exércitos. O que se viu em Brasília, não se pareceu nada com uma guerra. Foi um massacre. Policiais armados e orientados a reprimir manifestantes atacaram sem cerimônia trabalhadores e trabalhadoras que estavam na Esplanada dos Ministérios neste dia 24 de maio.

    #OcupaBrasília foi um movimento organizado por um amplo leque de entidades com o objetivo de protestar contra as Reformas da Previdência e Trabalhista e em defesa da convocação de eleições diretas para presidência da República.

    Mas o Brasil não é mais uma democracia e manifestações não são bem-vindas no país que está sob um governo golpista há 377 dias. A escalada autoritária é galopante.

    Ao editar um decreto, com validade até 31 de maio, para “garantir a Lei e a Ordem no Distrito Federal”, convocando as Forças Armadas para restringir e reprimir as manifestações, Michel Temer abre um novo e ainda mais grave capítulo na história do golpe em curso no país. Se até o momento os militares ocupavam uma cadeira de espectadores dos acontecimentos, agora foram chamados para agir como protagonistas. E a história do Brasil mostra que quando um militar sai do quartel tudo pode acontecer.

    Além de tornar pública a sua covardia, Temer demonstra com esta medida que não tem autoridade para dirigir o país. Sua base política está conflagrada e a sociedade está a ponto de explodir. Sem apoio, lhe resta a força bruta.
    Temer abusou de sua autoridade, utilizou um recurso excepcional para conter uma manifestação pacífica. Não nos enganemos com as edições e narrativas da mídia hegemônica. Não houve confronto, houve ataque. Não houve vandalismo, houve repressão e resistência.

    Simplesmente porque não há confronto entre uma arma de fogo e um cano de PVC, usado para hastear bandeiras. A polícia atirou abertamente para acertar os manifestantes. Não eram tiros para o alto, com o intuito de dispersar. E muitos nem foram de balas de borracha. Cavalos, cachorros, cacetetes, spray de pimenta, um arsenal militar foi despejado contra trabalhadores e trabalhadoras, com o claro objetivo de tentar impedir um ato histórico, com cerca de 200 mil pessoas.

    Liberdade de expressão na UTI

    O direito ao protesto é reconhecido internacionalmente pelo sistema internacional de direitos humanos. Em documento publicado pela Comissão Interamericana de Direitos Humanos em 2005, a relatoria para a liberdade de expressão sublinha:

    “que a participação da sociedade através da manifestação pública é importante para a consolidação da vida democrática das sociedades. Em geral, está como o exercício da liberdade de expressão e da liberdade de reunião, se reveste de um interesse social imperativo, que dá ao Estado uma margem ainda mais estreita para justificar a limitação deste direito. Neste sentido, as regulamentações para fins do direito à reunião não podem ter motivações para proibir a reunião ou a manifestação”.

    E continua:

    Deste modo, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos já manifestou que “os governos não podem invocar uma das restrições legítimas da liberdade de expressão, como a manutenção da “ordem pública”, com o objetivo de suprimir um ‘direito garantido pela Convenção ou para denaturalização ou privar do conteúdo real’. Se isto ocorre, a restrição aplicada desta maneira não é legítima. Não se pode considerar o direito de reunião ou manifestação como sinônimo de desordem para restringir o direito de per se.

    Foi exatamente isso o que aconteceu nesta quarta-feira, quando o governo ilegítimo de Michel Temer baixou o decreto autoritário para “garantir a Lei e a Ordem no Distrito Federal”. Ao fazê-lo, o governo descumpre os tratados internacionais dos quais é signatário.

    O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação já vem denunciando, desde outubro de 2016, o aumento vertiginoso dos casos de violação à liberdade de expressão. Mais de 50 casos foram denunciados pela campanha Calar Jamais! E isso, certamente, é apenas a ponta de um iceberg gigante que vem corroendo a livre manifestação do pensamento, o direito à reunião e à manifestação.

    Lutar não é vandalismo

    A criminalização dos movimentos sociais e da luta do povo brasileiro é um instrumento poderoso utilizado pelos meios de comunicação hegemônicos para deslegitimar manifestações e colocar a população contra atos e protestos.

    Um dos recursos usados pela mídia é o de tentar distinguir os trabalhadores e trabalhadoras que participam de protestos do povo.

    Como? Um exemplo bem didático é comparar o tratamento dispensado pela mídia às manifestações pelo Fora Dilma das manifestações contra as Reformas. Nas primeiras, os âncoras de telejornais definiam os participantes como o povo nas ruas exercendo sua cidadania, protestos familiares com a presença de crianças. Tudo lindo e maravilhoso. Nas segundas, os mesmos âncoras definiam os participantes como “militantes”, “sindicalistas”, e é comum ouvir a frase: não é o povo que está nas ruas, são os militantes. E as manchetes focam nas depredações e não na repressão brutal da polícia.

    Nesta quarta-feira tentaram transformar cerca de 200 mil pessoas em vândalos.

    Fôssemos todos vândalos, não teria sobrado tijolo sobre tijolo, vidraça sobre vidraça. Não, não somos vândalos e a luta do povo brasileiro por seus direitos não é vandalismo. Vandalismo é rasgar a Constituição, vandalismo é dilapidar o patrimônio público para depois vendê-lo a preço de banana, vandalismo é vender as terras brasileiras para estrangeiros, vandalismo é destruir a Saúde Pública, a Educação.

    Vandalismo é demolir um edifício com pessoas dentro. Vandalismo é atirar contra trabalhadores rurais. Vandalismo não, assassinato.

    O dia 24 de maio nos deixa um alerta: Há perigo na esquina. E só o povo na rua pode nos proteger.

    #DiretasJá
    #ForaTemer
    #CalarJamais

    Renata Mielli é jornalista, coordenadora-geral do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, secretária-geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e colunista da Mídia Ninja às quintas-feiras. Foto: Mídia Ninja

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • A Força Armada Nacional Bolivariana (FANB) defende o respeito à constitucionalidade, a paz e o desenvolvimento da Venezuela para enfrentar os intentos golpistas, disse nesta quarta-feira (6) o chefe do Comando Estratégico Operacional, Remigio Ceballos.

    “Diante das ameaças intervencionistas do governo dos Estados Unidos temos uma força armada que tem entre suas tarefas fundamentais a defesa militar, a cooperação na manutenção da ordem interna e a participação ativa no desenvolvimento nacional”, destacou o líder militar em entrevista à Telesul.

    A FANB está construída como uma força de paz, humanista e ao mesmo tempo preparada para fortalecer a capacidade defensiva da nação, sublinhou.

    “Na Venezuela a soberania é exercida através do texto constitucional e do voto e isto é o que estamos defendendo", disse a propósito da convocação feita pela elite opositora ao apoio dos militares ao estabelecimento de um governo paralelo no país.

    De acordo com Ceballos, a consciência patriótica e o espírito combativo são as armas mais poderosas de um civil ou militar e isso “ninguém vai romper porque ademais temos uma carga histórica de grande sentimento de defesa da pátria".

    “Através da Carta Magna vamos defender a pátria, suas instituições, porque fazemos um juramento de até perder a vida se for necessário e não abandonar jamais nossos superiores”, ressaltou.

    Nessa contexto, as forças armadas venezuelanas realizam desde o final de janeiro a preparação dos exercícios cívico-militares a propósito dos 200 anos do Congresso de Angostura.

    A preparação do cenário nacional para as manobras militares, que se desenvolverão de 10 a 15 de fevereiro, ratifica o compromisso das forças militares com a defesa da nação, esclareceu o presidente Nicolás Maduro.

    Estas ações se realizarão com a finalidade de garantir a preparação e a coesão da FANB, assim como fortalecer a capacidade defensiva do país.

    Fonte: Resistência, com Prensa Latina

  • Caiu a máscara da fantasia que tentava ocultar do povo brasileiro uma máquina de corrupção, uma organização criminosa que usurpa o país e que, numa demonstração de autoritarismo que nem mesmo a ditadura civil militar ousou intentar, apontou um aparato de guerra para seu próprio povo, convocando contra este as Forças Armadas.

    Mais de cento e cinquenta mil pessoas reuniram-se pacificamente em Brasília, pedindo a renúncia do golpista, eleições diretas e dando um sonoro NÃO às reformas da Previdência, Trabalhista e outras que representam perda de direitos. O que encontraram? Soldados armados até os dentes e dispostos a atacar uma manifestação pacífica, legítima e democrática.

    Dezenas pessoas foram feridas. Uma deles, pelo menos, foi atingida no rosto por uma bala, disparada por arma letal, cujo emprego é absolutamente ilegal em manifestações.
    Essa pessoa está em coma em um hospital, correndo risco de perder sua vida.
    Além disso, a máquina de guerra dirigida pelo golpista ordenou o ataque com bombas de gás e de efeito moral disparadas incessantemente contra trabalhadoras, trabalhadores e jovens desarmados.

    Um cenário só visto anteriormente nos sombrios tempos de ditadura militar.
    Temer e sua quadrilha jamais tiveram qualquer condição de determinar os rumos do nosso país. Sua ofensiva contra a manifestação legítima do povo não deixa qualquer dúvida disso.

    Não há argumento capaz, numa democracia, de defender por nem mais um dia que seja alguém tão envolvido em um mar de lama, corrupção escancarada e explícita e agora, também, com as mãos sujas com o sangue de manifestantes.

    Como educadores, entendemos que uma sociedade melhor só pode ser construída através de diálogo e da educação, e que a violência, de qualquer tipo e sob qualquer pretexto, é a negação de ambos.

    A permanência do golpista Temer à frente da nação é uma verdadeira afronta, uma provocação ao povo brasileiro. A aventura golpista, que mergulhou o país numa crise política sem precedentes, tem de ser encerrada.

    A CTB Educação conclama a classe trabalhadora para, todos juntos, construirmos uma gigantesca greve geral.

    Mais do que nunca, é hora de sair às ruas e gritar: Fora Temer! E Diretas Já!

    CTB Educação – Educar e lutar pra valer!

    Assessoria de Comunicação Social – CTB Educação-RS

  • Em discurso endereçado aos militares, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) afirmou nesta quinta-feira (7) que democracia só existe se as Forças Armadas "assim o quiserem", uma noção golpista que ignora a história e despreza o povo e as lutas sociais.

    A democracia no Brasil foi conquistada e reconquistada, em 1985, pelas mãos do povo, a despeito e contra a vontade e os interesses dos militares que promoveram um golpe de Estado em 1964, apoiados pelos EUA, e só largaram o poder depois da memorável campanha das Diretas Já, com  milhões de brasileiros e brasileiras pedindo democracia nas ruas, quando perderam a batalha presidencial no Colégio Eleitoral.

    Lições da história

    Convém lembrar que, à época, o candidato dos generais era Paulo Maluf, do PDS (filho pródigo da Arena), que perdeu o pleito indireto no Congresso Nacional para Tancredo Neves. A morte de Tancredo, poucos dias depois de eleito, levou a multidão de volta às ruas (entre 3 a 4 milhões só em São Paulo) e foi o que impediu um novo golpe, garantindo a posse do seu vice, José Sarney, e a transição para a democracia, que infelizmente não foi plena o suficiente para punir torturadores e banir do cenário político nacional o fantasma do fascismo, da ignorância e intolerância, encarnado agora na figura sinistra de Jair Bolsonaro.   

    As Forças Armadas nunca foram fiadoras da democracia no Brasil. As lições elementares da história revelam o contrário, infelizmente. Há muito elas servem a interesses reacionários, opostos aos do povo e mesmo aos da nação.

    O presidente da extrema-direita fez um rápido discurso na cerimônia no 211º aniversário do Corpo de Fuzileiros Navais, na Fortaleza de São José da Ilha de Cobras, no centro do Rio de Janeiro. Ele descreveu sua vitória nas eleições do ano passado como uma missão, certamente a missão de servir os interesses da burguesia, dos latifundiários e do imperialismo em detrimento do povo e da nação.

    “A missão será cumprida ao lado das pessoas de bem do nosso Brasil, daqueles que amam a pátria, daqueles que respeitam a família, daqueles que querem aproximação com países que têm ideologia semelhante à nossa, daqueles que amam a democracia. E isso, democracia e liberdade, só existe quando a sua respectiva Força Armada assim o quer”, afirmou. Note-se que, em nome do alinhamento ideológico (com Donald Trump dos EUA) ele já está causando sérios prejuízos econômicos ao Brasil, comprando encrenca gratuita com a China (simplesmente a maior economia do mundo, que suspendeu investimentos no país) e os países árabes, indignados com o anúncio de que a embaixada do Brasil em Israel será transferida para Jerusalém, em detrimento dos palestinos. Observem a mentira e o cinismo: ele disse que não ia governar com base em ideologias, mas subordina todos os seus gestos e iniciativas à ideologia mais tosca e obscura do planeta, que pode sem erros ser classificada de neofascista.

    Fugindo de jornalistas

    Bolsonaro discursou por pouco mais de quatro minutos e, como era de se esperar, não atendeu a imprensa após o evento. Ele morre de medo das perguntas incômodas dos jornalistas depois de transformar o Brasil em piada internacional com atitudes destrambelhadas orientadas pelo ódio anticomunista e antipetista e a bizarrisse de postar um vídeo pornográfico no Twitter para caluniar o Carnaval, a maior festa popular do Brasil, que neste ano foi marcada pela hostilidade e oposição ao seu desastrado desgoverno.

    Em janeiro, em seu segundo dia de governo e também diante de militares, Bolsonaro havia adotado um discurso na mesma linha. Na ocasião, disse que as Forças Armadas do Brasil são obstáculo para quem quer usurpar o poder no país. “A situação em que o Brasil chegou é prova inconteste de que o povo, em sua grande maioria, quer respeito, quer ordem, quer progresso”, afirmou naquele dia. Que o povo quer ordem e progresso ninguém duvida, mas o presidente da extrema direita é o demônio do caos, do retrocesso e da discórdia.

    A repercussão negativa não tardou. Sobre o discurso fascista, o professor Fernando Haddad (PT), que foi candidato nas últimas eleições presidenciais, cobrou uma explicação. "Infelizmente, o presidente não atendeu a imprensa para explicar o raciocínio", escreveu no Twitter. Já a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, não deixou por menos. "Essa pessoa não tem limites na agressividade! A Democracia foi conquistada pela sociedade brasileira. Não é objeto de tutela ou permissão. Terá muita luta pra defendê-la, apesar de vc e seus aliados", disse ela na rede social.

    Não é concessão

    Para o deputado Orlando Silva, líder do PCdoB na Câmara, a democracia é uma conquista de toda a sociedade brasileira e resulta de uma história complexa e cheia de sacrifícios. “E não é concessão. O presidente da República deveria ser mais cuidadoso quando fala sobre temas-chave da vida nacional. A democracia brasileira precisa ser cultivada”, pontuou.

    Líder da Oposição no Senado, Ranfolfe Rodrigues (Rede-AP) também criticou a fala do presidente. “Os equívocos de raciocínio na cabeça de Jair Bolsonaro são tantos que ele confunde o que chama de valores familiares com liberdade e democracia. Presidente, a democracia é soberana! As Forças Armadas têm o dever constitucional de defender a democracia”, destacou.

    "Ele ataca a Constituição que diz `Todo poder emana do povo´. Mais uma vez comete crime de responsabilidade e atenta contra a dignidade do cargo. Pior, constrange os militares a assumirem o autoritarismo", escreveu o deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP).

    O deputado federal Alexandre Padilha (PT) disse que Bolsonaro cometia um "ataque irreparável" à Constituição ao "tutelar a nossa democracia ao bem dispor dos militares".

    Umberto Martins, com informações das agências

  • De acordo com o grupo Bonde Mídia, de Campinas, no interior de São Paulo, um “mar de gente” tomou as ruas da cidade no ato “Fora Temer” nesta quinta-feira (1º)

    O grupo diz que “a Polícia Militar estima que 2 mil pessoas estiveram presentes no ato. O vídeo do Bonde Mídia dá uma noção exata do tamanho do protesto”.

    Assista

     

    O grupo Democratize, que compartilhou o vídeo, conta inclusive que “formado por uma imensa maioria de jovens, o protesto reuniu movimentos sociais, partidos políticos e estudantes. O ato pedia, entre outros pontos, a imediata destituição do presidente Michel Temer e convocação de eleições gerais contra o golpe”.

    Pelas imagens, percebe-se que o governo golpista não vai ter vida fácil. As manifestações crescem na mesma proporção em que aumenta a repressão. Na capital paulista, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) proibiu manifestação na avenida Paulista no domingo (4) e o presidente golpista Michel Temer autorizou a utilização até das Forças Armadas.

    Juristas garantem que a Constituição garante a liberdade de manifestação, sema  necessidade de autorização e os manifestantes mostram-se dispostos a prosseguir.

    Portal CTB

  • O retrocesso do governo Michel Temer deu mais um passo rumo ao desmonte do Estado Democrático de Direito. Em situação típica de um Estado de Exceção, enquanto aplica o ajuste fiscal, arrochando as contas públicas e cortando os direitos sociais, Temer anunciou que as Forças Armadas serão usadas pelas reprimir movimentos em todo o país.

    “O governo federal resolveu colocar as Forças Armadas à disposição de toda e qualquer hipótese de desordem nos Estados da federação brasileira”, anunciou Temer durante pronunciamento nesta segunda-feira (13), no Palácio do Planalto.

    Temer aproveitou para informar que o governo enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para regulamentar o direito de greve de servidores públicos, incluindo policiais civis, funcionários de saúde e educação.

    “Pela Constituição, certos serviços essenciais não podem ficar paralisados. E até hoje, embora haja muitos projetos correndo pelo Congresso Nacional, nós vamos adicionar mais um projeto para que possa ser examinado pelo Congresso Nacional”, afirmou ele, sem dar detalhes do conteúdo do texto.

    O direito de greve, consagrado como um dos direitos fundamentais, está previsto na Constituição, mas a regulamentação nunca foi feita.

    Enquanto ataca os direitos sociais com as reformas da Previdência e trabalhista, Temer impõe um Estado de Exceção com o uso gradativo das Forças Armadas. Prevendo uma reação dos movimentos sociais e sindicais contra suas medidas, Temer direciona as Forças Armadas para o combater o seu inimigo interno: o povo.

    Segundo fontes da coluna Painel da Folha de S. Paulo, pesquisa encomendada pelo próprio Palácio do Planalto sobre a reforma da Previdência mostrou ampla rejeição às medidas propostas pelo governo.

    A decisão veio depois que o governo recebeu uma chuva de críticas, inclusive de aliados, pela postura de indiferença adotada diante do colapso da segurança no Espírito Santo. O governo sabe que movimentos generalizados podem surgir em outras áreas de segurança, como guardas municipais e policiais civis, além das demais áreas de atendimentos essenciais, como educação e saúde, por conta da crise financeira que vários estados enfrentam por conta do ajuste.

    “Eu ressalto que isso não tem nada a ver com o que aconteceu no Espírito Santo, que as forças federais lá estiveram com vistas ao restabelecimento da lei e da ordem, porque as polícias militares, por disposição constitucional, não podem fazer greve e nem sindicalizar-se”, disse Temer.

    O ilegítimo já autorizou o uso das Forças Armadas no Rio de Janeiro, que vive um caos nas contas públicas, com atraso de salários dos servidores, privatizações e eminente greve da Polícia Militar do estado.

    O Ministério da Defesa planeja, nesta segunda-feira, o tamanho do efetivo, área de atuação e período, entre outras informações necessárias para editar o decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO). Sem o decreto os militares das Forças Armadas não podem atuar na área da segurança pública.

    Os militares vão se somar aos homens da Força Nacional de Segurança Pública, que já estão no estado do Rio e atuaram na repressão contra os manifestantes que ocuparam a frente da Assembleia Legislativa na última semana.

    Além do custo político dessa medida, o deslocamento dessas tropas também vai representar um custo financeiro. O governo ainda discute quantos militares serão enviados ao estado ou deslocados para essas atividades.

    Por Dayane Santos, do Portal Vermelho