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Ter, Jun

Fórum Mundial da Água

  • Começa neste sábado (17), o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama 2018), onde estarão reunidas inúmeras entidades que defendem a água como “elementar à vida”. O Fama 2018 vai até a quinta-feira (22) na Universidade de Brasília inicialmente depois em diversas localidades na capital federal.

    Rosmari Malheiros, secretária de Meio Ambiente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), explica que o Fama foi criado para ser um contraponto ao Fórum Mundial da Água, formado pelas grandes corporações “que exploram esse recurso natural para obter altos lucros”.

    Saiba mais aqui.

    Ela complementa que “sem água não tem vida. Ela está na natureza e pertence a todos, não pode ser controlada por empresas que visam apenas e tão somente ter lucros”. A sindicalista ressalta ainda que “a agricultura familiar depende da água para produzir alimentos saudáveis e com a variedade necessária para a boa saúde das pessoas”.

    José Mairton Pereira Barreto, diretor de Saneamento e Meio Ambiente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP), diz que o Fama 2018 vai debater a importância de defendermos os recursos naturais da agressão do grande capital.

    Água é um direito de todos 

    “As grandes corporações multinacionais querem se apropriar das riquezas naturais para lucrarem e controlarem a vida no planeta”, afirma Barreto. Por isso, “o objetivo do Fórum Alternativo é mostrar para a sociedade que a água é nosso direito. Comercializar a água é quase como comercializar o ar que respiramos”.

    Para Malheiros, o golpe de Estado de 2016 veio também para entregar “nossos patrimônios naturais e como o Brasil possui a maior reserva hidrológica do mundo e a água é uma necessidade vital, o golpe veio também para as multinacionais se apropriarem desse bem”.

    Enquanto Barreto lembra que o governo brasileiro fala em vender nossos aquíferos a título de modernização, mas “a modernidade que eles trazem é a precarização do trabalho, redução dos salários, piora e encarecimento dos serviços”.

    Informe-se pela página do Facebook oficial do Fama 2018 aqui.

    Ele cita o exemplo da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a crise no abastecimento de água de 2014/2015 no estado. A falta de água foi “provocada justamente pela falta de investimentos na captação de água para economizar e gerar lucros aos acionistas, principalmente dos Estados Unidos e nós é que pagamos o pato”.

    Sem água não tem vida 

    O Fama “pretende unificar a luta contra a tentativa das grandes corporações em transformar a água em uma mercadoria, privatizando as reservas e fontes naturais de água. tentando transformar este direito em um recurso inalcançável para muitas populações, que, com isso, sofrem exclusão social, pobreza e se vêm envolvidas em conflitos e guerras de todo o tipo”, diz trecho texto de apresentação do Fórum.

    “Toda e qualquer política pública que envolva as nossas riquezas naturais devem ser amplamente debatidas com toda a sociedade”, define a secretária de Meio Ambiente da CTB. Barreto complementa afirmando que “a água não pode ser tratada como fonte de renda. A água é vital para a humanidade continuar existindo e não pode ser propriedade de alguns grupos econômicos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • O Coletivo de Saneamento que reuniu mais de 18 estados decidiu retomar a Frente Naiconal de Saneamento que, entre outros, combateu o projeto de privatização do saneamento em 2001 e contribuiu nos avanços que a Lei 11.445/07 trouxe. A reunião ocorreu na manhã desta segunda-feira (19) com os sindicados, universidades e outras entidades.

    Os participantes da reunião fizeram um retrospecto do que foi a Frente Nacional de Saneamento, enfatizando a importância de retomá-la.

    A Frente Nacional de Saneamento foi fundamental na construção do Marco Regulatório do setor e da formulação da Lei 11.445/07 que institui os contratos de programa para regulamentar os contratos públicos/públicos diferenciando da lei de concessões que rege a relação público/privado, e também de suma importância para o arquivamento do PL 4147/01, de FHC, que já tentava privatizar o setor.

    Pela lei 11.445/07, quando os municípios concedem os serviços de saneamento não há a necessidade de licitação se a empresa que vai operar o sistema de saneamento for pública, firma-se um contrato de programa. Já a relação com as empresas privadas continua sendo regida pela lei de concessões, com a necessidade de licitação.

    Agora essa lei está ameaçada pelo governo golpista que pretende editar um decreto que inverte a obrigação entre os entes concedentes dos serviços de saneamento, os municípios, obrigando-os a primeiro oferecer a operação para a iniciativa privada, e se essa não quiser, aí sim pode ser concedido às empresas públicas.

    Diante dessa ameaça, que foi inclusive afirmada com todas as letras pelo presidente golpista Temer na manhã de hoje na abertura do Fórum Mundial da Água (patrocinado pelas empresas que pretendem privatizar o setor), a reunião do coletivo deliberou pela retomada da Frente Nacional de Saneamento e a criação do “Observatório do Saneamento” que terá por objetivo fazer um mapeamento da situação do saneamento no país.

    O Sintaema está participando das duas frentes, juntamente com a CTB e a Fenatema.

    Todos juntos contra a privatização da água!

    Fonte: Sintaema

     

  • As mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fazem protesto pelo país afora contra o projeto de privatização da água em curso no país. Na manhã desta terça-feira (20), 600 mulheres, de acordo com o MST, ocuparam a sede da Nestlé em São Lourenço (MG).

    Elas acusam a Polícia Militar (PM) de ter apreendido as chaves de nove veículos e de ter mantido as mulheres trancadas nos ônibus. “Imagina você ser obrigada a comprar em garrafinhas toda a água para matar a sede durante o dia. Ninguém aguentaria isso. É o que querem as empresas reunidas nesse momento naquele Fórum”, aponta Maria Gomes de Oliveira, da direção do MST.

    Ela se refere ao Fórum Mundial da Água, das grandes corporações que querem dominar as águas do planeta, que ocorre em Brasília. Na capital federal acontece também o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama 2018), que faz contraponto ao Fórum dos empresários, com a participação de entidades do mundo inteiro que entendem a água como um direito da humanidade (leia mais aqui).

    Veja as mulheres sendo liberadas pela PM  

    Segundo o blog Vi o Mundo, “os policiais apreenderam as chaves dos ônibus e mantiveram as 600 mulheres presas dentro dos veículos por cerca de 1 hora. Eles insistiam em revistar e fichar todas. Também proibiram fotos e vídeos, ameaçando pegar os celulares”.

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    Frente Nacional de Saneamento está de volta

    Também pela manhã, cerca de 2 mil mulheres sem-terra ocuparam a sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), no município de Paulo Afonso (BA). Informações do MST garantem que a PM “invadiu um dos portões da empresa e, sem diálogo, jogou bombas de gás lacrimogênio contra as manifestantes. Duas mulheres ficaram feridas e outras passaram mal devido ao efeito do gás”.

    Também houve ocupação em Canindé de São Francisco (SE), onde 300 mulheres sem-terra ocupam a portaria da Usina de Xingó desde o início da manhã. “Elas cobram uma reunião com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para tratar da questão do perímetro irrigado da região”, destaca o Portal Fama2018.

    O Fama 2018 começou no sábado (17) e termina na quinta-feira (22) - Dia Mundial da Água. José Mairton Barreto, diretor de Saneamento e Meio Ambiente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP) afirma que “a água não pode ser tratada como fonte de renda porque é vital para a humanidade continuar existindo e não pode ser propriedade de alguns grupos econômicos”.

    Portal CTB com Portal Fama2018 e MST