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Dom, Maio

Goiás

  • Em pleno século 21, Goiás mantém no cárcere, três militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), com a alegação “estapafúrdia de pertencerem a uma ‘organização criminosa’”, diz Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO). "Como se e lutar por um país mais justo, fosse crime".

    “A atitude dos três juízes, de cidades do interior de Goiás, é um profundo desrespeito ao Estado Democrático de Direito, ao direito de livre organização e aos direitos humanos”.

    A CTB presta solidariedade aos cinco ativistas da questão agrária e exige a imediata libertação dos companheiros de luta por um Brasil mais justo e igual. 

    Lázaro, um grande defensor da qusstão agrária em Goiás

    Entenda o caso

    Os pequenos agricultores Luiz Batista Borges, Diessyka Santana e Natalino de Jesus, o geógrafo e professor José Valdir Misnerovicz e Lázaro Pereira da Luz "foram presos pelo único 'crime' de defender a reforma agrária e lutar pelos direitos dos mais pobres, em defesa de uma vida melhor para todos e todas", afirma Ailma. Inclusive Lázaro é militante da CTB-GO. Três deles permanecem presos: Valdir, Lázaro e Luiz.

     

    Abaixo leia a carta de Valdir escrita na prisão:

    “Não tem preço a liberdade, não tem dono.

    Só quem é livre sente prazer em cantar” Antônio Gringo

    Companheiras e companheiros,

    Camaradas militantes do MST, espero que esta mensagem encontre todas e todos animados/as e em luta!

    Escrevo para transmitir um abraço amigo, fraterno e revolucionário. Para dizer que estou bem de saúde. Tenho aproveitado para estudar, ler e refletir. Tenho acordado cedo e dormido tarde. Aqui o tempo é bem mais lento. Os livros tem sido minha melhor companhia, especialmente o livro Olga que li todo em dois dias. Foi importante lê-lo para refletir este momento. Ao lê-lo percebi que os camaradas que os antecederam sonharam e lutaram pela emancipação humana, foram perseguidos, presos, torturados e mortos. Foram coerentes até o último respiro de suas vidas. Ficaram os seus legados, suas memórias. 

    Tenho aproveitado para refletir sobre a nossa causa, as nossas lutas e nosso movimento a cada dia. Reafirmo a convicção da justeza da nossa causa, da necessidade de fortalecer o nosso Movimento, de estimular a criatividade nas formas de lutas e de organização. Estou animado e confiante na nossa vitória!

    A cada notícia que recebo sobre as lutas, o trabalho de base das próximas lutas, vibro de alegria e esperança. Confio em cada um de vocês. Na ousadia, na criatividade e no espírito de sacrifício que cada um está fazendo pela nossa causa. A minha vontade é estar aí com vocês (lágrimas)! Sei que cada um de vocês se sente em parte presos, injustiçados.

    Quando cheguei no complexo prisional os agentes já me aguardavam e quando me aproximei disseram “você é o preso do MST”, ou seja, não me chamaram pelo nome, não sou eu, nem o companheiro Luiz, mas a nossa organização!

    Vou terminando com alguns pedidos:

    - Não desanimem! As nossas liberdades dependem de vocês continuarem a luta.

    - Fortaleçam o trabalho de base, pois a nossa força depende do número de pessoas organizadas.

    - Lutem! A nossa melhor resposta para a burguesia, para o estado burguês e para o latifúndio é fazer lutas massivas. Não é momento de recuar. É momento de mostrar a nossa força, ousadia e criatividade.

    - Não se percam e nem percam temo com coisas pequenas (picunhagens). A nossa missão é ajudar a mudar o mundo numa perspectiva socialista.

    - Estudem! Encontrem um tempo para leitura a cada dia, pois somente com conhecimento podemos fazer melhor a nossa luta.

    Por onde passarem digam para a nossa base que não desistam dos acampamentos, não desistam da luta, não percam a esperança na nossa organização e nas mobilizações que conduzem às conquistas.

    Por fim quero reafirmar a minha confiança em vocês. Reafirmo as minhas convicções na causa. Tenham certeza que quando o meu corpo estiver livra, estarei mais preparado e com maior disposição de lutar!

    Forte e fraterno abraço!

    Valdir

    Complexo Prisional Aparecida de Goiânia, 12 de junho de 2016.

    Portal CTB

  • Mais de 3 mil estudantes e docentes tomaram as ruas do centro da capital paranaense, Curitiba, neste domingo (9) contra a reforma do ensino médio (medida provisória 746/16) e as mudanças na legislação estadual propostas pelo governador Beto Richa (PSDB) (saiba mais aqui).

    “Os Trabalhadores e trabalhadoras da educação pública do estado saíram às ruas em apoio aos estudantes que já ocupam escolas contra essa reforma autoritária e elitistas do ensino médio”, dia Francisco Manoel de Assis França, o Professor Kico, da CTB-PR Educação.

    Camila Lanes convoca estudantes a ocuparem as escolas para defender a educação 

    A presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes explica que a juventude se mobiliza em todo o país até “a MP 746 (reforma do ensino médio) ser retirada de pauta e a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 241 engavetada definitivamente”.

    A União Paranaense dos Estudantes Secundaristas (Upes) repudia também “as declarações do governador Beto Richa que desqualificam a luta dos estudantes e busca deslegitimar as ocupações, desconhecendo que as ocupações são uma reação à forma com a educação é tratada” pelo poder público.

    Manifestação dos secundaristas paranaenses no domingo em Curitiba  

    Lanes define os dois projetos do governo golpista como ataques aos direitos das filhas e filhos da classe trabalhadora. “Somos contra a MP 746 porque queremos participar das discussões sobre o nosso futuro e não queremos aprender somente a somar, subtrair e apertar botões. Queremos viver, amar e participar das decisões sobre o nosso país”.

    Por isso, diz ela, as mobilizações dos estudantes estão apenas no começo. “A tendência é crescer e passarmos de 150 escolas ocupadas em todo o país já neste fim de semana”. Até o momento já são 94 escolas ocupadas em alguns estados.

    A estudante Suany Scrassacata afirma ao G1 ser contra a retirada de sociologia, filosofia, artes e educação física do currículo escolar. “A gente está sofrendo um retrocesso. Tem escola pública fechada, por falta de estruturação. Nisso, ninguém trabalha, ninguém vê. Eles querem impor a escola sem partido, sem ao menos arrumar as nossas escolas. A estrutura das nossas escolas está caindo aos pedaços”.

    Já o professor Kico conta que os docentes, além de apoiarem essas bandeiras da juventude em defesa de uma educação pública inclusiva, estão contra o projeto do Executivo paranaense que corta verbas e salários dos servidores (leia mais aqui).

    Lanes conta ao Portal CTB que há escolas ocupadas no Paraná, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, São Paulo, Distrito Federal, Rio Grande do Sul, Goiás e Mato Grosso. E crescendo porque a “PEC 241 é o principal mecanismo dos golpistas para acabar com os sonhos de uma geração inteira”.

    Tropa de choque ameaça jovens em São Paulo 

    Cercados pela tropa de choque da Polícia Militar do governador Geraldo Alckmin, também do PSDB, os estudantes que ocupavam a Escola Estadual Caetano de Campos decidiram desocupar na noite do sábado (8).
    Mas “continuaremos firmes na mobilização para a resistência ao desmonte da educação pública”, afirma Emerson Santos, o Catatau, presidente da União Paulista dos Estudantes Secundaristas (Upes).

    E para piorar, os universitários paulistas prometem manifestação em São Paulo nesta terça-feira (11) porque o Ministério da Educação não está horando o compromisso com as universidades referente ao programa Financiamento Estudantil (Fies). A presidenta da União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP), Flávia Oliveira, disse à jornalistas Laís Gouveia que a situação preocupa. “Desde que Temer assumiu, a transferência não é feita para as universidades, e tem muitas delas que sobrevivem com 97% da sua arrecadação através do Fies, ou seja, se não há o pagamento, muitas instituições de ensino superior fecharão as portas. Na PUC São Paulo, por exemplo, o governo deve R$ 8 milhões em repasses e a reitoria transfere esse problema para os estudantes bolsistas, alegando que, se não houver o pagamento, os beneficiários terão que pagar suas mensalidades por conta própria”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Enquanto a Polícia Militar do Distrito Federal reprimia com violência mais de 3 mil indígenas que se manifestavam pacificamente em Brasília, o Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO), finalmente concedia a liberdade a Luiz Batista Borges, preso arbitrariamente desde 14 de abril de 2016.

    Por unanimidade, a Câmara Criminal de Goiás decidiu a favor do habeas corpus de Borges. “Como não poderia deixar de ser, os juízes deram de goleada. O resultado foi 5 a 0 a favor do último preso político de Goiás”, afirma Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO).

    “Dessa vez a justiça triunfou, ao menos temporariamente”, complementa. Isso porque Borges continua respondendo a processo sob a acusação de formação de quadrilha, entre outras acusações.

    De acordo com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) de Goiás, Borges ficou encarcerado por um ano, pelo simples fato de lutar pela transformação da Usina Santa Helena, uma das maiores devedoras da União, em assentamento da reforma agrária.

    O MST lembra também de Natalino de Jesus e Diessyka Lorena, “igualmente perseguidos no mesmo processo e que se encontram privados de sua plena liberdade”. Para Oilveira, Borges e os outros respondem a processo mesmo sem ter cometido crime, pois lutar não é crime”.

    Portal CTB

  • As centrais sindicais e movimentos sociais começam os protestos desta sexta-feira (11) logo cedo. A partir das 9h da manhã prometem lotar a Praça dos Bandeirantes no centro de Goiânia, capital de Goiás.

    “As medidas impostas pelo governo golpistas procuram destruir a Constituição promulgada em 1988 e que representou grande avanço na civilização brasileira”, diz Ailma Maria de Oliveira, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO).

    “Essas medidas impõem retrocessos gigantescos à nação. A reforma do ensino médio fere a Lei de Diretrizes de Base e o Plano Nacional de Educação e pode agravar a evasão e a qualidade do ensino”, garante.

    ato contra pec 55goias

    Além disso, reforça ela, “a reforma da Previdência destrói a seguridade e retira benefícios que vão piorar a situação econômica de mais de 3 mil municípios”. Pior ainda, “acabar com a valorização do salário mínimo é prejudicar milhões de brasileiros”.

    Para Oliveira, “as mulheres são as maiores prejudicadas com o aumento da idade e a PEC 55 (ex 241) enterra a nação brasileira fazendo a retroagir ao século 19”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), Ailma Maria de Oliveira conta que, na capital do estado Goiânia, a manifestação do 1º de Maio está sendo unificada.

    São mais de 40 horas ininterruptas de manifestações espalhadas por Goiânia, com participação de parlamentares, dirigentes sindicais, movimentos populares e um grande número de artistas e importantes juristas.

    “Combinamos de realizar um ato com unidade para fortalecer o movimento popular na luta contra o golpe da direita sem votos”, afirma Ailma. De acordo com ela, “a CTB e a CUT (Central Única dos Trabalhadores) se uniram em atos no sábado e no domingo”.

    “Tivemos também uma Grande Plenária Popular que aprovou a Carta pelo Brasil”, afirma a presidenta da CTB-GO. “As manifestações estão sendo muito representativas com entidades da cidade e do campo”.

    Para Ailma, “o golpe que está sendo tramado no país é para acabar com os direitos da classe trabalhadora e com os programas sociais que combatem à desigualdade”.

    Portal CTB

  • No início do mês, uma comissão tripartite (classe trabalhadora, empresários e governo) compareceu à audiência no Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir à ministra Rosa Weber o adiamento da votação da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 2441, pedida pelo governo de São Paulo, contra a política fiscal do governo goiano.

    “O Brasil tem um desenvolvimento muito desigual, por isso, estados como Goiás precisam criar condições propícias para o desenvolvimento industrial”, diz Oliveira sobre a disputa entre os estados para que indústrias se estabeleçam em seu território.

    De acordo com Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), única mulher presente na comissão, o STF aceitou adiar a votação da ADI.

    “Nós conversamos inclusive com o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin com os ministros do STF porque há um projeto de lei tramitando na Câmara dos Deputados para resolver essas questões de guerra fiscal”, afirma.

    “A ministra aceitou o adiamento porque os dois estados entraram em acordo esperando a votação de projeto de lei na Câmara dos Deputados para regulamentar essa questão tributária que provoca conflito entre os estados”.

    De acordo com a professora sindicalista, os incentivos fiscais promovidos pelo governo de Goiás ajudaram o estado “a industrializar-se e obter um bom índice de crescimento nos últimos anos”.

    Oliveira representa a classe trabalhadora nessa comissão que tem representante da Associação Pró-Desenvolvimento Industrial do Estado de Goiás (Adial) e do governador Marconi Perillo. “A nossa luta é para manter as indústrias estabelecidas em Goiás e impedir o fechamento de 500 mil postos de trabalho”.

    Portal CTB

  • A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), Ailma Maria de Oliveira participa de ato pela libertação do preso político Luiz Batista Borges, importante liderança do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Goiás.

    Centenas de trabalhadores e trabalhadoras protestaram na manhã desta quinta-feira (20), em frente ao Tribunal de Justiça de Goiás, em Goiânia. Borges está preso há um ano, sob a acusação de formação de quadrilha, no município de Rio Verde, interior do estado.

    ailma ctb go

    De acordo com lideranças do MST, O protesto, chamado de “Ato de Descomemoração de Aniversário de 1 Ano de Prisão Provisória”, também faz parte da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária.

    Para Oliveira, “a prisão de lutadores do povo, funciona como uma ameaça a todas as pessoas que pensam o país de uma forma diferente de quem está no poder momentaneamente”. Muito menos, garante a professora sindicalista, tratar como bandido quem defende a posse da terra para quem nela trabalha”.

    Mesmo porque, recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) tomou decisão, definindo o MST como organização social, mas isso “tem sido ignorado em Goiás e imputam ao Borges crimes já provados que não ocorreram”, diz.

    A presidenta da CTB-GO afirma também que a campanha pela libertação desse preso político do governo de Goiás, faz parte do Abril de Lutas, que culmina com a greve geral na sexta-feira 28). “Nesse dia, vamos parar o Brasil”, reforça.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações de agências

  • A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), Ailma Maria de Oliveira conta que o jornal Olho Crítico, da CTB, foi muito bem recebido pelos goianenses na quinta-feira (29) e também nesta sexta-feira.

    “Trabalhadores e trabalhadoras receberam com muita boa vontade o nosso o jornal em Goiânia na quinta e nesta sexta não está sendo diferente”, diz Oliveira. Com o Olho Crítico, “nas praças, fábricas e terminais de ônibus denunciamos a retirada dos direitos da classe trabalhadora”.

    ctb go distribuicao olho critico

    De acordo com a cetebista, foram distribuídos milhares de exemplares. “As pessoas leem e voltam para pedir mais para levar a amigos e familiares”, diz. Para ela, o jornal mostra como a “classe trabalhadora é prejudicada pelas medidas do governo golpista Temer e as mulheres são as mais prejudicadas”.

    Portal CTB

  • As educadoras e os educadores da rede pública estadual de Goiás estão de braços cruzados desde a Greve Geral Nacional da Educação, no dia 15. “O descaso do governador Marconi Perillo com os servidores públicos e com a educação de nosso estado é muito grave”, diz a professora Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO)

    A sindicalista afirma ainda que “não tem um servidor sequer que apoie a PEC (Proposta de Emenda à Constituição, neste caso estadual) 3458 do governo”. Conhecida como a “PEC da Maldade” porque “corta inúmeros direitos conquistados pelos profissionais da educação”.

    O projeto congela os salários das trabalhadoras e trabalhadores por 10 anos, assim como as progressões, os quinquênios, as licenças-prêmios, concursos públicos, além de vincular obrigatoriamente todos os Fundos Estaduais a uma conta única, a ser administrada pelo governador e não mais pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), como ocorre na educação.

    Oliveira conta que as trabalhadoras e trabalhadores reivindicam o pagamento do piso do magistério de 2016 e 2017 e a data-base dos servidores administrativos de 2015 e 2016. “Estamos trabalhando na organização da categoria para ocorrer o engavetamento de projeto tão pernicioso para a educação pública de nosso estado”.

    A professora explica ainda que a CTB “defende ação coesa e unificada de todas as tendências do movimento educacional goiano para levar a classe trabalhadora à vitória”. Ela define também a necessidade de respeitar as decisões das assembleias gerais e da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação. Inclusive foi decidida uma vígilia permanente na Assembleia Legislativa de Goiás para pressionar os deputados a rejeitarem a "PEC da Maldade".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Depois de semanas ocupando escolas e enfrentar repressão, os estudantes secundaristas gaúchos decidiram nesta segunda-feira (13) ocupar a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (Alergs) com a intenção de reabrir diálogo com o governo estadual.

    “Imitando seu colega de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o gaúcho José Ivo Sartori, do PMDB, tem mandado a polícia reprimir os jovens, em vez de conversar, como qualquer governo democrático faz”, diz Vítor Espinoza, secretário da Juventude Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Os secundaristas lutam para melhorar a estrutura das escolas, e também “a qualidade do ensino”, diz A estudante Fabiana Amorim. A resposta que a presidenta da Assembleia, Silvana Covati (PP) deu foi mandar a polícia cercar o prédio e, por isso, “muitos estudantes dormiram na rua, nesse frio”, conta Fabiana.

    Além disso, os secundaristas querem o fim do Projeto de Lei (PL) 190/2015, que pretende implantar “a tal da escola sem partido, que tem o partido do atraso e da ignorância", diz Espinoza. “O que na realidade significa uma censura aos educadores e educadoras e grande prejuízo à educação democrática”.

    Também querem derrubar o PL 44/2016, de autoria do governo estadual, que pretende transferir parte da administração das escolas para organizações sociais, caso similar ao pretendido pelo governo de Goiás. O que para os estudantes significa privatização das escolas públicas.

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    O governo gaúcho ameaça os ocupantes com invasão de tropa de choque. Os secundaristas, no entanto, prometem manter a ocupação em “defesa da educação pública, gratuita e de qualidade para todos e todas”, afirma o secretário cetebista gaúcho.

    Os estudantes reclamam de cerceamento da liberdade de manifestação e do direito de ir e vir. Além do mais, o acordo de que não impediriam a entrada de água e alimentos não está sendo respeitado.

    "Resta apenas duas garrafas de água e não podemos mais receber as doações", relata a diretora da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas, Fabiola Loguércio, que está dentro da Assembleia desde o início da ocupação.

    Bahia

    Secundaristas ocupam escolas na Bahia contra o autoritarismo de alguns dirigentes de escolas. Eles reclamam de perseguições e de discriminações. “As ocupações estão acontecendo por conta dos problemas que os próprios estudantes vivenciam no ambiente escolar. A instituições públicas são desestruturadas e não condizem com a realidade da juventude. Os estudantes anseiam por uma escola diferente e acho que esses atos são uma resposta a isso”, diz o presidente da Associação Baiana Estudantil Secundarista, Nadson Rodrigues.

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    Ceará

    Desde o dia 27 de abril, os estudantes secundaristas do Ceará ocupam diversas escolas. Já são mais de 70 ocupadas. Como em vários estados brasileiros, os estudantes reivindicam melhorias na infraestrutura das salas de aulas e na merenda, quadras esportivas e laboratórios, além do retorno do investimento em atividades extracurriculares e reajuste salarial dos professores.

    estudantes ceara

    Mato Grosso

    O presidente da Associação Mato-grossense dos Estudantes Secundaristas, Juarez França, diz que a defesa da educação passa pela luta para barrar o processo de terceirização e contra a “roubalheira” da Secretaria Estadual de Educação, e pelo fim da corrupção no governo de Pedro Taques (PDT).

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    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy, com informações das entidades estudantis

  • Os estudantes secundaristas do Rio de Janeiro iniciaram um movimento de ocupação de escolas, semelhante ao ocorrido em São Paulo no ano passado e Goiás neste ano, para protestar contra o descaso com a educação pública estadual.

    Além dessa causa, os jovens também prestam solidariedade aos professores em greve desde o dia 2 de março. Em 6 de abril, todos os servidores públicos estaduais do Rio aderiram à greve.

    De acordo com a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a primeira ocupação estudantil ocorreu em 21 de março. Pouco mais de um mês depois já estão ocupadas 71, entre as 1.285 escolas fluminenses. As ocupações já atingem 23 municípios.

    A presidenta da Associação Municipal dos Estudantes Secundaristas do Rio de Janeiro (Ames-RJ), Isabela Queiroz, “a pauta é por condições dignas de trabalho para professores e funcionários que estão sem receber, contra os cortes de verbas na educação”.

    Os alunos se organizam em comissões de limpeza, alimentação, mídia, segurança, entre outras. “A auto-organização estudantil gera impacto e mudanças dentro das instituições, com limpeza dos banheiros e mesas e ações diferenciadas, como a prática de esportes”, diz Isabela.

    “Nós, estudantes, temos reivindicações como eleições diretas para diretor, gestão democrática, passe livre irrestrito, abolição do Sistema de Avaliação da Educação (SAERJ), a melhoria da infraestrutura, além de nos manifestarmos em apoio à greve dos professores”, declara a presidenta da Associação Petropolitana de Estudantes (APE), Carol Chiavazzoli.

    Os secundaristas pedem apoio da população

    Eles dizem que precisam de alimentos, produtos de limpeza e de higiene pessoal. Algumas ocupações também aceitam doação de aulas para auxiliar na formação de um calendário de atividades. Saiba como ajudar pelas páginas das instituições ocupadas no Facebook (cada escola tem a sua).

    Também podem colaborar através da página no Facebook do movimento Escolas em Luta no RJ. De acordo com os estudantes, a participação de toda a sociedade fortalece a resistência e a defesa de uma educação pública de qualidade.

    O Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação do Rio de Janeiro (Sepe-RJ)afirma que o apoio dos estudantes tem sido essencial para o fortalecimento da greve e denuncia que “as condições de trabalho nas escolas vêm se deteriorando” cada vez mais.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com Ubes e Sepe-RJ

  • Milhares de estudantes realizaram manifestações durante o Dia Nacional de Mobilização, nesta quarta-feira (5), para mostrar ao governo golpista que os “estudantes não aceitam o desmonte da educação pública colocado em diversas medidas”, diz Camila Lanes, presidenta da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes).

    A líder estudantil realça que as inúmeras manifestações em todo o país culminaram (somente ontem) com 31 ocupações de escolas, sendo 22 no Paraná e as outras nove em Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Norte e Distrito Federal. Ocorreram manifestações em todas as 27 unidades da federação.

    Assista manifestação em Curitiba (PR)

    Veja os estudantes em São Lourenço (MG) 

    Acompanhe a manifestação de Bauru (SP) 

    Ela lembra ainda que foi instalada nesta quarta a comissão especial da Câmara dos Deputados para analisar o Projeto de Lei 867/15, que pode transformar o projeto Escola Sem Partido em lei. Sobre o tema vale ressaltar o que diz o deputado João Campos (PRB-GO), coordenador da Frente Parlamentar Evangélica.

    O depoimento dele foi colhido pela repórter Bia Kicis, do movimento Professores Contra o Escola Sem Partido. Campos diz que tem expectativa de aprovar o projeto sumariamente. “Sendo instalada hoje (a comissão), nós vamos cumprir um roteiro que implique também celeridade para que a gente aprove esse projeto na comissão no menor espaço de tempo”.

    Sem nenhum disfarce, om deputado explica que a comissão foi criada para abreviar o tempo de tramitação da matéria. De acordo com ele, a comissão foi criada para “abreviar substancialmente a tramitação desse projeto aqui, que é um projeto de interesse da sociedade, de interesse das famílias”. Saiba mais sobre o projeto aqui.

    Além de protestar contra o Escola Sem Partido, os estudantes atacam a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, que na prática “liquida com a educação pública”, afirma Marilene Betros, dirigente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Confira aqui e aquios efeitos da proposta.

    Lanes reforça ainda que milhares de estudantes tomaram as ruas do país para contestar também a reforma do ensino médio – proposta pela Medida Provisória 746. Ela afirma que os estudantes não aceitam mexer na educação sem diálogo.

     “Todas essas propostas afundarão cada vez mais a educação pública. Porque querer aumentar a carga horária com as escolas sem a mínima estrutura como estão boa parte delas, só fará piorar a situação, prejudicando profissionais e estudantes”, argumenta.

    A professora Betros concorda com a líder estudantil. Como a PEC 241 visa congelar os investimentos nas áreas sociais por 20 anos, além dos salários dos servidores públicos, “como poderemos trabalhar 7 horas numa escola, ter um salário cada vez mais defasado e nos mantermos atualizados?”

    Outro problema lembrado pela educadora é sobre formação dos docentes como prevê o Plano Nacional de Educação (PNE) aprovado depois de anos de discussões. “Além dos salários e das condições de trabalho, lutamos para termos uma formação cada vez mais sintonizada com as necessidades de uma educação emancipadora”, diz.

    Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação critica também o programa “Criança Feliz”, lançado pela primeira-dama, Marcela Temer, nesta quarta. “É uma proposta antieducativa e antipedagógica. A creche, que foi vinculada a educação desde 1996, agora volta para assistência social. Pode parecer que esse fato não tem conexão alguma com a PEC 241, mas qual é o real intuito do programa? Evitar o investimento na educação infantil, que ultimamente tem um custo justo, e, com o congelamento de investimentos propostos, fazer um serviço pobre para os mais pobres”, denuncia o especialista em educação para a jornalista Laís Gouveia, do Portal Vermelho.

    Saiba os efeitos pernósticos da PEC 241. Vídeo do Levante Popular da Juventude

    Além de congelar por 20 anos as verbas para a educação, o desgoverno Temer já reduziu o Custo Aluno Qualidade (CAQ) de R$ 3.500 para R$ 2.900. “Como podem melhorar a educação com essas medidas de cortes de verbas?”, questiona Lanes.

    Ela fala ainda que os “estudantes continuarão ocupando escolas em todo o país por uma educação pública de qualidade para todos e todas”. Lembra que o ensino superior também sofre restrições como no caso do Financiamento Estudantil (Fies). Ocorreram manifestações de universitários exigindo a manutenção do programa, já que o Ministério da Educação (MEC) está em atraso com as universidades, que prometem medidas contra os estudantes.

    Na realidade, diz a líder estudantil, “o MEC está desconhecendo todas as leis atuais da educação porque visa privatizar ao menos o ensino médio e superior e com isso aumentar ainda mais o lucro dos empresários da educação”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

     

  • O Fórum Goiano Contra as Reformas da Previdência e Trabalhista - entidade que unificou as centrais sindicais e os movimentos sociais de Goiás - promoveu nesta terça-feira (18) uma reunião para debater os preparativos da greve geral dia 28.

    “Este nosso encontro foi fundamental para nos unir ainda mais. Consolidamos as ações planejadas para a greve do dia 28”, diz Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO).

    De acordo com ela, foi unânime a decisão de dar continuidade ao movimento contra o retrocesso. “Não vamos dar sossego para esse governo golpista que visa acabar com as conquistas da classe trabalhadora, além de detonar o patrimônio nacional”.

    Já Pascoal Carneiro, secretário nacional de Previdência, Aposentados e Pensionistas da CTB, elogia a reunião pela “firmeza e consciência em enfrentar o governo em seus pacotes de maldades contra a classe trabalhadora”. Para ele, “o dia 28 é o início de uma grande jornada de lutas que teremos pelo Brasil até conseguirmos derrotar esse governo golpista”.

    reuniao ctb go centrais 28 abril pascoal carneiro 1

    Como palestrante, Carneiro representou a CTB nacional no evento. “Os direitos dos trabalhadores e trabalhadoras estão ameaçados e nossa resistência será tenaz”. Para isso, diz ele, “é importante a participação de todos os movimentos que defendem um Brasil livre e soberano”.

    Atos desta semana

    Nesta quarta-feira (19), às 9h, ocorrerá um ato em frente ao escritório político do deputado federal Fábio Sousa, do PSDB, na rua T-36, Casa 2, Setor Bueno, em Goiânia. Na quinta-feira (20), haverá uma Audiência Pública sobre Reforma da Previdência, na Câmara Municipal de Goiânia, com presença do senador Paulo Paim (PT-RS), às 9h.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Há 7 meses, o trabalhador sem-terra, Lázaro Pereira da Luz foi preso sob a acusação de ter ocupado a Fazenda Itaquara, em Itapaci, Goiás. Filiado à Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), "mesmo sem provas de crime algum ele continua preso", afirma Ailma Maria de Oliveira, presidenta da CTB-GO.

    “Com muita emoção fomos recebidos eu e o Antonio Bauer, dirigente da CTB-GO e do Sindicato dos Odontologistas do Estado de Goiás, pelo companheiro Luz”, conta a sindicalista.

    Ela diz que o prisioneiro “estava cabisbaixo e algemado para trás, num desrespeito absurdo aos direitos humanos, mesmo porque ele não representa perigo algum”. Por isso, “quando o vi naquela situação corri para abraçá-lo e ele se levantou e choramos juntos”.

    A emoção tomou conta, diz Oliveira. “Eu disse a ele que levávamos o abraço e a solidariedade de todas e todos os que acreditam na Justiça e na luta por um Brasil melhor”. A sindicalista conta ainda que mostrou para Luz o quanto ele é querido e da sua importância na luta pela reforma agrária.

    “Disse-lhe que ele é querido e que estamos lutando pela liberdade dele e do Luiz Borges (outro sem-terra preso). Ele fez questão de relatar toda a história da prisão que há 7 meses o priva da liberdade”. Segundo Oliveira, Luz está preso por uma cilada montada contra ele.

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    “Ele ganhou uma vaca e depois o acusaram de tê-la roubado, por isso ainda está preso”, garante. Apesar disso, com relata Oliveira, Luz “se mantém lúcido e perguntou se seu neto já havia nascido”.

    Isso porque seus familiares enfrentam muita dificuldade para visitá-lo no presídio no Centro de Custódia do presídio de Aparecida de Goiânia. De acordo com os militantes, o delegado de Itapaci persegue Luz por sua luta em defesa do meio ambiente e contra os latifundiários.

    “Há dificuldade de visita direta como a que tivemos. Não permitiram que eu deixasse alimentos e uma camiseta do Cebrapaz para ele”, conta a presidenta da CTB-GO. Ele, diz ela, “disse que acredita na CTB, no MST e quando sair da prisão, continuará lutando por um Brasil Melhor.

    Portal CTB 

  • SINPRO GOIÁS, 55 ANOS DE HISTÓRIA NA LUTA EM DEFESA DA CATEGORIA DOS PROFESSORES.

    Chegamos ao final de 2018. Mais um ano difícil para o povo brasileiro, especialmente os mais pobres. Segundo dados divulgados pelo IBGE no mês de novembro o país somou 27,3 milhões de subutilizados (desempregados, procurando emprego e desalentados). As políticas recessivas na economia e de desmonte das políticas sociais, como a Emenda Constitucional 95, favoreceram o crescimento da desigualdade social e da concentração de renda no país, conforme revelou o relatório ONG da Oxfam Brasil, expressivamente em relação a gênero sexual e cor.  

    Enquanto isso o capital organizado se travestiu de moralidade e defesa de valores familiares, utilizando-se de todos os expedientes escusos, mentiras e ameaças, para eleger o projeto que governará o Brasil para os ricos e para os interesses dos USA nos próximos quatro anos. O país está refém de grupo que não esconde seu descontentamento com a Constituição Cidadã de 1988 e com as garantias e direitos civis e sociais do povo brasileiro nela consagrados. Anunciam sem pudor seu intento perverso de desmontar a Seguridade Social (SUS, Previdência Pública e Assistência Social), e aprofundar os processos privatistas e mercantilistas de entrega do patrimônio nacional ao voraz mercado.

    O presidente eleito reproduz o discurso do governo de Temer, através de seu “posto Ipiranga” ao afirmar que o vilão que gera o desequilíbrio e o déficit nas contas públicas é a previdência social, e que reformá-la é panaceia para todos os males da economia brasileira.

    Mas eles nada falam acerca da premente necessidade de realização de uma reforma tributária, da redução dos juros da dívida pública e da urgência em determinar em lei a taxação das grandes fortunas e das transações financeiras especulativas, além da cobrança dos bilhões sonegados por grandes grupos econômicos que atuam no Brasil. O equilíbrio nas contas públicas para essa gente, que não tem o pudor de defender aumentos salariais vultosos ao judiciário e às carreiras de estado, que somarão bilhões em efeito cascata, além dos privilégios intrínsecos a essas carreiras, virá sempre do sacrifício dos trabalhadores das camadas mais pobres da sociedade, retirando-lhes direitos ou a consubstanciação deles.

     O que está em disputa no Brasil é o modelo de estado. Por um lado o poder econômico defende o ultraliberalismo, com vistas a estrangular as garantias sociais inerentes ao tímido modelo de estado do bem estar social, edificado na Constituição de 1988, e a desmontar a Seguridade Social e as proteções, garantias sociais dos trabalhadores e suas organizações, notadamente os sindicatos. Ironicamente, o estado mínimo por eles defendido só é mínimo para o trabalhador. Para os especuladores, banqueiros e grandes empresários, é o estado deve ser máximo.  Portanto, como dizia Marx, o governo do estado consagra-se assim como um “comitê para gerir os negócios comuns de toda a classe burguesa”. Por outro lado, a defesa do estado como indutor do desenvolvimento econômico e social do Brasil e instrumento de justiça social e combate à desigualdade tal como determina a Constituição, é combatida falaciosamente como “comunismo e petismo.”

    A Constituição de 1988 edificou um modelo de organização sindical conhecido como “Unicidade Sindical”, reconhecendo os sindicatos como instituições fundamentais para a democracia e a ordem social. Tal modelo determinou que os sindicatos são os legítimos representantes das categorias profissionais em uma base territorial não menor que um município, garantindo também a eles o pilar do financiamento para o êxito de tal missão.

     Após três décadas da vigência da atual ordem constitucional, o grupo que usurpou o poder através do golpe judicialesco e midiático, fantasiado de impeachment, impôs “à fórceps” uma Reforma Trabalhista que em nome da modernização das relações de trabalho, da geração de emprego e da segurança jurídico, na verdade, está a promover  a retirada de direitos históricos dos trabalhadores e desmonte o sistema sindical ao privá-lo de sua principal fonte de financiamento, a contribuição sindical compulsória.

    A Reforma Trabalhista conjugada com Terceirização Ilimitada abriu um leque de possibilidades para a consecução de um estado de absoluta desproteção do trabalhador: acordos individuais, rescisão fora do sindicato, fim da ultratividade das normas coletivas, demissão coletiva sem negociação prévia com os sindicatos, inversão do ônus da prova para condenar o trabalhador, extinção do contrato de trabalho por acordo com prejuízo para o trabalhador, pejotização dos contatos de trabalho etc.

    O presidente eleito já anunciou o fim do Ministério do Trabalho e mira também o Ministério Público do Trabalho ao considera-lo um “problema que será resolvido se houver clima para tanto”. Além de anunciar também o avanço no processo de retirada de direitos dos trabalhadores com vistas a aproximar os futuros contratos de trabalho da informalidade. Assim, o que cenário que se desenha no horizonte é o agravamento da desigualdade e dos problemas sociais no país. Teremos trabalhadores ganhando menos e trabalhando mais, sem garantia de direito previdenciário, sem a segurança do Sistema Único de Saúde e sem acesso a programas sociais de transferência de renda, acesso e permanência nas Universidades.

    No universo da educação o que vislumbramos não é nada promissor. Avançam as investidas dos defensores do Projeto Escola Sem Partido nas Câmaras, Assembleias Legislativas e Congresso Nacional, com vistas a amordaçar o pensamento crítico dos professores e estudantes, o que fere de morte o preceito constitucional da “liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber.” (Art.205 CF1988). Com a Reforma do Ensino Médio, a formação integral para a cidadania ativa e crítica, delineada na LDB 9394, dá lugar a uma concepção cada vez mais tecnicista de educação com vistas à uma concepção privatista e mercantil de escola.

    Consciente desse quadro político, sindical e educacional, a atual diretoria do Sinpro Goiás que completou dois anos de gestão em 20 de outubro de 2018 enfrenta a maior ofensiva do capital à organização sindical desde a promulgação da CLT em 1° de maio de 1943 e de sua fundação em 27 de dezembro de 1963, há exatos 55 anos. Mesmo com a perda de 2/3 de nossa arrecadação, nosso sindicato vem mantendo seu funcionamento regular com a devida prestação de serviços jurídicos, clube, convênios  e atividades de formação.

    O Sinpro Goiás realizou entre 2017 2018 shows de MPB e “Rock and roll” no Clube dos Professores, feira cultural em sua sede, três edições da Copa Sinpro, duas Jornadas de Formação Continuada para mais de 1000 professoras, rodas de conversa sobre saúde do professor, centenas de atendimentos jurídicos e ajuizamento de 95 ações. Hoje temos por volta de 450 processos ativos em trâmite na Justiça do Trabalho em defesa da categoria dos professores de Goiás. Realizamos em 2018 o XI Congresso do Sinpro Goiás quando fizemos uma análise de conjuntura política e sindical e o balanço dos dois últimos anos da atual gestão do sindicato. Entre 2016 e 2018 visitamos 269 escolas e realizamos 986 filiações.

    A atual gestão do Sinpro Goiás, que teve início em 20 de outubro de 2016, conquistou reajustamentos salariais para a educação básica com ganho real nem 2017 e 2018, mantendo a série histórica de conquistas, renovou a Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos professores da Educação Básica, assinada com o Sinepe até 30 de março de 2020, mantendo todos os direitos dos Professores do interior do Estado de Goiás. Renovamos também a CCT dos Professores da Capital até 01 de maio de 2019, mantendo também a integralidade dos direitos historicamente conquistados. A CCT assinada com o Semesg, que guarda os direitos dos professores universitários do estado de Goiás que atuam no setor privado de ensino, foi renovada até 01 de maio de 2019 também com a preservação integral dos direitos conquistados. O processo negocial 2019 já foi iniciado com o envio da pauta de reinvindicações dos professores aos três sindicatos patronais. Temos até 01 de maio para fechar as negociações, todavia estamos empenhados para finalizá-la o quanto antes e por isso precisamos do apoio de toda a categoria para mantermos todos os direitos convencionados e conquistarmos ganho real no reajustamento salarial.

    Ao completar seus 55 anos de história nesse mês, o Sinpro Goiás segue firme em sua missão constitucional, social e política de defesa dos direitos e interesses da categoria dos professores, nesse tempo desafiador quando as forças do capital avançam com violência contra os direitos dos trabalhadores e para desmontar suas organizações sindicais. O trinômio que deve estar estampado em nossa bandeira em 2019 deve ser UNIDADE, RESISTÊNCIA E PERSITÊNCIA. Fortaleça seu sindicato, filie-se e conquiste mais filiados para ele. Juntos podemos muito mais. Que em 2019 “ninguém solte a mão de ninguém”! Em lugar de desespero, levemos esperança e luta. Em lugar de ódio, fraternidade. Em lugar de preconceito e discriminação, acolhimento e inclusão. Que no próximo ano, com união e força, sejamos a mudança que queremos para o nosso país. Boas Festas! São os votos do Sindicato dos Professores do Estado de Goiás.

    *Railton Nascimento Souza é presidente do Sinpro Goiás.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor. 

     

  • A morte do menino Guilherme (Silva Neto), 20 anos, assassinado pelo pai, neste 15 de novembro, me traz além da dor, a seguinte indagação: O que estamos fazendo pelos nossos filhos no processo educativo? Onde estamos, que não ocupamos os corações desta juventude? O que é a educação e para que serve? Porque um pai decide matar seu próprio filho e atirar sobre sua cabeça logo em seguida?

    Sabemos que as ocupações de escolas neste momento, é a forma de resistência, de protesto que a juventude encontrou para lutar contra os governos, contra a PEC da Morte, a PEC 55. Mas, ela é bem mais que isso. Ocupar significa tomar posse, apoderar, trabalhar, viver!

    Somente quem vai a uma escola ocupada pode ter noção do trabalho realizado por cada um e cada uma das pessoas e do coletivo que ali se faz. Durante 2015, tive a oportunidade de visitar 16 escolas ocupadas em Goiás, e era surpreendente a recepção, inicialmente desconfiada, por parte dos atores ali inseridos e que não me conheciam.

    Mas, ao adquirir confiança, se entusiasmavam em nos relatar os procedimentos para buscar e manter a unidade, a permanência e a organização. Muitos sofreram, foram presos, perseguidos, maltratados pelos pais e até por professores. Mas, bravamente resistiram e vários, foram para a universidade e continuam em luta contra a privatização do ensino.

    André Tokarski, líder nacional da juventude, nos contava ano passado, sobre um dos relatos das ocupações em São Paulo. Dizia que, no segundo dia de ocupação de uma escola, a mãe apreensiva e bastante irritada chegou ao portão aos gritos para buscar o filho, Pedro (nome fictício).

    Gritava:

    - Chama o Pedro! Eu não vou deixar meu filho nessa ocupação!! Eu não admito filho meu nessa bagunça!

    E a jovem, que cuidava do portão, perguntou a mãe:

    - Qual o sobrenome do seu filho? Qual Pedro?

    E a mãe respondeu:

    - É Pedro Guilherme!

    A menina gentilmente olhou na planilha e disse:

    - Olha, hoje, é dia do Pedro Guilherme lavar os banheiros. Ele tá cumprindo esta tarefa agora.

    A mãe chocada, esbravejou:

    - O Pedro Guilherme! O Pedro, está lavando banheiros? Meu filho lavando banheiro?

    E a menina com a prancheta na mão, respondeu:

    - Sim. Ele tá no terceiro banheiro.

    A mãe:

    - Meu filho nunca lavou banheiro. Você tem certeza que é o Pedro Guilherme?

    - Sim, respondeu a menina.

    - Então deixa meu filho aí!! Deixa que isso é muito importante pra ele, disse a mãe.

    Esse relato parece não significar nada. Mas, só quem vive a ocupação, quem trabalha na ocupação e das famílias que participam da luta coletiva, é que sabem, e veem os resultados no processo de formação dessa moçada. Há pais que se inserem e dão grandes contribuições para a escola, passando a formar melhor seus filhos em uma educação humana e de exercício de cidadania.

    As ocupações fazem a luta da resistência contra o golpe, contra o fascismo, contra o autoritarismo, contra os que se apropriam da liberdade da juventude de lutar, de resistir, de sonhar e, de reinventar um outro modelo de sociedade.

    Eu vi o Guilherme em diversos atos em defesa da Educação, em defesa do transporte coletivo, contra as OSs. Eu acompanhei as postagens dele. E, uma das postagens, para mim, bastante significativa, não era contra o governo, ou sobre a luta específica. Guilherme postou uma foto de quando era criança brincando, e compartilhou uma nota. Era sobre o direito dos meninos.

    O direito às diferenças, o direito de dançar, de chorar, o direito de amar. O direito de se humanizar. O pai do Guilherme deveria ter ido às ocupações. Deveria conhecer os amigos, as intenções, deveria ter vivido, e, deveria principalmente tê-lo deixado viver.

    Ailma Maria de Oliveira é professora e presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor

  • De acordo com Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Goiás (CTB-GO), mais de 1.000 pessoas se reuniram no centro de Goiânia, capital de Goiás, nesta manhã aos gritos de “Fora Temer”.

    “Estamos na rua contra esse governo golpista que mantém uma agenda regressiva para o país, entregando nossas riquezas a empresas estrangeiras e cortando direitos da classe trabalhadora”, afirma Oliveira.

    Ela diz que a manifestação visa a “preparação para a greve geral”. Além disso, “protestamos contra a ditadura do governador Perillo (Marconi, PSDB) e exigimos a libertação de todos os presos políticos de Goiás”. Reafirma também que a “luta é pelos direitos legítimos conquistados e em defesa do Brasil”.

    De acordo com informações da imprensa local, no sábado (17), a Polícia Militar do estado prendeu 40 estudantes secundaristas que ocuparam a sede do Conselho Estadual de Educação contra a privatização do ensino público e ainda mantém presos líderes dos trabalhadores rurais.

    “A CTB-GO conclama a mais ampla unidade de ação para barrarmos os projetos nefastos, sejam no âmbito municipal estadual e ou federal”, reforça Oliveira. Ela conta ainda que trabalhadores e trabalhadoras da Saúde, Educação, além dos bancários e servidores públicos federais paralisaram suas atividades nesta quinta.

    “Distribuímos a cartilha sobre a Reforma da Previdência e o jornal Olho Crítico especial”, diz. Também “apoiamos integralmente a luta dos estudantes goianos por uma educação pública de qualidade e para todos e todas”.

    Portal CTB

  • O prefeito de Uruaçu, interior de Goiás, decretou ponto facultativo nesta sexta-feira (28), em apoio à greve geral.

    Detalhe, o prefeito Valmir Pedro Tereza é do PSDB.

    O presidente do Sindicato Intermunicipal dos Agentes de Saúde do Norte de Goiás (Sindas-GO), Rony Pietro Silva apoia a medida do prefeito. 

    "É uma atitude democrática de muito bom senso, como tem sido a gestão do Valmir", diz.

    O sindicalista garante também que os movimentos sindical e social estão renascendo na cidade. "Prometemos muitas lutas em favor da classe trabalhadora e da maioria do nosso povo".

    Ele afirma também que a cidade vai parar nesta sexta-feira (28) contra as reformas trabalhista e da previdência.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Acontece nesta sexta-feira (6), o debate com o tema “O atual cenário político e econômico do Brasil”, às 19h, no Colégio Fractal, em Goiânia, capital de Goiás. “Sempre é importante debater assuntos referentes ao país, para encontrarmos os novos caminhos a seguir”, diz Ailma Maria de Oliveira, presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO).

    Além de parabenizar os organizadores do evento, ela acentua que “ações como essa é que formam os estudantes para a cidadania”. Ressalta ainda a “importância de apresentar a visão da CTB sobre o mundo da classe trabalhadora”.

    colegio fractal debate ailma

    “Debater os dilemas vivenciados no país, procurando compreender as políticas públicas que possam melhorar a vida das pessoas, sem predominar a visão fundamentalista, fascista, de ódio e discriminação, sempre podem apontar caminhos para a cidade e para o Brasil”, afirma Ailma.

    O filósofo Railton Nascimento, diretor de Formação do Sindicato dos Professores de Goiás, o juiz Aureliano Albuquerque e o deputado federal Delegado Waldir (PR-GO), estarão debatendo com Ailma.

    Serviço

    O que: O atual cenário político e econômico do Brasil
    Onde: Colégio Fractal (av. T. Nove, 4.586 - Jardim Planalto - Goiânia)
    Quando: Sexta-feira (6), às 19h
    Quanto: 1 quilo de alimento não perecível

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em Goiás (CTB-GO), Ailma Maria de Oliveira conta entusiasmada que a capital do estado, Goiânia, foi tomada pelos manifestantes contra a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 55.

    “A unidade das centrais sindicais, dos movimentos sociais e dos estudantes prevaleceu neste grande ato contra a PEC da Morte”, diz Oliveira. A sindicalista afirma que às 17h ocorre outra grande manifestação em Goiânia. Além disso, conta que “em diversas cidades do interior também estão acontecendo grandes mobilizações”.

    A cetebista fez chamada para o ato em entrevista do jornal Diário da Manhã, onde reforçou a campanha contra a PEC 55, chamada de PEC da Morte. Ela também defende a “unidade de todas as forças progressistas para a democracia vencer e voltar ao país”.

    aimla diario damanha goias

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Em fim de mandato, os senadores aprovaram nesta quarta-feira (7), um projeto de lei, de autoria de Ronaldo Caiado (DEM-GO), governador eleito em Goiás, que corta metade dos recursos do Fundo Social do pré-sal, destinados à educação e saúde públicas. “Desde que esse grupo golpeou a democracia, os investimentos das áreas sociais vêm despencando”, afirma Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais da CTB.

    O projeto sobre o novo fundo que destina 20% dessa receita para o Brasduto e 30% para estados e municípios, mantendo 50% para o Fundo Social do pré-sal. Isso altera a Lei 12.351/2010, que determinava em seu artigo 46 que toda a receita “advinda da comercialização de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos da União” iria para o Fundo Social, destinado ao combate à pobreza, à educação, à saúde e à cultura.

    “Parece que a transição está sendo feita para já adiantar vários dos projetos do futuro governo em detrimento da saúde pública”, diz Elgiane Lago, secretária de Saúde da CTB. “Isso sinaliza para uma política de ataque ao SUS (Sistema Único de Saúde), prejudicando a maioria da população, além de acarretar precarização no mundo do trabalho, provocando mais adoecimentos”.

    Para ela, “o desmonte da educação e saúde públicas vem se prolongando e com as propostas de Jair Bolsonaro, deve se aprofundar porque em seus planos está a censura a educadores, o ensino a distância e a criação de planos de saúde mínimos e extinção do SUS”.

    De acordo com o relator do projeto o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE) a ideia é expandir a rede de novos gasodutos já licenciados 6,7 mil quilômetros. Sendo que o fundo dos gasodutos ainda poderá contar com recursos do Orçamento da União.

    Leia o projeto na íntegra aqui.

    Marilene defende uma ampla mobilização da sociedade para “a resistência ser fortalecida na apreciação do projeto Escola sem partido, na Câmara dos Deputados, mostrando que as educadoras e educadores não são inimigos da população”.

    “Muito pelo contrário”, diz ela, “somos nós que propiciamos às crianças e jovens a possibilidade de melhoria de vida através do conhecimento”. E “muitas vezes fazemos isso em condições tremendamente precárias, pondo dinheiro do bolso para a execução de projetos necessários para o desenrolar da aprendizagem”.

    Para Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB, um dos principais objetivos do golpe de Estado de 2016, foi o de entregar a exploração do pré-sal a grandes multinacionais petrolíferas e, para isso, de imediato foi cortada a destinação de 75% dos royalties para a educação e 25% para a saúde, resultando em perda de mais de R$ 1 trilhão em 25 anos, como mostram especialistas.

    “Como dizíamos antes da eleição, Bolsonaro é continuação do governo golpista de Michel Temer”, realça. “Os pacotes de maldades parecem não ter fim, mas a resistência deve se fazer forte, unificada, com mobilização ampla de todos os movimentos democráticos e populares para defender o país e os interesses de quem trabalha”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB