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Ter, Jun

grevegeral

  • Trabalhadores de todos os cantos do Brasil vão paralisar as atividades na próxima sexta-feira, 30 de junho, para protestar contra as reformas trabalhista e previdenciária, a terceirização e as ameaças de retrocesso representada pelo governo do presidente Michel Temer.

    Na Bahia a ideia é construir um movimento ainda maior que o de 28 de abril, quando paralisamos as principais cidades do estado.

    Na última segunda-feira (26), a CTB Bahia participou de um encontro que reuniu as centrais e entidades da Frente Brasil Popular e os partidos de esquerdas. O objetivo foi agradecer aos senadores da Bahia que votaram contrário a reforma trabalhista:  a senadora Lidice da Mata e o senador Oto Alencar.; e construir uma agenda unitária de lutas.

    Dentro desse calendário rumo à grande mobilização de sexta, as entidades promovem aPlenária da Classe Trabalhadora, no Sindicato dos Bancários da Bahia, nas Mercês; e na quarta-feira (28), uma coletiva de imprensa, no Sindicato dos Bancários, para detalhar a agenda e o movimento do dia 30.

    De acordo com Pascoal Carneiro, presidente da CTB Bahia a expectativa para o movimento é muito boa. "Vamos fazer uma grande greve. Bancários, metalúrgicos, petroleiros, funcionários públicos das três esfera, comerciários têm assembleia hoje para aprovar a adesão à paralisação. Vamos fazer uma grande manifestação as 6 horas da manhã em frente ao Shopping Iguatemi e na Rodoviária; às 15h a concentração é no Campo Grande", convocou o sindicalista.

    O calendário também inclui a realização de uma manifestação no dia 29 em frente ao Tribunal de Justiça para exigir que os assassinos de Paulo Colombiano e Catarina sejam punidos.

    Confira a programação:

    Terça-feira   -  27 de junho

    Panfletagem                                  

    11h –Centro (Piedade)
    16h - Iguatemi
    16h - Lapa        
    18h - Plenária da Classe Trabalhadora, no Sindicato dos Bancários da Bahia, nas Mercês.

    Quarta-feira   -  28 de junho

    6h - Dia Estadual de Mobilização nas Bases (Panfletagem em todas as categorias)    
    10h - Feira de São Joaquim            
    12h - Comércio (TRT)                     
    16h - Liberdade (Plano Inclinado)    
     

    Quinta-feira   -  29 de junho

    9h - Manifestação contra os 7 anos de impunidade dos assassinos de Paulo Colombiano e Catarina Galindo
    Local: em frente ao Tribunal de Justiça – no CAB.
    Sexta-feira   -  30 de junho

    GREVE GERAL     
    6h - Ato no Iguatemi
    15h - Caminhada pelo Centro, com concentração no Campo Grande.

    Portal CTB com CTB Bahia

  • As centrais sindicais, sindicatos e movimento sociais reuniram-se na quarta-feira (28) no Sindicado dos Metalúrgicos de Manaus para definir as ações para o dia nacional de Greve Geral. Em Manaus, a concentração para a atividade central da greve começa às 7h da manhã, na Praça da Saudade, no centro. Além da atividade conjunta, os trabalhadores realizarão atividades em suas bases durante todo dia. Algumas categorias já definiram pela greve no dia, como petroleiros, professores universitários, entre outros.

    O movimento será prolongado, com o objetivo de atingir o máximo de trabalhadores durante o dia de greve e finalizará a partir de 16h, na Praça do Congresso, também no centro, dessa vez com apresentações culturais e novas manifestações das entidades presentes.

    Programação:

    Ato Unificado das Centrais Sindicais e Movimentos Sociais e Populares

    6h - início da concentração com a chegada de dirigentes sindicais e de movimentos
    7h - Início da concentração (Para divulgação massiva)
    Local: Praça da Saudade - centro
    » Intervenções das entidades, sindicatos, movimentos e organizações.
    9h - início da caminhada
    » Trajeto: Ferreira Pena, Leonardo Malcher; Epaminondas e 7 de setembro.
    Final da caminhada na 7 de setembro com a Eduardo Ribeiro
    16h - Ato cultural unificado
    Local: Praça do Congresso
    » Diversas atividades e intervenções culturais

    Fonte: Sinteam 

  • Representantes das centrais sindicais, de sindicatos filiados, dos estudantes e de outros movimentos sociais se reuniram, nesta segunda-feira (20), na sede do Dieese, para reforçar a mobilização da greve geral do próximo dia 14 de junho contra a proposta de reforma da Previdência apresentada pelo governo e que está em tramitação no Congresso Nacional. 

    Para o presidente da Força Sindical, Miguel Torres, o abaixo-assinado que está sendo levado às fábricas, bairros e praças públicas é um dos principais instrumentos do momento para mostrar aos parlamentares que a proposta é injusta, tira direitos e mantém privilégios.

    “A indignação popular contra os ataques aos direitos sociais, trabalhistas e previdenciários da classe trabalhadora está aumentando em todo o Brasil”, avalia Torres que também é presidente d presidente da CNTM e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes.

    O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, Juruna, explica que na reunião desta segunda foi definido um calendário de ações para fortalecer a Greve Geral do dia 14 de junho. "Reafirmamos nossa unidade na luta em defesa da aposentadoria", afirma o sindicalista.

    Confira a seguir o calendário de ações de preparação e organização da Greve Geral do dia 14 de junho:

    22 de maio

    Plenária Estadual Unificada - Rio de Janeiro

    Horário: às 14h

    Local: Sede da Força Sindical

    Endereço: Rua Silvino Montenegro nº 88, Gamboa - Centro

    23 de maio

    Plenária Estadual Unificada - Distrito Federal

    Horário: às 19h

    Local: Sindicato dos Bancários

    Endereço: EQS 314/315 - Asa Sul

    27 a 31 de maio

    Semana de intensificação de coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a proposta de reforma do Governo

    27 de maio

    Plenária Estadual do Setor de Transportes do Estado S.Paulo

    Horário: às 14h

    Local: Sede do Sindicato dos Metroviários SP

    Endereço: Rua Serra de Japi, 31 - Tatuapé, São Paulo

    27 de maio

    I Plenária Estadual Unificada – Pernambuco

    Horário:  15h

    Local: sede do SINDSEP

    Endereço: R João Fernandes Vieira, 67 - Boa Vista - Recife, PE

    27 de maio a 07 de junho

    Pernambuco - Período indicativo para os sindicatos realizarem assembleias de preparação à greve

    29 de maio

    Plenária Estadual Unificada - Rio Grande do Sul

    30 de maio

    Dia Nacional de Manifestação em Defesa da Educação

    Horário: a partir das 14h

    Local: São Paulo (Ato/Concentração no Vão Livre do Masp e caminhada até o Largo da Batata)

    31 de maio

    Plenária Estadual Unificada - Rio Grande do Norte

    5 de junho

    Encontro Nacional do Setor de Transportes

    Local: Salão Nereu Ramos (à confirmar), em Brasília

    6 de junho

    II Plenária Estadual Unificada – Pernambuco

    Horário: 16h

    Local: sede do SINDSEP

    Endereço: R João Fernandes Vieira, 67 - Boa Vista - Recife, PE

  • Em seu 4º Congresso Estadual, realizado nesta sexta-feira (30), na sede da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado do Paraná (Fetaep), em Curitiba, capital paranaense, a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Paraná (CTB-PR) avaliou como ótima a gestão dos últimos 4 anos, sob a presidência de José Agnaldo.

    “Além do balanço da gestão anterior, fizemos uma análise da conjuntura estadual e nacional e elaboramos um plano de lutas compatível com os nossos desafios perante aos ataques aos direitos da classe trabalhadora”, diz Mário Ferrari, presidente eleito da CTB-PR. Ele dirige também do Sindicato dos Médicos do Paraná.

    De acordo com ele, o vice-presidente da CTB nacional, Nivaldo Santana fez uma análise sucinta da conjuntura nacional, avaliando a necessidade de uma frente ampla para enfrentar o governo ilegítimo de Michel Temer e a agenda ultraliberal “contra os interesses de quem produz a riqueza e não vê o seu fruto”, argumenta Ferrari.

    ctb pr dirigentes nivaldo congreso 2017

    Da esquerda para a direita: Mário Ferrari, Ademir Mueller, presidente da Fetaep, e Nivaldo Santana

    Ressalta ainda que os delegados e convidados presentes ao Congresso saudaram as manifestações da Greve Geral desta sexta-feira “contra as reformas trabalhista e da previdência e todos os ataques aos interesses nacionais e do povo brasileiro”.

    O novo presidente da CTB-PR tem a expectativa de conduzir a central estadual à altura dos desafios colocados pela conjuntura nacional e estadual. “Temer e Beto Richa defendem os interesses dos mais ricos e cortam investimentos nas áreas sociais como educação e saúde, prioridades máximas de qualquer governo minimamente sério”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Por volta das 6 horas, desta sexta-feira (30), a CTB-ES e as demais centrais sindicais se reuniram na Rodoviária de Vitória em função da Greve Geral, com o objetivo de protestar principalmente contra a reforma da previdência, a reforma trabalhista e o governo do atual presidente, que trata a classe trabalhadora com descaso.

    A classe trabalhadora saiu em caminhada pelas ruas da capital e durante o percurso, foi acompanhada pela tropa de choque, tudo parecia bem tranquilo, até que a tropa resolveu lançar bomba de efeito moral e gás lacrimogênio nos trabalhadores que manifestavam, causando grande desconforto.

    “A agonia foi da Rodoviária até o Hospital São Lucas (Instituição de ensino). Eles pareciam ter um estoque novo pra gente.”, afirmou Paula Jenaina, que acompanhou todo o trajeto.

    Além da CTB- ES, estavam reunidos a Fetraee (Federação Estadual dos Trabalhadores em Estabelecimento Privado no Ensino do ES), a CUT (Central Única dos Trabalhadores) e sindicatos como Sinpro-ES, Sindeducação, Sindseg, Sindiupes, entre outros.

    Cabe um destaque especial ao manifestante do SindRodoviários. O sindicado não aderiu a greve, mas o trabalhador fez questão de parar, acompanhar a manifestação e ainda dar uma fala em frente à sede do seu sindicato em forma de protesto e indignação.

    Os trabalhadores agora seguem para a Assembleia Legislativa, onde às 12h acontecerá um ato reunindo todas as centrais e os movimentos sociais.

    Karol Siqueira - CTB-ES

  • Trabalhadoras e trabalhadores blolqueiam entrada do Porto Itaqui na manhã da sexta (30)

    O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Maranhão (CTB-MA), Joel Nascimento, saúda a força da militância da CTB-MA, das outras centrais sindicais e dos movimentos sociais maranhenses que levaram às ruasdo estado, milhares de pessoas contra as reformas do presidente ilegítimo Michel Temer. A Greve Geral desta sexta-feira (30) foi grande no Maranhão.

    "Junto com a classe trabalhadora, a juventude mostrou que deseja trabalho decente, com remuneração digna. Mais do que isso os jovens querem ter perspectivas de vida e uma aposentadoria decente", reforça Nascimento. "As bandeiras históricas do movimento sindical não podem ficar ao léu. Estamos nas ruas para dizer basta de escravidão, chega de tanta corrupção. Fora Temer e Diretas Já para a nação recuperar sua autoestima".

    Portal CTB

  • Em todo o Brasil, trabalhadores e trabalhadoras paralisaram suas atividades para manifestarem repúdio ao governo Temer e suas Reformas Trabalhista e Previdenciária. Entre greves e protestos, o país repete o feito do dia 28 de abril e, nas redes sociais, se espalha o termo #GrevePorDireitos.

    Em São Paulo, os presidentes da CTB Nacional (Adilson Araújo) e CTB-SP (Renê Vicente) participaram logo cedo de um ato em frente à base da Sabesp na represa de Guarapiranga. Eles refletiram sobre a importância das mobilizações nacionais nessa data de lutas.

    Para Adilson, o dia de hoje tem um significado muito importante, por ecoar o marco histórico da primeira greve geral brasileira, 100 anos atrás. “Naquele momento, se iniciava uma importante greve, que tem um significado de luta. Naquela ocasião, sob a liderança das mulheres, se pautava a necessidade de se contrapor a incidência elevada de assédio sexual, que predominava no interior de muitas empresas. Entre as bandeiras, elas reclamavam contra a exaustiva jornada de trabalho, os maus-tratos, o salário precário”, explicou o presidente nacional da CTB.

    “Aquilo foi marcado por um processo de solidariedade, que exigia a libertação dos presos políticos. É lamentável que, passado o tempo, a gente vai relatando que tudo isso, conquistado a dura penas, pode fugir pelo ralo, e isso muito decorrente (...) de uma rasteira na democracia”, refletiu. Assista ao discurso completo:

    Outro dirigente a falar foi o presidente recém-eleito da CTB-SP, Renê Vicente dos Santos. Sendo ele mesmo representante dos trabalhadores do saneamento básico, Renê falou com mais intimidade sobre os problemas que assolam a Sabesp, e um em particular: a terceirização crescente dentro da empresa.

    “É importante que todos saibam que o projeto de Terceirização ataca frontalmente os trabalhadores e trabalhadoras de empresas públicas. A empresa agora pode terceirizar o que ela quiser indistintamente. Nós temos que continuar travando essa luta, em defesa do saneamento público de qualidade, com mão de obra própria, qualificada, contratada através de concurso público e valorizada por um acordo coletivo decente. Nós não podemos deixar que a terceirização tome conta!”, conclamou.

    Ele mencionou casos ainda mais graves em que isso se demonstrou como o das bilheterias do Metrô paulistano - que disse enxergar como “resposta imediata” do governo Alckmin à possibilidade de degradar contratos de trabalho. “Tem gente que acha que está numa redoma de vidro, mas todos serão afetados. É importante que se faça essa discussão”.

    Assista a trechos do discurso de Renê:

    O responsável pelo diálogo com os trabalhadores da unidade foi Hilton Marioni dos Santos, diretor de base no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema). Ele também uso o microfone durante o ato, e ressaltou a importância do sindicato na formação de consciência dos trabalhadores.

    hilton marioni dos santos

    “O pessoal aqui tem compreendido a luta e entendido que é algo maior que a disputa partidária. Essa questão da Reforma Trabalhista, da Reforma Previdenciária, eles enxergam como um ataque ao trabalhador, um ataque à cidadania”, explicou, elogiando os manifestantes. “Esse momento aqui é simbólico, ainda mais porque há mais 50 unidades da Sabesp paralisadas".

    "Nós deixamos as equipes de emergência disponíveis para garantir o fornecimento à população, mas temos que fazer nosso protesto, dar o recado contra esse governo golpista. A nossa unidade está junta na luta!”, concluiu.

    O ato acabou por volta das 11h. Dali, os dirigentes foram para a Cetesb e para a Secretaria Meio Ambiente do Estado, onde outras duas manifestações aconteceram. Às 16h, todas as categorias se encontrarão na Av. Paulista para o maior ato do dia.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • As centrais sindicais (CTB, CUT, UGT, Nova Central, Força Sindical, Intersindical, CGTB, CSB, CSP-Conlutas) se reuniram nesta segunda-feira (29) na sede da CTB Nacional para debater os próximos passos na luta contra o governo golpista de Michel Temer. Em comum, todas comemoraram a vitória significativa do #OcupeBrasília no último dia 24, e apontaram para a realização de uma nova greve geral.

    A defesa dos direitos sociais e o repúdio às Reformas da Previdência Social e Trabalhista continuam sendo o fio condutor do movimento sindical. Para o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, será possível continuar na unidade de ações enquanto cada central puder convergir nesses dois pontos.

    “A manifestação em Brasília teve papel importantíssimo, os números chegaram ao patamar da grande marcha do MST em 1997. Infelizmente, houve uma repressão desmedida, que impediu a imprensa de cobrir nossas reivindicações, mas a avaliação da CTB é que o ato teve uma função política essencial, dando um novo baque no governo”, avaliou. “As centrais, mais uma vez, tiveram um papel de liderança, e isso nos impõe a responsabilidade de continuar pressionando contra essas reformas”.

    Já para o vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, a reunião serviu para demonstrar a unidade dos movimentos trabalhistas: “Todas as centrais saudaram a vitória retumbante em Brasília, com a maior marcha já vista na cidade. Do ponto de vista da continuidade, a principal resolução foi a da realização de uma nova greve geral, a depender dos presidente das centrais. As grandes bandeiras serão novamente o Fora Temer e a defesa dos direitos dos trabalhadores”. Ouça a avaliação completa de Nivaldo:

    Todos os representantes lamentaram a grande violência cometida contra Carlos Geovani Cirilo, aposentado de 61 anos, que foi atingido por um tiro de arma de fogo da PM e está em estado grave. Ele passará por cirurgia para reconstruir o maxilar. As centrais estudam as ações legais específicas contra a PM.

    Ao final da reunião, foram definidos seis encaminhamentos unitários:

    1. Continuará a luta pelo Fora Temer, impulsionada sobremaneira pelas revelações recentes de corrupção ligadas diretamente à figura do presidente;
    2. Uma nova greve geral de 24 horas será organizada para o período entre 26 e 30 de junho, a definir;
    3. Será editado um novo jornal unitário de 4 páginas, para distribuição gratuita em todo o Brasil;
    4. Continuarão as manifestações independentes nos estados, com as mesmas pautas;
    5. Foi aprovada uma Nota de Repúdio unitária contra a violência que matou 10 trabalhadores rurais no Pará;
    6. As centrais se reunirão novamente na próxima segunda-feira, 5 de junho, para ajustar o plano de mobilização do próximo período. O encontro será na sede da Nova Central, Rua Silveira Martins, 53, às 10h da manhã.

    O que dizem as outras centrais

    João Carlos “Juruna” Gonçalves, da Força Sindical: “A força que tivemos em Brasília só foi possível, em primeiro lugar, porque nós conseguimos criar uma pauta que fosse confortável para todas as centrais, contemplando diferentes opiniões. Nós conseguimos superar o número de pessoas esperado para Brasília, e isso deu continuidade para um movimento que vem sendo construído desde o início do ano. A luta unitária foi possível porque há consenso contra as Reformas do Temer.”

    Ubiraci Dantas, CGTB: “Eu queria parabenizar a todos os companheiros pelas mobilizações recentes - em todos os meus 65 anos, 40 de sindicato, eu nunca vi uma coisa dessa dimensão. Muita gente não acreditou na greve geral, e ela saiu linda daquele jeito. Isso deu um salto de qualidade na nossa luta, porque travou as Reformas. Mas isso aconteceu primeiramente pela força do Fora Temer, porque é ele que está tentando levar adiante essas propostas. 90% dos brasileiros querem esse energúmeno fora do governo, e isso unifica o país. É por isso que os caras lá querem fazer as eleições indiretas, e isso vai incendiar o país!”

    José Calixto Ramos, Nova Central: “Nós vamos processar formalmente o governo pelo uso de munição real e repressão desnecessária na manifestação de Brasília. E acusamos também a imprensa, que em nenhum momento visitou as barracas ou nos perguntou sobre nossas reivindicações, mas apareceu para registrar o caos. A questão do Fora Temer, na minha opinião, é uma questão superada, porque este governo já caiu. As delações que vimos recentemente colocaram o presidente em uma situação de crise, então a questão das Diretas Já é o que devemos perseguir”.

    Luiz Carlos “Mancha” Prates, CSP-Conlutas: “Gostaria de parabenizar a nossa capacidade de caminhar juntos, mesmo diante de certos desentendimentos - como foi lá no início, por exemplo, quando algumas das centrais acharam que poderiam negociar as reformas, e outras não. Foi com esse espírito que nós fizemos o #OcupaBrasilia, que aconteceu depois da vitoriosa greve geral do dia 28. E nós fomos lá para protestar de verdade, não foi um passeio, e isso resultou numa reação exacerbada do governo, com a selvageria do Exército. Mas o que a população está falando? Está tudo mundo junto querendo se colocar contra o governo, e o movimento sindical não pode parar. Nós achamos que é preciso anunciar outra greve, porque eles vão mudar o governo mas vão manter a Reforma Trabalhista, manter a Reforma da Previdência, e os ataques vão continuar.”

    Sérgio Nobre, CUT: “Quem duvidava da nossa capacidade de fazer luta não tem mais o que dizer. É claro que existiram problemas, mas isso não tira o brilhantismo do ato. É triste que a imagem que se propagou foi a da molecada jogando pedra e a polícia reprimindo, pois o que a gente queria era ter os manifestantes na Esplanada exigindo direitos. A CUT não acredita em manifestações violentas. Sobre os próximos passo, vai depender de como as coisas vão andar no Congresso. É importante já preparar novas ações, que podem culminar na realização de outra greve geral, mas é preciso apontar para a construção da greve. A data em si é móvel, pois depende das ações dos parlamentares.

    Ricardo Patah, UGT: “Foi um ato cívico de uma importância sem precedentes. Foi uma marcha muito importante, e que demonstrou a indignação dos brasileiros. Mas a ação daqueles jovens dos black blocs me preocupou, porque trouxe um problema grave. Eles avançaram para cima da polícia, e a polícia mal preparada reagiu daquele jeito. Porque na cabeça da população está que o movimento sindical foi lá pra fazer isso, e que a marcha foi apenas um pretexto. Nós todos vimos, foi uma coisa triste. A imprensa ajuda nessa compreensão distorcida. Para eles, tudo o que está sendo feito é só uma questão do imposto sindical, como se nós só nos importássemos com isso.”

    Ricardo Saraiva Big, Intersindical: “Todas as centrais estão de parabéns, foi uma manifestação bem organizada. Sobre os black blocs, eu queria dizer que ali havia uma orientação do governo para reprimir. No dia 28, foi a mesma coisa, e eu posso dizer que os companheiros portuários não fizeram absolutamente nada e o pau comeu do mesmo jeito. Quando o governo está acuado, ele age como bicho, pula pra lá e pra cá. É fundamental que as centrais tirem uma nova data para a realização da greve geral, porque é assim que a gente vai pressionar pelas Diretas Já. Esse governo já caiu, o que eles estão organizando é uma eleição indireta, inclusive colocando um banqueiro como presidente. Lá na Baixada Santista, esse presidente nefasto conseguiu unificar todas as centrais no 1º de Maio, até com os movimentos mais sectários.”

    Antonio Neto, CSB: “Eu fiquei assustado com o aconteceu em Brasília. Nós vamos responsabilizar a Polícia Militar do Distrito Federal pelo ocorrido, porque foram eles que isolaram o local, foram eles que revistaram as bolsas dos trabalhadores, então se passou gente com arma na mochila, é porque eles deixaram. E tem também o uso de arma letal. Nós vamos processar a PM. E nós temos que fazer também uma autocrítica, não podemos deixar isso acontecer novamente. Por outro lado, isso serviu para liberar uma energia na população, e daqui a pouco será o Brasil inteiro que vai ficar assim. Qual é o próximo passo? Acho que é fazer outra greve geral, que comece com os transportes e cutuque trabalhadores e não trabalhadores, estudantes, todos.”

    Portal CTB

  • Paralisação tem ampla adesão. 

    Cidades brasileiras registram protestos e paralisações na manhã desta sexta-feira (14). Trabalhadores cruzaram os braços contra os cortes do governo na educação e a "reforma" da Previdência. Por volta de 9h35, ao menos 23 estados e o DF tinham sido afetados. As informações são do portal G1.

    No início da manhã, os efeitos da paralisação eram sentidos nas grandes cidades principalmente no transporte público e com o fechamento de vias. Somente parte das linhas de ônibus, trem ou metrô funcionavam em capitais como São Paulo, João Pessoa, Curitiba, Maceió e Salvador. No Rio, protestos bloquearam vias da cidade.

    Com informações de vermelho.org.br

  • A reforma da previdência e trabalhista tem tirado o sono de muitos trabalhadores em todo Brasil. Em protesto às propostas do Governo Temer os trabalhadores foram às ruas na sexta-feira (28). A Greve Geral parou não só a indústria, como também o comércio, correios, agências bancárias e setores públicos.

    Em Camaçari, a maior manifestação ocorreu no centro da cidade, organizada pelo Sindicado dos Metalúrgicos, CTB, CUT que após fechar as principais rodovias da região caminharam em manifestação pacífica no centro da cidade. Um dos principais gritos durante o ato foi o FORA TEMER.

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    “Basta apenas o povo se conscientizar e partir para luta para começar a modificar a realidade à sua volta. Mas, enquanto insistir no comodismo, vai ficar difícil mudar o mundo ao nosso redor. Por exemplo: durante uma greve, tem trabalhador que prefere dar benção ao capeta do patrão do que participar de uma assembleia com seus colegas e lutar pelos seus direitos. Aí, fica difícil”, ressalta o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos,Júlio Bonfim.

    Ele ainda avalia: “É complicado ver tanta gente sair às ruas no Carnaval, ir atrás de um trio elétrico, apesar de tanta violência, mas se “esconder” na hora de se envolver na luta por melhores condições de trabalho, participando das mobilizações do chão de fábrica”. A manifestação reuniu uma multidão de trabalhadores e fechou todo o comércio do centro da cidade.

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    Fonte: Nossa Metrópole

  • De acordo com Luciano Simplício, presidente reeleito da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Ceará (CTB-CE), mais de 50 mil trabalhadoras e trabalhadores tomaram as ruas de Fortaleza, capital do Ceará, nesta sexta-feria (30) - dia da Greve Geral - contra as reformas trabalhista e previdenciária.

    "Saímos às ruas pelo Fora Temer porque acreditamos que nova eleição direta para a Presidência é o melhor caminho para o país retomar a rota do crescimento econômico", avalia Simplício.

    Ele conta ainda que as manifestações no seu estado tiveram a participação de todas as centrais sindicais, movimentos sociais e estudantes. "Estamos todos no mesmo barco e corremos o risco de morrer de tanto trabalhar e ficar sem aposentadoria". Por isso, "precisamos resistir a todo o custo para não perder nossos direitos e garantir furuto digno aos nossos filhos e netos", defende.

    Portal CTB

  • Trabalhadores e Trabalhadoras do Correios deflagraram uma paralisação nacional na noite da última quarta-feira (26). 

    A greve, que já reúne ecetistas representados por 33 sindicatos, é contra a privatização do setor, retirada de direitos, fechamento das agências, entre outras pautas. 

    Em São Paulo, as agências e os centros de distribuições amanheceram fechados. Só na manhã desta quinta-feira (28), cerca de 4 mil trabalhadores já tinham aderido à greve. A previsão até o final da tarde eram de 6 mil grevistas.

    Um protesto do CTE da Vila Maria fechou a Marginal Tietê para denunciar à população o sucateamento do setor.

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    “A greve é contra a privatização dos Correios, pois essas medidas da direção da empresa vão no sentido de sucatear a ECT para entregar o setor postal às multinacionais”, afirmou o presidente do Sintect-SP, Elias Cesário, Diviza.

    Além da pauta especifica, a  categoria se somará à Greve Geral do dia 28 de abril, contra as reformas previdenciária e trabalhista do governo Temer.

    “A empresa tentou dizer que todos os 8.500 trabalhadores parados em São Paulo só estavam fazendo isso pela greve geral - não é só por isso, não. Estamos parados para defender nossos empregos, direito de férias, condições das agências e também garantir os direitos trabalhaistas de todos os brasileiros”, ressaltou o sindicalista e completou: “O dia 28 é a greve de todos os trabalhadores e trabalhadoras do Brasil. É fundamental que todas as categorias unifiquem as forças contra esses projetos nefastos de Temer. Vamos fortalecer essa luta”, convocou Diviza.

    Aaderiram à greve nacional os seguintes estados:  ACR, AL, AM, BA, BSB, CE, ES, GO, MA, MG/MG, MG/JFA, MG/URA, MS, MT, PA, PI, PR, RJ, RN, RO, SC, SPI/RPO, SPI/BRU, SPI/VP, SPM/STS, TO, PB, PE, RS/RS, RS/SMA, SPI/CAS, SPI/SJO, SPM/SP. 

    greve correios marginal sto amaro

    Portal CTB