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Sáb, Mar

Luiz Gonzaga Belluzzo

  • A nostalgia de um futuro que poderia ter sido mas foi adiado

    O professor Luiz Gonzaga Belluzzo é um mestre em duas artes. Tem o domínio da economia, que nunca reduz à arte matemática de muitos de seus pares, e também em outro campo notável, a arte da escrita, que manifesta em alguns textos de grande valor científico e literário.

    Ele que publicou na edição desta terça-feira (6) do jornal “Valor Econômico”, o artigo “Nostalgia do futuro”, título que faz lembrar um clássico notável escrito em meados do século XVII pelo padre Antonio Vieira, sua clássica “História do Futuro”.

    A ligação entre estes dois textos, separados no tempo por mais de quatro séculos, decorre da ousadia literária de terem como tema um tempo que ainda não foi vivido: o futuro. Nostalgia gerada, nestas tentativas de antevisão daquilo que ocorrerá, pela análise daquilo que, tento acontecido, acalentou sonhos que não se sabe se virão a tornar-se realidade ou não.

    Belluzzo inicia seu texto com uma referência ao fim do império romano visto pelas lentes de dois grandes comentaristas: Petrônio, o escritor romano autor daquele que é um dos mais antigos romances já escritos, Satyricon – transformado em filme quase mil anos depois de seu aparecimento por outro satirista notável, o cineasta Federico Fellini. Que usou aquela história, narrada no crepúsculo do império romano para escancarar "a nostalgia do Cristo que ainda não havia chegado", diz Belluzzo citando uma entrevista do mestre do cinema. E trás a reflexão para o Brasil de nossos dias. “Nesta hora em que muitos se submetem ao medo ou escolhem o ódio, não é despropositado recordar momentos que inspiraram vida, insuflaram esperanças e ensejaram conquistas às mulheres e homens dos Tristes Trópicos. Vasculhar o passado com os olhos no horizonte é um saudável exercício de nostalgia do futuro”, diz ele.

    “Nós, brasileiros, padecemos, hoje, as dores de uma indagação crucial: corremos o risco de sermos piores do que já fomos, ou podemos ser muito melhores do que parecemos? Já tivemos nossos dias de grandes aspirações e realizações”.

    Ele se socorre, para desenhar uma resposta a esta questão crucial, à trajetória do desenvolvimentismo representado por Getúlio Vargas que, em seu tempo, enfrentou as mesmas forças retrógradas e reacionárias que hoje impedem o desenvolvimento brasileiro.

    Ele se refere como o Brasil, sob Vargas, enfrentou a crise mundial provocada pela queda da Bolsa de Nova York em 1929, e soube aproveitar as oportunidades que apareceram naquele momento. “Entre 1930 e 1945, o "fazendão" atrasado e melancólico do Jeca Tatu - a terra da hemoptise, do bicho-do-pé e da lombriga - cedeu espaço para a construção da economia urbano-industrial. O governo brasileiro de Getúlio Vargas enfrentou derrocada dos preços do café, causada pela crise de 1929, com políticas de defesa da economia nacional: a compra dos estoques excedentes e a moratória para as dívidas dos cafeicultores. Essas medidas e a desorganização do mercado mundial - provocadas pela depressão e depois pela guerra - ensejaram um forte impulso à industrialização do país. Compreendeu-se que industrialização era a única resposta adequada aos inconvenientes da dependência da demanda externa”, explica Belluzzo. Contexto em que a indústria brasileira pode crescer como nunca, apoiada pela ação governamental.

    A indústrua cresceu “rapidamente não só para suprir a demanda doméstica, mas também para atender às exportações. Ainda durante a guerra, o presidente Getúlio Vargas negociou com os americanos a construção da siderúrgica de Volta Redonda. Esse empreendimento, crucial para as etapas subsequentes da industrialização brasileira, entrou em operação em 1946”.

    “O projeto ‘desenvolvimentista’ invadia o imaginário social. À revelia dos senhores da casa-grande, ele foi construído por uma singular articulação entre as camadas empresariais nascentes, a fração nacionalista do estamento burocrático-militar, as lideranças intelectuais e o proletariado em formação”. Mas a oposição contra a industrialização pelos setores tradicionais da economia brasileira, que se beneficiavam da subordinação do país ao mercado externo, como fornecedor de alimentos e matérias primas, foi intensa.

    “Eleito em 1950, Getúlio Vargas lançou, em 1951, o Plano de Eletrificação, criou em 1952 o BNDE, a Petrobras, em 1953. O avanço da industrialização só poderia ocorrer com a modernização da infraestrutura e a constituição dos departamentos industriais que produzem equipamentos, insumos e bens duráveis de consumo”.

    A oposição contra Vargas foi intensa. “Desde a sua eleição, em 1950, até o suicídio, em 24 de agosto de 1954, enfrentou as manobras da oposição que urdia suas habituais e tediosas maquinações para ‘melar o jogo’, sempre, é claro, em nome da democracia”. Tentaram impedir sua posse alegando que não teve maioria absoluta na eleição; Depois, tentaram paralisar o governo, inclusive com uma tentativa de impeachment. O "establishment" civil e militar, apoiado pela estridência da imprensa conservadora cresceu depois que, no início de 1954, Vargas enviou ao Congresso um projeto para adotar a Lei de Lucros Extraordinários. "A pancadaria chegou ao paroxismo quando o ministro do Trabalho, João Goulart, anunciou o aumento de 100% do salário mínimo”. Vargas demitiu Jango e também o ministro da Guerra, general Espírito Santo Cardoso, mas não apaziguou a oposição. “Getúlio reagiu e retomou a escalada nacionaldesenvolvimentista. No dia 1º de maio de 1954, Getúlio decretou o aumento do salário mínimo anunciado por Jango”.

    A crise continuou e cresceu, levando Vargas ao suicídio em 24 de agosto de 1954. “Dias antes, o presidente escreveu seu derradeiro bilhete: ‘À sanha dos meus inimigos, deixo o legado de minha morte. Levo o pesar de não ter feito pelos humildes tudo o que desejava’. Vargas sabia que as conquistas trabalhistas impostas pela legislação social de 1942 não ensejavam ainda a almejada incorporação das massas aos padrões ‘modernos” de produção e de consumo, sobretudo em razão do secular atraso das relações de trabalho no campo e da completa exclusão política dessa camada social, mergulhada na miséria e na semiescravidão”.

    Neste ponto, já finalizando seu artigo, Belluzzo faz ampla menção à carta-testamento onde Vargas denunciou: "Contra a justiça do salário mínimo se me desencadearam os ódios Se as aves de rapina querem o sangue de alguém, querem continuar sugando o povo brasileiro, eu ofereço em holocausto a minha vida. Escolho este meio de estar sempre convosco Quando vos humilharem sentireis minha alma sofrendo ao vosso lado. Quando a fome bater à vossa porta sentireis em vosso peito a energia para a luta, por vós e por vossos filhos".

    A nostalgia do futuro, que dá título ao artigo, está aí – não na recordação dos eventos de mais de meio século atrás, onde conflito semelhante ao que o Brasil vive hoje – o enfrentamento entre desenvolvimentistas que querem o avanço do país e neoliberais que querem manter o atraso e o subdesenvolvimento. Não – a nostalgia não é do passado mas do futuro que trazia inscrito e que, na atual conjuntura, enfrenta um adiamento que poderá ser medido por décadas. Mas que se afirmará, com certeza, levado adiante pela luta democrática e progressista dos brasileiros que se opõem às forças do atraso que neste momento detém a hegemonia mas serão derrotadas com certeza.

    José Carlos Ruy é jornalista e escritor.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

     

  • A pobreza cresce assustadoramente no Brasil, mostra reportagem do jornal The Guardian

    Arte do grafiteiro paulistano Paulo Ito (Foto: André Penner/AP)

    "Vi ontem um bicho
    Na imundície do pátio
    Catando comida entre os detritos.

    Quando achava alguma coisa,
    Não examinava nem cheirava:
    Engolia com voracidade.

    O bicho não era um cão,
    Não era um gato,
    Não era um rato.

    O bicho, meu Deus, era um homem".

                (O Bicho, de Manuel Bandeira)

    O jornal britânico The Guardian (leia matéria original aqui) mostra, nesta quarta-feira (19), os efeitos perversos da política de contenção de gastos do governo Michel Temer. “O Brasil caiu em sua pior recessão em décadas, com 14 milhões de pessoas desempregadas”, reforça a reportagem.

    Aliado ao aumento do desemprego, Nivaldo Santana, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirma que “o arrocho salarial e os cortes em investimentos de programas sociais alimentam a crise e o consequente aumento da pobreza, num país que avançava celeremente no combate à miséria”.

    O economista Francisco Menezes diz ao jornal britânico que "o Brasil voltará ao mapa de fome", se o governo insistir nesse rumo de congelamento de investimentos no setor público e em programas sociais.

    Em 2014, o Brasil saiu do mapa da fome. “Isso só aconteceu porque tivemos dois governos voltados para o crescimento da economia”, acentua Santana. “Agora acontece o inverso, o que só faz agravar a crise, o desemprego, a recessão".

    De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a pobreza absoluta no Brasil caiu de 25% em 2004 para 8% em 2014, mas já no ano seguinte aumentou para 11% e se agrava ainda mais com as medidas tomadas pelo governo Temer.

    O relator especial sobre pobreza extrema e direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Philip Alston, criticou em matéria do The Guardian, a Proposta de Emenda à Constituição 55 (PEC 55), recentemente aprovada no Congresso Nacional. Santana critica também a reforma trabalhista, jpá sancionada por Temer, a reforma da previdência em tramitação no Congresso e a tercriização ilimitada, já aprovada.

    "A crise só pode se acentuar dessa maneira. O governo ilegítimo acaba com os direittos da classe trabalhadora, corta investimentos nos setores sociais e nos programas de distribuição de renda, como o Bolsa Família e ainda acabaou com a Política de Valorização do Salário Mínimo. Isso só faz piorar", afirma Santana.

    "É completamente inadequado congelar apenas despesas sociais e amarrar as mãos de todos os futuros governos por mais duas décadas”, argumenta Alston. O economista e professor Luiz Gonzaga Belluzzo também critica o projeto do governo que assumiu em 2016 após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff.

    Ele diz ao Brasil de Fato que os projetos neoliberais só farão agravar a crise. "É como se o motor do carro começasse a pifar no meio da estrada, e o motorista quisesse consertar a lataria".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • É hoje: revista debate as lutas da classe trabalhadora no histórico ano de 1968

    Cinquenta anos se passaram, mas 1968 permanece no imaginário popular como um ano de grandes manifestações e mudanças na vida social e política do planeta. Jovens de todas as idades saíram às ruas contra a guerra, a opressão patriarcal e capitalista.

    Para compreender esse momento singular da história, o Centro de Memória Sindical lança nesta quinta-feira (30), a revista “1968 e os trabalhadores”, às 17h30, no Hotel Leques Brasil, no bairro da Liberdade, na capital paulista. Com presença confirmada do ex-ministro da Casa Civil, do governo Lula, José Dirceu.

    A publicação comemorativa conta com depoimentos de um renomado time de agentes políticos que vivenciaram o histórico momento. Os organizadores reproduzem entrevista concedida pelo sindicalista José Ibrahim (1947-2013), líder da importante greve de Osasco (SP), ao Centro de Memória Sindical, em 2012.

    Completam o time (com importante atuação política e sindical em 1968) da histórica publicação: Vital Nolasco, que participou da greve de Contagem (MG); José Dirceu, líder estudantil;  José Luiz Del Roio, jornalista e historiador; João Guilherme Vargas Netto, que ajudou a organizar a Passeata dos Cem Mil, no Rio de Janeiro; Luiz Gonzaga Belluzzo, economista e professor que comenta o arrocho e a oferta de empregos em 1968; Raimundo Rodrigues Pereira, editor-fundador da revista Veja.

    Além de artigos dos jornalistas e pesquisadores José Carlos Ruy e Fernando Damasceno sobre os eventos internacionais de 1968.

    Carolina Maria Ruy, coordenadora do Centro de Memória, afirma que “o ano de 1968, foi um dos mais emblemáticos do século 20”. Para ela, “a história, da forma como é abordada na revista, é uma importante ferramenta para compreender o presente da vida política e social, as raízes dos embates ideológicos e os contrastes entre o campo progressista e os projetos retrógrados de poder”.   

    Serviço

    Lançamento: Revista “1968 e os trabalhadores”

    Data: Quinta-feira (30), às 17h30

    Local: Hotel Leques Brasil

               Rua São Joaquim, 216 – Liberdade - São Paulo

    Portal CTB

  • Em seu depoimento, Belluzzo detona Janaína Paschoal e desmascara golpe. Assista!

    Na reta final do processo de impeachment da presidenta eleita pelo voto popular, Dilma Rousseff, o professor e economista Luiz Gonzaga Belluzzo não poderia ser mais transparente ao demonstrar a total inexistência de qualquer crime de responsabilidade praticado pela presidenta.

    "Vou tratar isso com um pouco de bom humor, porque eu acho que, em 2015, não houve uma pedalada, houve uma 'despedalada'", disse Belluzzo.

    "No momento em que a economia estava se contraindo, estava perdendo receita, a presidente fez um contingenciamento de mais R$ 8,5 bilhões em cima de um contingenciamento que já tinha ocorrido, de R$ 70 (bilhões)", falou ele, descaracterizando as tais pedaladas.

    "Eu só aceitei vir aqui testemunhar porque considero que o afastamento da presidente pelos motivos alegados é um atentado à democracia", completou. Para ele, a presidenta Dilma teve é “excesso de responsabilidade fiscal".

    "Ao contrário, eu vou repetir, do que aconteceu da suposição de que ela cometeu um crime de responsabilidade, na verdade, ela procurou correr atrás da queda, e correr atrás da queda não deu certo", disse Belluzzo. "Foi o contrário: ela foi excessivamente responsável, excesso de responsabilidade fiscal".

    Na fase final, a advogada Janaína da Conceição Paschoal pediu que se explicasse o que são as pedaladas fiscais e ele respondeu que o importante é o efeito fiscal das medidas. “Precisamos olhar os efeitos no seu conjunto. Os aportes do governo no BNDES foram muito importantes, precisamos falar sobre os efeitos fiscais”.

    “Com todo o respeito, o senhor não respondeu ao que eu perguntei”, insistiu Paschoal. "A economia brasileira sofreu os efeitos da crise, sim. O que eu afirmo é que, nesse ambiente, nós quisemos fazer um ajuste fiscal que só agravou a situação. É isso que eu quero dizer com toda a franqueza", afirmou Belluzzo.

    Assista Belluzzo detonando golpe 

    Belluzzo insistiu na falta de crime de responsabilidade de Dilma. “Deveríamos discutir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal), porque numa ocasião de crise é difícil manter esses critérios. Diria mais, até agrava a situação”. 

    O professor e economista foi mais um depoimento a demonstrar que o processo de impeachment é uma farsa com roteiro previamente traçado, pelo qual as raposas passarão a tomar conta do galinheiro. E o Brasil pode voltar a ser uma “República de Bananas”, basta ver as atitudes do ministro interino da Relações Exteriores, José Serra.

    Portal CTB com agências

  • Luiz Gonzaga Belluzzo debate a crise com representantes da sociedade civil

    O presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Adilson Araújo, é um dos debatedores da palestra “A Crise e o Desenvolvimento Nacional”, ministrada pelo economista e professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Luiz Gonzaga Belluzzo, nesta sexta-feira (7), às 9h da manhã, na sede da Federação das Indústrias do Estado da Bahia (FIEB). 

    O evento é uma realização do deputado federal Davidson Magalhães (PCdoB-BA), e contará com a participação do ex-governador da Bahia e ex-ministro, Jaques Wagner, o reitor da Universidade Federal da Bahia, João Carlos Salles, e o presidente do Conselho Regional de Economia (Corecon), Gustavo Casseb Pessoti, Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), e Antonio Alban, presidente da FIEB.

    Como convidado, o presidente da CTB falará sobre a crise econômica e política do país, que paralisa o futuro de nação e qualquer horizonte de retomada do desenvolvimento. As reformas trabalhista e da previdência também serão tema de debate.

    Portal CTB com CTB-BA

  • Torcidas do Flamengo, Palmeiras, Internacional e Grêmio se posicionam contra Bolsonaro

    Depois da Gaviões da Fiel (Corinthians) e a Torcida Jovem do Santos divulgarem notas contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, agora é a vez de torcedoras e torcedores do Flamengo, Palmeiras, Internacional de Porto Alegre e Grêmio fazerem o mesmo.

    Leia mais

    As maiores torcidas organizadas do Corinthians e do Santos dizem não a Bolsonaro

    "A torcida do Flamengo é a mais popular do país. Ela abrange todos os segmentos sociais, desde homens e mulheres, brancos e negros, jovens e idosos, pobres e ricos. Representamos o povo brasileiro na sua essência. Nesse sentido, é inaceitável qualquer declaração preconceituosa manifestada por Bolsonaro e seu vice, Mourão, sobretudo ao que tange à população mais pobre, negra e as mulheres, mães e avós", diz trecho do comunicado do coletivo Flamengo Antifascista.

    Acompanhe aqui o poema da torcedora do Flamengo, Stephanie Assumpção.

    Já os palmeirenses se contrapõem ao jogador Felipe Mello que declarou voto no candidato fascista. “Não podemos tolerar discursos de ódio dirigidos a grupos historicamente oprimidos. A trajetória da Sociedade Esportiva Palmeiras é uma trajetória de acolhimento à diversidade”, diz parte do texto assinado por  Luiz Gonzaga Belluzzo, Marco Ricca, Miguel Nicolelis, Nádia Campeão, Soninha Francine, Wilson Simoninha, entre muitos outros.

    Leia a íntegra do texto aqui. Também assinam os coletivos: Porcominas, PorComunas, Palmeiras Livre e Palmeiras Antifascista.

    “No cenário atual temos candidatos dos mais variados espectros políticos distribuídos entre as intenções de voto. Esquerda e direita. Progressistas e conservadores. Assalariados e burgueses. É da democracia. No entanto, o que chama a atenção é que o candidato que lidera as pesquisas é recorrente em declarações preconceituosas e demonstra o maior desprezo pela democracia”, afirma a torcida Inter Antifascista, em seu comunicado pedindo voto contra Bolsonaro.  

    Veja a íntegra aqui.

    A torcida do maior rival do Inter de Porto Alegre, a Democracia Gremista também se posiciona contra a onda fascista. “Como não poderia ser diferente, entendemos o futebol como reflexo da sociedade: se lutamos para democratizar o Grêmio, também lutamos por uma sociedade democrática: livre de tudo aquilo que condenamos. Neste sentido não poderíamos nos calar! Neste processo eleitoral temos lado, que é da defesa da democracia”, diz em seu comunicado contra Bolsonaro.

    Leia o texto completo aqui.

    As torcidas organizadas desses seis grandes clubes brasileiros se mobilizam para participar das manifestações, liderada pelas Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, em todo o Brasil e em vários países. No sábado (29), os gritos de #EleNão e #EleNunca prometem sacudir a eleição e a cultura do ódio, da discriminação e da violência.

    Portal CTB. Foto: André Coelho