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Qui, Mar

Meio Ambiente

  • Abertura oficial da Bienal emociona estudantes no palco do Teatro Castro Alves

    Por Cristiane Tada

    Uma noite de muitas emoções na quarta-feira (06/2) deu a largada da bienal das bienais, a 11ª Bienal da UNE – Festival dos Estudantes, em Salvador (BA). Com o teatro Castro Alves, repleto, a presidenta da UNE, Marianna Dias deu as boas-vindas.

    “Salvador é uma cidade histórica para o movimento estudantil e é aqui que saudamos todas as delegações, de todos os estados, que vieram para o nosso festival. Viva o Nordeste, viva o Sudeste, viva o Norte, viva o Sul, viva o Centro Oeste, viva a décima primeira Bienal dos estudantes!”.

    Foi exatamente aqui, na capital da Bahia, que foi realizada a primeira Bienal, há 20 anos atrás, em 1999. Foi também aqui que UNE foi reconstruída há 40 anos depois de perseguida e levada à clandestinidade.

    Mancha de dendê

    O vice-reitor da Universidade Federal da Bahia, Paulo Miguez, foi responsável por um dos momentos mais emocionantes da noite que levou Marianna às lágrimas. Ele levantou seu crachá de delegado do 31º Congresso da UNE, em maio de 1979. “Como bom baiano eu diria que essa lembrança é uma mancha de dendê não sai nunca. Eu queria dizer com esse gesto de memória expressar um momento tão especial como esse e mostrar confiança que deposito em cada um de vocês, em cada jovem brasileiro. Eu sei que vocês irão defender o direito inegociável à universidade publica brasileira”.

    Este ano é a primeira vez que festival reúne secundaristas, universitários e pós-graduandos.  O presidente da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES), Pedro Gorki, destacou essa união histórica nesse momento de resistência da história do nosso país. “A Bienal cumpre a função de inaugurar o período de lutas que os movimentos sociais do Brasil terão pela frente no ano de 2019. Aqui estamos, estudantes, artistas, ativistas, militantes, unidos na defesa da democracia e dos direitos, na defesa da educação e da cultura, contra a censura e a mordaça, pela liberdade do nosso país”.

    A presidenta da Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG), Flávia Calé, também reforçou a unidade.  “Vamos reconstruir a unidade do nosso povo, celebrar a diversidade cultural do Brasil, e fortalecer os nossos laços e as nossas forças”.

    O patronato Gilberto Gil

    A aula show do homenageado máximo da noite, Gilberto Gil, foi um formato de perguntas intercaladas com música. A escritora Ana de Oliveira mediou a conversa entre o ex-ministro da Cultura e os estudantes da UNE.

    Ele respondeu sobre o passado e sua militância, bem como comentou a conjuntura política do Brasil e do mundo. Gil também foi homenageado como patrono do Cuca da UNE, e recebeu um quadro com a arte oficial do evento feito pelo artista Elifaz Andreato.

    “Eu sou contemporâneo da infância da UNE do movimento em que os estudantes se agregaram nessa forte inconstitucionalidade que se tornou o movimento estudantil que eu participei naquele início. Muito da minha formação da minha capacidade de compreensão da dimensão cidadã, muito disso veio da militância junto a UNE, junto ao Centro Acadêmico”, afirmou. E completou generoso: “Eu sou não só grato, mas devedor da UNE, por tudo isso que me deu”.

    Para o músico essa geração é beneficiada por um longo tempo do que chamou de “exercícios libertários”. “Quiséramos ter naquela época, 40, 50 anos atrás o grau de autonomia que vocês tem hoje, o grau de compreensão sobre a complexidade, sobre a paradoxidalidade dessas coisas que vocês tem hoje que já podem reconstituir de fato uma trans-esquerda”, afirmou.

    E se identificou com a juventude. “Quando jovem eu tive os mesmo impulsos, as mesmas esperanças, as mesmas atitudes desafiadoras que vocês jovens tem hoje. Vocês hoje são mais cultos e mais experimentados. O tropicalismo almejou tudo isso, expandir a compreensão sobre o mundo”, afirmou.

    Ele finalizou a noite empolgando a plateia com a canção vencedora dos festival da Record de 1967 e talvez uma das suas músicas mais famosas: Domingo do Parque.

    Programação

    Desta quinta até domingo ocorrerão mais de 90 atividades, incluindo debates, conferências, oficinas, visitas guiadas, lançamentos de livros, vivências criativas, uma feira de economia solidária, atividades relacionadas a todas as áreas de interesse da juventude. Nas mostras estudantis selecionadas, a Bienal apresenta mais de 270 trabalhos, com destaque para as áreas da música, audiovisual, literatura, artes cênicas, artes visuais, extensão, ciência e tecnologia. Nas atrações culturais artistas como Baiana System, Atoxxxa, Djonga, Francisco El Hombre, além de uma grande culturata de blocos de carnaval como o Ilê Ayê, Banda Didá e Filhos de Ghandy.

    Fonte: UNE

  • Além de extinguir os ministérios da Cultura e do Esporte, Bolsonaro quer o fim do Sistema S

    Nem tomou posse e Jair Bolsonaro já enfrenta inúmeras polêmicas em seu projeto de “terra arrasada” para o Brasil. Até os industriais mostram seu descontentamento quando o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, fala em “desvio de finalidade” do Sistema S.

    De acordo com Guedes, “o ponto focal é colocar o Sistema S prestando contas” para dessa forma, “trazê-lo para a moderna governança corporativa”.

    Já Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Serviço Social do Comércio (Sesc) paulista, diz à Folha de S.Paulo, estar observando que eles “imaginam que o compromisso do chamado Sistema S inteiro é a formação profissional”.

    Miranda explica que “o Sesc não tem compromisso com formação profissional, o Sesi (Serviço Social da Indústria) também não. Para isso tem o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e o Senai (Serviço Nacional da Indústria), que foram criados com essa finalidade”.

    O chamado Sistema S foi criado em 1946, mantido por industriais, sob a forma de patrocínios. Por isso, a reclamação da equipe do governo de extrema direita. Somente no ano passado, segundo a Receita Federal foram devolvidos ao Sistema S, R$ 16,4 bilhões.

    Além do Senac, Senai, Sesc, Sesi, compõem o Sistema S, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Serviço Social de Transporte (Sest).

    “Pelo jeito o futuro governo vem com uma fome de anteontem para acabar com todos os projetos que têm dado certo na educação e na cultura e nega a importância do Sistema S”, afirma Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    Sem cultura e esporte país anda para trás

    As investidas de Bolsonaro não se restringem, no entanto, ao Sistema S. Em sua reforma ministerial, “não há espaço para os ministérios do Trabalho e do Meio Ambiente, por exemplo, que dirá retomar o de Política para as Mulheres, de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania”, conta Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A proposta do governo eleito em 28 de outubro, remonta ao período anterior ao fim da ditadura (1964-1985), quando tanto a Cultura quanto o Esporte faziam parte do Ministério da Educação – na época Ministério da Educação e Cultura, daí a sigla MEC.

    O Ministério da Cultura (MinC) nasceu em 1985 no governo de José Sarney, marcando o início da chamada “Nova República”. Já em 1990, com a posse do primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de 1960, Fernando Collor de Mello transformou o MinC em secretaria.

    A produção cultural no período Collor capengou profundamente com os cortes de patrocínios governamentais. O cinema por exemplo, chegou perto da produção zero, vivendo de filmes de Xuxa e dos Trapalhões, praticamente. Com o impeachment de Collor em 1992, Itamar Franco deu status de ministério novamente à Cultura.

    Já o Esporte ganhou status de ministério em 1995, com a posse de Fernando Henrique Cardoso, com o nome de Ministério Extraordinário do Esporte, que teve Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, como seu ministro.

    Em seu segundo mandato, FHC, transformou em Ministério do Esporte e Turismo. Somente em 2003, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado Ministério do Esporte.

    “O esporte e a cultura são fundamentais para a formação de uma nação”, argumenta Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da CTB. “Como o futuro governo pretende criar condições para tirar a juventude das ruas se não valoriza a cultura e o esporte?”, pergunta.

    Para ela, “a juventude precisa da prática esportiva para a sua formação cognitiva, motora e emocional e a cultura acrescenta à criatividade e às possibilidades de se transformar o mundo num lugar bom de se viver para todas as pessoas”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Brumadinho: 134 mortes já foram confirmadas; desaparecidos somam 199

    Até a tarde desta segunda-feira (4) o número de mortos da tragédia de Brumadinho confirmados pela autoridade chegou a 134. 120 foram identificados. Já os desaparecidos somam 199, sendo a cada dia mais remota a possibilidade dos bombeiros encontrarem sobreviventes.

    A barragem da Vale rompeu no dia 25 de janeiro, dando lugar a um tsunami de lama que provocou uma destruição ainda incalculável seja do ponto de vista das perdas humanas, que vai para a casa das centenas, quanto do meio ambiente. Plantações, rios, fauna e flora foram tragados pela lama.

    A empresa já havia provocado a tragédia de Mariana, mas ninguém pagou pelo crime e a impunidade – garantida por sutis mecanismos de corrupção – estimulou a negligência e a reiteração, em escala ainda maior, da prática criminosa.

    A tragédia é o resultado mais palpável da privatização da Vale a preço de banana no governo do tucano Fernando Henrique Cardoso, em 1997. Mas os neoliberais, que voltaram ao poder com o golpe de Estado de 2016 e agora com Jair Bolsonaro, ignoram deliberadamente esta realidade para continuar alardeando que a privatização é a solução para os males da economia brasileira.

    Umberto Martins

  • CTB-MG: soterramento de Mariana (MG) reacende debate sobre mineração e ambiente

    O mar de lama e minério que inundou o distrito de Bento Rodrigues, em Mariana (MG), devido ao rompimento da barragem de resíduos da mineradora Samarco, expõe a tensão das comunidades que convivem com a exploração. Não é de hoje que movimentos populares e sindicais cobram maior responsabilidade das mineradoras com as cidades e moradores que convivem com a exploração. A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB-MG) presta sua solidariedade ao povo de Mariana, em especial, aos familiares e vítimas dessa tragédia.

    O estrondo que foi ouvido por volta das 16horas dava o sinal do medo na população de 2 mil habitantes. A mineradora Samarco é subsidiaria da Vale. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Extração Mineral (Metabase), 443 trabalhadores e trabalhadoras da empresa tiveram acesso à área da barragem no dia do rompimento. Ainda não se tem o número exato de soterrados que deixou a cidade destruída. A lama e os resíduos avançaram por 60 km com o lastro de inundação em todo o distrito. Foi uma das maiores tragédias do tipo na história do país. Outros cinco acidentes envolvendo as mineradoras em Minas Gerais deixaram vítimas fatais nas cidades de exploração mineral.

    Entre as causas do acidente está sendo investigada a obra realizada pela empresa Samarco para aumentar a capacidade de armazenar resíduos e problemas na drenagem. A apuração das causas do acidente é de extrema importância para buscar responsabilidades. Minas Gerais convive com a exploração do minério desde o tempo do ouro e os altos lucros das mineradoras não podem estar à frente da vida dos moradores. Os danos desta tragédia são irreversíveis e mostram que o debate sobre as regras para exploração deve ter a participação de toda a sociedade.

    Da CTB-MG

  • CTB-RJ convoca bases para Encontro de Saneamento e Meio-Ambiente

    A Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil – Rio de Janeiro prepara sua participação no Encontro Nacional dos Trabalhadores do Saneamento e Meio Ambiente. A atividade, que acontecerá no Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro entre os dias 18 e 19 de outubro, tem como tema “Em defesa do saneamento público e de qualidade”. O Presidente da CTB-RJ, Ronaldo Leite, avaliou esse evento como um importante passo na luta dos trabalhadores em defesa de seus patrimônios:

    Saneamento é qualidade de vida e saúde para a população. No momento em que os trabalhadores do Saneamento do Rio de Janeiro fazem uma importante luta em defesa da CEDAE e que o governo golpista tenta implementar seu projeto privatista, a realização desse encontro se mostra fundamental para organizar a luta nacional em defesa das empresas públicas e dos direitos do povo brasileiro. Por isso, nós, da CTB-RJ, convocamos todos os trabalhadores e trabalhadoras das áreas do Saneamento e do Meio Ambiente a participar do encontro e se inserir nessa importante luta.

    O Secretário de Comunicação e Imprensa da CTB-RJ e dirigente do Sintsama-RJ, Paulo Sergio Farias, também defendeu a importância do encontro e do saneamento público e de qualidade.

    Esse encontro é uma reação dos trabalhadores dos sindicatos, os trabalhadores do ramo do saneamento ao programa de parceira de investimentos anunciado pelo Governo na Medida Provisória 727/2016. Esse programa tem, na verdade, embutido, uma proposta de privatização e concessão dos serviços de saneamento e, no fundo, é uma tentativa do governo Temer de conceder esses serviços à iniciativa privada. Então, é uma oportunidade que se tem de aprovar mecanismos de enfrentamento à esse programa, que é um, programa para desmontar o setor e entregar à iniciativa privada. E a iniciativa privada, substituindo o Estado nessa área, é prejuízo certo para a população. É deixar de lado o caráter social para se inserir o Saneamento no lucro.

    Da CTB-RJ

  • Encontro Nacional de Saneamento e Meio-Ambiente fortalece a luta contra privatizações

    Trabalhadores da área do Saneamento e do Meio-Ambiente, de 16 estados e do Distrito Federal, se reuniram no Rio de Janeiro entre os dias 18 e 19 de Outubro para debater as demandas da categoria frente aos ataques do governo golpista. A CTB esteve presente na atividade com seu presidente estadual (RJ), Ronaldo Leite, e seu dirigente nacional Nivaldo Pereira. Paulo Sérgio Farias, Secretário de Comunicação e Imprensa da CTB-RJ e dirigente do Sintsama, foi um dos coordenadores da atividade.

    Em debates qualificados, os trabalhadores celebraram as vitórias conquistadas na última década, como a criação do Ministério das Cidades pelo Governo Lula, as leis 11.107/2005 e 11.445/2007, os investimentos do PAC e tantas outras medidas que fortaleceram as empresas estaduais. No entanto, eles demonstraram preocupação com os rumos do país após o golpe, que colocou forças reacionárias e privatistas novamente no poder.

    Num clima de bastante unidade, os trabalhadores repudiaram a diminuição, ou até mesmo a paralização, dos investimentos na área do Saneamento e classificaram as ameaças de privatização de empresas do setor como “parte integrante do desmonte do estado brasileiro”. A edição da MP 727/2016, que instituiu o Programa de Parceria de Investimentos (e se converteu posteriormente na Lei 13.334/2016), foi duramente criticada por resgatar a política de privatizações do governo FHC. De acordo com Paulo Sérgio Farias, “essa MP naturaliza o que há de mais estratégico e ideológico no projeto político-econômico que está por detrás do golpe. É o sonho de consumo dos neoliberais, representado a retomada do Estado que lhes interessa, que é aquele que abre caminhos para seus lucros, rebaixa seus custos sociais e trabalhistas, e ignora condicionantes ambientais e sociais”. Com a MP, convertida em Lei, o governo golpista reedita o Programa Nacional de Desestatização (Lei 9.494/1997), que aponta um horizonte de grandes retrocessos para o Brasil.

    Para fazer frente a essa ameaça, as entidades presentes aprovaram a criação do Comando Nacional em Defesa do Saneamento e Meio Ambiente, que passa a reunir os sindicatos do Saneamento e do Meio Ambiente de todos os estados, as centrais sindicais, a Fenatema e a FNU. Esse comando nasce com a grande tarefa de impedir as privatizações das empresas de saneamento no País e consequentemente a entrega destas aos interesses de empresas estrangeiras. O nascente comando também se mostra contrário à abertura de capital das empresas públicas, uma vez que ela leva à transferência dos lucros obtidos por essas empresas para acionistas, nacionais e estrangeiros, quando este devia ser investido na ampliação e melhoria do atendimento à população.

    Ao final do encontro, as entidades presentes divulgaram a “Carta do Rio de Janeiro”, que sintetiza politicamente os debates e resoluções do encontro e um plano de lutas unificado para defender os trabalhadores do Saneamento e o povo brasileiro. Leia abaixo a íntegra da carta e do plano de lutas:

    "Carta do Rio de Janeiro

    Não à privatização do saneamento, contra o desmonte de um país!

    Os trabalhadores e as trabalhadoras do setor de saneamento vem por meio desta carta externar total repúdio ao anúncio do governo Temer em querer privatizar empresas de saneamento por meio do Programa de Parceria de Investimentos-PPI, bem como, entregar as nossas reservas naturais de água doce ao capital transnacional.

    A privatização dos recursos naturais faz parte do projeto deste governo ilegítimo e golpista, o Aquífero Guarani, uma das maiores reservas de água doce do mundo, já está na agenda de discussões para sua entrega as empresas transnacionais. Em breve, pode entrar nessa conta também o aquífero SAGA, localizado na região amazônica, e que segundo especialistas possui um volume hídrico duas vezes maior que o Guarani.

    O aprofundamento da politica ultraliberal deste governo prevê a privatização de várias empresas de saneamento via BNDES, como a CEDAE (RJ), COSANPA (PA), EMBASA (BA), CAERD (RO), CESAN (ES), dentre outras. O Governo golpista ao estabelecer as bases para uma renegociação das dividas dos governos estaduais com a União, coloca como imposição a doação destas companhias. Um verdadeiro crime de lesa pátria, pois a água é um bem de toda população brasileira.

    A desconstrução do Ministério das Cidades, uma das maiores conquistas do setor de saneamento, fruto da luta de décadas de entidades sindicais e movimentos sociais em defesa da universalização do saneamento, também está prestes a acontecer. Esse esvaziamento se dará com o repasse de suas funções para outros órgãos, que por sua vez estarão à mercê dos interesses do mercado. Nunca é de mais lembrar que através do Ministério das Cidades foi alcançada a lei 11.445/07, que regulamentou o setor de saneamento no país. Que avançou com o Plansab, através das conferências das cidades em diversas instâncias.

    Já é de conhecimento de todos que a privatização de serviços essenciais é a pior opção para a população: serviços precarizados, aumentos exorbitantes nas tarifas, que causam a exclusão da parcela mais pobre da sociedade do acesso aos serviços, atrasos no atendimento e terceirizações em massa.

    Em relação ao saneamento público, o quadro é mais grave ainda, já que este setor tem uma interface de suma importância com a saúde, com a educação, com a energia, com alimentação e meio ambiente, com impactos relevantes na qualidade de vida dos usuários. E não há dúvida: o setor privado visa o lucro, e não o caráter social, este sim dever do Estado na busca da universalização. Em nível internacional em grandes cidades como: Paris (França), Atlanta (EUA), Berlim (Alemanha), Buenos Aires (Argentina) e Cochabamba (Bolívia) fizeram a retomada dos serviços para o poder público. E no nível nacional a resistência dos trabalhadores e da sociedade também se amplia em vários estados visando fortalecer o saneamento público. Estas ações demonstram o quanto à experiência da privatização se apresenta desastrosa, levando os governos a voltarem atrás e retomarem os serviços de saneamento para o controle público.

    As entidades signatárias deste encontro compreendem que o BNDES, CEF e Banco do Brasil, precisam garantir e ampliar os investimentos no setor de saneamento no país. Para desta forma se alcançar a universalização e as parcerias público/público garantidas na Lei 11107/05.

    A resistência à privatização das empresas de saneamento é um dever de todos aqueles que acreditam que o controle da água vai além de uma defesa de interesses corporativos, mas sim da nossa soberania enquanto nação livre, capaz de gerir seus recursos naturais em prol da população, especialmente a camada mais excluída, que sofre com a falta de água e com as doenças advindas da falta de saneamento.

    O Comando Nacional em Defesa do Saneamento Público, coletivo composto por centrais sindicais, federações e sindicatos do setor, apontam para o seguinte plano de lutas:

    1. Lutar contra toda e qualquer forma de privatização das empresas de saneamento, seja ela através do PPI, das PPPs, venda de ativos ou abertura de capital na bolsa de valores.
    2. Lutar contra o desmonte das empresas públicas de saneamento estaduais e municipais.
    3. Lutar contra a PEC 241 que retira recursos do saneamento, da saúde, da educação, do SUS, dentre outros setores por 20 anos.
    4. Lutar contra o desmonte do Ministério das Cidades e do Conselho das Cidades.
    5. Pela defesa do controle social garantindo na Lei 11.445/07
    6. Incentivar e defender a parceria público/público (União, Estados e Municípios) conforme a Lei 11.107/05.
    7. Organizar através do Comando Nacional de Saneamento atividade Nacional em Brasília contra a privatização do saneamento.
    8. Lutar contra criminalização dos movimentos sociais.
    9. Lutar contra a entrega do Pré-sal ao capital transnacional.
    10. Lutar contra a reforma da previdência.
    11. Lutar contra o PLS 30 e qualquer forma de terceirização.
    12. Criação de uma Frente Parlamentar em Defesa do Saneamento.
    13. Construção do dia Nacional de Mobilização Contra a Privatização.
    14. Lutar contra a reforma trabalhista, o desmonte da CLT, com o engajamento de toda a classe trabalhadora.
    15. Lutar para que o BNDES, CEF e Banco do Brasil, garantam e ampliem o financiamento para as empresas públicas de saneamento.
    16. Lutar pela aprovação das PECs 39/07 e 213/12 que garantem a água como direito social do Povo brasileiro.
    17. Participar das Mobilizações da Frente Brasil Popular e Frente Povo Sem Medo.
    18. Lutar pelo fortalecimento dos conselhos existentes.

    Assinam este documento as seguintes entidades:

    1. STAECNON (Rio de Janeiro / Campos)
    2. SINTIUS ( Santos/SP)
    3. SINDIÁGUA(MG)
    4. SINDAEMA (ES)
    5. STIUMA (MA)
    6. STIUPA (PA)
    7. SINDUR (RO)
    8. STIURR (RR)
    9. STIUEG (GO)
    10. SINTEPI (PI)
    11. SINDURBE(PE)
    12. STIU (AL)
    13. SINTERN (RN)
    14. STIU(DF)
    15. SINDÁGUA (PB)
    16. SINDÁGUA (CE)
    17. SINTSAMA (RJ)
    18. SINTAEMA (SP)
    19. STIPDAENIT (Niterói-RJ)
    20. CTB
    21. CUT
    22. FENATEMA
    23. FNU
    24. CNU
    25. FRUNE"

    Por José Roberto Medeiros, da CTB-RJ

  • Presidenta Dilma denuncia golpe na democracia brasileira na sede da ONU, nos Estados Unidos

    Aconteceu o que os golpistas mais temiam, nesta sexta-feira (22). A presidenta Dilma Rousseff denunciou o golpe em marcha no Brasil na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) durante a cerimônia de assinatura do Acordo de Paris sobre as questões de mudança climática no planeta.

    Dilma ressaltou ainda a importância de união de todos os países e sociedades para o cumprimento das metas de diminuição de emissão de gases na atmosfera.

    Assista o discurso completo da presidenta Dilma na ONU:

     

    Depois de enumerar as conquistas do Brasil na questão ambiental em seu discurso de pouco mais de 9 minutos, ela se comprometeu com o cumprimento de metas  ainda mais audaciosas como o desmatamento zero da floresta Amazônica.

    A presidenta lembrou também que é impossível defender a natureza de agressões gananciosas, sem a "redução da pobreza e da desigualdade".

    Mas na parte mais esperada de seu pronunciamento, transmitido para todo o mundo, Dilma denunciou a trama golpista que pretende apeá-la do poder para governarem o país sem disputar o sufrágio direto e universal.

    "O Brasil é um grande país, com uma sociedade que soube vencer o autoritarismo e construir uma pujante democracia". A presidenta destacou ainda que "nosso povo é um povo trabalhador e com grande apreço pela liberdade. Saberá, não tenho dúvidas, impedir quaisquer retrocessos". 

    No final ela agredeceu a todos os governantes que prestaram solidariedade a ela e à democracia brasileira.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

    Mídia internacional desmascara o golpe:

     

  • Sintsama-RJ entrega dossiê sobre a Cedae na Procuradoria do município do Rio

    O Sintsama-RJ entregou, nesta segunda-feira (dia 26/06), o dossiê sobre o valor atual da Cedae na procuradoria do município do Rio de Janeiro.

    O estudo técnico mostra, dentre outras coisas, os valores atualizados dos ativos da Cedae, o que prova a discrepância dos valores apresentados pelo governo do estado.

    “Os procuradores receberam os documentos apresentados e informaram que vão apresentar um parecer nos próximos dias”, destaca o presidente do Sintsama, Humberto Lemos.

    Da CTB-RJ