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Qua, Maio

Ministério do Esporte

  • Nem tomou posse e Jair Bolsonaro já enfrenta inúmeras polêmicas em seu projeto de “terra arrasada” para o Brasil. Até os industriais mostram seu descontentamento quando o futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes, fala em “desvio de finalidade” do Sistema S.

    De acordo com Guedes, “o ponto focal é colocar o Sistema S prestando contas” para dessa forma, “trazê-lo para a moderna governança corporativa”.

    Já Danilo Santos de Miranda, diretor regional do Serviço Social do Comércio (Sesc) paulista, diz à Folha de S.Paulo, estar observando que eles “imaginam que o compromisso do chamado Sistema S inteiro é a formação profissional”.

    Miranda explica que “o Sesc não tem compromisso com formação profissional, o Sesi (Serviço Social da Indústria) também não. Para isso tem o Senac (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial) e o Senai (Serviço Nacional da Indústria), que foram criados com essa finalidade”.

    O chamado Sistema S foi criado em 1946, mantido por industriais, sob a forma de patrocínios. Por isso, a reclamação da equipe do governo de extrema direita. Somente no ano passado, segundo a Receita Federal foram devolvidos ao Sistema S, R$ 16,4 bilhões.

    Além do Senac, Senai, Sesc, Sesi, compõem o Sistema S, o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop) e Serviço Social de Transporte (Sest).

    “Pelo jeito o futuro governo vem com uma fome de anteontem para acabar com todos os projetos que têm dado certo na educação e na cultura e nega a importância do Sistema S”, afirma Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB.

    Sem cultura e esporte país anda para trás

    As investidas de Bolsonaro não se restringem, no entanto, ao Sistema S. Em sua reforma ministerial, “não há espaço para os ministérios do Trabalho e do Meio Ambiente, por exemplo, que dirá retomar o de Política para as Mulheres, de Igualdade Racial, Direitos Humanos e Cidadania”, conta Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A proposta do governo eleito em 28 de outubro, remonta ao período anterior ao fim da ditadura (1964-1985), quando tanto a Cultura quanto o Esporte faziam parte do Ministério da Educação – na época Ministério da Educação e Cultura, daí a sigla MEC.

    O Ministério da Cultura (MinC) nasceu em 1985 no governo de José Sarney, marcando o início da chamada “Nova República”. Já em 1990, com a posse do primeiro presidente eleito pelo voto direto depois de 1960, Fernando Collor de Mello transformou o MinC em secretaria.

    A produção cultural no período Collor capengou profundamente com os cortes de patrocínios governamentais. O cinema por exemplo, chegou perto da produção zero, vivendo de filmes de Xuxa e dos Trapalhões, praticamente. Com o impeachment de Collor em 1992, Itamar Franco deu status de ministério novamente à Cultura.

    Já o Esporte ganhou status de ministério em 1995, com a posse de Fernando Henrique Cardoso, com o nome de Ministério Extraordinário do Esporte, que teve Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, como seu ministro.

    Em seu segundo mandato, FHC, transformou em Ministério do Esporte e Turismo. Somente em 2003, no primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva foi nomeado Ministério do Esporte.

    “O esporte e a cultura são fundamentais para a formação de uma nação”, argumenta Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais, Esporte e Lazer da CTB. “Como o futuro governo pretende criar condições para tirar a juventude das ruas se não valoriza a cultura e o esporte?”, pergunta.

    Para ela, “a juventude precisa da prática esportiva para a sua formação cognitiva, motora e emocional e a cultura acrescenta à criatividade e às possibilidades de se transformar o mundo num lugar bom de se viver para todas as pessoas”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • O ex-ministro dao Esporte e da Defesa, Aldo Rebelo, falou aos Jornalistas Livres ter ficado esperançoso de a democracia vencer, após a presidenta eleita pelo voto direto, Dilma Rousseff agir no Senado Federal "com muito equilíbrio, muita serenidade e dominio dos temas do processo injusto contra ela", diz.

    "Isso nos dá esperança", acredita. Além de responder a todas as perguntas com firmeza, ela "deixou sem resposta a todas as perguntas que fez aos seus inquisidores". 

     

    Portal CTB

  • O Portal CTB destaca alguns medalhistas brasileiros nas Olimpíadas Rio 2016 que defenderam a continuidade dos programas sociais nos esportes. E o boxeador cubano, Lenier Pero ao dedicar sua medalha ao aniversário de Fidel Castro.

    Após ganhar a medalha de prata na categoria 1000m C1 da canoagem (a primeira do país na modalidade), Isaquias Queiroz lamentou em coletiva de imprensa o fim do projeto Segundo Tempo (do Ministério do Esporte, criado no governo Lula), em sua cidade natal Ubaitaba (BA).

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    Isaquias Queiroz pede continuidade do programa Bolsa Atleta

    “Essa medalha tem um significado especial por ter vindo de um projeto social, mas me dá tristeza ver que isso acabou no Brasil”, disse. “Os EUA são uma potência no esporte porque lá existe incentivo do governo”, complementou.

    O atleta desejou ainda que a sua medalha e a de ouro da judoca carioca Rafaela Silva servissem de exemplo para a continuidade dos projetos sociais de incentivo ao esporte. “Tomara que o meu resultado e o da Rafaela, que viemos de setores não muito favorecidos da sociedade, possa abrir os olhos do governo para a importância desses projetos”, afirmou.

    Como o primeiro boxeador a conquistar uma medalha olímpica, o baiano Robson Conceição (ouro na categoria peso ligeiro, 60 quilos) falou que “a Bahia é a Cuba brasileira” sobre o país caribenho ser uma potência no boxe e ter a maioria de negros em sua composição populacional.

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    Robson Conceição comemora a sua conquista inédita e compara a Bahia a Cuba

    E por falar em Cuba, Pero (categoria peso superpesado, mais de 91 quilos) dedicou a sua vitória ao aniversário de 90 anos de Fidel Castro, no sábado (13). “Eu quero mandar meus parabéns para o comandante”, afirmou Pero.

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    Boxeador cubano Lenier Pero homenageia Fidel Castro na Rio 2016

    A bola fora ficou por conta do apresentador de programa esportivo da TV Band, Milton Neves. Ele afirmou: "querendo xingar, xinguem, mas vamos combinar: futebol de muié é de lascar, não tem graça nenhuma. A mulher é tão sublime em tudo, menos para futebol".

    De lascar mesmo é a falta de inteligência na televisão brasileira.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB