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Seg, Out

Negociações Salariais

  • Deputados estaduais do RJ aprovam piso regional 2016; projeto segue para sanção

    Os deputados estaduais do Rio de Janeiro aprovaram na tarde desta quarta-feira (6) o projeto de lei que reajusta em 10,37% o piso salarial regional do estado. Centenas de categorias serão atingidas pelo aumento do piso, o que equivale a mais de 2 milhões de trabalhadores e trabalhadoras. A CTB-RJ e sua base social, em especial o Sindicato dos Comerciários do Rio de Janeiro, estiveram presentes, pressionado pela inclusão de mais categorias no projeto de lei e por um aumento maior do Piso Regional.

    O efeito da aprovação é retroativo a janeiro deste ano. Antes da aprovação no plenário, o colégio de líderes se reuniu e fechou acordo incluindo categorias como a dos técnicos de turismo, das doulas (mulheres que atuam no auxilio a gestantes), dos comerciários e dos músicos, entre outras. O projeto segue para sanção do Governador.

    piso regional rj 2016

    Da CTB-RJ

  • Governo Pezão quer cortar salários dos professores da UERJ

    Os ataques do governo Pezão-Dornelles aos trabalhadores da UERJ tem um novo capítulo. Dessa vez, o governador avança para morder o salário dos professores da Universidade, que vive grande crise na administração peemedebista do Rio de Janeiro.

    De acordo com informações do colunista de O Globo, Ancelmo Gois, o governador decidiu fazer uma intervenção na Universidade, forçando medidas como o corte de 30% nos salários dos professores e funcionários da Universidade que está sem atividades há cinco meses.

    A ação, que fere a autonomia universitária e ataca o direito de greve dos servidores, será mais um grave ataque desse governo aos trabalhadores. A CTB-RJ se manifestou de forma contrária a esse ataque promovido pelo Governo Pezão através do diretor e professor José Carlos Madureira:

    “Cortar 30% dos salários dos professores e funcionários em greve da UERJ é uma prova de que esse governo está sem rumo. Os trabalhadores da UERJ não pagarão a conta pelo desgoverno. Cortar 30% dos salário é perseguição e irresponsabilidade. Os trabalhadores da UERJ não devem pagar o pato nem pagar pela crise. Trabalhador nenhum pode ser responsabilizado e penalizado pode pagar pela irresponsabilidade da gestão do Governo do Estado. A CTB é contra essa medida do Governo Estadual.”

    Universidade segue sem previsão de retorno às atividades

    O retorno às atividades na UERJ ainda é uma incógnita. O retorno, que estava marcado para a próxima segunda-feira, foi novamente adiado pela reitoria por falta de manutenção nos prédios e atrasos de pagamentos (tanto a funcionários, quanto a bolsistas).

    Apesar da situação de crise, a direção da universidade luta também pela contratação de um professor para preencher uma vaga de titular da Escola de Direito (o concurso já foi realizado). O Governo do Estado tenta impedir tal contratação com um mandato de segurança que tramita na 6ª Vara de Fazenda Pública do Rio de Janeiro com base num decreto assinado pelo vice-governador que proíbe a realização de concursos públicos por um ano.O reitor da Uerj, Ruy Garcia Marques, rebate os argumentos do governo do Estado afirmando que o edital foi aberto antes do decreto e os gastos com o concurso já estavam no orçamento de custeio da instituição.

    O orçamento de custeio atual da Universidade é de R$ 90 milhões anuais. Desse valor, segundo informações da reitoria da UERJ, apenas R$ 15 milhões foram repassados pelo governo em 2016. E, esse ano, a UERJ não recebeu nenhuma verba desse orçamento, o que agrava a situação da Universidade.

    Da CTB-RJ

  • Metalúrgicos do Rio conquistam reajuste salarial antecipado na Armco

    A direção do Sindimetal-Rio chegou bem cedo nesta quarta-feira (26) na Armco para uma assembleia da campanha salarial. Os funcionários da empresa fizeram uma paralisação inicial enquanto o Sindicato negociava com a direção da Armco.

    O Sindicato garantiu junto aos patrões o adiantamento de 5% de reajuste salarial e a continuidade das negociações em outros pontos.

    Para a direção do Sindimetal-Rio, essa foi uma forte demonstração da luta dos metalúrgicos na busca por um aumento justo. As negociações agora devem continuar na Firjan, envolvendo outras empresas.

    Esse é o exemplo que os trabalhadores devem seguir pressionando os patrões para que apresentem um reajuste que contemple os anseios da categoria.

    Do Sindimetal-Rio

  • Metalúrgicos do Rio de Janeiro aceitam proposta de aumento salarial

    Na assembleia realizada na última quinta-feira (3), os metalúrgicos do Rio de Janeiro aprovaram, por unanimidade, a proposta de reajuste salarial para a categoria neste ano. O acordo garantiu o aumento de 9,15% para os trabalhadores, sendo 6% retroativo para outubro e 3,15% em março de 2017 para o Grupo-19/Firjan, e 5,65% em outubro e 3,5% em abril para o setor naval.

    A campanha salarial deste ano ocorreu dentro de uma forte crise econômica e política. Muitas empresas encontram-se em dificuldades, demitindo e até mesmo fechando as portas.

    Mais uma vez o patronato jogou duro com os trabalhadores. Inicialmente sinalizaram com 0% de aumento, com retorno do banco de horas e retirada de direitos. Depois queriam dar apenas 5% em janeiro do ano que vem. Todas estas propostas foram prontamente rejeitadas pelo Sindicato, que exigiu a recomposição salarial dos metalúrgicos.

    O Sindicato intensificou as ações na porta de fábrica, com diversos atos com os trabalhadores. Só então os patrões apresentaram uma proposta melhor e que pôde ser aceita pela categoria.

    A crise na indústria continua, por isso o Sindimetal-Rio alerta aos trabalhadores para que se mantenham atentos e mobilizados para as lutas que virão em defesa dos nossos direitos. A CLT está sob ataque dos patrões e do Congresso Nacional. Não aceitaremos retirada de direitos!!!

    Desconto assistencial – A assembleia também aprovou o desconto assistencial no valor de R$ 9,00 em três vezes para cobrir os gastos da campanha salarial. É importante que a categoria contribua com a sua própria luta. Não aceite pressão dos patrões para não fazer o desconto. Quem financia a luta dos trabalhadores é a própria categoria.

    Do Sindicato dos Metalúrgicos do Rio de Janeiro

  • Negociações em 2018: patrões tentam impor reforma trabalhista

    Levantamento feito pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), a partir do Sistema de Acompanhamento das Informações Sindicais (Sais), indica do total de 113 acordos coletivos fechados, foram identificadas 237 cláusulas relacionadas à reforma trabalhista.

    Em 78% dos acordos negociados, os sindicatos garantiram ganhos reais acima da inflação, no entanto, as cláusulas sociais foram brutalmente atacadas pelo empresariado. Direitos antes garantidos, como intervalo intrajornada, local de homologação da rescisão, custeio sindical, banco de horas e horas in itinere, voltaram com força à mesa de negociação.

    “Apesar da resistência da luta sindical para barrar a nova legislação, como nos casos de homologação sem a participação do sindicato, é possível perceber que os empresários estão levando para a negociação propostas de retrocessos que em anos anteriores não eram discutidas”, avaliou o Diretor Técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio. E completou: "Eles criam novas regras permitidas pela reforma e isso faz com que os sindicatos tenham de focar a luta na garantia de direitos que estão sendo rebaixados e não em avanços, como ocorria antes da reforma de Temer”.

    negociacaocoletiva 2018 ctbcontraareformatrabalhista2

    Ganho real

    O Dieese ainda aponta que, apesar da ofensiva do patronato, no primeiro semestre de 2018, 78,8% dos reajustes salariais tiveram ganhos reais, 11,6% conseguiram a recomposição da inflação do período e 9,5% ficaram abaixo da inflação. O Departamento lembra que o melhor resultado alcançado foi em 2012, com 93,3%.

    Segundo o Diretor Técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, apesar de não ser um dos desempenhos mais altos do último período – o melhor foi em 2012, com 93,3% -, é um resultado favorável e mostra a luta do movimento sindical para garantir reajustes mesmo diante da longa recessão econômica.

    Demissão por acordo

    O levantamento também mostra o número de demissões por acordo desde novembro de 2017, quando entrou em vigor da reforma. Foram 82.984 acordos em que o trabalhador não tem direito ao seguro-desemprego, recebe metade do aviso-prévio (em caso de indenização), e apenas 20% da multa do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), além de só conseguir acessar até 80% do FGTS. Em 2018, os acordos deste tipo somaram 13.236.

    Portal CTB - Com informações das agências