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Seg, Jun

Praça da Sé

  • No Dia Nacional de Luta, nesta sexta-feira (10), milhares de trabalhadoras e trabalhadores protestaram contra a reforma trabalhista que entra em vigor neste sábado, na Praça da Sé, centro de São Paulo. Estiveram presentes militantes de oito centrais sindicais e diversos movimentos sociais.

    “Estão impondo uma agenda ultraliberal no país que liquida com a CLT e rasga a Constituição”, afirma Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “Estão promovendo um assalto deslavado ao país, entregando o pré-sal, as nossas maiores estatais e as riquezas nacionais”, complementa.

    Cerca de 500 educadoras e educadores interromperam o 13º Congresso do Sedin (Sindicato dos Educadores da Infância) e compareceram à Praça da Sé para exigir a revogação da reforma trabalhista e da terceirização ilimitada e o arquivamento da reforma da previdência.

    Adilson Araújo repudia o jornal O Estado de S. Paulo que chamou os sindicalistas de preguiçosos, assista: 

    “Deixamos o nosso Congresso porque é fundamental estarmos nas ruas com toda a classe trabalhadora para barrar tantos retrocessos”, diz Claudete Alves, presidenta do Sedin. Ela explica que “a educação está sofrendo um dos maiores ataques da história com cortes de verbas, desvalorização profissional e propostas de censura ao trabalho docente”.

    Araújo destaca a unidade das centrais sindicais e dos movimentos sociais. “A chave da vitória está na unidade da classe trabalhadora para impedir que o capital continue tirando mais direitos de quem produz a riqueza do país”.

    Por volta das 11h, as educadoras e educadores retornaram para o seu Congresso, mas o ato continuou na praça. Com grande participação da CTB foi iniciada uma marcha até a avenida Paulista e encerramento do protesto no histórico vão do Masp.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Joanne Mota

  • A Frente Brasil Popular (FBP) realiza um Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia, nesta sexta-feira (8), a partir das 16 horas, na Casa de Portugal, região central da cidade.

    “Vamos barrar o golpe mostrando que queremos a nossa presidenta de volta ao lugar de onde nunca deveria ter saído”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    De acordo com a dirigente, está mais do que provado que a presidenta afastada não cometeu nenhum crime que possa justificar seu impedimento. “É fundamental a nossa presença nas ruas contra a cultura do estupro, em defesa dos interesses da classe trabalhadora e do país”.

    Informações da FBP dizem que “as participantes também irão denunciar o descaso do governo golpista com as políticas para mulheres, que sob Michel Temer (PMDB) perdeu sua importância e agora está subordinada ao ministério da Justiça, com um ministro machista, que criminaliza os movimentos sociais, é permissivo com a violência institucional e é contra os direitos e emancipação das mulheres”.

    Gicélia vai ainda mais longe e afirma que a secretária de Políticas para as Mulheres, do governo golpista, Fátima Pelaes, também do PMDB, “é tão machista quanto os homens brancos e ricos que compõem o desgoverno Temer”.

    A dirigente da CTB-SP e do Sindicato dos Oficiais Marceneiros de São Paulo defende a volta de Dilma à Presidência para que seja “convocado um plebiscito, onde o povo possa decidir se quer novas eleições ou não”.

    Para ela, “o plebiscito com Dilma no poder, trará o necessário debate político para a superação da crise e a construção de um novo governo, que tenha respaldo popular e com isso possa unir o Brasil em defesa da democracia e dos interesses populares e nacionais”.

    Participações Culturais

    Ilú Obá de Min
    Luana Hansen
    Sharylaine

    Serviço

    Encontro das Mulheres com Dilma em Defesa da Democracia

    Sexta-feira (8), a partir das 16h

    Local: Casa de Portugal São Paulo  -Av. da Liberdade, 602 - Liberdade

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Em São Paulo, o ato em defesa da democracia e da liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva começou na Praça da Sé, às 16h, onde estiveram sindicalistas, políticos progressistas e representantes de movimentos sociais.

    Todas as pessoas que iriam discursar tiveram Lula acrescido em seus nomes. “É importante registrarmos que todas e todos somos Lula neste momento de avanço de um golpe que aniquila com os direitos conquistados e com a liberdade”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

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    Os discursos foram se intercalando entre todas as representações presentes ao ato que reuniu milhares de pessoas. “Lutar pela liberdade de Lula representa defender a democracia e a nação, porque estão entregando o nosso patrimônio para empresas estrangeiras”, diz Rene Vicente, presidente da CTB-SP.

    Ao se aproximar das 18h, foi iniciada uma marcha pelo centro da capital paulista rumo à Praça da República onde acontecia o show "Lula Livre, Marielle Vive", em memória da vereadora Marielle Franco, assassinada no dia 14 de março, no centro Rio de Janeiro.Cerca de 10 mil pessoas cantaram e dançaram pela liberdade e por justiça.

    lulalivre mariellevive sp 11 04 2018

    Por onde passava a marcha, as manifestações de apoio surgiam de trabalhadoras e trabalhadores nas lojas e nos bares, em todos os lugares. Principalmente quando a palavra de ordem era: “Lula Livre”.

    O show em defesa da liberdade contou com a apresentação de dezenas de artistas a favor da democracia e do esclarecimento desse cruel assassinato. A lista das músicas, de acordo com os artistas foi escolhida pelo próprio Lula.

    Estiveram no palco Fióti, Aíla, Ava Rocha, Alessandra Leão, As Bahias e a Cozinha Mineira, Bia Ferreira, Bixiga 70, Charanga do França, Chico César, DJ David Carneiro, Dada Yute, Drik Barbosa, Eduardo Brechó, Fernando Anitelli, Francisco El Hombre, Felipe Cordeiro, Guizado, Jonnata Doll, Junio Barreto, Lucas Santtanna, Luana Hansen, Luísa Maita, Lurdes da Luz, Mulamba, Nã, Rico Dalasam, Rodrigo, do Dead Fish, Samuca e a Selva e Salloma e Soledad.

    Guilherme Boulos, presidenciável do PSOL, afirmou que o avanço do golpe de Estado de 2016 está unindo as forças populares e democráticas. “Temos que ter grandeza de apresentar um projeto de futuro, junto com o desafio de enfrentar os retrocessos”, disse.

    "Vários atos estão acontecendo no país inteiro, no mundo inteiro protestando contra a injustiça que foi essa morte de Marielle e também a prisão de Lula. Acho que, quem cometeu esses crimes, contra a democracia não imaginava que haveria uma reação tão grande, tão espontânea", afirmou Chico César ao cantar a sua canção “Mama África”.

    Já Rene Vicente explica que o movimento contra o golpe cresce, “principalmente após a prisão de Lula” e vai avançar ainda mais. Tanto que “as centrais sindicais realizarão um ato conjunto no 1º de maio em Curitiba”, onde o ex-presidente está preso.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB