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Ter, Jun

presidenta Dilma Rousseff

  • Convidado pela presidenta Dilma Rousseff a assistir ao seu julgamento no Senado, o cantor, compositor e escritor Chico Buarque falou brevemente ao Mídia Ninja ao deixar a Casa, em um dos intervalos da sessão. Ele abordou a dificuldade em se reverter os votos de senadores, já comprometidos com o golpe.

    "O jogo é complicado, se o jogo fosse limpo, ela já ganhava, né?", disse Chico Buarque, após elogiar a postura serena e firme da presidenta em suas respostas durante o julgamento.

    O artista tem participado dos protestos contra o golpe no Rio. Recentemente, ele foi ao Ocupa Minc RJ (veja aqui), no antigo Canecão, e cantou - atendendo pedidos da plateia - a sua canção de protesto "Apesar de Você" e deu o pontapé inicial em uma bola de futebol pelo "Fora Temer".

    Ele acompanhou todo o depoimento da presidenta Dilma na parte da manhã e depois almoçou com ela e com o ex-presidente Lula.

    Assista à breve entrevista ao Mídia Ninja

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Em sua primeira entrevista coletiva, transmitida ao vivo pelo Blog do Planalto, após a Câmara dos Deputados aceitar a admissibilidade do processo de impedimento contra ela, a presidenta Dilma Rousseff mostra-se serena e com firmeza nas respostas garante que vai ter luta.

    Precisamos de “um padrão de seriedade maior”, disse ela, sobre o respeito à democracia. Também afirmou que “o presidente da Câmara (Eduardo Cunha) conduziu o processo como quis” e isso não condiz com a importância do cargo que ocupa.

    Assista a entrevista na íntegra:

    Perguntada sobre reportagem do jornal “Folha de S.Paulo”, na qual o ex-ministro Eliseu Padilha afirmou que empresários colocaram jatinhos à disposição de deputados que já tinham deixado Brasília. Dilma diz que “os órgãos competentes têm que investigar”.

    Com a insistência do repórter, a presidenta afirmou que seria profundamente lamentável a comprovação dessa acusação.

    Dilma também disse que fez sua trajetória política na luta e num tempo muito mais difícil, na ditadura. Ela chamou a aceitação do pedido de impeachment de ser estar sendo injustiçada e garantiu que os seus ministros que votaram contra estão fora do governo.

    A presidenta se mostra confiante e assegura que vai usar todos os recursos que a Constituição permite para defender não simplesmente o seu mandato, mas a democracia, conquistada com muita luta.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil condena golpe de Estado no país

    A jurista e professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Carol Proner fala sobre a sentença do Tribunal Internacional pela Democracia no Brasil, condenando o golpe de Estado ocorrido no país com o afastamento da presidenta Dilma Rousseff.

    “Além de servir como denúncia e conscientização das pessoas, a decisão desses renomados juristas de diversos países tem uma função didática, já que está mais do que comprovado não haver nenhum motivo para o impedimento da presidenta”, diz.

    Organizado pela Frente Brasil Popular e pela Via Campesina Internacional, o Tribunal Internacional ocorreu no Rio de Janeiro durante a terça-feira (19) e a quarta-feira (20) e contou com a presença de juristas provenientes de diversos países, como Itália, México, França, Espanha e Costa Rica, todos especializados em direitos humanos e defensores da liberdade. A condenação ao golpe foi unânime.

    “Isso já mostra que toda essa história de ‘pedaladas fiscais’, não passou de desculpa para a efetivação desse golpe parlamentar”, afirma Proner. Mas, fala, “todo o mundo já sabe que a presidenta não cometeu crime para perder o seu mandato legítimo”.

    A decisão do Tribunal Internacional pela Democracia, de acordo com Proner, "é um contraponto às argumentações sem sentido da jurista Janaína Paschoal e servirá para levar ainda mais adiante a denúncia do golpe a instâncias internacionais".

    A condenação do Tribunal Internacional diz que o impedimento da presidenta “viola a Constituição brasileira, a Convenção Americana de Direitos Humanos e o Pacto Internacional de Direitos Civis e Políticos, constituindo um verdadeiro golpe de Estado”.

    carol proner

    Carol Proner diz que o Tribunal Internacional é um contraponto aos argumentos de Janaína Paschoal

    Para o bispo mexicano Raul Veras, candidato ao Prêmio Nobel da Paz, em 2012, o processo de impeachment à mandatária brasileira “não se trata de algo isolado, é algo articulado, muito bem pensado e apoiado por um poder que parece ter seus tentáculos nos cinco continentes e visa interromper um projeto político”.

    A professora da Universidade Carlos III em Madri (Espanha) Maria José Farinas Dulce, acredita que estamos sofrendo “uma contrarrevolução neoliberal e conservadora, que rompe as bases sociais e integradoras. Estamos em regressão democrática, em regressão constitucional, portanto, estamos em luta”.

    “O que está acontecendo aqui é uma conspiração contra a democracia”, afirma Azedeh Shahshahani, jurista iraniana-norte-americana. “Aqueles que estão falando contra Dilma Rousseff são acusados de corrupção e devem ser punidos por isso. Se um presidente pode continuar ou não a presidir, não deveria depender de ter a maioria no Congresso. Esse processo está baseado em algo que só pode ser definido como: capitalista, misógino e fascista”.

    Proner também ressalta o caráter misógino e machista da elite brasileira, que “vestiu a camisa da seleção brasileira e foi para a rua pedir o impeachment e agora esse silêncio, quase constrangedor, diante de todas as comprovações de que não há crime de responsabilidade da presidenta”.

    A professora de Direito da UFRJ lembra que a perícia do Senado não encontrou sinal de crime da presidenta e recentemente o Ministério Público Federal a inocentou das acusações sobre o que a mídia chama de “pedaladas fiscais”.

    Então fica claro, para ela, “ninguém mais tem dúvida de que esse processo de impeachment visa atacar as políticas de combate às desigualdades e a democracia”. Por isso, ela pergunta: “os senadores vão jogar a biografia no lixo e aprovar o impeachment?”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Passados 128 anos de vida republicana, a nação brasileira vê-se novamente sob a égide de uma ditadura. Desta vez disfarçada de conceitos de legalidade política e jurídica. Mesmo assim, uma ditadura que destrói conquistas e direitos da classe trabalhadora.

    Aliás desde a Proclamação, em 15 de novembro de 1889, até hoje conta-se nos dedos os períodos que respiramos ares democráticos. Nesse período tinham direito ao voto somente os homens alfabetizados maiores de 21 anos.

    As mulheres somente conquistaram esse direito em 1932, sob a égide da Revolução de 1930 que tirou do poder as oligarquias paulista e mineira. Mas Getúlio Vargas implantou o Estado Novo em 1937. Derrubado em 1945. A democracia surgia, mesmo tímida.

    Veio o golpe de Estado de 1964, que liquidou com qualquer sonho de liberdade. Acabou em 1985 e a promulgação da Constituição em 1988 trouxe ares democráticos jamais respirados com tamanha amplitude em nossas terras.

    A eleição de Luiz Inácio Lula da Silva que se inaugurou uma nova era com um projeto de desenvolvimento voltado para o mercado interno. A população viu crescer, mesmo que timidamente, a distribuição de renda.

    Dilma Rousseff ganhou a eleição em 2010 e em 2014. Foi derrubada em 2016. Prevaleceu a voracidade da elite que mais uma vez virou as costas para o país e para o povo mais pobre. Mais uma vez a República ficou nas mãos de poucos que governam para poucos. Nada a comemorar.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • O Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação (FNDC), uma rede que articula mais de 500 organizações da sociedade civil em todo o país, vai promover sua 21ª Plenária Nacional nos dias 13, 14 e 15 de abril, em São Paulo. Com o tema "Mídia e Internet: liberdade de expressão para a garantia de direitos", a Plenária deve reunir cerca de 120 participantes, entre delegados, observadores e convidados, com o objetivo de aprovar um novo plano de ação para o movimento de comunicação e ainda eleger a próxima gestão da Coordenação Executiva e do Conselho Deliberativo do Fórum para o biênio 2018/2020.

    Nesta edição, o tema dos direitos digitais e da liberdade de expressão na internet ganha centralidade nos debates do FNDC. Está sendo organizado um evento preparatório à Plenária, aberto ao público, que será realizado na capital paulista no dia 13 de abril. O objetivo é debater vários pontos dos atuais desafios regulatórios para a internet no Brasil.

    "A internet se transformou em espaço central do exercício da liberdade de expressão e disputa por uma comunicação contra hegemônica. É na internet que você ainda encontra maior diversidade de ideias e fontes de informação, quando se compara com o sistema midiático brasileiro no geral, mas há uma série de ameaças em curso", adverte Bia Barbosa, secretária-geral do FNDC.

    "O primeiro desafio é a questão do acesso: como é que a gente vai entender a internet como espaço importante do exercício dessa liberdade de expressão enquanto mais de 40% da população brasileira não pode ser considerada usuária de internet, porque justamente não tem acesso ao serviço? É fundamental a luta do Fórum em defesa da universalização da internet, o que significa nesse momento lutar contra a privatização da infraestrutura pública de conexão que leva o acesso à rede a grande parte da população", acrescenta.

    Renata Mielli, coordenadora-geral do FNDC, destaca nesse cenário principalmente a ameaça do PLC 79, em tramitação no Senado, que acaba com as concessões de telefonia para as empresas de telecomunicações e repassa dezenas de bilhões de reais em infraestrutura pública de cabos, redes e prédios para as operadoras sem qualquer tipo de contrapartida em termos de políticas públicas. "É um aprofundamento de um processo de privatização sem debate público e com nenhuma garantia de benefício para a população". Outro ponto de preocupação diz respeito ao próprio exercício da liberdade de expressão na internet. "Precisamos monitorar e fazer um trabalho para impedir o avanço de projetos de lei de caráter punitivista na internet, que querem estabelece remoção automática de conteúdos e cerceamento à livre expressão por meio de censura judicial e ordens de retirada de conteúdos pelas próprias plataformas", exemplifica Renata.

    Ainda segundo Bia Barbosa, o Seminário e a Plenária devem se debruçar sobre outros temas da internet, como proteção de dados pessoais e a regulação democrática da chamada camada de conteúdo da rede.

    Outros temas

    Além da internet, a agenda geral de luta pela democratização da comunicação terá grande destaque na Plenária Nacional do FNDC. A ideia é fazer um balanço dos últimos dois anos, marcado pela emergência de um golpe político-institucional, que culminou no impeachment fraudulento da ex-presidenta Dilma Rousseff, inaugurando um período de retirada de direitos e crescimento do autoritarismo. "Mesmo nesse cenário adverso, conseguimos posicionar o FNDC na luta contra o golpe orientado por uma agenda política específica da luta da comunicação, que foi a denúncia das violações à liberdade de expressão por meio da campanha Calar Jamais", avalia Renata Mielli.

    Para a coordenadora-geral do FNDC, a readequação da agenda política do Fórum permitiu evidenciar os aspectos do golpe relacionados ao direito à comunicação, como foi o caso do ataque à comunicação pública, com o desmonte em curso da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), a flexibilização regulatória para atender aos interesses dos empresários do setor de radiodifusão, o apoio do governo aos políticos que controlam canais de rádio e televisão, o uso abusivo de verbas oficiais de publicidade para comprar apoio editorial às reformas trabalhista e da previdência, entre outros.

    "Temos que construir uma agenda ampla, mas definindo prioridades", aponta a secretária de formação do FNDC, Cristina Castro. A Plenária Nacional também deve dar início a formatação de uma plataforma de políticas públicas para o setor que será apresentada aos candidatos nas eleições de outubro. "A luta pela democratização da comunicação é crucial para a construção de um sistema verdadeiramente democrático. Essa pauta precisa ser incorporada por todos os movimentos sociais e precisa ser debatida com a sociedade", acrescenta.

    Nesse contexto, uma das preocupações é que as violações à liberdade de expressão também se estendam ao debate durante a campanha eleitoral. "O famigerado debate em torno das chamadas fake news pode, inclusive, levar a um cerceamento da liberdade de expressão na internet, se a gente levar em consideração os caminhos que essa discussão está tomando no Brasil. O FNDC terá papel importante nessa questão", destaca Bia Barbosa, secretária-geral do FNDC.

    Inscrições e prazos

    As inscrições para a 21ª Plenária Nacional do FNDC estarão disponíveis a partir do dia 9 de março e seguirão até 9 de abril, exclusivamente na página do Fórum na internet (www.fndc.org.br). O valor taxa, tanto para delegados/as e observadores/as, é de R$ 253 (com hospedagem de duas noites nos dias 13 e 14) e R$ 148,50 (sem hospedagem).

    Entidades nacionais filiadas em dia com suas obrigações com o Fórum terão direito a indicar um/a delegado/a e até quatro observadores/as. No caso dos Comitês Estaduais, a eleição de delegados/as se dará em Plenárias Estaduais, que deverão ser realizadas entre 2 de março e 8 de abril. O número de delegados/as por Comitê varia de acordo com a proporção de entidades filiadas que participarem das plenárias locais (a cada 5 entidades participantes, um/a delegado/a poderá ser indicado).

    Todas as informações e documentos relacionados à 21ª Plenária Nacional do FNDC podem ser consultados neste link: http://www.fndc.org.br/plenarias/xxi-plenaria-abril-2018/Confirme presença pela página do evento no Facebook aqui.

    Fonte: FNDC

  • Começou hoje (sexta-feira, 26) o 9° Conatee (Congresso da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino), um dia depois do início do julgamento ilegítimo da presidenta Dilma Rousseff no Senado Federal. E o congresso da Contee, cujo tema é ‘‘Lutar e resistir: preservar a democracia e não perder direitos’’, terá, logo em sua primeira noite, às 19h, um ato político contra o golpe, no qual estarão presentes não apenas a diretoria da Confederação e os delegados e delegadas das entidades filiadas, mas também representantes de entidades nacionais e internacionais. Durante a solenidade, também será lançado o documentário realizado a partir de entrevistas dadas à Comissão da Verdade da Contee, fazendo a ponte entre a resistência à ditadura e o momento presente pelo qual passa o país.

    O 9º Conatee seguirá até o domingo (28). Na pauta do congresso, para o qual foram eleitos 800 delegados, estão a eleição da Diretoria Plena e do Conselho Fiscal da Contee; o balanço da atual gestão; a prestação de contas e o plano de lutas; a conjuntura nacional e internacional; a conjuntura educacional; e as relações sindicais e direito do trabalho, entre outros assuntos.

    Veja abaixo a programação e acesse aqui os demais documentos que serão debatidos no Conatee.

    Programação

    Sexta-feira (26)

    12h: Credenciamento

    13h30 às 15h: Almoço

    16h: Abertura

    17 h30: Regimento Interno

    18h: Balanço de gestão e prestação de contas

    19h: Ato político

    21h: Encerramento dos trabalhos do dia

    21h: Jantar

    Sábado (27)

    8h30: Regimento Eleitoral

    9h: Conjuntura nacional e internacional

    11h: Conjuntura educacional

    13h: Encerramento dos trabalhos do período da manhã

    13h30: Almoço 15h: Estatuto

    17h: Intervalo

    17h30: Organização e estrutura sindical

    19h30: Encerramento dos trabalhos do período da tarde 21h: Jantar

    19h às 21h: Registro da(s) chapa(s)

    21h30: Comissão eleitoral afixará chapa(s) inscrita(s)

    23h30: Término para apresentação de impugnação.

    Domingo (28)

    8h30: Plenária para avaliação de recursos de impugnação

    9h: Término do prazo de substituição de componente, caso haja impugnação 9h15: Apresentação da(s) chapa(s)

    10h às 11h30: Votação

    11h30: Apuração

    12h: Apresentação do resultado e posse

    14h: Encerramento

    Fonte: Contee

  • O golpe em marcha no Brasil que afastou a presidenta Dilma, eleita pelo voto popular, sofreu mais um duro revés. Na noite desta quinta-feira (14), o Ministério Público Federal (MPF) pediu o arquivamento do procedimento que investigava as chamadas “pedaladas fiscais”.

    Imediatamente à publicação dessa decisão, os senadores Gleisi Hoffmann (PT-PR), Lindbergh Farias (PT-RJ) e Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) entraram com requerimento pedindo que a Comissão do Impeachment do Senado ouça depoimento do procurador da República, Ivan Cláudio Marx sobre a sua decisão de arquivar esse processo.

    Veja o requerimento dos três senadores aqui.

    “Se não há crime de responsabilidade, se a perícia do Senado Federal comprovou que não houve pedalada fiscal e se, agora, a decisão do MPF é a de arquivar o processo por não encontrar nada que justifique o impedimento da presidenta, só nos resta uma certeza, Dilma volta!”, argumenta Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    De acordo com a senadora Vannessa Grazziotin,  a decisão do MPF “deveria mudar muita coisa, porque confirma o laudo pericial feito no Senado, reafirmando o que já dizíamos, ou seja, a presidenta Dilma não cometeu nenhum crime de responsabilidade”.

    Inclusive o senador Roberto Requião (PMDB-PR) divulgou em seu Twitter opinião semelhante. "Ministério Público não vê crime de responsabilidade nas supostas pedaladas de Dilma Rousseff. Fim do impeachment", escreveu o senador paranaense.

    Enquanto, a senadora Grazziotin afirma que “todos os fatos apurados são mais do que suficientes para que o relator do processo (senador Antonio Anastasia, do PSDB-MG) arquivasse as acusações sem nenhuma comprovação”.

    O procurador Ivan Marx explica que “quem tem atribuição de dizer se determinada prática é crime ou improbidade é o MPF". Ele estranha o fato de que o Ministério Público seja "o único ator que não foi chamado a depor na comissão”. 

    Leia a decisão do MPF aqui.

    Inclusive o advogado de defesa da presidenta Dilma, José Eduardo Cardozo acredita que a decisão do MPF liquida de vez com a possibilidade de impeachment. “Se o senador Anastasia quiser seguir a orientação de seu partido e propor no relatório a condenação vai ser com uma situação jurídica muito frágil”, diz Cardozo.

    No documento em que encaminha o arquivamento do processo, o procurador Marx define em sua decisão que os atrasos de pagamentos, conhecidos como “pedaladas fiscais”, não se configuram como operação de crédito e muito menos configuram crime de responsabilidade.

    dilma bracos povo

    Já o presidente da CTB defende que "até aqui todo o processo de impeachment, contra uma presidenta legitimamente eleita, rasga a Constituição Federal e fere de morte o Estado Democrático de Direito”.

    Além disso, diz Araújo, “em 60 dias de governo e com o discurso falacioso de sanear as contas públicas, Temer acabou com conquistas, desmontou o Estado e tem ameaçado, diariamente, direitos sociais consagrados. Esses ataques exigem da nação brasileira profundo repúdio".

    A senadora Grazziotin ataca os golpistas ao afirmar que a “presidenta Dilma tentou maquiar as contas, mas elas são públicas, foram todas publicadas nos órgãos competentes como determina a lei”.

    "E agora? O que fará o Tribunal de Contas da União? E o Senado Federal?", pergunta a senadora Hoffmann. Já o seu colega, Farias acredita que “esse processo está desmoralizado de uma vez por todas. Como é que o Senado vai continuar levando esse processo de impeachment a frente?".

    Para Araújo, “esse processo de impedimento, que se configura como golpe por não haver crime de responsabilidade, abre precedentes perigosos e que atentam contra a democracia não só agora, mas, também, em futuras eleições”.

    A senadora comunista acredita que a votação do impeachment chegará ao plenário do Senado no dia 9 de agosto com “grandes chances de barrarmos esse processo ilegal e golpista”.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • O jornalista norte-americano Glenn Greenwald, ganhador do Prêmio Pulitzer - mais importante premiação dos Estados Unidos - pelas reportagens feitas a partir das revelações sobre as espionagens de agências norte-americanas, denunciadas por Edward Snowden, fala dos fatos do domingo (17) e a atual conjuntura política brasileira à influente jornalista Christiane Amanpour, da maior rede de televisão do mundo a CNN.

    “Eles saíram da ditadura apenas em 1985, e é realmente perturbador olhar para eles brincando com a democracia desse jeito”, diz Greenwald. Recentemente ele também criticou os jornalistas brasileiros. 

    “Quero discutir o papel da mídia brasileira incitando os protestos e pressionando a saída da Dilma. Como jornalista, não sou brasileiro, mas moro no Brasil há muito tempo, estou chocado com a mídia daqui. Como as Organizações Globo, Veja, Estadão, estão tão envolvidos no movimento contra o governo, defendendo os partidos da oposição”, disse (leia aqui).

    A reportagem da CNN critica a ação dos congressistas brasileiros e reitera a análise feita por toda a mídia internacional, a de que a sessão que admitiu o impeachment da presidenta Dilma foi um verdadeiro circo, com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo "Fora" Cunha no centro do picadeiro e o ainda vice-presidente Michel "vaza" Temer na sua sombra (saiba mais aqui).

    “É a coisa mais surreal que eu vi em meu tempo como jornalista em qualquer outro lugar, cobrindo política em vários países”, disse Greenwald à CNN.

     Agora assista a reportagem da CNN legendada:

     

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy - Arte no destaque, criação de Jana Homma

  • O jornal "Valor Econômico" publicou nesta terça-feira (26), a pesquisa Pulso Brasil, realizada pela empresa de consultoria Ipsos desde 2005 no Brasil. O levantamento atual mostra que a cada dia que passa o apoio ao afastamento da presidenta Dilma cai na mesma proporção em que cresce a rejeição ao desgoverno Temer.

    Um dado fundamental da pesquisa Ipsos revela que 52% dos pesquisados querem novas eleições. Mais ainda, Dilma tem a preferência de 20%, enquanto Temer ficou com 16% das preferências.

    "Essa pesquisa, assim como outras, reforça a luta em defesa do plebiscto para o país sair do impasse político que está vivenciando. Também mostra que neste momento é a presidenta Dilma que reúne as condições de legitimidade para levar adiante essa consulta popular sobre novas eleições para a Presidência, já em outubro", diz Nivaldo Santana, presidente em exercício da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). Para ele, "o plebiscito é a única maneira de resgatar a soberania popular".

    Outro dado importante da pesquisa, mostra que o apoio ao processo golpista, disfarçado de impeachment, caiu de 61% em março para menos da metade do eleitorado agora, com 48% defendendo essa farsa, mesmo índice que julga a gestão Temer como ruim ou péssima. 

    Essa nova pesquisa se contrapõe amplamente à tentativa de fraude feita pelo Datafolha, em pesquisa publicada no jornal do mesmo grupo, “Folha de S.Paulo”, no dia 16, afirmando que 50% preferiam Temer e apenas 3% apoiavam novas eleições.

    O levantamento mostra também que 20% desejam a volta da presidenta Dilma ao Palácio do Planalto, enquanto 16% acreditam que Temer deveria ser confirmado no cargo. Por isso, "a CTB continuará juntamente com as forças democráticas lutando contra esse golpe infame, defendendo os interesses da classe trabalhadora e da nação", conclui Santana.

    Nova eleição

    De acordo com a Constituição, a antecipação das eleições, sem um plebiscito, só pode ocorrer com a aprovação de 3/5 dos parlamentares ou caso haja renúncia da presidenta Dilma e do vice-presidente Michel Temer.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Sempre que realizamos algum protesto de expressão popular sobre qualquer reivindicação que seja (saúde, educação, direitos trabalhistas, etc) a primeira crítica que escutamos da mídia conservadora ou quando lemos alguns comentários nas redes sociais é de que tudo não passa de obra de um bando de baderneiros.

    No entanto, todas as nossas manifestações dos últimos anos são reivindicações de princípios e direitos já garantidos na constituição brasileira. A baderna da juventude que ocupa escolas e universidades, muito além de lutar por uma educação pública de qualidade (Art. 6º da Constituição), também promove a autonomia e a participação social e politica dos jovens, previstos tanto no Estatuto da Criança e do Adolescente quanto no Estatuto da Juventude.

    A baderna, promovida pelos grupos feministas, é a luta pela equidade de gênero e pela dignidade humana da mulher, da mesma maneira que a baderna realizada pelos movimentos negros é a luta antirracista e pela igualdade. Outro exemplo é a baderna dos sem terra e dos sem teto, que apenas lutam pela realização da função social da terra rural e da terra urbana. Até porque, segundo a própria constituição, a propriedade privada deve cumprir a sua função social porque senão ela servirá apenas como mais um instrumento de acumulação de riquezas e de promoção da desigualdade.

    As ditas badernas giram em torno do que já está garantido no papel, mas que precisa se concretizar na vida cotidiana das minorias!

    Todos os dias, os dominantes ignoram direitos e rasgam a constituição. Em casos como o de Rafael Braga, preso por estar com pinho sol e 0.6g de maconha - o que não deixaria nenhum filhinho de papai de pele clara na delegacia por mais de duas horas - é um clássico exemplo de que a lei não é aplicada para todos da mesma maneira.

    O episódio dos 18 jovens do Centro Cultural de São Paulo (CCSP) que estão sendo processados por estarem indo a um protesto do “Fora Temer” - que se por ironia fosse uma manifestação pró-impeachment de Dilma Rousseff nem sequer teriam sido abordados - é também um exemplo de desrespeito ao direito de livre manifestação.

    Os detentores do poder, que se escondem debaixo de togas, de mandatos e de empresas, tentam inverter os papéis da sociedade. Eles não se enxergam como responsáveis por perpetuar as desigualdades e ainda se consideram vítimas das ações afirmativas; entendem como regalias os direitos que são concedidos pelo Estado aos trabalhadores mais vulneráveis. Por isso que todas as vezes que questionamos e tomamos as ruas pela luta por direitos, o sistema contra-ataca nos intitulando de baderneiros. Esquecem que os causadores do verdadeiro caos são eles mesmos, que persistem na manutenção de seus próprios privilégios.

    Essa classe raivosa atropela direitos dos trabalhadores, dos negros, das mulheres e LGBTIS. Cinicamente conseguem transformar a luta por direitos em arma de criminalização e repressão aos movimentos sociais. Eles passam por cima do crivo popular em seus projetos de lei, medidas provisórias e propostas de emendas constitucionais - e de tempos em tempos golpeiam a democracia.

    Particularmente considero o adjetivo “baderneiro” muito mais como um elogio. Pois, se estamos exigindo o compromisso com a constituição e reivindicando direitos das minorias ainda não consolidados, significa dizer que estamos exercendo a cidadania, que apenas se inicia nas urnas.

    Mais do que nunca é preciso ser mais baderneiro e ir às ruas, porque denunciar as injustiças dos ordeiros e paladinos da moralidade não cabe dentro de um vídeo de 15 segundos feito para a televisão.

    Gostem ou não, a cidadania é construída nas ruas por quem mais gera riquezas para o país: o povo. É da cidadania plena que eles mais têm medo, porque sabem que é através dela que podemos vencê-los. Enquanto a nossa baderna girar em torno da luta pela justiça social, pela verdadeira democracia e pela fraternidade entre as pessoas, estaremos no caminho certo.

    Ana Julia Ribeiro é estudante secundarista e colunista do Brasil de Fato. Foto: Agência Senado

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • O presidente ilegítimo Michel Temer assumiu a Presidência interinamente em 12 de maio, mas o golpe se consumou em 31 de agosto de 2016, com o afastamento definitivo da presidenta eleita Dilma Rousseff.

    Começa o terror para a classe trabalhadora. “As marcas do golpe são de um profundo retrocesso. A oposição à época juntamente com a mídia, banqueiros, grandes empresários, parte do Judiciário e parte da Polícia "política" Federal consumaram o golpe do capital contra o trabalho”, diz Adilson Araújo, presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para ele, os retrocessos que mais atingem a classe trabalhadora referem-se à redução do Ministério da Previdência a uma secretaria, o que “acarreta enormes prejuízos para a seguridade social”.

    Além disso, “o governo ilegítimo acabou com a Política de Valorização do Salário Mínimo, o que afeta profundamente os aposentados, principalmente a maioria absoluta que ganha um salário mínimo”, complementa Araújo.

    Em um ano, o número de desempregados saltou para mais de 15 milhões de famílias, ou seja, de acordo com o IBGE, são mais de 26 milhões de pessoas desempregadas e subempregadas.

    Os cortes nos investimentos sociais tiraram do Bolsa Família mais de meio milhão de famílias. Além do congelamento dos investimentos públicos por 20 anos, afetando terrivelmente a educação e a saúde públicas.

    Há também “a redução drástica de programas de acesso à universidade como o Financiamento Estudantil (Fies) e o Programa Universidade Para Todos (ProUni)”, diz Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB.

    Para Bezerra, “as reformas do ensino médio e trabalhista vêm no sentido de criar um exército de mão de obra barata, pouco qualificada e sem noção de cidadania, precarizando ainda mais o ingresso dos jovens no mercado de trabalho”.

    De acordo com ela, "os que mais sofrem as consequências são os jovens, os primeiros a serem demitidos e os que têm mais dificuldade para se recolocar no mercado de trabalho".

    Já para Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB, a tomada do poder por “um grupo machista, homofóbico e velho, criou um clima de instabilidade política ainda maior, aprofundando a crise e atacando todas as conquistas da classe trabalhadora e dos grupos ditos vulneráveis”.

    Na verdade, conta a vice-presidenta, o governo Temer aprofundo a “ausência do Estado onde a sua presença é mais necessária e com isso os índices de violência crescem assustadoramente”. Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB, concorda com Pereira.

    “O Estado se virou contra a população que experimentava uma tímida melhoria de vida com as políticas públicas criadas para a inclusão”, reforça Custódio. “Esse governo representa a revolta da elite contra a classe trabalhadora”.

    Há também a entrega das riquezas nacionais com a permissão para a venda de terras para grupos estrangeiros, a proposta de privatizar a Caixa Econômica Federal, o Banco do Brasil, a Eletrobrás, e o desmantelamento da Petrobras.

    O presidente da CTB lembra ainda de que a terceirização ilimitada foi aprovada. “Uma velha reivindicação do setor empresarial, que liquida com os direitos de quem trabalha, que se vê à mercê do rodízio de mão de obra acelerado e de condições de trabalho extremamente precárias”.

    A violência contra as mulheres, a população negra e os povos indígenas se acirrou com o golpe. “A retirada dos mecanismos de proteção e orientação das pessoas elevou o número de ações violentas contra a população mais carente e desprotegida”, afirma Pereira.

    Para piorar, pela primeira vez, como mostra o instituto Euromonitor, trabalhadores e trabalhadoras da indústria no Brasil ganham menos que os chineses. Na China, o salário por hora é de US$ 3,60 e aqui é de US$ 2,70.

    “A elite patrocinou o golpe contra os direitos da classe trabalhadora para retornar com o projeto neoliberal que acaba com o Estado e com todas as políticas sociais em benefício de uma vida melhor para a população”, complementa Araújo.

    Para ele, é fundamental manter a chama acesa nas ruas de todo o país para defender a democracia e assim o país voltar a crescer com justiça social. “Só as manifestações com ampla participação popular nas ruas serão capazes de tirar o Brasil do fundo do poço”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Em poucos dias do assalto ao poder promovido pelos golpistas, ficou evidente o propósito desse golpe à democracia brasileira. “Com a extinção de vários ministérios da área social, todo mundo percebeu o caráter elitista, e antidemocrático do governo interino”, diz Celina Arêas, secretária de Formação e Cultura da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Ela ressalta a resistência dos artistas em promover ocupações em edifícios ligados ao até então extinto Ministério da Cultura (MinC). “Os artistas nos mostraram a importância de estarmos coesos em torno da defesa da democracia e do país”, afirma.

    O movimento dos artistas obrigou o governo golpista de Michel Temer a recuar e “recriar" o MinC. Mas, diz Celina, “a resistência cultural deve continuar firme e forte, porque é a cultura que determina o caráter de uma nação. Sem cultura não somos nada”.

    Leia mais

    Extinção do Ministério da Cultura gera protesto em 18 estados e ocupação de 12 Funartes

    A atriz Marieta Severo diz que o movimento é contra esse “governo ilegítimo”. Até Fernanda Montenegro prometeu se engajar nessa luta. “Esse governo, até quando ele existir na atual conjuntura do Temer, vai sofrer um protesto violento, e eu estou neste protesto”, frisa a veterana atriz.

    “Cultura não deve ser encarada como cosmético. E é assim que a elite vê. Mas, para a classe trabalhadora, cultura é fundamental para a própria existência humana. Um povo só se reconhece como nação quando há uma identidade cultural”, afirma Celina.

    Já Jérferson Assumção, no site Outras Palavras, acredita que a elite não valoriza a cultura, justamente por predominar a ideia de compartilhamento e de liberdade. “A cultura, com suas redes, sua possibilidade de gerar empoderamento e autonomia, sua perspectiva ampliadora de repertórios”, incomoda as mentes reacionárias, acredita o ativista.

    Ocupação no Rio de Janeiro com a Orquestra Sinfônica Contra o Golpe faz versão da obra Carmina Burana - o Fortuna, de Carl Orff, e dá o recado dos artistas:

     

    Para Celina, “eles temem a veia criativa dos artistas, que com liberdade, podem levar consciência política à classe trabalhadora”. Por isso, acentua, “a CTB está junto com os artistas, não somente em defesa da cultura, mas da democracia vilipendiada por uma elite corrupta”.

    Enquanto o diretor teatral Marcus Galiña reafirma à Agência Brasil, a continuidade do movimento. “Vamos manter a ocupação, porque somos contra esse governo. Não fez nenhuma diferença a recriação do ministério. Nossa pauta não é essa. Vamos ter força, vamos reverberar e a população vai entender isso”.

    Como afirma o cientista Miguel Nicolelis, o Brasil "não pertence aos homens brancos, milionários e alguns deles criminosos, que ocuparam o poder neste momento. Para o cientista, o governo ilegítimo visa acabar com "o coração e a alma" da nação, através do ataque à cultura. De acordo com Nicolelis, "todos somos artistas, somos poetas".

    “Há um Brasil de verdade”, diz a ativista Katarina Peixoto, onde “há arte, pensamento, ciência, compromisso democrático, consciência, luta social, cultivo da memória e da história”. E, de acordo com ela, “este Brasil de verdade faz cinema, música, literatura, ciência, filosofia”, mas é um país que "está golpeado, espancado, ameaçado, violado”, mas está “vivo, muito vivo”.

    “Com essa grande vitória, devemos reforçar o movimento para termos de volta os ministérios da Mulher, da Igualdade Racial, dos Direitos Humanos, do Trabalho e principalmente a Presidência da República”, afirma Celina.

    Ação no Teatro Tivoli, em Lisboa, Portugal:

     

    Para ela, a cultura deu o tom da resistência e mostrou ao mundo o golpe de Estado, comandado pelos Estados Unidos. “Continuaremos nas ruas até a nossa presidenta voltar ao seu cargo de direito”, defende.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Pela primeira vez depois de sofrer o golpe do impeachment, a presidenta Dilma Rousseff participa de uma manifestação pública em defesa das conquistas das mulheres. O ato Primavera das Mulheres com Dilma acontece nesta quarta-feira (21), a partir das 16h, saindo do Largo da Carioca, e termina na Cinelândia, centro da capital fluminense.

    “Preparamos essa caminhada com a nossa presidenta para protestar contra o golpe à democracia e exigir a manutenção das conquistas das mulheres”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Rio de Janeiro (CTB-RJ).

    A organização da caminhada pede para as pessoas confirmarem presença pela página do Facebook do evento (acesse aqui). Além da presidenta Dilma, estará presente a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

    “Ser mulher é um ato de resistência. Golpearam o mandato da primeira mulher eleita e reeleita presidenta da República, mas não podem golpear nossos sonhos, nem proibir nosso futuro. Somos muitas e não aceitaremos nenhum passo atrás em nossas conquistas”, diz trecho de texto da página da Primavera das Mulheres com Dilma.

    Kátia Branco afirma que as mulheres cariocas se mantêm firmes por nenhum direito a menos. “Permaneceremos nas ruas para impedir qualquer retrocesso em nossos direitos. A mulher que trabalha sabe da importância de lutarmos por igualdade salarial, por segurança e por uma vida sem medo”.

    Assista o vídeo 

    Serviço

    Primavera de Mulheres com Dilma – Rio de Janeiro

    Concentração: Largo da Carioca, centro

    Quarta-feira (21), às 16h

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • No Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher – nesta sexta-feira (25) – ocorrem manifestações em todo o país contra os retrocessos promovidos pelo governo golpista.

    Mais uma vez, as mulheres estão à frente da luta, justamente porque iniciam hoje também os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher, com inúmeras atividades que só terminam no dia 10 de dezembro – Dia Internacional dos Direitos Humanos.

    “É uma ótima coincidência a protesto contra esse governo golpista ocorrer hoje porque as mulheres são as que mais perdem com os projetos que estão sendo aprovados por esse congresso golpista e reacionário”, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Pereira ressalta que a violência contra a mulher vem aumentando no país, depois do golpe de Estado que depôs a presidenta Dilma Rousseff. “A ideologia do ódio prevalece, ainda mais com a ênfase dada pela mídia burguesa. Fazem isso para acabar com todos as nossas conquistas e retroceder a séculos passados, quando a mulher era mera figura decorativa e uma verdadeira escrava do lar”.

    Desde 1991, os 16 Dias de Ativismo tomam conta de mais de 160 países com muitas atividades para levar à população informações sobre o “necessário debate das questões de gênero, ainda mais num país onde a violência de gênero campeia”, diz Tereza Bandeira, dirigente do Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Estado da Bahia.

    Ela se refere aos dados da Organização Mundial de Saúde, pelos quais o Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres. Por isso, as feministas ressaltam a importância da Lei Maria da Penha – que completa 10 anos neste ano – e da Lei do Feminicídio.

    “Abraçamos a campanha Elas por Elas da ONU (Organização das Nações Unidas) Mulheres para conversarmos com os homens e fazê-los entender que não somos objetos e sim seres humanos que têm desejos e vontades e devemos ser respeitadas”, acentua Bandeira.

    Já Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-RJ afirma que “a violência contra a mulher é uma questão social e de saúde pública, não distingue cor, classe econômica ou social e está presente em todo o mundo”. Ela faz coro com a máxima de John Lennon de que a “mulher é o negro do mundo”, pois o patriarcado pretende mantê-la escrava.

    A sindicalista do Rio de Janeiro enfatiza a importância de inserir o feminismo no contexto da luta de classes. “Nós, enquanto representantes do sindicalismo classista, temos que inserir a luta contra a violência à mulher em cada base sindical do país, em cada bairro, em cada espaço pois lutar contra a violência e pela emancipação da mulher, é lutar contra a lógica opressora da nossa sociedade e, de certo modo, contra o próprio capital, que usa do machismo para produzir lucro em cima da exploração da mulher trabalhadora”.

    As estatísticas mostram que uma em cada três mulheres sofre de violência doméstica. “O Brasil ainda tem um dos maiores índices de violência doméstica do mundo”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    De acordo com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública quase 50.000 mulheres foram estupradas em 2015, sendo a maior parte de meninas e dentro de casa. Mas como estima-se que no país somente 10% das vítimas denunciam, esse número beira o holocausto nazista.

    Por isso, afirma Bitencourt, “os 16 dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra a Mulher tornam-se mais importantes do que na última década, porque sempre que começa uma crise, as mulheres são as primeiras a serem atingidas e nós já estamos vendo isso no mercado de trabalho, nas ruas, nas redes sociais e até nos lares, onde o machismo e a misoginia matam diariamente”.

    Pereira reforça ainda a presença maciça de mulheres em todas as frentes em defesa da democracia, da liberdade e dos direitos humanos porque “queremos levar uma vida de igualdade e de justiça, onde não predomine a opressão e o medo”.

    Inclusive a Procuradoria da Mulher do Senado abriu inscrições para seminário Mulher: Diálogos sobre Empoderamento Político, Econômico e Social e Enfrentamento à Violência, entre os dias 13 e 15 de dezembro. O evento reunirá legisladores; representantes dos setores público e privado; entidades do movimento organizado de mulheres e organismos internacionais. As inscrições podem ser feitas na internet, no endereço www.seminariomulheresnopoder.com.br

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria)/Ibope, divulgada nesta quarta-feira (26), revela que Temer é considerado um presidente ruim ou péssimo por 70% dos entrevistados.

    Para piorar mais a situação, 87% disseram não confiar nele. A sua maneira de governar também é reprovada por 83%. Outra pesquisa recente, da Ipsos Public Affairs revelou que 94% dos brasileiros reprovam Temer e 95% não acreditam que ele possa ainda fazer um bom governo.

    Com impopularidade tão alta, Temer se mantém no cargo até quando?

    Confira a decadência do presidente ilegítimo:

    avaliacao temer cni ibope

    O levantamento CNI/Ibope, foi realizado entre os dias 13 e 16 de julho e ouviu 2 mil pessoas em 125 municípios, em todas as cinco regiões do país.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy. Foto: Sérgio Lima-Poder360

  • Repercutiu  muito mal na imprensa internacional, a admissibilidade do impeachment da presidenta Dilma neste domingo (17) pela Câmara dos Deputados, que agora tiraram a semana toda de folga.

    Além do que o jornal Folha de S.Paulo publicou matéria ontem (18) com Eliseu Padilha, homem forte de Michel "vaza" Temer de que empresários cederam jatinhos para buscar os deputados que tinham deixado Brasília. A que preço?

    O jornal britânico The Guardian ironizou ao publicar o sim de Paulo Maluf, "que está na lista vermelha da Interpol por conspiração". Assim como lembrou os votos de Nilton Capixiba, "acusado de lavagem de dinheiro", nota o artigo. E ainda diz que "'pelo amor de Deus, sim!', declarou Silas Camara, que está sob investigação por falsificação de documentos e apropriação indevida de fundos públicos".

    O jornal nota ainda que a maioria dos que votaram sim estão sendo acusados de crimes diversos, mas seguem "protegidos por seu status como parlamentares".

    O espanhol El País chamou de "circo" o que aconteceu neste domingo no plenário da Câmara, em Brasília. Lembra que o presidente da Casa, Eduardo Cunha tem sobre si inúmeras acusações de corrupção, assim como o ainda vice-presidente Michel Temer.

    "Lembraram os parlamentares aos telespectadores de Xuxa (quando ela apresentava programa infantil) que aproveitavam sua participação ao vivo no programa para cumprimentar eternamente a mãe, o marido, a amante o primo, o enteado, o vizinho, os amigos e o porteiro", lembra o El País.

    O maior jornal do mundo o norte-americano The New York Times fez editorial em que afirma categoricamente ter sido golpe à democracia a votação dos deputados brasileiros. "Dilma, que foi reeleita em 2014 por quatro anos, está sendo responsabilizada pela crise econômica do país e pelas revelações das investigações de corrupção que envolvem a classe política brasileira”, afirma o editorial.

    O New York Times conclui que se Dilma sobreviver a esse golpe, precisará reunir as forças sociais e políticas para "consertar a economia e erradicar a corrupção".

    O também norte-americano The Washington Post chama de "golpe suave" o que está em marcha no Brasil, refereindo-se a décadas passadas quando os golpes eram feitos pelas Forças Armadas e agora acontecem por união entre parlamentares, setor judiciário e mídia. O jornal lembra que o país está dividido. 

    "O país acompanha nervosamente diante do abismo, dividido sobre seu futuro e a própria legalidade do processo, que Dilma e seus defensores dizem que é um golpe institucional e um ataque à jovem democracia do Brasil", diz.

    La Nacion, da Argentina, diz que “Dilma Rousseff ficou à beira do julgamento político”. Segundo o jornal, a crise no Brasil está longe de acabar e o país se encontra com “uma presidenta na porta da saída de emergência, um Congresso que festeja com euforia o trauma político que divide o país, um oficialismo que define como golpe um procedimento previsto pela Constituição e um eventual novo mandatário também suspeito de corrupção”. Em resumo, o país vive três crises de uma só vez: econômica, política e moral.

    Segundo o chileno "El Mercurio", ao votarem a favor do impeachment, os deputados federais brasileiros “deixaram à beira do precipício a experiência mais emblemática do ciclo de governos de esquerda da América Latina”.

    Para o jornal Página 12, o Brasil viveu um virtual golpe institucional, presidido pelo político mais denunciado por corrupção. Na matéria, intitulada Um golpe visto vivo e direto, o jornal diz que a decisão de julgar Dilma Rousseff ficou nas mãos de um parlamentar que é “réu no Supremo Tribunal Federal”, que até o processo terminar o governo estará imobilizado e que o vice-presidente, Michel Temer, “sem legitimidade alguma”, terá que enfrentar “a anunciada oposição duríssima dos movimentos sociais, dos principais grupos sindicais e de todos os que não se resignam ao golpe institucional”.

    Repercutiu no mundo todo a votação transmitida ao vivo da Câmara dos Deputados. Votação que manchou a imagem do Brasil que virou pilhéria. 

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

     

  • A arte mostra a presidenta Dilma - reeleita em 2014 com mais de 54 milhões de votos - acuada em um banquinho cercado de ratos, representando os políticos da direita brasileira. O golpe travestido de impeachment fajuto.

    O tiro não poderia ser mais certeiro. Os ratos são os quase 400 parlamentares - do Senado e da Câmara dos Deputados - envolvidos em diversos atos ilicítos, juntamente com o Judiciário atuando para afastar definitivamente a presidenta Dilma, sem nenhuma comprovação de crime de responsabilidade.

    E assim cessarem todas as investigações da Lava Jato e outras. Mas principalmente acabarem com as conquistas da classe trabalhadora e com os programas de distribuição de renda dos últimos anos, que tirou milhões da pobreza.

    Portal CTB

  • A eleição de Jair Bolsonaro neste domingo (28) leva o país a uma outra fase da resistência ao avanço neoliberal e reacionário, que se fortaleceu em 2013, ganhou força com a derrota de Aécio Neves para Dilma Rousseff em 2014 e depois com o golpe em 2016.

    Fernando Haddad que começou com 8% das intenções de votos realizou um feito extraordinário alcançando a marca de 47 milhões de votos no país (47.040.859), 44% dos votos válidos. E o ex-presidente Lula, mesmo preso, confirmou sua força eleitoral em todo o país.

    E a força de Bolsonaro é desafiada pelo número de abstenções: 31.371.417 (21,30%), a maior desde 1998, quanto FHC se reelegeu presidente.

    Apesar do antipetismo que marcou o discurso da campanha do adversário, o PT foi o partido que mais conquistou governos, sendo 4 deles no Nordeste e outros cinco como aliados na coligação. Entre os partidos alinhados à esquerda, PSB irá comandar 3 estados (Espírito Santo, Pernambuco e Paraíba), PCdoB, 1 (Maranhão) e PDT, 1 (Amapá).  

    Apesar do crescimento conservador, a oposição também se consolidou e, com o engajamento e a agregação de forças promovido pela candidatura de Fernando Haddad, sai fortalecida desta eleição.

    E isso será mais necessário do que nunca, já que a promessa de Bolsonaro é nefasta para a classe trabalhadora, para as minorias, para o meio ambiente e a maioria da população pobre do país.

    Porém, para avançar em pautas regressivas, como revogação do estatuto do desarmamento, reforma da previdência, fim da maioridade penal, mudança no currículo das escolas, privatização "de todas as estatais do país", e muitas outras, ele enfrentará resistência organizada da sociedade civil.

    Para a CTB, o retrocesso terá de ser encarado como energia para a luta social, nas ruas e no Congresso. "O caminho da classe trabalhadora e seus representantes é o da resistência enérgica contra a nova onda de retrocessos anunciada pelo resultado final do pleito. Urge formar uma ampla frente democrática e popular em defesa da democracia, dos interesses sociais e da soberania nacional. A luta continua", afirmou o presidente nacional da CTB, Adilson Araújo.

    Portal CTB

     

     

     

     

  • A BBC Brasil publicou nesta segunda-feira (29), o mais recente levantamento do Instituto Ipsos, mostrando que 87% dos brasileiros e brasileiras acreditam que o país está no rumo errado. Ao mesmo tempo, o governo interino de Michel Temer segue rejeitado por 68% da população.

    A pesquisa ouviu 1.200 pessoas, em 72 municípios, entre os dias 30 de julho e 9 de agosto. Os dados apuraram que 61% reprovam as medidas de combate à inflação do desgoverno Temer. Quando o tema é a reforma da Previdência, a situação piora: 64% a rejeitam.

    Além de ser rejeitado por quase 70% da população, a atuação de Temer no Palácio do Planalto é considerada ruim ou péssima por 49% das pessoas entrevistadas, sendo que o vice-presidente em exercício na Presidência conseguiu somente 8% de ótimo ou bom.

    “Dados significativos, divulgados justamente no dia em que a presidenta eleita Dilma Rousseff vai ao Senado fazer a sua defesa. A pesquisa deixa claro que a população sabe que a presidenta não cometeu nenhum crime de responsabilidade e deve voltar à Presidência para convocar um plebiscito sobre novas eleições”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da CTB.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Relatório do Boston Consulting Group (BCG), divulgado na sexta-feira (16) mostra claramente o que está acontecendo no mundo do século 21. A concentração de renda cresceu. Além de 1% deter 45% da riqueza mundial, aumenta o número de milionários nos Estados Unidos.

    Cerca de 18 milhões de famílias no mundo possuem uma riqueza de mais de US$ 1 milhão, de acordo com o BCG, sendo cerca de 7 milhões somente nos Estados Unidos e a estimativa é de que essa concentração cresça substancialmente. O relatório mostra também que a concentração de renda cresce em cima do achatamento salarial da classe trabalhadora.

    “Enquanto isso, os países emergentes veem sua economia definhar com o ultraliberalíssimo dominando as agendas, com sucessivos ataques às conquistas da classe trabalhadora, como no Brasil com o governo ilegítimo de Temer”, diz Carlos Rogério Nunes, secretário de Políticas Sociais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Os dados comprovam que o sistema financeiro domina a economia em detrimento dos setores produtivos, o que faz aumentar a concentração de riqueza e diminuir a criação de novos postos de trabalho. 

    Isso é o que acontece no Brasil após o impeachment da presidenta Dilma Rousseff no ano passado. Voltou-se a “um Estado que protege os interesses do 1% mais rico e vira as costas para a grande maioria da população, deixa o povo desprotegido. Tira os seus direitos, antes de tudo o direito a um emprego”, acentua o cientista social Emir Sader.

    Os oito mais ricos do mundo

    Pela lista da revista Forbes, entre os oito mais ricos do mundo, seis são norte-americanos. Os mais ricos são: Bill Gates, fundador da Microsoft, lidera o ranking, com uma fortuna de US$ 75 bilhões; seguido pelo espanhol Amancio Ortega, fundador da Inditex, empresa-mãe da Zara (US$ 67 bilhões); pelo americano Warren Buffett, acionista da Berkshire Hathaway (US$ 60,8 bilhões); pelo mexicano Carlos Slim Helu, dono da Grupo Carso (US$ 50 bilhões); e pelos americanos Jeff Bezos, fundador e principal executivo da Amazon (US$ 45,2 bilhões); Mark Zuckerberg, cofundador e principal executivo do Facebook (US$ 44,6 bilhões); Larry Ellison, cofundador e principal executivo da Oracle (US$ 43,6 bilhões) e Michael Bloomberg, cofundador da Bloomberg LP (US$ 40 bilhões).

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com agências. Arte: Latuff

  • Em encontro das duas lideranças aconteceu na Casa de Portugal, em São Paulo, na noite desta sexta-feira (9), as eternas presidentas Cristina Kirchner (Argentina) e Dilma Rousseff (Brasil) debateram “A luta política na América Latina hoje”.

    Com centenas de jovens brasileiros e argentinos, a conferência não poderia ser mais feliz. Rousseff iniciou dizendo que “hoje a mesa é feminina e feminista”. Bem oportuno, porque se vivencia em mais de 160 países os 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência contra as Mulheres.

    Então, o Portal CTB conversou com Bárbara Figueroa, presidenta da Central Única dos Trabalhadores, do Chile. Aliás, a única mulher a presidir uma central sindical na América Latina. “É muito complexo e desafiador ser a única mulher à frente de uma central sindical nessa parte do nosso continente”, diz Figueroa.

    Para ela, o encontro dessas “importantes lideranças políticas reforça a luta das mulheres latino-americanas por igualdade no mundo do trabalho e na sociedade”.

    Já Pablo Gentili, presidente da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), entende a conjuntura atual muito complexa. “Vários fatores nos levaram a esta situação”, afirma.

    Assista a conferência completa 

    “A direita estabeleceu uma nova estratégia e com muita competência conseguiu seus objetivos para chegar ao poder na Argentina e no Brasil e nós precisamos entender essa estratégia e reorganizar as forças populares com muita unidade na resistência à ofensiva do capital sobre o trabalho”.

    O presidente da Fundação Perseu Abramo, Marcio Pochmann vê o fracasso dos projetos econômicos do governo golpista. “O projeto deles se baseia em três eixos: mudança da expectativa dos empresários, expansão do mercado externo e entrada de recursos estrangeiros com essa onda de privatizações”. Explica. Como não está dando certo, "o governo está sem estratégia".

    A presidenta Dilma falou sobre a reforma da Previdência e lembrou que “o ministro da Fazenda (Henrique Meirelles) tem uma aposentadoria de R$ 250.000” mensais e o “Temer (Michel) se aposentou com 55 anos” e querem idade mínima de 65 anos para homens e mulheres.

    A ex-presidenta da Argentina, Cristina Kirchner, historiou a vida política, social e econômica de seu país nos últimos 15 anos e defendeu uma resistência contundente à política de retirada de direitos.

    “As forças do campo nacional e popular precisam de profundas reflexões para avançar nas lutas com essa juventude que se incorporou na política", reforça. “Em um forte contraponto à lógica da velha política feita por homens, as duas mulheres arrancaram aplausos e emoções da plateia diversas vezes”, diz texto do Mídia Ninja.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Fundação Perseu Abramo

  • A Secretaria da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) entrou na Justiça com pedido de cassação do mandato do deputado federal Jair Bolsonaro (PSC-RJ), pela incitação pública à violência e em especial ao crime de tortura no Brasil na Câmara de Deputados. 

    A peça jurídica se refere às declarações de Bolsonaro durante a declaração de voto ao impeachment da presidenta Dilma Rousseff, no domingo (17).

    “Ao ‘homenagear’ o coronel Brilhante Ustra, Bolsonaro incitou, banalizou e festejou crimes de tortura em uma clara alusão ao que sofreu a presidenta Dilma, no período da ditadura civil-militar (1964-1985), sob as ordens desse militar reconhecido pela Justiça brasileira como torturador”, justifica a secretária da Mulher Trabalhadora da CTB, a sergipana Ivânia Pereira.

    “O pavor de Dilma”

    Em um dos trechos do discurso na Câmara, Bolsonaro disse com euforia que "(...) pela memória do coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o pavor de Dilma Rousseff, pelo exército de Caxias, pelas Forças Armadas, pelo Brasil acima de tudo e por Deus acima de tudo, o meu voto é sim".

    Apesar de se proclamar cristão, Bolsonaro (militar da reserva) é conhecido pelas furiosas declarações de extrema-direita. Conhecido por posições machistas, homofóbicas, misóginas e em defesa da prática da tortura.

    “E desta vez, a sociedade tem de reagir de forma mais contundente. Bolsonaro foi longe demais. A CTB entende que fomos todos e todas agredidos com aquelas declarações, enquanto eleitores e eleitoras e cidadãos brasileiros, patriotas e democráticos. Mas em especial, enquanto mulheres. A fúria de Bolsonaro foi dirigida à primeira mulher que hoje ocupa o mais alto cargo da República brasileira, inclusive eleita democraticamente pelo povo”, diz Ivânia. 

    ivania pereira carla trindade

    A advogada Zélia e a sindicalista Ivânia encaminham ação judicial contra Bolsonaro

    Liberdade expressão x limites

    O presidente da CTB, Adilson Araújo afirma que atualmente, “no Congresso Nacional e em outros legislativos temos observado o retrocesso político e a intensidade de discursos de negação dos direitos individuais e coletivos de forma deplorável, como esse em que incitou com tom de neutralidade a violência e a tortura. Bolsonaro precisa ser punido para que a população possa fazer a reflexão sobre diferenças entre liberdade de expressão e os limites da legalidade. Incitar violência e tortura é crime hediondo, previsto na nossa legislação”.

    A ação da Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB será patrocinada pela advogada e historiadora sergipana Zélia Trindade. Trindade é feminista, atuou no movimento social e estudantil na Universidade Federal de Sergipe.

    “Estou lisonjeada em receber essa missão da CTB. Acompanhei as declarações do deputado e o que nos causa maior indignação é que foram ditas em rede nacional, em uma Casa Legislativa, sem nenhum constrangimento ou pudor”, afirma Zélia.

    Déa Jacobina – Seeb-SE - Foto: Fernando Frazão

  • “Os povos indígenas encaram o Dia do Índio (19 de abril) como um dia de reflexão e luta”, diz Voninho, da etnia Kaoiwá, que habita o Mato Grosso do Sul, estado onde ocorrem os maiores conflitos por terras no país e onde mais se matam indígenas.

    De acordo com Voninho, está ficando cada vez mais difícil ser indígena no Brasil. “Além de todas as disputas por nossas terras e o preconceito que sofremos, temos que lutar também contra esse bombardeio de retrocessos em nossos direitos, como todo o povo brasileiro”.

    Ouça Grito dos Xondaro: Conflitos do Passado, do grupo Oz Guarani, da Aldeia Jaraguá, de São Paulo: 

    Tanto que o Acampamento Terra Brasil 2017 ocorre em Brasília entre os dias 24 e 28. Com o tema “Unificar as lutas em defesa do Brasil Indígena. Pela garantia dos direitos originários dos nossos povos”, o evento pretende reunir as mais importantes lideranças dos povos indígenas na capital federal.

    “A vida dos povos originários sempre foi difícil no Brasil, mas após a queda da presidenta Dilma (Rousseff) a nossa situação piorou. O atual governo quer acabar com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e isso nos deixa mais vulneráveis ainda aos ataques dos fazendeiros”, complementa.

    Ele explica que a terra é primordial para a vida dos povos indígenas. “É da terra que tiramos o nosso sustento e sem ela não sobrevivemos”. Existem no Brasil, de acordo com a Funai, 462 terras indígenas, a maioria ainda com a demarcação pendente.

    Assista o documentário Terra dos Índios, de Zelito Vianna: 

    A escritora Márcia Wayna Kambeba, da etnia Omágua Kambeba, afirma que “nós lutamos por um território em que possamos conviver livremente, mantendo nossos rituais, conservando a nossa biodiversidade e tendo essa relação de reciprocidade com a natureza”.

    Já Josiane Tutchiauna disse à CartaCapital que "ser mulher ticuna na minha geração é ser mulher guerreira, batalhadora, mulher que trabalha continuamente pela defesa do seu povo, de sua comunidade. Ser mulher indígena e ticuna é ser aquela que mantém, lado a lado com os homens indígenas, o espírito guerreiro dos seus ancestrais no seu corpo, na sua alma, sem temer a nada”.

    “Os que se acham donos do Brasil preparam sua ofensiva final contra os índios”, diz o antropólogo Eduardo Viveiros de Castro ao citar os sucessivos ataques ás terras indígenas e a pretensão do governo Temer de rever a demarcação delas.

    “Somos 305 povos, com mais de 900 mil pessoas e falamos 274 idiomas diferentes”, reforça Voninho. “Garantimos manter o nosso vigor na resistência secular contra as tentativas de nossa destruição. Defendemos nossa cultura, nossas terras, nossa gente”.

    Acompanhe vídeo da Agência Pública: 

    Porque "ser índio não é apenas usar arco e flecha, ter cabelo liso e pintura com jenipapo e urucum. Ser índio é amar a cultura e ter orgulho da sua tradição. É sentir o respeito das pessoas, como as respeitamos”, diz Valdecir Xunu, da Aldeia Flor do Campo, no Rio Grande do Sul. A escritora Kambeba assinala que “nós somos povo, nós temos nome, nós temos voz e estamos na luta por resistência”. Afinal, "somos todos da mesma nação", completa Voninho.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Laila Menezes/Cimi

     

  • A Editora Abril, da família Civita, pede recuperação judicial um dia antes da obrigação de pagar a indenização rescisória de 800 funcionárias e funcionários demitidos no início de agosto.

    O Ministério Público do Trabalho (MPT), de São Paulo, entrou com uma Ação Civil Pública para obrigar a empresa a explicar a demissão em massa de jornalistas, gráficos e administrativos.

    Foram dispensadas pessoas “com 10, 20, 30 anos de casa”, diz Paulo Zocchi, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo. E justamente “no dia em que as pessoas iriam começar a receber suas verbas rescisórias a empresa entrou em recuperação judicial, que é uma legislação de proteção às empresas”.

    A recuperação judicial congela as dívidas contraídas pela empresa anteriormente ao pedido e, portanto, “suas dívidas passam a ser jogadas para um plano incerto, e as verbas trabalhistas estão entre elas", complementa o sindicalista.

    O Comitê dos Jornalistas Demitidos da Abril  divulga uma nota denunciando o calote da editora que já foi a maior do mercado de revistas da América Latina. Os ex-funcionários da Editora Abril denunciam que a empresa não liberou a possibilidade de saque do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e nem as guias do seguro-desemprego, “deixando os demitidos sem nenhuma cobertura financeira”, diz trecho da nota.

    “O que nos causa muita indignação é que os donos, com a própria empresa, ao longo das décadas, acumularam uma fortuna de bilhões e apenas uma pequena fração disso hoje poderia pagar as verbas rescisórias e os direitos de todo mundo que ajudou a construir essa empresa e essa fortuna", argumenta Zocchi à Rede Brasil Atual.

    Já Raimunda Gomes (Doquinha), secretária de Comunicação da CTB, denuncia a arrogância dos donos da editora, que chegaram a afirmar categoricamente que iriam derrubar a presidenta Dilma Rousseff, no início de seu segundo mandato, em 2011. A editora que já vinha em processo de deterioração, fechou mais onze de suas publicações, em agosto.

    “A revista Veja (carro-chefe da Editora Abril) não poupou espaços para ataques contundentes aos governos Lula e Dilma, sempre em tabelinha com a Rede Globo e outras mídias, criando factóides e um clima perverso de ódio e violência contra os partidos de esquerda e movimentos populares", afirma Doquinha.

    O Sindicato dos Jornalistas cobra a descrição dos valores a serem pagos e as guias de liberação do FGTS e do seguro-desemprego, além de acompanhar o MPT na ação para obrigar o pagamento aos demitidos. Na sexta-feira (24) está marcada uma reunião entre o Sindicato dos Jornalistas e representantes da empresa para discutir a situação dos demitidos.

    Reportagem da revista Exame, da Abril, afirma que a empresa entrou com o pedido de recuperação judicial na quarta-feira (15) para levar à "recuperação judicial das dívidas que somam cerca de R$ 1,6 bilhão". E pior, "para atacar os problemas que afetam o negócio, a família Civita, controladora do Grupo Abril, contratou recentemente a consultoria internacional Alvarez & Marsal, especializada em reestruturação organizacional".

    “Já Doquinha lembra que "o capital sempre se protege sem dar a mínima para a classe trabalhadora”. Para ela, "isso reforça a necessidade de regulação da mídia para acabar com os monopólios de comunicação, dando espaço para todos os setores da sociedade, diversificando a programação e criando mais empregos”.

    Neste momento, diz a sindicalista, “as nossas atenções estão voltadas para as eleições de outubro para derrotarmos o golpe e juntamente com o conjunto da classe trabalhadora exigir a revogação da reforma trabalhista e lutar pelas reformas necessárias para o Brasil voltar a crescer com democracia e valorização do trabalho".

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB. Arte: Bessinha

  • Ao participar do debate Associações Docentes em Defesa da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação, a presidenta Dilma Rousseff disse que nos últimos 13 anos foram criadas políticas públicas contra os privilégios que poucos sempre tiveram neste país.

    O evento promovido pela Associação dos Docentes da Universidade Federal do ABC (ADUFABC) ocorreu nesta segunda-feira (18), a partir das 12h no campus da UFABC, em São Bernardo (SP), onde se reuniram centenas de estudantes que interromperam suas férias para defender a democracia.

    No campus de uma das 23 universidades construídas pelos governos de Lula e Dilma, a reportagem do Portal CTB acompanhou mais esse encontro de educadoras, educadores e estudantes com a presidenta Dilma. No ato, as frases mais ouvidas foram “Volta Dilma” e “Fica Querida”.

    Ao abrir os debates, a presidenta da ADUFABC, Maria Carlotto, afirmou que o objetivo desse evento era debater as propostas que o governo golpista tem anunciado para a educação e para a ciência.

    Para ela, os golpistas mostram a completa “falta de compromisso que a elite brasileira tem com a democracia, com os direitos sociais, trabalhistas e individuais”.

    O professor de Relações Internacionais da UFABC, Igor Fuser, que também é jornalista, atacou a proposta de alguns grupos reacionários da chamada “Escola Sem Partido”.

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    Estudantes recepcionam a presidenta Dilma na saída do evento aos gritos de "Fica Querida"

    "Tem professora sendo punida porque discutiu Karl Marx em sala de aula. Agora imagine você estudar economia, sociologia ou filosofia sem estudar Marx?”, questiona.

    Segundo ele, é o mesmo que “estudar biologia sem aprender as importantes descobertas de Charles Darwin para o estudo do desenvolvimento da vida. É impensável”.

    Para Dilma, “Escola Sem Partido é uma escola sem alma”. Ela defendeu ainda uma sociedade mais tolerante. “Porque tem clube de rico no Rio de Janeiro onde a babá não pode sentar ou usar ao banheiro”.

    Fuser acredita que as universidades federais correm sérios riscos. “Já estamos vendo os bolsistas e cotistas largarem os estudos porque não basta lhes dar uma bolsa, precisam de um aporte que os ajude a manterem-se na universidade”.

    Ele lembrou também da retirada de direitos trabalhistas, "fundamentais para o trabalho" e ainda falou da reforma da Previdência que "dificulta imensamente uma aposentadoria digna para todos e todas".

    Aí vêm os golpistas, argumenta Dilma, formando uma equipe de homens, brancos, velhos e ricos. “Não podemos mais aceitar a lógica do privilégio para alguns”.

    Assista trecho do discurso da presidenta Dilma

     

    De acordo com a presidenta ainda afastada, todos e todas devem ter acesso a “uma educação de qualidade, onde a ciência, a tecnologia, a informação e o conhecimento sejam compartilhados”.

    Sobraram críticas ao desgoverno Temer que corta verba da educação, da ciência, de pesquisas e visa entregar o ensino superior às mãos dos barões da educação, que pensam somente em lucro.

    Além de entregar os lucros do pré-sal para petrolíferas estrangeiras e tirar os royalties do petróelo da educação.

    No final teve gente dizendo "que inveja o Temer deve sentir desse carinho que o povo tem por Dilma".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy