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Dom, Jul

Rede Brasil Atual

  • Contra o fascismo, pessoas de pensamentos completamente diferentes assinam o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil”. O documento foi divulgado neste domingo (23) e já conta com centenas de assinaturas de importantes representantes da cultura e do empresariado brasileiro. Todos contra o candidato fascista, Jair Bolsonaro.

    "É um chamado para quem vota em quem quer que seja, mas está dentro do campo democrático", diz à Rede Brasil Atual, o advogado José Marcelo Zacchi. Para ele, é fundamental que todos se unam para “repudiar um projeto que nos parece contrário aos princípios democráticos”.

    Já assinam o manifesto: Chico Buarque, Caetano Veloso, Patrícia Pillar, Camila Pitanga, Fernanda Torres, Arnaldo Antunes, Wagner Moura, Gregório Duvivier, Antonio Nobre, Alice Braga, Andreia Horta, Mano Brown, Ana Mozer, Walter Casagrande Júnior, Juca Kfouri, Luiz Felipe Alencastro, Lilia Schwarcz, Maria Victória Benevides, Esther Solano, Milton Hatoum, Fernando Morais, Renato Janine Ribeiro, Laerte, Clemente Ganz Lucio, Maria Alice Setúbal, Bernard Appy e Andrea Calabi, Guilherme Leal e Drauzio Varella, entre muitos outros.

    “Vivemos um momento delicado na história do país”, diz Vânia Marques Pinto, secretária da Políticas Sociais da CTB. “Devemos nos unir às manifestações das mulheres contra o ódio e a violência, neste sábado (29) e dar um chega pra lá no machismo e no autoritarismo”.

    Ganha força a hashtag #EleNão para “impedir o crescimento das ideias propaladas pelo candidato que votou a favor da reforma trabalhista e pretende acabar com a aposentadoria”, define Vânia. “Ele pretende aprofundar ainda mais as maldades feitas por Michel Temer e acabar com a educação pública e com o SUS (Sistema Único de Saúde)”.

    Trecho do manifesto afirma: “É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós”.

    Assine o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil” você também aqui.

    Portal CTB. Foto: Mais Goiás

  • Para o coordenador de relações sindicais do Dieese, Fausto Augusto Júnior, a proposta de reforma da Previdência encaminhada ao Congresso Nacional pelo governo Temer é um "absurdo" e faz parte de um processo de desconstrução do sistema previdenciário como o conhecemos.

    "De um ponto de vista bem objetivo, estamos falando que vamos deixar em torno de 70% da população fora do sistema previdenciário. Mais grave do que isso é que é uma proposta para a desconstrução do setor da Previdência pública, no Brasil", afirmou Fastou, em entrevista nos estúdios do Seu Jornal, da TVT, na edição de ontem (14).

    Segundo ele, com as dificuldades de acesso aos benefícios previdenciários criadas pelas novas regras, a tendência é que aqueles que puderem migrar para a previdência privada deverão fazê-lo, em especial a classe média, o que fragiliza ainda mais o sistema.

    "A aposta do governo, com essa reforma, de fato, não é diminuir o gasto com a previdência propriamente dito, como foi anunciado. A proposta deles é um processo acelerado de privatização", ressalta o coordenador do Dieese.

    Para ele, a tendência é que o sistema público da Previdência se pareça, cada vez mais, como uma política social, e não um direito, e compara ao programa Bolsa Família. "(Vai virar) um programa social que vai dar uma renda mínima para um conjunto muito pequeno da população mais pobre. Os demais deverão ir para previdência privada. Essa é a proposta."

    Ele compara o processo de desmonte da Previdência com o ocorrido no sistema público de ensino, que também foi fragilizado, o que obrigou a classe média a buscar alternativas no setor privado, colaborando para sucateamento ainda grave do sistema público, num círculo vicioso.

    Mais grave ainda, segundo Fausto Augusto, é desvincular o reajuste das aposentadorias do salário mínimo. Ele lembra que a redução das desigualdades sociais e regionais só foram possíveis graças, em grande medida, à política de valorização do salário mínimo adotada nos últimos anos que, através da Previdência, impactava em todas as regiões do Brasil, em especial nos rincões mais pobres do interior.

    Fonte: Rede Brasil Atual

  • O amor entre mulheres é o tema de espetáculo em cartaz no palco do Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo até dia 26 de fevereiro. A peça teatral L, O Musical, que tem dramaturgia e direção de Sérgio Maggio, conta a história de Ester Rios, uma renomada autora de novelas (interpretada por Elisa Lucinda) radiante com o sucesso do primeiro folhetim que traz um triângulo amoroso formado por mulheres.

    Ester divide seu cotidiano profissional e afetivo com as amigas e o público conhece a atriz Ruth D'Almeida (Ellen Oléria), ex de Ester, Ruth, e a coautora de novelas Anne (Renata Celidônio), casada com um homem, mas apaixonada por Ester. Ester namora a militante LGBT Simone (Gabriela Correia).

    A chegada de notícias inesperadas acaba mudando o destino de todas elas e tudo isso é contado por meio de músicas que abordam o universo feminino, entre elas algumas de autoria de Maria Bethânia, Angela Ro Ro, Adriana Calcanhoto, Cássia Eller, Zélia Duncan e Simone.

    L, O Musical aborda com humor refinado o direito incondicional de amar de forma livre, sem regras nem preconceito. No vídeo de apresentação da peça, a atriz, poeta e escritora Elisa Lucinda afirma que se trata de uma obra com uma importante potência política: “Representa muito pra mim. É um desafio de linguagens, um mix, um intercâmbio de atrizes de vários lugares, uma banda toda feminina… É uma ousadia porque tudo é feito sob o domínio e sob o signo femininos. Um espetáculo de muita força política, poético, feminino, amoroso e por isso mesmo antibélico”.

    “O amor entre mulheres é uma coisa natural. Não existe essa diferença do amor homem/mulher, homem/homem, mulher/mulher. As pessoas deviam se amar e seguir os seus desejos e seus instintos a todo momento, sem travas. Eu quero muito que as pessoas saiam de lá com esse pensamento de 'olha como é natural'”, diz a atriz Renata Celidônio.

    Para Gabriela Correa, a peça apresenta a força de mulheres guerreiras: “Dessa vez, a gente vai tratar sobre as mulheres e a relação que elas têm com a família, com o amor, com o passado, com a dor que é existir. Eu espero que as pessoas se surpreendam com o espetáculo, que se identifiquem e sintam-se acolhidas pela temática. São mulheres guerreiras, decididas, que sabem o que querem e que lutam pelo o que têm e pelo o que querem ter. Eu acho importante trazer esse tipo de empoderamento e esse tipo de representatividade”.

    Com 110 minutos, a obra tem direção musical de Luís Filipe de Lima, direção de movimento de Ana Paula Bouzas, direção de produção de Ana Paula Martins e conta também com as atrizes Tainá Baldez e Luiza Guimarães. A peça já passou pelo CCBB Brasília e Rio de Janeiro e deve seguir para a unidade de Belo Horizonte depois da turnê na capital paulista. As apresentações em São Paulo são às sextas, aos sábados, domingos e às segundas-feiras. No dia 22 de janeiro, a entrada é gratuita e haverá um bate-papo com o diretor e o elenco após a peça.

    L, O Musical

    Quando: às sextas (20h), sábados (20h), domingos (18h) e segundas (20h)
    Onde: CCBB SP
    Rua Álvares Penteado, 112, centro, São Paulo
    Quanto: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia)
    Mais informações: (11) 3113-3651

    Ficha técnica

    Direção geral e dramaturgia: Sérgio Maggio
    Direção musical: Luís Filipe de Lima
    Artistas-criadoras: Elisa Lucinda, Ellen Oléria, Renata Celidônio, Gabriela Correa, Tainá Baldez e Luiza Guimarães
    Classificação: 16 anos

    Fonte: Rede Brasil Atual. Foto: Divulgação

  • A Folha de S.Paulo traz uma notícia inusitada. O prefeito da capital paulista, João Doria Junior (PSDB) faz das ruas da cidade, pista de corrida. Ele teve a Carteira Nacional de Habilitação suspensa entre 31 de janeiro e 12 de março por muitas multas, a maioria por excesso de velocidade.

    Talvez por isso, já em sua campanha ele tenha prometido aumentar o limite de velocidade pelas ruas da maior metrópole brasileira. “É um retrocesso que estejamos indo contra um movimento global para segurança viária e que voltemos atrás a uma medida que poderia prevenir a fatalidade em muitos acidentes”, diz Mariana Lorencinho, da ONG Criança Segura, para site Vai de Bike.

    O temor de Lorencinho vai se confirmando com o crescimento dos acidentes de trânsito na cidade, muitos fatais. De acordo com o Infosiga, órgão do governo do estado, em março a cidade teve 87 acidentes com mortes, sendo 43 pedestres que foram atropelados.

    O mesmo órgão informa que esse índice vem crescendo mês a mês. Depois de a velocidade máxima permitida passar dos 50 km horários em todas as vias para 60 km, 70 km e 90 km nas marginais Tietê e Pinheiros, em janeiro foram 60 mortos no trânsito, em fevereiro, 74 e em março, 87.

    Somente no primeiro trimestre deste ano 221 pessoas morreram em acidentes de trânsito. Por isso, “sugerimos que o limite de velocidade em vias urbanas seja de 50 km/h e em vias que estejam em áreas escolares a velocidade máxima seja de 30km/h”, afirma Lorencinho.

    Especialistas informam que esse limite de velocidade é adotado nas maiores cidades europeias e até nos Estados Unidos.

    acidentes fatais sao paulo info g1

    Ciclovias

    O atual prefeito começa também a retirar os 400 km de ciclofaixas implantados pela gestão anterior. “Trecho a trecho, a infraestrutura cicloviária da capital paulista dá sinais de estar sendo desmontada. Aos poucos, em pequenos pedaços, sem muito alarde”, denuncia o Vai de Bike.

    Com a implantação dos 400 km de ciclofaixas, os acidentes com ciclistas diminuíram 46,4% em 2015, na gestão do ex-prefeito Fernando Haddad (PT). Já Doria pretende acabar com as faixas exclusivas e criar ciclorrotas, tirando a separação das bicicletas dos carros, caminhões, ônibus e motos.

    Tanto que em abril deste ano, uma ciclista entregou flores para Doria. "Esta flor é em homenagem aos mortos nas marginais", disse ela. Com a recusa do prefeito em receber o presente, a ciclista colocou as flores no painel do carro e Doria as atirou no chão.

    Já o diretor da ONG Ciclocidade Daniel Guth, disse à Rede Brasil Atual que o fim das ciclofaixas são “preocupantes, porque mais uma vez mostram a falta de governabilidade e a falta de diretrizes para a política cicloviária dessa gestão”.

    A ciclista Salvia Cardoso Correia, de Recife, presta sua solidariedade aos paulistanos. “Solidária e consciente da importância de impedir essa insanidade de desmonte dos avanços obtidos com as nossas ciclovias”, afirma.

    Enquanto Valdir Alves da Silva conta que viajou a Santiago do Chile e ficou “maravilhado com a malha de ciclovias e ciclofaixas da cidade”. Por isso, o ciclista afirma que “o que ele (Doria) quer fazer em São Paulo é andar para trás”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Foto: Bruno Trentin/TV Gazeta

  • Ao 20º dia em Greve de Fome por Justiça no STF, os sete grevistas – Frei Sérgio Görgen e Rafaela Alves (do Movimento dos Pequenos Agricultores – MPA), Luiz Gonzaga, o Gegê (da Central dos Movimentos Populares – CMP), Jaime Amorim, Zonália Santos e Vilmar Pacífico (do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra – MST), Leonardo Soares (do Levante Popular da Juventude) – se encontram com a saúde bastante fragilizada e passam a fazer uso de camas hospitalares para seu repouso e de cadeiras de rodas nos deslocamentos.

    Entre os grevistas há os que já perderam 10 kg nestes dezenove dias sem se alimentar. A glicemia, que é o açúcar no sangue, tem tido alterações constantes, assim como tem sido frequente quedas da pressão arterial e da temperatura corporal, fatores que tem deixado a Equipe de Saúde da Greve de Fome em alerta permanente.

    "Os sete grevistas estão cada vez mais debilitados, vulneráveis a qualquer tipo de infecção viral ou bacteriana, pois a imunidade em todos eles, está bastante baixa", explica a Médica de Família e Comunidade, Maria da Paz Feitosa Sousa, que integra a equipe de saúde da Greve de Fome. "Devido a estas fragilidades é que os manifestantes passam a fazer uso das cadeiras de rodas e das camas hospitalares", completa a médica.

    Conforme relata o Ronald Wolff, também da equipe que acompanha os grevistas, "a fadiga, cansaço, cefaleia (dores de cabeça) e a perda de peso continuam aumentando. Todos já apresentam quadros de hipotensão que é a diminuição da pressão arterial, e alguns, começam a apresentar sintomas de hipotermia, ou seja, começamos a senti-los mais frios, isso é um forte sinal dos 19 dias sem se alimentar", alerta o médico que está acompanhando a quarta greve de fome em sua carreira profissional.

    A equipe saúde da Greve de Fome por Justiça no STF é composta por profissionais, todos de forma voluntária, da Rede de Médicos e Médicas Populares, fitoterapeutas, psicólogos, massagistas, massoterapeutas, acupunturistas, fisioterapeutas e reikianos.

    Mendes

    Os sete militantes, em greve de fome desde o dia 31 de julho, foram recebidos, na noite da sexta-feira (17), por representantes do gabinete do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Segundo o grevista Jaime Amorim, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o grupo pediu que o ministro mantivesse o posicionamento contrário à prisão após condenação em segunda instância.

    Eles também solicitaram que Mendes ajude a pressionar a presidente do STF, Cármen Lúcia, para colocar em pauta a votação das Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs), que questionam a prisão após condenação em segunda instância.

    As ADCs repercutem diretamente no caso do ex-presidente e de outras cerca de 150 mil pessoas que estão presas e aguardam julgamento na terceira instância da Justiça.

    Nos bastidores, há expectativa de que a votação das ações resulte na liberdade de Lula. Jaime Amorim explica que os grevistas se baseiam no Artigo 5º da Constituição Federal, que garante a presunção de inocência do réu até que o processo tenha trânsito em julgado.

    Os sete militantes de movimentos populares que estão em greve de fome desde o dia 31 de julho, em Brasília (DF), foram recebidos, na noite desta sexta-feira (17), por representantes do gabinete do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

    Segundo o grevista Jaime Amorim, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), na ocasião, o grupo pediu que o ministro mantivesse o posicionamento contrário à prisão após condenação em segunda instância.

    Eles também solicitaram que Mendes ajude a pressionar a presidente do STF, Cármen Lúcia, para colocar em pauta a votação das ações declaratórias de constitucionalidade (ADCs), que questionam a prisão após condenação em segunda instância.

    As ADCs repercutem diretamente no caso do ex-presidente e de outras cerca de 150 mil pessoas que estão presas e aguardam julgamento na terceira instância da Justiça.

    Nos bastidores, há expectativa de que a votação das ações resulte na liberdade de Lula. Jaime Amorim explica que os grevistas se baseiam no Artigo 5º da Constituição Federal, que garante a presunção de inocência do réu até que o processo tenha trânsito em julgado.

    “Não temos pedido nada ilegal, muito pelo contrário. O que estamos pedindo é que se cumpra a Constituição”, afirma.

    O grupo relata ainda ter dito aos representantes de Mendes que o protesto segue por tempo indeterminado. O grevista Vilmar Pacífico, do MST, considera que a audiência no gabinete do ministro representa um avanço nas conquistas do grupo.

    “Eu acho que foi um bom encontro. Valeu a pena todo o nosso esforço de estar aqui até agora”, disse.

    Ministros

    A ida do grupo ao Tribunal faz parte de uma rodada de audiências que vêm sendo solicitadas pelas organizações engajadas no jejum junto a todos os membros da Corte. O objetivo é tratar principalmente da votação das ADCs.

    Os ofícios a cada um dos 11 ministros foram enviados no último dia 7. Até o momento, os militantes obtiveram audiência com o ministro Ricardo Lewandowski e com Cármen Lúcia.

    A colocação dos processos na pauta do plenário da Casa depende da presidente, que recebeu, na última terça-feira (14), o grevista frei Sérgio Gorgën e o ativista argentino Adolfo Esquivel, ganhador do Nobel da Paz em 1980.

    De acordo com Alexandre Conceição, da direção nacional do MST, as organizações seguem articulando o agendamento de audiência com os demais ministros.

    “Há muita expectativa, até porque, diante do processo de 18 dias já de greve de fome, o Supremo começa a enxergar que a coisa é preocupante, inclusive do ponto de vista da saúde dos grevistas”, afirmou o dirigente.

    Fonte: Rede Brasil Atual com reportagens do Sul21 e Brasil de Fato. Foto: Adilvane Spezia

  • Com o tema “Mulheres Negras e Indígenas por nós, por todas nós e pelo bem viver”, milhares de negras estarão na Praça Roosevelt nesta terça-feira (25), no centro da capital paulista, às 17h. “Mais uma vez saímos às ruas para denunciar as inúmeras violências que sofremos todos os dias”, diz Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil em São Paulo (CTB-SP).

    Ela se refere à dupla discriminação sofrida pelas mulheres negras. A sindicalista lembra o caso - que viraliza na internet - da professora e historiadora Luana Tolentino, para quem uma mulher branca perguntou se ela fazia faxina e ela respondeu ser professora.

    “Somos invisíveis, a sociedade só nos enxerga para trabalhos de menor remuneração. Quando perdemos a invisibilidade e nos veem em universidades ou em atividades às quais elas acreditam que não poderíamos estar realizando, somos agredidas”, afirma.

    O 25 de julho foi decretado Dia Internacional da Mulher Negra Latino Americana e Caribenha durante o 1º Encontro de Mulheres Afro-Latino-Americanas e Afro-Caribenhas, em Santo Domingos, República Dominicana, em 1992, porque “a realidade de todas é semelhante”, argumenta.

    "Os golpistas impõem uma reforma trabalhista que acaba com a CLT. Mesmo sendo a maioria de trabalhadoras informais, com dificuldade de acesso a benefícios trabalhistas, as mudanças nas leis do trabalho nos atingem porque quando todo mundo perde, nós negras e indígenas perdemos mais que todos", diz um trecho do manifesto das mulheres negras.

    De acordo com Bitencourt, a marcha deste ano estará denunciando também as “violências que o prefeito de São Paulo, João Doria (PSDB), vem promovendo contra a população mais pobre. Seja no centro ou na periferia. Ele está acabando com os nossos direitos”.

    A Marcha das Mulheres Negras de São Paulo se concentra a partir das 17h na Praça Roosevelt, no centro da capital paulista. Além das falas políticas, a marcha também conta com atrações culturais, com presenças do grupo Ilú Obá De Min, Luana Hansen, Mc Soffia, e intervenções artísticas.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy com Rede Brasil Atual

  • A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) ingressou nesta sexta-feira (23) com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a Emenda Constitucional (EC) 95/2016.

    Essa emenda congela por 20 anos os investimentos da União em educação, saúde e outras áreas sociais, admitindo a correção apenas pela inflação do ano anterior. “A intenção da CNTE é chamar a Justiça para recompor essas áreas prioritárias prejudicadas por essa emenda”, diz Berenice D’Arc, coordenadora de políticas educacionais do Sindicato dos Professores do Distrito Federal (Sinpro-DF).

    “A norma deverá ser declarada inconstitucional para que seja determinada a retomada da aplicação integral dos critérios de financiamento do ensino público previstos na Constituição Federal”, disse o advogado Gustavo Ramos, do escritório Roberto Caldas, Mauro Menezes & Advogados, que representa a CNTE.

    Já D’Arc fala sobre a necessidade de anular a EC 95 para recuperar a educação pública que “vai entrar em colapso se esse congelamento prevalecer”. Para ela, o Plano Nacional de Educação (PNE) acaba com a vigência da emenda.

    “O PNE trouxe esperança para a educação pública e o golpe contra a nossa democracia veio com esses projetos de liquidar com os avanços sociais que conquistamos”, diz a professora brasiliense.

    “Em vez de corte de gastos, a educação necessita de mais investimentos. Os profissionais precisam de formação permanente, as escolas estão caindo aos pedaços. Isso sem falar nos salários que são vergonhosos”, complementa.

    D’Arc, que também é dirigente da CNTE, afirma ainda que o desgoverno Temer “está acabando com todos os serviços públicos e a Justiça precisa revogar essa lei, porque a população ficará em situação mais vulnerável ainda”.

    Para ela, os projetos que afetam a educação são muitos. “A reforma do ensino médio tira os sonhos da juventude trabalhadora de ingressar na universidade. O projeto Escola Sem Partido pretende acabar com a liberdade e o corte de investimentos nos impede de evoluir”. Assim, acredita que o STF barrará esse retrocesso.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy com informações da Rede Brasil Atual

  • A ONG Repórter Brasil denuncia que a fazenda Córrego das Almas, em Piumhi, no interior de Minas Gerais, foi flagrada por auditores-ficais do Ministério do Trabalho utilizando mão-de-obra análoga à escravidão. Foram resgatados dezoito trabalhadores e trabalhadoras.

    De acordo com a reportagem de Daniela Penha, a fazenda, produtora de café, teve suspensa duas certificações internacionais de qualidade do produto após a Repórter Brasil fazer a denúncia.

    Os auditores contam terem encontrado as trabalhadoras e trabalhadores rurais expostos a situação degradante. Alojamentos muito precários e ainda sem rede de esgoto e água potável.

     “A gente não recebia por feriado, domingo, nada. E trabalhava de segunda a sábado, sem marcação de horas. Durante a semana, entrava às 6h e só parava às 17h”, afirma um dos trabalhadores resgatados à Repórter Brasil. “Tinha muito morcego e rato. A gente comprava comida e os ratos comiam. Aí, tinha que comprar de novo”, diz outra ex-trabalhadora da fazenda.

    Com isso, as estadunidenses Starbucks e SCS Global Services prometem rever a certificação do importante selo das marcas - C.A.F.E. Practices, concedida à fazenda mineira. Já a holandesa UTZ suspendeu a sua certificação até o caso ser solucionado e garante não se ligar a empresas que usem trabalho escravo.

    Esses certificados internacionais facilitam e valorizam a comercialização do café produzido nas fazendas certificadas. “O problema é que os grupos econômicos negociam a certificação sem verificar antes as condições de trabalho”, argumenta Vânia Marques Pinto, secretária de Política Sociais da CTB. “De qualquer forma, é importante que suspendam a certificação”.

    Mais do que isso, reforça Vânia, “é necessário um engajamento de toda a sociedade brasileira contra a prática de trabalho escravo no país", ainda mais agora que "o desgoverno Temer efetuou cortes no orçamento da fiscalização e no combate ao trabalho escravo, o que faz essa prática aumentar pela certeza da mpunidade”.

    Jorge Ferreira dos Santos, coordenador da Articulação dos Empregadores Rurais de Minas Gerais, afirma que essa “não é a primeira, a segunda e não vai ser a última vez que uma fazenda certificada é denunciada na prática de trabalho escravo e violação de direitos trabalhistas”.

    A proprietária da fazenda, Fabiana Soares Ferreira nega as acusações em nota à imprensa onde diz que a “nossa fazenda atua no mercado de café há muitos anos e sempre procurou cumprir todas as exigências legais, inclusive para obter todas as certificações, licenças e premiações que são extremamente exigentes”.

    Trabalho escravo no Brasil

    Os auditores fiscais acusam Temer de ter congelado 70% do orçamento destinado à fiscalização do trabalho, em 2017. "A gente tem o menor número de auditores fiscais do trabalho de todos os tempos, desde que a inspeção do trabalho foi instituída no Brasil. Nós tivemos um último grande concurso em 2010 que admitiu cerca de 400 auditores fiscais, depois, em 2014, admitimos mais 96. Mas, de lá para cá, a gente não teve", afirma a auditora fiscal do trabalho Lívia dos Santos Ferreira, à Rede Brasil Atual.

    A Fundação Walk Free e a Organização Internacional do Trabalho (OIT) identificaram 45,8 milhões de pessoas em situação análoga à escravidão no mundo, no ano passado. Já no Brasil, o número de pessoas submetidas à escravidão moderna passou de 155,3 mil em 2014 para 161,1 mil em 2017.

    Isso mostra a cara do golpe de Estado de 2016. “O governo golpista de Michel Temer põe obstáculos ao combate ao trabalho escravo, pressionado pela bancada ruralista, além de aprovar a reforma trabalhista que deteriora as relações de trabalho”,conclui Vânia.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações da ONG Repórter Brasil. Foto: Ministério do Trabalho