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Qua, Jun

Sinpro-SP

  • As aulas das escolas particulares da cidade de São Paulo começaram na rua nesta quarta-feira (23). As educadoras e os educadores da rede privada de ensino de São Paulo paralisaram as atividades por causa da intransigência patronal na negociação da convenção coletiva. 

    O Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP), convoca assembleia em sua sede às 14h e uma manifestação no vão do Masp, na avenida Paulista, às 16h. “A greve começa forte na capital e deve se estender para todo o estado”, afirma Paulo José Nobre, secretário-geral da Federação dos Professores do Estado de São Paulo (Fepesp).

    A Fepesp informa que a convenção coletiva está na Justiça, em processo de dissídio e reafirma a importância de uma mobilização forte para "destravar a negociação". De acordo com Nobre, a mobilização dos docentes das escolas particulares acontece em todo o estado e deve crescer. “Estamos juntos na mesma luta para barrar a ofensiva dos patrões contra conquistas históricas da categoria, por causa da reforma trabalhista”.

    Nobre, que também é secretário-geral da CTB-SP, conta que os patrões endurecem as negociações em três pontos importantes para a categoria. “Os patrões querem diminuir o recesso escolar de 30 dias, passar de 24 para 36 meses o direito de os profissionais adquirirem a garantia de salário e emprego e querem diminuir de dois para um filho com direito à gratuidade na escola onde o docente trabalha”.

    A greve iniciou nesta quarta-feira, na capital, na região do ABC paulista, em Osasco e em Santos, no litoral. Para os dirigentes do Sinpro-SP, a mobilização está bastante positiva. "Os patrões é que recusam as propostas de conciliação que fazemos", acentua Nobre.

    “Eles se baseiam na reforma trabalhista e com isso pretendem retirar conquistas importantes da categoria que vigoram nas convenções coletivas desde 1996”, diz. Por isso, “precisamos resistir à implantação da reforma trabalhista agora, antes que seja tarde”.

    O Sinpro-SP convoca ainda as professoras e professores a participarem nesta quinta-feira (24) de uma audiência pública para discutir o tema na Assembleia Legislativa de São Paulo, às 19h.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  •  Valéria Morato, presidenta da CTB-MG e do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG), foi convidada pelo Sindicato dos Professores de São Paulo (Sinpro-SP) para falar sobre o sucesso da greve das educadoras e educadores da rede particular em Minas Gerais.

    Ela visitou as trabalhadoras e trabalhadores da rede privada da educação paulistana na manhã deste sábado (12). “As colegas de São Paulo estão em campanha salarial e me convidaram para explicar como o movimento mineiro venceu a reforma trabalhista”, diz.

    “Eu disse a eles que o nosso movimento foi de forte unidade e resistência contra o desmonte que a reforma trabalhista proporciona”, acentua. Ela explica que as professoras e professores das escolas particulares mineiras conseguiram um reajuste salarial com base no INPC, 1,56% e, muito importante, “conseguimos manter a homologação por rescisão de contrato de trabalho no sindicato”.

    Morato conta que falou aos seus colegas paulistanos que “só a união de toda a classe trabalhadora poderá derrubar essa reforma nefasta feita por esse governo ilegítimo” e mais ainda que “somente com um movimento coeso e forte pode-se vencer a gana dos patrões em liquidar com os direitos trabalhistas da categoria”.

    Ela diz que o movimento liderado pelo Sinpro-MG “trouxe de volta o sentimento de pertencimento da categoria" e “conseguiu dialogar com os docentes sobre as perdas e teve o respeito, a confiança e o respaldo da categoria”.

    A sindicalista mineira ressalta que falou às professoras e professores de São Paulo que “nós, da CTB, fazemos um sindicalismo que se preocupa com toda a classe trabalhadora. Assim, estamos dispostos a ir onde for preciso para nos solidarizar e ajudar no que for possível”.

    Assembleia

    O Sinpro-SP convoca o professorado da rede particular de São Paulo para comparecer à assembleia neste sábado (19), às 9h, na sede do sindicato, na rua Borges Lagoa, 208, Vila Clementino, na capital paulista.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB