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Qua, Jun

Sintaema-SP

  • As trabalhadoras negras e os trabalhadores negros têm um encontro marcado para este sábado. A Plenária sobre Igualdade Racial começa às 9h, no sábado (27), na sede do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema)  e reúne sindicalistas para debater como o movimento sindical pode colaborar com o fim do racismo.

    Os temas da plenária serão a conjuntura atual, com palestra de Nivaldo Santana, vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e A questão do Direito ao Trabalho pós Abolição, com Juarez Tadeu de Paula Xavier, professor da Universidade do Estado de São Paulo em Bauru, interior do estado.

    A outra palestrante é Mônica Custódio, secretária da Igualdade Racial da CTB, que falará sobre O que é Injúria Racial e o que é o Racismo?. Para ela, “o movimento sindical tem papel preponderante no combate ao racismo e a CTB-SP não poderia ficar fora dessa trincheira".

    "É em São Paulo onde ocorrem as maiores batalhas contra a opressão que submete trabalhadores e trabalhadoras a condições de trabalho, muitas vezes desumanas”, complementa.

    plenaria igualdade racial sp

    Já Lidiane Gomes, do Sindicato dos Professores de Campinas e Região, afirma que “esta plenária é importante para que possamos solidificar o trabalho do Coletivo Nacional de Igualdade Racial (da CTB)”.

    Para ela, “existe ainda um grave problema de falta de acesso ao trabalho formal para a população negra e quando isso acontece os negros e as negras ficam invariavelmente em cargos subalternos”.

    Gomes acredita que a plenária deve "elaborar um plano de lutas em São Paulo para combater e erradicar o racismo no mundo do trabalho". Custódio complementa afirmando que “a CTB-SP dá um passo importante para a construção de uma força antirracismo estado mais rico do país”.

    Serviço

    O que: Plenária sobre Igualdade Racial
    Onde: Sintaema (avenida Tiradentes, 1323, São Paulo)
    Quando: Sábado (27), às 9h

    Programação

    08h30 – café da manhã
    09h00 – início da plenária
    Conjuntura: Nivaldo Santana
    09h50 – mesa: O que é Injúria Racial e o que é o racismo?
    • Mônica Custódio
    10h30 – intervalo
    10h40 – A questão do Direito ao Trabalho pós Abolição
    • Juarez Tadeu

    12h00 – 2º mesa- Congresso Estadual e Construção da Secretaria de
    Igualdade Racial da CTB-SP
    • Onofre Gonçaçves
    • Paulo Nobre

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Em todo o Brasil, trabalhadores e trabalhadoras paralisaram suas atividades para manifestarem repúdio ao governo Temer e suas Reformas Trabalhista e Previdenciária. Entre greves e protestos, o país repete o feito do dia 28 de abril e, nas redes sociais, se espalha o termo #GrevePorDireitos.

    Em São Paulo, os presidentes da CTB Nacional (Adilson Araújo) e CTB-SP (Renê Vicente) participaram logo cedo de um ato em frente à base da Sabesp na represa de Guarapiranga. Eles refletiram sobre a importância das mobilizações nacionais nessa data de lutas.

    Para Adilson, o dia de hoje tem um significado muito importante, por ecoar o marco histórico da primeira greve geral brasileira, 100 anos atrás. “Naquele momento, se iniciava uma importante greve, que tem um significado de luta. Naquela ocasião, sob a liderança das mulheres, se pautava a necessidade de se contrapor a incidência elevada de assédio sexual, que predominava no interior de muitas empresas. Entre as bandeiras, elas reclamavam contra a exaustiva jornada de trabalho, os maus-tratos, o salário precário”, explicou o presidente nacional da CTB.

    “Aquilo foi marcado por um processo de solidariedade, que exigia a libertação dos presos políticos. É lamentável que, passado o tempo, a gente vai relatando que tudo isso, conquistado a dura penas, pode fugir pelo ralo, e isso muito decorrente (...) de uma rasteira na democracia”, refletiu. Assista ao discurso completo:

    Outro dirigente a falar foi o presidente recém-eleito da CTB-SP, Renê Vicente dos Santos. Sendo ele mesmo representante dos trabalhadores do saneamento básico, Renê falou com mais intimidade sobre os problemas que assolam a Sabesp, e um em particular: a terceirização crescente dentro da empresa.

    “É importante que todos saibam que o projeto de Terceirização ataca frontalmente os trabalhadores e trabalhadoras de empresas públicas. A empresa agora pode terceirizar o que ela quiser indistintamente. Nós temos que continuar travando essa luta, em defesa do saneamento público de qualidade, com mão de obra própria, qualificada, contratada através de concurso público e valorizada por um acordo coletivo decente. Nós não podemos deixar que a terceirização tome conta!”, conclamou.

    Ele mencionou casos ainda mais graves em que isso se demonstrou como o das bilheterias do Metrô paulistano - que disse enxergar como “resposta imediata” do governo Alckmin à possibilidade de degradar contratos de trabalho. “Tem gente que acha que está numa redoma de vidro, mas todos serão afetados. É importante que se faça essa discussão”.

    Assista a trechos do discurso de Renê:

    O responsável pelo diálogo com os trabalhadores da unidade foi Hilton Marioni dos Santos, diretor de base no Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema). Ele também uso o microfone durante o ato, e ressaltou a importância do sindicato na formação de consciência dos trabalhadores.

    hilton marioni dos santos

    “O pessoal aqui tem compreendido a luta e entendido que é algo maior que a disputa partidária. Essa questão da Reforma Trabalhista, da Reforma Previdenciária, eles enxergam como um ataque ao trabalhador, um ataque à cidadania”, explicou, elogiando os manifestantes. “Esse momento aqui é simbólico, ainda mais porque há mais 50 unidades da Sabesp paralisadas".

    "Nós deixamos as equipes de emergência disponíveis para garantir o fornecimento à população, mas temos que fazer nosso protesto, dar o recado contra esse governo golpista. A nossa unidade está junta na luta!”, concluiu.

    O ato acabou por volta das 11h. Dali, os dirigentes foram para a Cetesb e para a Secretaria Meio Ambiente do Estado, onde outras duas manifestações aconteceram. Às 16h, todas as categorias se encontrarão na Av. Paulista para o maior ato do dia.

    Por Renato Bazan - Portal CTB

  • Começa neste sábado (17), o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama 2018), onde estarão reunidas inúmeras entidades que defendem a água como “elementar à vida”. O Fama 2018 vai até a quinta-feira (22) na Universidade de Brasília inicialmente depois em diversas localidades na capital federal.

    Rosmari Malheiros, secretária de Meio Ambiente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), explica que o Fama foi criado para ser um contraponto ao Fórum Mundial da Água, formado pelas grandes corporações “que exploram esse recurso natural para obter altos lucros”.

    Saiba mais aqui.

    Ela complementa que “sem água não tem vida. Ela está na natureza e pertence a todos, não pode ser controlada por empresas que visam apenas e tão somente ter lucros”. A sindicalista ressalta ainda que “a agricultura familiar depende da água para produzir alimentos saudáveis e com a variedade necessária para a boa saúde das pessoas”.

    José Mairton Pereira Barreto, diretor de Saneamento e Meio Ambiente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP), diz que o Fama 2018 vai debater a importância de defendermos os recursos naturais da agressão do grande capital.

    Água é um direito de todos 

    “As grandes corporações multinacionais querem se apropriar das riquezas naturais para lucrarem e controlarem a vida no planeta”, afirma Barreto. Por isso, “o objetivo do Fórum Alternativo é mostrar para a sociedade que a água é nosso direito. Comercializar a água é quase como comercializar o ar que respiramos”.

    Para Malheiros, o golpe de Estado de 2016 veio também para entregar “nossos patrimônios naturais e como o Brasil possui a maior reserva hidrológica do mundo e a água é uma necessidade vital, o golpe veio também para as multinacionais se apropriarem desse bem”.

    Enquanto Barreto lembra que o governo brasileiro fala em vender nossos aquíferos a título de modernização, mas “a modernidade que eles trazem é a precarização do trabalho, redução dos salários, piora e encarecimento dos serviços”.

    Informe-se pela página do Facebook oficial do Fama 2018 aqui.

    Ele cita o exemplo da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) e a crise no abastecimento de água de 2014/2015 no estado. A falta de água foi “provocada justamente pela falta de investimentos na captação de água para economizar e gerar lucros aos acionistas, principalmente dos Estados Unidos e nós é que pagamos o pato”.

    Sem água não tem vida 

    O Fama “pretende unificar a luta contra a tentativa das grandes corporações em transformar a água em uma mercadoria, privatizando as reservas e fontes naturais de água. tentando transformar este direito em um recurso inalcançável para muitas populações, que, com isso, sofrem exclusão social, pobreza e se vêm envolvidas em conflitos e guerras de todo o tipo”, diz trecho texto de apresentação do Fórum.

    “Toda e qualquer política pública que envolva as nossas riquezas naturais devem ser amplamente debatidas com toda a sociedade”, define a secretária de Meio Ambiente da CTB. Barreto complementa afirmando que “a água não pode ser tratada como fonte de renda. A água é vital para a humanidade continuar existindo e não pode ser propriedade de alguns grupos econômicos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A avenida Paulista, em São Paulo, ficou toda feminista neste 8 de março - Dia Internacional da Mulher. “Estamos nas ruas pelos direitos das mulheres viverem sem medo”, afirma Gicélia Bitencourt, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB-SP.

    Com muita irreverência, mulheres de todas as cores e ideologias davam o seu recado contra o machismo, que vem matando há séculos. “A nossa manifestação é para chamar a atenção da sociedade sobre a violência que ceifa vidas e machuca meninas e mulheres”, diz Eliana Reinaldo, do departamento da Mulher do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP).

    Bitencourt entende a necessidade urgente de uma ampla mobilização da sociedade sobre os direitos das mulheres e as questões de gênero. “O Brasil é o quinto país mais violento contra as mulheres e o campeão de violência contra a população LGBT”, denuncia.

    ctb sp manifetacao mulheres 8 marco 2018

    Para ela, “as pessoas precisam aprender a respeitar o outro e esse aprendizado só poderá ser efetivo se a mobilização for total com amplo debate nas escolas e em toda a sociedade”. Marianna Dias, presidenta da União Nacional dos Estudantes (UNE), concorda com ela e realça o papel central da educação na resistência ao golpe e ao machismo.

    “Já passou da hora de darmos um basta em toda essa violência. O governo golpista ataca nossos direitos de todas as maneiras e as universidades vêm respondendo à altura. Mas ainda ocorrem estupros dentro dos campi universitários e nada é feito, Somos invisibilizadas”, ataca.

    Por isso, complementa, “estamos na luta para mostrar que as mulheres são o futuro e as universidades devem produzir ciência, conhecimento que ajudem a sociedade a evoluir. O conhecimento é uma importante ferramenta contra o machismo”.

    Mara Kitamura, do Sindicato dos Professores de Sorocaba, também acredita na importância da educação para combater essa chaga. “É necessário educar as crianças com base no respeito ao diferente, à divergência, à vida, ensinando a solidariedade e a generosidade”.  Principalmente, para mostrar “que ninguém é melhor do que ninguém”.

    Enquanto a marcha prosseguia, Luiza Bezerra, secretária da Juventude Trabalhadora da CTB, afirma que as meninas estão sofrendo com o desemprego e com a falta de perspectivas. “As meninas têm sobre seus ombros as responsabilidades domésticas já muito cedo e sofrem do preconceito e da estigmatização no mercado de trabalho, além do assédio sexual constante em suas vidas, seja na rua, na escola ou até mesmo em casa”, diz.

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    Bitencourt define a questão afirmando que “estamos nas ruas pela vida das mulheres, pela democracia e pela soberania nacional. A nossa luta é por igualdade, justiça, liberdade e por uma vida digna para todas e todos”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • As mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) fazem protesto pelo país afora contra o projeto de privatização da água em curso no país. Na manhã desta terça-feira (20), 600 mulheres, de acordo com o MST, ocuparam a sede da Nestlé em São Lourenço (MG).

    Elas acusam a Polícia Militar (PM) de ter apreendido as chaves de nove veículos e de ter mantido as mulheres trancadas nos ônibus. “Imagina você ser obrigada a comprar em garrafinhas toda a água para matar a sede durante o dia. Ninguém aguentaria isso. É o que querem as empresas reunidas nesse momento naquele Fórum”, aponta Maria Gomes de Oliveira, da direção do MST.

    Ela se refere ao Fórum Mundial da Água, das grandes corporações que querem dominar as águas do planeta, que ocorre em Brasília. Na capital federal acontece também o Fórum Alternativo Mundial da Água (Fama 2018), que faz contraponto ao Fórum dos empresários, com a participação de entidades do mundo inteiro que entendem a água como um direito da humanidade (leia mais aqui).

    Veja as mulheres sendo liberadas pela PM  

    Segundo o blog Vi o Mundo, “os policiais apreenderam as chaves dos ônibus e mantiveram as 600 mulheres presas dentro dos veículos por cerca de 1 hora. Eles insistiam em revistar e fichar todas. Também proibiram fotos e vídeos, ameaçando pegar os celulares”.

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    Também pela manhã, cerca de 2 mil mulheres sem-terra ocuparam a sede da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), no município de Paulo Afonso (BA). Informações do MST garantem que a PM “invadiu um dos portões da empresa e, sem diálogo, jogou bombas de gás lacrimogênio contra as manifestantes. Duas mulheres ficaram feridas e outras passaram mal devido ao efeito do gás”.

    Também houve ocupação em Canindé de São Francisco (SE), onde 300 mulheres sem-terra ocupam a portaria da Usina de Xingó desde o início da manhã. “Elas cobram uma reunião com a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf) e Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para tratar da questão do perímetro irrigado da região”, destaca o Portal Fama2018.

    O Fama 2018 começou no sábado (17) e termina na quinta-feira (22) - Dia Mundial da Água. José Mairton Barreto, diretor de Saneamento e Meio Ambiente do Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo (Sintaema-SP) afirma que “a água não pode ser tratada como fonte de renda porque é vital para a humanidade continuar existindo e não pode ser propriedade de alguns grupos econômicos”.

    Portal CTB com Portal Fama2018 e MST