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Ter, Mar

Sistema Único de Saúde

  • #DemocraciaSim: artistas, empresários e intelectuais assinam manifesto contra Bolsonaro

    Contra o fascismo, pessoas de pensamentos completamente diferentes assinam o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil”. O documento foi divulgado neste domingo (23) e já conta com centenas de assinaturas de importantes representantes da cultura e do empresariado brasileiro. Todos contra o candidato fascista, Jair Bolsonaro.

    "É um chamado para quem vota em quem quer que seja, mas está dentro do campo democrático", diz à Rede Brasil Atual, o advogado José Marcelo Zacchi. Para ele, é fundamental que todos se unam para “repudiar um projeto que nos parece contrário aos princípios democráticos”.

    Já assinam o manifesto: Chico Buarque, Caetano Veloso, Patrícia Pillar, Camila Pitanga, Fernanda Torres, Arnaldo Antunes, Wagner Moura, Gregório Duvivier, Antonio Nobre, Alice Braga, Andreia Horta, Mano Brown, Ana Mozer, Walter Casagrande Júnior, Juca Kfouri, Luiz Felipe Alencastro, Lilia Schwarcz, Maria Victória Benevides, Esther Solano, Milton Hatoum, Fernando Morais, Renato Janine Ribeiro, Laerte, Clemente Ganz Lucio, Maria Alice Setúbal, Bernard Appy e Andrea Calabi, Guilherme Leal e Drauzio Varella, entre muitos outros.

    “Vivemos um momento delicado na história do país”, diz Vânia Marques Pinto, secretária da Políticas Sociais da CTB. “Devemos nos unir às manifestações das mulheres contra o ódio e a violência, neste sábado (29) e dar um chega pra lá no machismo e no autoritarismo”.

    Ganha força a hashtag #EleNão para “impedir o crescimento das ideias propaladas pelo candidato que votou a favor da reforma trabalhista e pretende acabar com a aposentadoria”, define Vânia. “Ele pretende aprofundar ainda mais as maldades feitas por Michel Temer e acabar com a educação pública e com o SUS (Sistema Único de Saúde)”.

    Trecho do manifesto afirma: “É preciso dizer, mais que uma escolha política, a candidatura de Jair Bolsonaro representa uma ameaça franca ao nosso patrimônio civilizatório primordial. É preciso recusar sua normalização, e somar forças na defesa da liberdade, da tolerância e do destino coletivo entre nós”.

    Assine o manifesto “Pela democracia, pelo Brasil” você também aqui.

    Portal CTB. Foto: Mais Goiás

  • 30 anos depois, somente o povo na rua pode recuperar a energia da Constituição Cidadã

    No discurso de promulgação da Constituição Federal, em 5 de outubro de 1988, o presidente da Assembleia Nacional Constituinte, deputado Ulysses Guimarães (1916-1992) a nominou como a “Constituição Cidadã” porque ela foi feita “para o homem cidadão”.

    E complementou: “É só cidadão quem recebe justo e suficiente salário, lê e escreve, mora, tem hospital e remédio, lazer quando descansa”. A alegria dos constituintes contagiou todo o plenário porque a data representou o início de uma nova era no país.

    “Depois de tantas batalhas para derrotar uma ditadura fascista (1964-1985), foi construída uma Constituição contemplando toda a sociedade”, diz Ivânia Pereira, vice-presidenta da CTB. Mas “30 anos depois a nossa lei maior corre sério risco com o avanço do conservadorismo que em 2016 golpeou a democracia e assaltou o poder para liquidar com todas as conquistas do povo brasileiro”.

    A Assembleia Nacional Constituinte foi instaurada para responder à demanda da nação com o fim da ditadura em 1985. Com a formação de uma frente ampla e com as candidaturas de Tancredo Neves para presidente e José Sarney para vice no colégio eleitoral, a ditadura sucumbiu. A eleição era indireta na época e Paulo Maluf foi o candidato da ditadura derrotado.

    Com o falecimento de Tancredo no mesmo ano, Sarney assumiu a Presidência. Em 2 de fevereiro de 1987 foi instaurada a Assembleia Nacional Constituinte para fazer uma Constituição que modernizasse as relações sociais no país.

    “Ela foi construída num grande esforço e envolvimento de toda a sociedade brasileira e teve um resultado bastante satisfatório”, conta Valéria Morato, presidenta da CTB-MG. Mas na atual conjuntura onde “um juiz de primeira instância dita as normas, defender a Constituição significa defender o Estado Democrático de Direito com participação popular”.

    Conheça o texto constitucional aqui.

    Muitas conquistas importantes para o país e para a classe trabalhadora constam dos 114 artigos do texto constitucional. O Sistema Único de Saúde (SUS), por exemplo, nasceu ali. “O SUS um dos maiores serviços de saúde pública do mundo, foi uma criação dos constituintes que beneficia a maioria absoluta da população brasileira”, ressalta Elgiane Lago, secretária da Saúde licenciada da CTB. “Com o golpe de 2016, o SUS corre sério risco de extinção e nós nãop podemos permitir”.

    Em seu antológico discurso de promulgação, Ulysses Guimarães afirmou que o “traidor da Constituição é traidor da Pátria”. E complementou: “Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério”.

    Totalmente vilipendiada “por uma elite reacionária e atrasada”, afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. A Constituição foi “rasgada no processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff, foi rasgada na aprovação da reforma trabalhista, da Emenda Constitucional 95 (a EC 95 congela os investimentos públicos por 20 anos) e sucessivamente em cada ato do governo ilegítimo de Michel Temer e de parte do Judiciário”.

    Ouça o discurso de Ulysses Guimarães 

    Para Cleber Rezende, presidente da CTB-PA, “defender a Constituição é defender o Brasil”. Principalmente agora com o “desmonte das conquistas da classe trabalhadora promovido pelos golpistas no poder há dois anos”. Ele cita ainda a reforma do ensino médio e a entrega "de nossas riquezas naturais, como o pré-sal, para empresas estrangeiras para criar empregos no exterior e piorar a situação de vida do nosso povo que está sem trabalho ou sub-empregado".

    Ele concorda com o discurso de Ulysses Guimarães sobre o valor de uma Constituição que contemple toda a sociedade. “A persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia. Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”.

    Precisamos “resgatar os princípios fundamentais da Carta Magna em favor dos que mais necessitam”, afirma Rezende. Vânia defende a “unidade dos movimentos populares para derrotar nas urnas o projeto que visa destruir de vez a nossa Constituição e mergulhar o país num regime de terror”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • A campanha do Outubro Rosa colabora para que haja mais atenção à saúde da mulher

    Desde a década de 1990, o Outubro Rosa destaca a prevenção ao câncer de mama em centenas de países. O laço rosa foi adotado e a iluminação de monumentos históricos virou a marca registrada do movimento no mundo todo.

    “O objetivo é chamar a atenção para a prevenção do câncer de mama e no Brasil para a necessidade de mais políticas de atendimento à saúde da mulher”, define Elgiane Lago, secretária de Saúde, licenciada, da CTB.

    A campanha começou no país, em 2002, com a iluminação do Mausoléu do Soldado Constitucionalista (Obelisco do Ibirapuera), na capital paulista. Aí os mais importantes monumentos brasileiros passaram a ganhar a iluminação rosa no período.

    “A campanha ajuda a chamar a atenção para a saúde da mulher, que cuida de todo mundo da família, da casa, trabalha fora e fica sem tempo de cuidar de si mesma”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    A estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS) é de que o a doença atinja neste ano, 2,09 milhões de mulheres no mundo. Dados da OMS mostram que o câncer de mama é o segundo tipo que mais atinge as mulheres. Só perde para o câncer de pele.  

    Saiba como fazer o autoexame 

    De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (Inca), estima-se a ocorrência superior a 56 mil novos casos anualmente no país. Um risco estimado de 56,33 casos a cada 100 mil mulheres. "a prevenção e o tratamento, caso haja necessidade, pode ser feito pelo SUS (Sistema Único de Saúde)", conta Elgiane. "E tem político querendo acabar com o SUS", assinala.

    Os especialistas indicam a prevenção com a melhor forma de combater o câncer. E indicam para a prevenção do câncer de mama o autoexame mensal, onde a mulher apalpa as mamas para verificar a existência de possíveis nódulos e em caso positivo ir ao médico.Elgiane lembra que amamentar é uma das maneiras de prevenção ao câncer de mama. "Além de prevenir essa doença ainda faz um bem indescritível para a criança e dá um sentido de prazer e realização para a mãe", explica.

    Há a recomendação da mamografia de dois em dois anos para as mulheres acima de 50 anos e para aquelas até 49 anos, somente em caso de alguma suspeita. “As mulheres estão cada vez mais presentes em todas as questões importantes para melhorar a vida da população brasileira, por isso mesmo, precisam olhar com mais atenção para si mesmas e cuidar da saúde”, analisa Celina.

    Saiba como prevenir

    • Autoexame: o autoexame deve ser praticado mensalmente entre o 7º e o 10º dia contados a partir do 1º dia da menstruação. As mulheres que não menstruarem devem escolher um dia do mês.
    • Praticar atividade física regularmente
    • Alimentar-se de forma saudável
    • Manter o peso corporal adequado
    • Evitar o consumo de bebidas alcoólicas
    • Amamentar

    Reconheça os sinais e sintomas a tempo

    • Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;
    • Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;
    • Alterações no bico do peito (mamilo)
    • Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço
    • Saída espontânea de líquido dos mamilos

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • A Constituição completa 29 anos e precisa de você para sobreviver aos ataques dos patrões

    A quinta-feira (5) marca a promulgação da Constituição Federal de 1988. Chamada pelo presidente da Assembleia Nacional Constituinte, o ex-deputado federal Ulysses Guimarães (1916-1992) de “Constituição Cidadã”, por representar o sepultamento da ditadura civil-militar (1964-1985), de triste lembrança.

    “Desde a sua promulgação, a Constituição de 1988 foi atacada pelos setores conservadores da sociedade porque trouxe em seu bojo importantes avanços nos direitos sociais e individuais”, diz Ivânia Pereira, vice-presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A ditadura caiu em 1985 com a eleição indireta de Tancredo Neves para presidente e José Sarney para vice. Em 1987 foi instaurada a Assembleia Nacional Constituinte para construir uma Carta Magna que modernizasse as relações sociais no país.

    “Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito: rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio, o cemitério”, disse Guimarães em seu discurso no dia da promulgação.

    Foi a Constituição que instituiu o Sistema Único de Saúde (SUS), “um dos maiores serviços de saúde pública do mundo, que agora corre sério risco de extermínio”, relata Elgiane Lago, secretária da Saúde da CTB. Também foi instituído o seguro-desemprego e diversas garantias para a classe trabalhadora.

    Ouça o discurso de Ulysses Guimarães: 

    Em agosto de 2016, a democracia brasileira sofreu um duro golpe após inéditos 31 anos de vigência, num país habituado ao autoritarismo. No dia 31, o Senado aprovava o impeachment da presidenta Dilma Rousseff, mesmo sem comprovação de crime de responsabilidade.

    O vice-presidente Michel Temer que havia assumido interinamente em maio do ano passado foi efetivado no posto de presidente. “O projeto derrotado nas urnas por quatro eleições sucessivas voltou ao cenário nacional”, diz Carlos Rogério Nunes, dirigente da CTB.

    Pereira lembra dos cortes de investimentos na educação e na retirada de direitos da classe trabalhadora. “O governo golpista está liquidando com a educação pública e acabando com os direitos individuais com projetos reacionários, que tiram os sonhos da juventude e retrocede décadas nos direitos das mulheres”. também atinge em cheio a população negra e os povos indígenas.

    “Em um ano esse governo rasgou a Constituição, exterminou a CLT com uma reforma trabalhista que retrocede aos anos 1920, quer acabar com o Estado, quer privatizar as nossas maiores estatais e tem projeto para entregar as nossas riquezas naturais”, conclui a vice-presidenta da CTB.

    Por isso, o discurso de Ulysses Guimarães, na data da promulgação, se mostra profético ao afirmar que “a persistência da Constituição é a sobrevivência da democracia. Quando, após tantos anos de lutas e sacrifícios, promulgamos o estatuto do homem, da liberdade e da democracia, bradamos por imposição de sua honra: temos ódio à ditadura. Ódio e nojo”.

    De acordo com Ronaldo Leite, secretário de Formação e Cultura da CTB, “cabe ao movimento sindical e aos movimentos sociais divulgar o texto da Constituição e mostrar para a população a necessidade de resistir aos ataques aos nossos interesses”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Bolsonaro é autor de projeto de lei que visa impedir atendimento a vítimas de estupro pelo SUS

    O candidato à Presidência da extrema-direita, Jair Bolsonaro é um dos 13 autores do Projeto de Lei (PL) 6055/2013, com objetivo de proibir o atendimento médico para vítimas de abuso sexual, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), garantido pela Lei 12.845, também de 2013.

    “O candidato conhecido por declarações machistas, racistas e LGBTfóbicas, já enfrenta a ira das mulheres por ter declarado que as mulheres devem ganhar menos que os homens porque engravidam, piora a sua situação a cada descoberta do eleitorado de sua trajetória política”, diz Elgiane Lago, secretária licenciada da Saúde da CTB.

    Conheça o Projeto de Lei, que impede atendimento de vítimas de violência sexual, assinado por Bolsonaro, aqui.

    Como justificativa para a criação desse PL, os 13 autores afirmam que “a Lei n. 12.845, de 1º de agosto de 2013, tem manifestamente como principal objetivo preparar o cenário político e jurídico para a completa legalização do aborto no Brasil”. Os autores do PL criticam também a distribuição da pílula do dia seguinte, que previne a gravidez indesejada.

    O aborto é permitido no Brasil nas situações de estupro, risco de morte das mães e de fetos anencéfalos (sem cérebro).

    Para Elgiane, “nenhuma pessoa em sã consciência pode concordar com um absurdo desses. O Estado estaria violentando as vítimas mais uma vez, como se já não bastasse, ela ter sido estuprada”.

    A dupla de candidatos da extrema-direita está colecionando pérolas. A sindicalista gaúcha menciona a recente frase do general da reserva Hamilton Mourão, candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro, responsabilizando as avós e mães pelo aumento da criminalidade.

    Leia mais

    Realidade brasileira: mais de 40% das mulheres são chefes de família no país

    “Esses senhores são completamente fora da realidade”, avalia. “Nós precisamos discutir saídas para a crise que o golpe de 2016 afundou o Brasil, como a revogação da Emenda Constitucional 95, que corta investimentos em educação e saúde e não propagar mais ódio e violência contra o povo brasileiro”.

    Atlas da Violência 2018

    Como resposta ao projeto que visa proibir atendimento médico a vítimas de estupro, Elgiane lembra os dados do Atlas da Violência 2018, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública em parceria com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, divulgado recentemente.

    O Atlas mostra que somente em 2016, foram assassinadas 4.645 mulheres, 15,3% a mais do que em 2015. No mesmo ano, foram registrados 49.497 estupros no país. E pasmem, 50,9% das vítimas tinham menos de 13 anos. Estima-se que no Brasil, apenas 10% das vítimas desse tipo de violência denunciam.

    A Lei 12.845 garante atendimento integral às vítimas de violência doméstica e abuso sexual, do diagnóstico à realização de exames para detectar doenças sexualmente transmissíveis e gravidez e todos os atendimentos necessários para recuperação da vítima.

    E o projeto de lei, assinado por Bolsonaro, “significa mais uma invasão de homens aos direitos das mulheres”, afirma a sindicalista. “Precisamos de mais médicos, de mais saúde, mais educação, mais cultura, mais empregos, mais salário, mais vida digna”.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB. Foto: Gustavo MIranda/Agência O Globo

  • CNS lança abaixo-assinado contra a Emenda do Teto e o retrocesso no SUS

    O Conselho Nacional de Saúde (CNS) lançou no dia (31/07) um abaixo-assinado contra a Emenda Constitucional nº 95/2016, que traz graves prejuízos à população brasileira. A emenda congela os gastos com saúde e educação por 20 anos, fragilizando de forma severa o Sistema Único de Saúde (SUS). O documento será enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), em abril de 2018.

    O objetivo do abaixo-assinado é impedir a execução ilegal da Emenda Constitucional 95/2016, que substitui o “teto” (limite máximo) de despesas nas áreas de saúde e educação pelo “piso” (limite mínimo) de 2018 a 2036. Estima-se que, com o congelamento de investimentos, haverá uma redução de 400 bilhões no orçamento durante esse período. A fixação da regra do “teto” reduzirá, na prática, as despesas por habitante com o SUS e com a educação pública.

    Ainda que a população cresça nas próximas duas décadas, o governo vai reduzir os investimentos, mesmo diante de direitos básicos, garantidos na Constituição de 1988. “O acesso à saúde e à educação como obrigação do Estado deve estar acima de quaisquer divergências político-ideológicas para a construção de uma sociedade mais justa e fraterna”, diz o documento.

    O abaixo-assinado, que estima colher cerca de 3 milhões de assinaturas, será anexado à Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5.658, cuja relatora é a ministra do STF, Rosa Weber. Por enquanto, as assinaturas serão colhidas somente de forma física. Veja a seguir como ser um amigo desta causa.

    Como assinar

    - Faça o download do abaixo assinado em formato DOC ou formato PDF;
    - Insira a logo da sua entidade no cabeçalho;
    - Recolha o máximo de assinaturas que você puder.

    Envie para o CNS no endereço:

    Esplanada dos Ministérios, Bloco “G”
    Edifício Anexo, Ala “B” – 1º andar
    Sala 103B – 70058-900
    Brasília, DF

    Da página do Conselho Nacional da Saúde

  • Coletivo Nacional de Saúde se reúne e elabora propostas para a defesa do SUS

    O Coletivo Nacional de Saúde da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) realizou encontro na sede da CTB-RJ nos dias 17 e 18. “Elaboramos uma agenda de atividades que levem a CTB a marcar presença em todas as manifestações em defesa do SUS (Sistema Único de Saúde)”, diz Elgiane Lago, secretária da Saúde da CTB.

    “Infelizmente a reunião aconteceu”, afirma ela, “antes do adiamento da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde (que ocorreria na terça-feira, 28). Com essa atitude, o governo golpista mostra o pouco caso que tem com a questão pública e mais ainda com a saúde”.

    Sobre o adiamento, Ronald Santos, presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), gravou um vídeo onde reforça a necessidade de os profissionais da saúde manterem-se mobilizados. “Realizamos centenas de atividades num grande processo mobilizador. Vamos nos manter mobilizados para garantir a realização da conferência ainda no primeiro trimestre de 2018”, diz.

    Confira o vídeo 

    O presidente do CNS e José Teles dos Santos, integrante do coletivo da CTB e do Conselho Estadual de Saúde do Ceará, falaram no encontro sobre a saúde da trabalhadora e do trabalhador e a necessidade de intensificar campanha em favor do SUS.

    “Isso porque o Ministério da Saúde projeta criar planos de saúde com preços ‘acessíveis’ e óbvio serviços compatíveis a esses valores”, contra Lago. “A nossa luta é pela melhoria da saúde pública e a CTB fará tudo que estiver ao seu alcance para impedir o desmonte do SUS”.

    Agenda futura

    coletivo saude nacional encontro rj

    Para o Coletivo Nacional de Saúde é muito importante “fortalecer a comunicação com as pessoas mais interessadas, principalmente pelas redes sociais”, acentua Lago. Ela conta ainda que o coletivo pretende otimizar os grupos e fóruns de debates sobre a saúde da Trabalhadora e do Trabalhador, segurança no trabalho e todos os temas referentes à melhoria dos serviços de saúde.

    “Vamos priorizar a nossa participação nos conselhos de saúde locais e nos preparar para os desafios da atual conjuntura com o avanço dos setores privados de saúde sobre o serviço público”, conclui.

    Afinal, argumenta, “a população brasileira precisa conhecer os verdadeiros objetivos dos projetos do governo federal em relação ao serviço público de uma maneira geral e em particular sobre a proposta de extinguir o SUS.”

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Consciência Negra: lutar contra o racismo e por uma sociedade igualitária ao mesmo tempo

    Em 20 de novembro de 2017 completam 14 anos que foi instituído o Dia Nacional da Consciência Negra. Muito se avançou, mas há muito por se fazer. Como na música de Arnaldo Antunes, quando estava nos Titãs, “tudo ao mesmo tempo agora, uma coisa de cada vez”.

    Assim se coloca o combate ao racismo na visão de Mônica Custódio, secretária de Igualdade Racial da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB). “As negras e os negros brasileiros vêm combatendo a desigualdade e o preconceito desde que os seres humanos escravizados foram trazidos à força para o país”.

    A data foi escolhida para homenagear Zumbi, morto em 20 de novembro de 1695, pela coroa portuguesa. Ele foi o último líder do mais longo quilombo da história do Brasil, na Serra da Barriga, na região onde hoje é Alagoas.

    “Zumbi e sua companheira Dandara são heróis do povo brasileiro, mas a história 'oficial' visava escondê-los com intuito de invisibilizar a herança cultural, social, política e de formação da nação e do povo brasileiro dos povos que foram arrancados da África para serem mão de obra escrava no Brasil", afirma Custódio.

    Ouça "A Carne", de Seu Jorge 

    Ela explica que o Brasil possui uma das maiores populações negras do mundo. “De acordo com o IBGE somos mais da metade da população”. Lembra também as mulheres representam 52% da população, mas têm aproximadamente 10% de representação no Parlamento. "É muito pouco para mudarmos este país como ele precisa”.

    Mesmo assim, “a população negra é invisível para a nossa sociedade e com o governo golpista de Michel Temer a situação está retrocedendo há décadas passadas”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB. Em relação às mulheres a sindicalista mineira afirma que a situação é idêntica, mas para as “mulheres negras existem muitos agravantes”.

    Custódio realça que o assassinato de negras cresceu 54% nos últimos anos e como mostram os índices do Ligue 180 (feito para denúncias de violência de gênero), elas são as maiores vítimas de violência doméstica, representando 58,8%.

    Nos atendimentos prestados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), as denúncias de racismo são aviltantes. No caso de violência obstétrica, as negras são 65,9% das vítimas, como aponta a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

    Arêas lembra ainda que no mercado de trabalho as mulheres negras que representam 25% da população brasileira, estão na base da pirâmide e exercem as funções de menor qualificação. “Mesmo com o aumento do nível de escolaridade, a população negra continua indesejada pelo mercado de trabalho”.

    Zumbi, de Jorge Benjor 

    Como mostra o levantamento da Oxfam Brasil - “A distância que nos une” – as negras e os negros recebem 50% a menos que as brancas e os brancos. E, explica Custódio, “ainda somos quem perde o emprego primeiro e temos mais dificuldade de recolocação”.

    O relatório da Oxfam aponta ainda que no ritmo atual a população negra somente conseguirá equivalência salarial com a população branca em 2089. "A gente fez um cálculo da média da equiparação salarial entre negros e brancos de 1995 a 2015 e projetou o resultado para saber em quanto tempo, seguindo o ritmo desses 20 anos, se chegaria à igualdade de salários", explica Rafael Georges, cientista político e coordenador de campanhas ONG.

    Mas celebra-se o Dia Nacional da Consciência Negra “num momento em que o país atravessa uma de suas maiores crises. Onde o racismo estrutural se reapresenta com formato moderno de flexibilização das leis trabalhistas, tornando-nos praticamente escravos da ganância do capital sobre o trabalho, que visa lucro acima de tudo”, complementa Evandro Vieira, do Coletivo da Igualdade Racial da CTB.

    Já Cláudia Vitalino, dirigente da CTB-RJ afirma que, por isso, “a consciência negra deve desacorrentar a alienação do ‘não ser’. Consciência que gira na auto-afirmação e do auto-reconhecimento de cada um de nós, tendo um valor histórico que vai de encontro a toda ideologia que nos foi empurrada goela abaixo durante 500 anos de nossa história”.

    As Caravanas, de Chico Buarque 

    Custódio conclui que as manifestações das negras e dos negros acontecerão em todo o país para denunciar a opressão. Neste Dia Nacional da Consciência Negra “estaremos refletindo sobre a sociedade que almejamos. Uma sociedade sem discriminações, igualitária, onde qualquer pessoa possa ser o que quiser ser, possa sonhar e realizar seu sonho. Onde não haja miséria, nem intolerância de espécie alguma, onde a juventude tenha seu espaço e onde possamos viver e amar sem medo”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Conselheiros de saúde entregam petição com mais de 70 mil assinaturas contra extinção do SUS

    Os mil representantes dos conselhos de saúde de todos os cantos do país realizam caminhada ao Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, nesta quinta-feira (5) para entregar a petição pública, com 70 mil assinaturas, contra a extinção do Sistema Único de Saúde (SUS).

    A Secretaria de Saúde e Segurança no Trabalho da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) marca presença tanto na 21ª Plenária Nacional de Conselhos de Saúde quanto na manifestação para denunciar o desmonte do SUS promovido pelo governo golpista.

    plenaria saude bsb caminhada stf

    “A participação da CTB nos debates desta plenária está se dando com o propósito de defender mais investimentos na saúde pública e aprimoramento do SUS, um dos melhores sistemas públicos de saúde do mundo”, diz Elgiane Lago, secretária de Saúde da CTB.

    Acesse o link abaixo e assine a petição em defesa do SUS

    Vídeo do Conselho Nacional de Saúde diz que "O SUS não pode morrer"; assista

    A dirigente da CTB afirma que a direção do Conselho Nacional de Saúde fez a entrega da petição e retornam à plenária para debater os encaminhamentos da 16ª Conferência Nacional de Saúde, que ocorre em 2019.

    “O Brasil não pode prescindir de uma política nacional de saúde que contemple a necessidade de todas as brasileiras e brasileiros. Um país doente não anda. Saúde é essencial para o país caminhar e evoluir”, afirma Lago.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Contra a reforma trabalhista, especialistas advertem que trabalhar em excesso faz mal à saúde

    Cena do filme Tempos Modernos, de Charles Chaplin (Foto: Divulgação)

    Enquanto as centrais sindicais lutam pela redução da jornada para 40h semanais, com o objetivo de melhorar a qualidade de vida de quem trabalha e ainda para que sejam criados mais empregos, o governo ilegítimo de Michel Temer propõe estender a jornada para 12 horas diárias. 

    A jornada excessiva de trabalho persegue a classe trabalhadora. A institucionalização de uma jornada veio com as lutas operárias na Revolução Industrial, entre os séculos 18 e 19, quando as pessoas trabalhavam até 16 horas por dia, inclusive mulheres e crianças.

    O pesquisador do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, Luiz Carlos Fadel, que também é um dos coordenadores do Fórum Intersindical Saúde, Trabalho e Direito, explica o lema da época sobre a jornada de 8h diárias.

    “O lema da luta, na época, era 8 horas para o sono, 8 horas para a família e 8 horas para o trabalho”, diz. A reforma trabalhista pretendida por Temer, para ele, “é uma clara e indecente tentativa de desconstruir direitos dos trabalhadores".

    “Vendemos nossa força de trabalho para o nosso sustento, contudo o adoecimento e a morte no trabalho, grave problema de saúde pública, tem números alarmantes e desconsiderados pela gestão do SUS (Sistema Único de Saúde)”, diz Luciene Aguiar, doutoranda em Saúde Pública na ENSP/Fiocruz.

    Acidentes e doenças crescem

    Aguiar informa que o Observatório de Saúde e Segurança do Trabalho registra que desde 2012 ocorreram 3.530.209 acidentes, um a cada 47 segundos.

    Acesse o site do observatório neste link https://observatoriosst.mpt.mp.br

    O Observatório aponta ainda os gastos da Previdência com auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, pensão por morte e auxílio-acidente, superam os R$ 20 bilhões, no mesmo período.

    “Esse valor não representa os gastos com servidores públicos, militares, trabalhadores informais etc. Apenas os com o vínculo com base na Consolidação das Leis do Trabalho”, define Aguiar.

    Fadel assinala que “as doenças decorrentes da sobrecarga de trabalho são inúmeras, causadas pelo estresse e que podem levar até ao suicídio”, afirma. 

    Ele explica ainda que os males causados vão da violência doméstica à depressão, passando pelas doenças psicossomáticas. Devido ao tempo de locomoção para ir ao trabalho e voltar para casa, Fadel afirma que a situação é pior nos grandes centros.

    “Especialmente nos centros urbanos, o trabalhador, já há muito tempo não usufrui daquelas tão almejadas 8h para o sono e 8h para a família”.

    Descanso remunerado

    Imagine trabalhar 12h diárias e não ter direito a 30 dias consecutivos de férias. Pois é isso o que a reforma trabalhista pretende ao admitir a prevalência do negociado sobre o legislado, pelo qual o patrão pode requerer o parcelamento de seu descanso remunerado.

    Para Fadel, “o direito às férias, em que o trabalhador tem uma certa autonomia para escolher o período e adequar a agenda às suas necessidades de descanso e convívio familiar, também está sendo desfigurado”.

    “Não causará espanto se no processo reformista perverso, as férias sejam consideradas um objeto de barganha entre patrões e empregados”, sintetiza.

    O especialista em saúde pública afirma que “o desgaste físico e mental dos trabalhadores é proporcional ao tempo que se trabalha”. Diz ainda que o controle desse tempo, de certa forma, é determinado pelo patrão.

    “Com a reforma trabalhista, o que se quer é aumentar o controle e, portanto, aumentar a exploração do corpo do trabalhador” e isso, diz ele, causará ainda "mais desgaste, mais doença, mais acidente, mais morte”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Contra determinação médica, Ministério da Saúde defende mamografia somente a cada dois anos

    Desde 1990, a campanha Outubro Rosa toma o mundo para levar informação às mulheres sobre como realizar a prevenção do câncer de mama. Problema que responde por 25% dos casos da doença nas mulheres em todo o mundo. Somente neste ano, o Instituto Nacional do Câncer estima que ocorram quase 60.000 novos casos no Brasil.

    E para piorar, o Ministério da Saúde golpista indica em seu site para as mulheres realizarem o teste de mamografia a cada dois anos, mesmo os médicos defendendo que esse exame seja anual.“Para mulheres entre 50 e 69 anos, a indicação do Ministério da Saúde é que a mamografia de rastreamento seja realizada a cada dois anos”, diz texto postado no site do ministério.

    “É impossível aceitarmos um descaso desses com a saúde da mulher’, afirma Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Já Elgiane Lago, secretária da Saúde da CTB, diz que “ao contrário do que o ministério defende, nós insistimos que o exame seja feito todos os anos a partir dos 40 anos, porque aos 50 já pode ser tarde”.

    Ainda mais porque “por falta de informação adequada, a mamografia ainda é um mito para muitas mulheres”, complementa. Então, “este mês é muito importante por que foi escolhido para intensificar o cuidado com a saúde da mulher, justamente porque a prevenção ainda é o melhor remédio para todos os males, inclusive o câncer”.

    A Sociedade Brasileira de Mastologia (SBM) defende que a avaliação seja feita em todas as faixas etárias, principalmente em casos onde há ocorrência familiar. “Queremos mostrar que isso é essencial durante toda a vida para evitar não só o câncer de mama, mas outras doenças”, explica o presidente da SBM, Ruffo de Freitas Junior (saiba mais aqui).

    Freitas afirma ainda que “essa luta é de todos para que as mulheres possam contar com os benefícios que têm direito e não sofram tanto por conta da doença. Se todos trabalharem juntos podemos salvar cada vez mais vidas”.

    Para Pereira, “o governo tem um papel fundamental para a saúde da mulher e os governos Lula e Dilma contribuíram para que o Outubro Rosa virasse uma referência no país”. De acordo com ela, “eles disponibilizaram os serviços nas unidades de saúde em todo o país”.

    Com o golpe a situação deve piorar. “Na campanha deste ano não podemos contar com a participação do governo golpista, mas as mulheres continuarão firmes exigindo que o Sistema Único de Saúde preste esse serviço para todas as mulheres”, defende.

    A Sociedade Brasileira de Mastologia indica como prevenção:

    -  Comer bem, de maneira geral, seria não ficar muito tempo sem alimentar-se, ou seja, comer de três em três horas, em pequenas quantidades, sempre priorizando os alimentos naturais e evitando os alimentos industrializados.

    -  O ideal é evitar o excesso de carboidratos simples, como açúcar adicionado aos alimentos, doces, sucos de caixinha ou saquinho, refrigerantes, pão branco, macarrão, sempre preferindo as opções integrais.

    -  Gorduras em excesso devem ser evitadas tanto para a quantidade quanto a qualidade da gordura ingerida.

    -  Procurar ingerir proteínas de boa qualidade, principalmente o consumo de frutas, legumes e verduras por serem fontes de vitaminas e minerais essenciais, e ricas em fibras que ajudam na saciedade e no funcionamento adequado do intestino.

    -  A palavra que não pode faltar para alcançar uma alimentação saudável é o "planejamento". Saia de casa com seu dia alimentar planejado e tente segui-lo da melhor forma possível.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • CTB lamenta a morte de Neide Rodrigues, destacada dirigente do Conselho Nacional de Saúde

     A Central dosTrabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) vem a público manifestar o seu pesar pelo falecimento de Neide Rodrigues, neste sábado (24), em Brasília, aos 55 anos. Perda irreparável para a luta por igualdade neste país castigado por golpes e injustiças.

    Desde 2016, na secretaria-excutiva do Conselho Nacional de Saúde (CNS), ela desempenhou notável trabalho. Fará muita falta à luta por saúde para todos e na defesa da Sistema Único de Saúde (SUS).

    Filiada ao Partido dos Trabalhadores, trabalhou no Departamento de Assistência Farmacêutica do MS e no gabinete do ex-ministro da saúde Alexandre Padilha. Tinha graduação em Administração pelo Instituto de Educação e Ensino Superior de Samambaia (Iesa) e pós-graduação em Bioética pela Universidade de Brasília (UnB). 

    Pessoas com posições firmes e dedicadas à luta como Neide Rodrigues sempre farão falta para a luta por um mundo mais igual e justo, numa sociedade plena de direitos e justiça.

    A CTB se solidariza com familiares e amigos, na certeza de que a luta de Neide Rodrigues permanecerá na memória de todas e todos que defendem um Brasil solidário e humano. O velório será a partir das 15h, deste domingo (25), na capela 5 do cemitério Campo da Boa Esperança, Plano Piloto, Brasília. O sepultamento está marcado para às 17h.

    Direção da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil

  • CTB participa de reunião do Conselho Nacional de Saúde contra a extinção do SUS

    Elgiane Lago representa a CTB em reunião do Conselho Nacional de Saúde

    Começou na manhã desta quinta-feira (5), a Reunião Ordinária do Pleno do Conselho Nacional de Saúde (CNS), em Brasília. Inicialmente com a presença do ministro da Saúde, Ricardo Barros. Ele saiu, após discursar, para cumprir "compromissos de agenda".

    “O ministro apresentou um quadro totalmente cor de rosa da saúde, mas nós sabemos que esse governo pretende acabar com o SUS (Sistema Único de Saúde) com a criação dos chamados planos acessíveis de saúde”, diz Elgiane Lago, secretária da Saúde e Segurança no Trabalho, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Por isso, "queremos a revogação da Portaria 1.482/2016", que institui esses planos, conta Lago, que também é conselheira nacional, representando a CTB sobre a questão dos usuários da saúde.

    Para ela, esse plano “não atenderá a população mais pobre, que é quem mais utiliza os serviços do SUS”. Por isso, “a CTB é visceralmente contra a extinção do SUS e moveremos esforços com todos os setores envolvidos para a ampliação e melhoria do atendimento”.

    Logo na chegada do ministro, os agentes de saúde realizaram um protesto porque “o ministério tenta impor uma responsabilidade irreal para os agentes de saúde, de endemias e técnicos de enfermagem”, realça Lago. “Na verdade, querem apenas reduzir custos e os encargos trabalhistas, precarizando o trabalho dessas importantes funções”.

    agentes de saude pendem respeioto ao minstro da saude em reniao em brasilia 2017

    Agentes de saúde pedem respeito ao ministro Ricardo Barros

    A cetebista gaúcha explica que o ministro fala “como sempre em equipar os agentes e dar condições de trabalho, mas não faz o necessário para melhorar o atendimento da população que mais precisa, aliás pelo projeto só vai piorar com a sobrecarga de trabalho que pretende implantar para os agentes”.

    A reunião prosseguiu sem o ministro e só termina na sexta-feira (6) para encaminhar as propostas em defesa da saúde pública e dos profissionais da saúde em todo o país. “Em vez de criar planos que beneficiam os empresários, o governo deveria se preocupar em potencializar e subsidiar o SUS, universalizando o atendimento em todos os rincões do Brasil”, afirma Lago.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Empresários da saúde e governo golpista criam proposta para acabar com o SUS

    A Federação Brasileira de Planos de Saúde realizou nesta terça-feira (10), em Brasília, o 1º Fórum Brasil - Agenda Saúde: a ousadia de propor um Novo Sistema de Saúde, que contou com a participação do Ministério da Saúde e decretou o fim do Sistema Único de Saúde (SUS).

    Veja como foi o evento aqui. 

    Os empresários da saúde defendem um “novo sistema nacional de saúde” que “de novo não tem nada”, afirma Elgiane Lago, secretária de Saúde da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A proposta defendida é a de transferir recursos do SUS para financiar a Atenção de Alta Complexidade nos planos de saúde particulares. “Isso é ainda pior do que privatizar, porque significa tirar dinheiro da saúde pública e dar para os barões da saúde que só pensam em lucros”, acentua Lago. A proposta é extinguir o SUS e manter apenas planos de saúde privados.

    Os empresários do setor e o Ministério da Saúde querem inclusive um Conselho Nacional de Saúde Suplementar com o mesmo poder do atual Conselho Nacional de Saúde. “O golpe de Estado de 2016 avança para tirar a participação popular de todos os setores. Querem ganhar dinheiro com a desgraça alheia”, reforça a sindicalista gaúcha. "A saúde é um direito humano inalienável, vamos resistir e defender o SUS com todas as nossas forças".

    Uma nota técnica, de 2016, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sobre o congelamento dos investimentos públicos por 20 anos (saiba mais aqui) já alertava para a necessidade de ampliação dos investimentos no SUS para aprimorar os serviços de um dos maiores sistemas públicos de saúde do mundo.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

     

     

  • Encontro sobre saúde analisa as conseqüências da reforma trabalhista sobre a classe trabalhadora

    Começou nesta quarta-feira (18), em Brasília, o 8º Encontro da Comissão Intersetorial de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora (Cistt), juntamente com a 1ª Jornada Nacional de Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora. Os debates se encerram na sexta-feira (20).

    Elgiane Lago, secretária de Saúde da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), diz que “neste momento de desmonte do SUS (Sistema Único de Saúde) é fundamental a organização do movimento de saúde e das centrais sindicais para barrar os retrocessos e manter o SUS para que a população tenha atendimento compatível com suas necessidades”.

    O Conselho Nacional de Saúde organiza os eventos juntamente com o Ministério da Saúde. Estarão presentes cerca de 500 representantes do movimento de saúde de todo o país. “Precisamos discutir com muita ênfase a melhoria do SUS e da saúde da classe trabalhadora”, afirma Lago.

    Os debates giram em torno da reforma trabalhista, que começa a vigorar a partir de 11 de novembro com precarização das relações de trabalho, jornadas exorbitantes, possibilidade de retirada de descanso remunerado, fatiamento das férias, entre outras retiradas de direitos.

    Para ela, “a reforma trabalhista acarretará muito mais adoecimentos por causa das condições desumanas de trabalho, além de trazer muita insegurança às trabalhadoras e trabalhadores, ainda mais prejudicados com a terceirização ilimitada”.

    A secretária da Saúde da CTB lembra ainda que nesta quinta-feira (19) o Supremo Tribunal Federal (STF) vota a legalidade da Emenda Constitucional 86/2015 que tira verbas da saúde pública. “É fundamental que ocorram manifestações em todo o país para barrar essa emenda que acaba com o SUS e prejudica as pessoas que mais necessitam de atendimento gratuito”.

    Ela explica ainda que a reforma trabalhista “criará o caos para a classe trabalhadora com total instabilidade no emprego e ainda por cima com condições de séculos atrás”. Isso porque “ao contrário do que se fala a reforma trabalhista concentrará mais a renda e diminuirá os salários, que já estão baixos”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Fórum das centrais entrega sua plataforma eleitoral em saúde para candidatas e candidatos

    “Lutar contra a extinção do SUS (Sistema Único de Saúde), revogar a reforma trabalhista e a Emenda Constitucional 95/2016 e fortalecer uma política nacional de saúde que atenda a toda a sociedade, são alguns pontos de nossa plataforma”, informa Elgiane Lago, secretária licenciada de Saúde da CTB.

    Trata-se das propostas defendidas pelo Fórum Nacional das Centrais Sindicais em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora, elaboradas para conseguir “o compromisso de todas as candidatas e candidatos em defesa do SUS e de melhorias na segurança do trabalho e na saúde da classe trabalhadora e do povo”, diz Elgiane, que também é coordenadora do fórum.

    Trecho de apresentação do texto a ser encaminhado diz que “se faz urgente o resgate da democracia, da soberania e como instrumento, o voto nas eleições em outubro próximo com os/as candidatas/os comprometidos com um projeto de Brasil soberano, democrático, desenvolvido, com valorização do trabalho e do trabalhador/a”. 

    Leia a íntegra da plataforma eleitoral do Fórum Nacional das Centrais Sindicais em Saúde do Trabalhador e da Trabalhadora aqui.

    Segundo Elgiane, o fórum pretende colocar a atenção à saúde no centro do debate político. “Um povo doente não se defende, não luta e não produz de acordo com as necessidades do país. Um povo doente não pode ser feliz”.

    Por isso, “defendemos a saúde pública como uma das prioridades do futuro governo”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Fórum das centrais sindicais elabora propostas sobre saúde para entregar aos candidatos

    Em reunião do Fórum Nacional das Centrais Sindicais em Saúde do Trabalhador e Trabalhadora, na manhã desta quinta-feira (12), na sede do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em São Paulo, foram elaboradas propostas sobre saúde da classe trabalhadora para serem encaminhadas aos candidatos de todo o país.

    Lembrando sempre que o Brasil é um dos campeões em acidentes de trabalho. São, de acordo com estudo do Ministério do Trabalho, 700 mil acidentes anuais em média. De 2012 a 2016 foram 3,5 milhões de trabalhadoras e trabalhadores acidentados.

    A Constituição Federal, promulgada em 1988, determina o respeito às condições salubres de trabalho. Já em seu artigo 7º, estabelece que é “direito dos trabalhadores urbanos e rurais, além de outros que visem à melhoria de sua condição social, a redução de inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança”.

    reuniao forum saude 1

    Elgiane Lago, secretária licenciada de Saúde e Segurança do Trabalho da CTB, afirma que “a Constituição é basilar para as nossas propostas. Defendemos o respeito às leis e às normas de segurança em defesa da vida de quem produz a riqueza deste país”.

    O grupo de trabalho reunido está sistematizando o texto das propostas que serão avaliadas pelos presidentes das centrais sindicais que compõem o fórum e aí serão encaminhadas para as candidatas e candidatos, nos 26 estados e no Distrito Federal.

    “A manutenção e melhoria do SUS (Sistema Único de Saúde) é ponto essencial das propostas das centrais sindicais”, diz Elgiane. O prazo final para a entrega de contribuições do texto a ser encaminhado se encerra na segunda-feira (17).

    Portal CTB

  • Governo Temer fecha Farmácia Popular e pretende extinguir o SUS. Você vai deixar?

    O Ministério da Saúde acaba de fechar as 517 farmácias populares mantidas pelo governo federal no país. Mantém, porém, o convênio com redes farmacêuticas privadas com o Aqui Tem Farmácia Popular.

    Elgiane Lago, secretária de Saúde da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), afirma que essa decisão deixa claro “o caráter elitista e privatista do governo golpista de Michel Temer”.

    Para ela, acabar com um programa tão “necessário para a população mais carente privilegia as grandes redes farmacêuticas em detrimento de quem precisa de remédio e não terá dinheiro para comprá-lo, porque o mercado não está nem aí para a saúde das pessoas”.

    Ricardo Barros, ministro da Saúde, alega que ”O programa tem uma verba de R$ 100 milhões por ano. Desse total, 80% eram destinados ao pagamento de aluguéis e salários”. Mesmo que isso aconteça, diz Lago, “o governo pode fazer ajustes para melhorar, mas acabar com a parte pública do programa para cortar gastos é uma política que custará caro à população”.

    Ao todo o programa atingia 4.481 municípios, sendo a maioria em parceria com redes privadas, que têm os remédios subsidiados pelo governo, ou seja, “é dinheiro público para o setor privado. Essa economia me parece meio inconsistente”, diz a cetebista.

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    Para maioria absoluta da população, a saúde está piorando como o governo Temer

    Assine petição em defesa do SUS e dos idosos porque a vida humana não é mercadoria

    “É preciso considerar que a Farmácia Popular tem mais de 10 anos e uma avaliação muito positiva ao cumprir o papel ao qual sempre se destinou, que não é o de substituir a assistência farmacêutica prestada pelo Sistema Único de Saúde (SUS), mas de garantir que usuários da saúde suplementar possam ter a garantia de acesso a assistência farmacêutica, como é o caso de pessoas que não têm a mínima capacidade de aquisição de medicamentos mas que contam com cobertura de planos coletivos oferecidos por seus empregadores”, diz Arthur Chioro, ex-ministro da Saúde à repórter Verônica Lugarini, do Portal Vermelho.

    “Saúde não pode ser tratada como mercadoria”, acentua Lago. Ela lembra também que o Sistema Único de Saúde (SUS) corre risco de extinção porque “o governo federal cede às empresas de planos de saúde e quer criar o que chama de planos com preços mínimos, só não diz que o atendimento também será mínimo”.

    O SUS foi criado pela Constituição promulgada em 1988 e se tornou um dos maiores programas de saúde do mundo. “Ainda existem problemas a serem sanados, mas avançam,os muito e tirar isso da população é dar a certeza de falta de tratamento para os que mais precisam”, acentua Lago.

    Para Chioro, essa econimia é burra. “O que nós temos agora é um alinhamento ideológico e prático entre o ministro da Saúde, Ricardo Barros, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. E isso representa uma concepção de governo muito clara e deletéria para a saúde”. Inclusive o Tribunal de Contas da União investiga irregularidades no fechamento dessas unidades da Farmácia Popular.

    Vigilância em saúde e defesa do SUS

    Esse debate faz parte da 1ª Conferência Nacional de Vigilância em Saúde, entre 27 de fevereiro e 2 de março, em Brasília, realizada pelo Conselho Nacional de Saúde (CNS) com o tema “Vigilância em Saúde: Direito, Conquista e Defesa de um SUS Público de Qualidade”.

    Ronald Santos, presidente do CNS, afirma que “de forma coletiva, vamos trabalhar para se fazer cumprir os preceitos básicos: construir uma sociedade livre, justa e solidária, garantir o desenvolvimento nacional, erradicar a pobreza e a marginalização, reduzir as desigualdades sociais e regionais e promover o bem de todos”.

    A CTB participa dessa conferência e tem atuação significativa na defesa do SUS e do Programa Farmácia Popular. “A reforma trabalhista já propicia grandes problemas para a classe trabalhadora na questão da saúde, acabar com o SUS e com a Farmácia Popular pode agravar ainda mais e provocar mais adoecimentos”, diz Lago.

    Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • Outubro Rosa chama a atenção para a necessidade de prevenção ao câncer de mama

    Tudo começou com a Corrida pela Cura, realizada em Nova York, nos Estados Unidos, em 1990, quando o laço rosa (símbolo do Outubro Rosa) foi distribuído pela Fundação Susan G. Komen for the Cure. A partir de 1997, cidades norte-americanas começaram a fomentar a campanha todos os anos.

    Para Elgiane Lago, secretária da Saúde da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), o movimento mundial é “muito importante porque abre espaço para o debate sobre a prevenção a essa doença, que atinge 28,1% das cancerígenas no país”.

    A sindicalista gaúcha informa ainda que o Sistema Único de Saúde (SUS) faz tratamentos, exames e desenvolve campanhas de esclarecimentos para a prevenção desse tipo de câncer “com muita qualidade”.

    Ela lamenta apenas que o governo ilegítimo de Michel Temer mostra interesse em acabar com o SUS. “Liquidar com o SUS significa tirar a possibilidade da população mais pobre de ter um atendimento digno para a sua saúde”, diz.

    A campanha chegou ao Brasil com a iluminação em rosa do Obelisco do Ibirapuera, em 2002. A ideia de iluminar monumentos pegou e nos governos da presidenta Dilma Rousseff, até o Palácio do Planalto ficava rosa em outubro.

    “A CTB adere ao Outubro Rosa porque é fundamental orientar as mulheres a cuidar da saúde e a prevenir o câncer de mama”, afirma Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Por isso, “continuaremos nas ruas defendendo a ampliação do SUS e contra a sua extinção. O Outubro Rosa serve para combater o câncer de mama e levar informações sobre os direitos que todas as mulheres têm a uma vida saudável”.

    O Instituto Nacional do Câncer dá dicas de como prevenir

    - Praticar atividade física regularmente;

    - Alimentar-se de forma saudável;

    - Manter o peso corporal adequado;

    - Evitar o consumo de bebidas alcoólicas;

    - Amamentar

    Sinais e sintomas

    - Caroço (nódulo) fixo, endurecido e, geralmente, indolor;

    - Pele da mama avermelhada, retraída ou parecida com casca de laranja;

    - Alterações no bico do peito (mamilo);

    - Pequenos nódulos na região embaixo dos braços (axilas) ou no pescoço;

    - Saída espontânea de líquido dos mamilos

    No Brasil, a recomendação do Ministério da Saúde - assim como a da Organização Mundial da Saúde é a realização da mamografia de rastreamento (quando não há sinais nem sintomas) em mulheres de 50 a 69 anos, uma vez a cada 2 anos.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Para dar visibilidade às questões da saúde e da vida, mulheres caminham em Brasília nesta quinta

    Com concentração às 14h no Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul), as cerca de 2 mil mulheres participantes da 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres, fazem uma caminhada “para dizer que chegamos e para dar visibilidade às questões que envolvem os direitos e a saúde da mulher”, diz Elgiane Lago, secretária de Saúde, da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    Para ela, as mulheres estão tomando as ruas para barrar os retrocessos que o governo ilegítimo de Michel Temer vem promovendo. Por isso, diz, “não queremos fazer uma conferência simplesmente. Essa marcha é para mostrar que estamos aqui para recuperar o que é nosso por direito".

    "É um grito de alerta", complementa Lago, "queremos dizer que não estamos de brincadeira, vamos lutar por uma vida digna e por plenos direitos".

    Santa Alves, secretária da Igualdade Racial, da CTB-DF, afirma que “caminharemos por melhorias no Sistema Único de Saúde (SUS)”. Também “defendemos o respeito à diversidade”, já que “as mulheres trabalhadoras do campo e da cidade estarão presentes na conferência para exigir seus direitos”.

    De acordo com Alves, “os debates devem contemplar os direitos das mulheres trans, das lésbicas, das indígenas e das negras que sofrem dupla discriminação nos postos de saúde”. Ela informa ainda que na concentração haverá as tendas Nise da Silveira e Tereza de Benguela para far do cuidado e das práticas de saúde

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    Em defesa do SUS, a CTB participa da 2ª Conferência Nacional de Saúde das Mulheres

    O tema desta conferência “Saúde das Mulheres: desafios para a integralidade com equidade” estima reunir ao menos 1.800 mulheres no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, a partir das 18h, para defender o SUS e as políticas públicas em favor da vida da mulher.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Para especialistas da ONU, austeridade de Temer aprofunda as desigualdades

    "Pessoas em situação de pobreza e outros grupos marginalizados estão sofrendo desproporcionalmente por causa de medidas econômicas austeras num país que já foi considerado um exemplo de políticas progressistas para reduzir a pobreza e promover a inclusão social", diz um comunicado assinado especialistas em Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU).

    Assinam o texto Juan Pablo Bohoslavsky (Argentina), Léo Heller (Brasil), Ivana Radačić (Croácia), Hilal Elver (Turquia), Leilani Farha (Canadá), Dainius Pūras (Lituânia) e Koumbou Boly Barry (Burkina Faso).

    Esse documento foi divulgado nesta sexta-feira (3) pelo Escritório do Alto Comissário das Nações Unidas para os Direitos Humanos (EACDH). Os sete estudiosos que assinam o comunicado lembram que o Brasil já foi destaque no combate à miséria e às desigualdades.

    “O Bolsa Família chegou a atender mais de 13 milhões de famílias e a Política de Valorização do Salário Mínimo sustentou a economia brasileira por muitos anos durante os governos de Lula e Dilma”, diz Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da CTB. "E ainda querem acabar com a aposentadoria".

    “Aos poucos”, diz ela, “Temer vai exterminando todos programas sociais que impulsionaram o desenvolvimento com distribuição de renda, mesmo que timidamente, e o país, inclusive já retornou ao Mapa da Fome da ONU”.

    Os especialistas citam a proposta de liberação de uso indiscriminadamente de agrotóxicos “revertendo suas políticas para segurança alimentar" e pondo em risco a vida das pessoas para obterem lucros sem grandes investimentos na produção agrícola. Vânia cita ainda os cortes nos programas de agriculttura familiar, responsável por 70% da produção de alimentos.

    Mencionam também a questão da moradia como um dos mais graves problemas brasileiros. “O fim do Minha Casa, Minha Vida para os mais necessitados é um verdadeiro crime contra a nação”, argumenta Vânia.

    Entram na crítica da ONU os cortes em investimentos nas áreas de saneamento e acesso à água. O governo de Michel Temer entregar o saneamento e à água” para “as multinacionais que tratam a água como mera mercadoria, sem se preocupar com a qualidade da vida das pessoas”, diz Rosmarí Malheiros, Secretária de Meio Ambiente da CTB.

    Nenhuma política devastadora do governo golpista escapa dos especialistas da ONU. Eles atacam a Emenda Constitucional (EC) 95, que congela por 20 anos os investimentos nas áreas sociais e os salários de servidores públicos.

    “A EC 95 liquida com a possibilidade de melhoria da educação pública e visa acabar com o SUS (Sistema Único de Saúde), única maneira que as classes menos favorecidas têm de atendimento médico seguro”, acentua Vânia.

    Já Marilene Betros, secretária de Políticas Educacionais, lembra que essa emenda está tirando a disposição da juventude em ingressar no magistério, porque “não há nenhum atrativo e ainda corre-se o risco de forte censura à atividade de lecionar”.

    Outro problema muito sério é o crescimento da mortalidade infantil após 26 anos sucessivos de queda nesse índice. De acordo com a Fundação Abrinq entre 2015 o 2016, o número de mortes de crianças passou de 5.595 para 6.212.

    Isso porque, segundo os especialistas, “mulheres e crianças em situação de pobreza estão entre os mais impactados, assim como afro-brasileiros, populações rurais e pessoas morando em ocupações informais”.

    Portanto, para eles, "atingir metas macroeconômicas e de crescimento não pode ocorrer às custas de direitos humanos: a economia é serva da sociedade, e não sua senhora".

    O Ministério das Relações Exteriores, divulga nota defendendo a austeridade. "O ajuste das contas públicas tem-se mostrado fundamental para a manutenção e aprimoramento das políticas sociais, entre as quais o programa 'Bolsa Família', o Benefício de Prestação Continuada, o Programa de Aquisição de Alimentos, o Programa Nacional de Apoio à Captação de Água da Chuva e outras Tecnologias Sociais e a Política de Microcrédito Produtivo Orientado", diz a nota.

    “O Brasil retrocedeu décadas nesses dois anos de governo golpista”, sintetiza Vânia. “A reforma trabalhista, a do ensino médio, os cortes nas pesquisas científicas e a entrega das riquezas nacionais aprofundam a crise”, além disso, “a austeridade deixa os ricos mais ricos e transforma os pobres em miseráveis. Até quando?”

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com informações da BBC Brasil

  • Para especialistas existe relação direta entre estabilidade no emprego e produtividade

    A matéria “Por que o medo de ser demitido prejudica a produtividade do funcionário a longo prazo”, publicada pela BBC Brasil trouxe à baila uma importante discussão à cerca do aprofundamento da crise econômica no Brasil e o desemprego galopante.

    Já são mais de 15 milhões de desempregados, boa parte constituída por jovens. Soma-se a isso, a aprovação da reforma trabalhista e o fim da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). “O medo de ser demitido aumenta substancialmente em períodos de grande desemprego, fazendo com que trabalhadores e trabalhadoras se sujeitem a toda forma de opressão”, diz Elgiane Lago, secretária da Saúde da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

    A sindicalista lembra que o desemprego freia inclusive as denúncias de assédio moral e sexual no mundo do trabalho e “certamente isso adoece mais as pessoas”. De acordo com ela, o medo de perder o emprego inclusive cria “desmotivação para o trabalho”.

    Luiz Carlos Fadel, pesquisador do Departamento de Direitos Humanos, Saúde e Diversidade Cultural da Escola Nacional de Saúde Pública da Fiocruz, vai no mesmo rumo de Lago. “A reforma trabalhista vai agudizar ainda mais essa situação, porque manter-se no emprego pode ficar tão difícil que as pessoas se submeterão a qualquer condição para não ficar sem trabalho”.

    Para o especialista em medicina do trabalho, o desemprego crescente e a insegurança que a reforma trabalhista trará “acarretarão problemas sérios de saúde mental e problemas vasculares. O ser humano não existe para viver sobre pressão constante, precisamos de válvula de escape”.

    O especialista William Schiemann, chefe do grupo Metrus, nos Estados Unidos, afirma à BBC que “é um tiro pela culatra quando empresas usam a segurança no emprego como um graveto, em vez de uma cenoura, porque os funcionários perdem o sentimento de compromisso”.

    “Eu tenho percebido campanhas para incentivar a denúncia de assédios sexuais e morais no trabalho, mas realmente infelizmente a falta de oferta de emprego e a situação econômica no país acaba sujeitando as mulheres a passarem por esses constrangimentos”, diz Lago.

    Certamente, diz ela, “isso afeta muito a saúde mental da trabalhadora porque além de trabalhadora ela é mulher, mãe e esposa”. Por isso, “temo muito pela regularização da reforma trabalhista que vai afetar terrivelmente a qualidade de vida da classe trabalhadora, levando as pessoas a uma carga de estresse ainda mais insuportável”.

    Tinne Vander Elst, uma psicóloga organizacional da Universidade de Leuven, na Bélgica conclui que "há uma relação entre insegurança com o trabalho, níveis mais baixos de performance e de comportamento inovativo e mais comportamentos de bullying e rotatividade real".

    Fadel concorda com a cetebista gaúcha e acrescenta que “o crescimento do adoecimento de quem trabalha vai ficar invisibilizado porque com a quebra do vínculo trabalhista, as pessoas terão onde notificar o seu caso”.

    Para ele, “os planos de saúde não farão essa notificação e o Sistema Único de Saúde (SUS) tão pouco”. Fadel argumenta que a situação pode ficar tão ruim que “a indústria farmacêutica vai ganhar muito dinheiro, se as pessoas tiverem dinheiro para se medicar”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy. Ilustração: Arte/UOL

  • Para Ivânia Pereira, incluir a questão de gênero nos currículos escolares constrói o novo

    Em comemoração aos 10 anos de vigência da Lei Maria da Penha (completados neste domingo, dia 7), o Portal CTB fez uma entrevista por e-mail com a secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira.

    A sindicalista sergipana, primeira mulher eleita para dirigir o Sindicato dos Bancários de Sergipe, disse que a Lei 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha (saiba mais aqui), “criou mecanismos tanto para punir quanto para conter a violência doméstica e familiar”, além de estabelecer “medidas de proteção”.

    Ela falou também sobre a Lei 13.104/2015 - Lei do Feminicídio - com essa lei o assassinato de mulheres pela condição de ser mulher virou crime hediondo.

    Ela ressaltou o papel que a escola pode ter num país como o Brasil. “Imaginemos se isso (questão de gênero) fizesse parte dos currículos das escolas. Certamente construiríamos um novo país”.

    Leia a íntegra da entrevista abaixo:

    Em 10 anos de vigência da Lei Maria da Penha, o que mudou no enfrentamento da violência contra a mulher?

    Ivânia Pereira: Há exatos 10 anos, a violência contra a mulher deixou de ser naturalizada e passou a ser crime. Isso é grandioso. Ou seja, apesar das barreiras para a completa implementação da Lei Maria da Penha, temos muito que comemorar. Essa legislação é um marco divisor na luta histórica contra a violência doméstica, física e psicológica, contra as mulheres. A lei criou mecanismos tanto para punir quanto para conter a violência doméstica e familiar. Estabeleceu medidas de proteção.

    Outro fenômeno pós Lei Maria da Penha é a conscientização por parte da sociedade contra a violência às mulheres e a ampliação das denúncias. A criação da lei representa hoje um certo consenso na sociedade brasileira para o enfrentamento da violência contra a mulher. Além disso, ressaltamos o fato de que a legislação foi alvo de intensa campanha de divulgação, tanto dos meios de comunicação como das instituições governamentais e não governamentais. Segundo pesquisa do Instituto Patrícia Galvão, 98% da população conhece a Lei Maria da Penha, sendo, portanto, a lei mais conhecida do país.

    Nesse contexto, a Lei do Feminicídio pode ser vista como um complemento da Maria da Penha?

    IP: Com a Lei do Feminicídio, o assassinato de mulheres passou a ser crime hediondo. A pena foi aumentada de 20 para 30 anos para quem for condenado por feminicídio.

    Apesar de alguns setores considerarem uma lei anticonstitucional, por punir com mais rigor o assassinos do sexo masculino, essa legislação representa avanços no combate à violência contra a mulher. Ele evidencia que existem tipos de violência aos quais as mulheres são submetidas pelo simples fato de serem mulheres. Ou seja, reconhece que existe violência de gênero no Brasil e que esse é um problema a ser combatido pelo Estado.

    Segundo o Mapa da Violência 2012: Homicídios de Mulheres no Brasil, divulgado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-americanos (Cebela) e pela Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), aponta que, somente no ano de 2011, mais de 70 mil mulheres vítimas de violência foram atendidas pelo SUS – 71,8% dos casos ocorridos em ambiente doméstico. De acordo com o estudo, duas em cada três pessoas atendidas no SUS em razão de violência doméstica ou sexual são mulheres e, em 51,6% dos atendimentos, foi registrada reincidência no exercício da violência contra a mulher.

    O estudo comprova com números os efeitos positivos da lei. A taxa de homicídios de mulheres dentro de casa era de 1,1 para cada 100 mil habitantes, em 2006, e de 1,2 para cada 100 mil habitantes, em 2011. Já as mortes violentas de homens dentro de casa passaram de 4,5 por 100 mil habitantes, em 2006, para 4,8, em 2011. Nesse caso, estão incluídos vários fatores, além de violência doméstica.

    ivania bela recatada do lar

    Mesmo com todos as políticas públicas de atendimento às vítimas, das leis punitivas e de várias campanhas de orientação e de formas de denunciar mais facilmente os agressores, a violência de gênero continua marcante em nossa sociedade. O que mais precisa ser feito?

    IP: O país ainda precisa avançar muito na melhoria da rede de proteção à mulher vítima de violência. Existe deficiência em centros de referência, casas abrigos para as mulheres em situação de violência e risco de morte, assim como programas de reinserção no mercado de trabalho, uma vez que boa parte dessas mulheres desenvolvem relações de dependência econômica com seus agressores.

    Mesmo quando ela consegue chegar à Justiça, a solução do problema recai sobre ela mesma. Isso ainda precisa melhorar muito.

    A ideologia do patriarcado resiste às mudanças dos tempos e tenta impedir maior participação das mulheres na vida do país, o que fazer?

    IP: Para enfrentar o problema da violência contra a mulher é essencial que os homens também conversem com outros homens na acepção de ser contra os valores machistas e ideias de posse sobre as mulheres. Um dos elementos que ajuda a reproduzir a cultura da violência contra a mulher, se dá nas conversas em uma mesa de bar e defendem o machismo e o sentimento de posse.

    Como são conceitos forjados histórica e culturalmente, para mudar não se exige um trabalho mais abrangente?

    IP: O direito de escolha da mulher não dá ao homem o direito de matá-la, agredi-la, humilhá-la. Esta é na verdade a grande úlcera da sociedade. É o que chamamos de machismo.

    Por mais que se tenha políticas de Estado absolutamente fortes, convincentes e que estruturem o enfrentamento da violência com punição aos agressores; ainda que existam campanhas fortes, prevalece bastante a cultura de que 'a mulher é minha propriedade' e 'em briga de marido e mulher não se mete a colher'. É preciso mostrar que a mulher não é propriedade de ninguém, a mulher tem direito a escolhas, direito de querer acabar uma relação ou não iniciar uma relação.

    Ainda se mata, se espanca e se estupra muito no Brasil, o que a educação pode fazer para melhorar essa situação?

    IP: Para definir vida saudável, Sarlet (2001) utiliza-se dos parâmetros fornecidos pela Organização Mundial da Saúde (OMS), quando se refere a um completo bem-estar físico, mental e social, parâmetro este que, pelo seu reconhecimento amplo no âmbito da comunidade internacional, poderia igualmente servir como diretriz mínima a ser assegurada pelos estados.

    Neste sentido a violência é definida pela OMS como uso intencional da força física ou do poder, real ou em ameaça, contra si próprio, contra outra pessoa, ou contra um grupo ou uma comunidade, que resulte ou tenha grande possibilidade de resultar em lesão, morte, dano psicológico, deficiência de desenvolvimento ou privação.

    Imaginemos se isto fizesse parte dos currículos das escolas. Certamente construiríamos um novo país.

    As mulheres ainda ganham menos do que os homens, são as primeiras a ser demitidas e as últimas a ser contratadas, como o movimento sindical reage a isso e como as mulheres são tratadas no movimento sindical?

    IP: A luta da mulher por espaços nos sindicatos é a sua própria batalha por afirmação na sociedade. Relegadas no passado ao papel de “dona de casa”, seu ingresso no mercado de trabalho é recente – considerando o tempo histórico – daí as dificuldades, aos poucos vão sendo superadas, de assumirem tarefas de mais responsabilidade e comando. Entretanto este não um papel apenas das mulheres.

    Por sua entrada tardia no plano da política e no mercado de trabalho, a participação da mulher em cargos máximos nos sindicatos, movimentos sociais e estudantis, e partidos políticos ainda é reduzida, situa-se ao redor de 20%. Mais recentemente, foi introduzida na legislação eleitoral a política de quotas que reserva no mínimo 30% dos cargos eletivos às mulheres. Essa medida, festejada por alguns e criticada por outros, que a consideram discriminatória, vem sendo assumida por alguns sindicatos e centrais sindicais.

    Propor políticas de gênero exige, portanto, estabelecer o sentido das mudanças que se pretende operar e, também, o alcance de seu caráter emancipatório (SOUZA, 1994), pois, para que as desigualdades de gênero sejam combatidas no contexto das desigualdades sociais, é necessária a concretização da justiça de gênero (SILVEIRA, 2004). Isto deixa claro que o princípio da igualdade de salário, independentemente de raça ou cor, sexo, idade ou estado civil, assegurado pelo artigo 461 da CLT e pelo § XXX do artigo 7º da Constituição Federal, no Brasil está sendo desrespeitado e a justiça não se faz.

    Ivania mais mulheres na politica

    Com o afastamento – sem crime de responsabilidade – da presidenta Dilma e a presença do governo golpista a situação pode piorar?

    IP: Não temos dúvida. Esse governo interino e golpista é formado por brancos, ricos e machistas. E não apenas para as mulheres. Para o conjunto da classe trabalhadora, a elite que está dirigindo o nosso país traz desesperanças: reforma da Previdência, o desmonte do SUS (Sistema Único de Saúde), a transformação da Secretaria das Mulheres em mera Diretoria ligada ao Ministério da Justiça. Dessas medidas, tememos profundamente que a própria Lei Maria da Penha reduza sua força com o PLC (Projeto de Lei da Câmara) 07/16 (veja aqui). Nesse esse projeto, está previsto, por exemplo, que as delegacias de polícia possam legislar sobre medidas preventivas, tirando o Judiciário à função de intimar o agressor. Ou seja, para longa jornada de luta e de avanços das mulheres isso implicará em retrocessos. As mulheres e a sociedade como um todo terá de reagir. O Brasil precisa garantir a implementação integral da Lei Maria da Penha. Assim como, precisamos insistir que não abriremos mão dos avanços obtidos como os programas intersetoriais de enfrentamento e de prevenção à violência doméstica.

    Portal CTB - Marcos Aurélio Ruy

  • Para maioria absoluta da população, a saúde está piorando com o governo Temer

    Foi divulgada nesta segunda-feira (13) a pesquisa DataPoder360 que avalia a situação da saúde no país. O levantamento foi feito entre os dias 17 e 20 de outubro e constatou que 68% das pessoas acreditam que os serviços de saúde pioraram com o governo de Michel Temer.

    Com margem de erro de 2,6 pontos, o questionário foi aplicado por telefone para 4.133 pessoas com 16 anos ou mais em 178 municípios espalhados pelas cinco regiões do país. “Com os projetos do Ministério da Saúde, a tendência é de que a situação piore”, diz Elgiane Lago, secretária de Saúde e Segurança no Trabalho da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

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    A pesquisa foi encomendada pela Interfarma (Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa). Os hospitais têm aprovação de apenas 39% dos usuários, enquanto somente 15% avaliam os planos de saúde como positivos.

    “Imagina então substituir o SUS (Sistema Único de Saúde) por planos de saúde supostamente populares?”, questiona Lago. “Se os serviços já estão ruins, vão ficar ainda muito piores, ainda mais com a crise econômica se acentuando como está”.

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    Para piorar, 55% dos entrevistados responderam que já deixaram de comprar remédios receitados pelo médico. Sobre o que vai acontecer, um empate: 32% julgam que a situação vai piorar e número igual de que vai melhorar.

    “Essa pesquisa é divulgada num momento em que tramita no Congresso, um projeto para reajustar os serviços prestados aos idosos com mais de 60 anos, que pode inviabilizar totalmente a permanência dessas pessoas nesses convênios”, alerta Lago.

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    Já a Farmácia Popular, criada em 2004, pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, teve avaliação positiva de 58% dos pesquisados. Para a sindicalista, é uma “pena que o governo Temer está acabando com mais essa conquista importante para a população mais pobre”.

    Ela explica ainda que "os movimentos de saúde estão se mobilizando em todo o país para impedir a liquidação do SUS e que os planos de saúde possam prejudicar ainda mais os idosos, aumentando absurdamente os valores".

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

  • Para ministro interino da Saúde, Ricardo Barros, mulher trabalha menos porque vai mais a médico

    O ministro interino da (falta de) Saúde, Ricardo Barros, deu mais uma bola fora nesta quinta-feira (11). Ele disse em evento do ministério que os homens procuram menos atendimento médico porque “trabalham mais do que as mulheres e são os provedores”.

    A secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), Ivânia Pereira, diz que o ministro não conhece o Brasil. “Não se podia esperar nada diferente de alguém que assume esse importante ministério por imposição do setor privado da saúde”.

    Na realidade, diz ela, Barros “assumiu para acabar com a saúde pública, por isso já disse que as pessoas têm mania de doença”. Além de afirmar que o Sistema Único de Saúde (SUS) não cabe no orçamento.

    Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) desmentem amplamente o ministro. De acordo com o Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2012, do IBGE, as mulheres trabalham em média 5 horas a mais do que os homens por semana. E ganham 30% a menos pelos mesmos trabalhos.

    “Isso sem contar com a tripla jornada, porque as mulheres, além de trabalhar fora, ainda têm que cuidar da casa e dos filhos”, afirma Pereira. “Fica claro, que esse governo golpista não tem nenhum compromisso com a classe trabalhadora e o povo”.

    Ela lembra ainda que as mulheres são as que mais sofrem no mundo do trabalho. “Sofrem assédio moral e sexual, são as que ganham menos, as primeiras a ser demitidas e as últimas a ser contratadas”, explica.

    Para Ivânia, “as falas do ministro acontecem para justificar a privatização da saúde, nos moldes mínimos como ele já anunciou, ou seja, para os mais pobres planos de saúde baratinhos, com atendimento pífio e os custos serão todos do SUS, ou seja, dinheiro púiblico para financiar o privado”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy

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