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20
Seg, Maio

Whatsapp

  • Em abril, o ministro Luiz Fux disse que as candidaturas que espalhassem notícias falsas seriam anuladas pela Justiça Eleitoral. Apesar da ameaça, a boataria correu solta, desequilibrou o jogo e ajudou a decidir votos. A promessa do ministro se tornou um exemplo involuntário de fake news.

    O TSE fracassou na tentativa de coibir a indústria da mentira nas redes. A constatação é de dois outros ministros que falaram em caráter reservado com a coluna. Eles admitem que a comissão que fiscalizaria a campanha virtual se revelou inútil. Fux saiu de cena em agosto, quando seu mandato na Corte terminou.

    No primeiro turno, ficou claro que o WhatsApp se tornou uma arma tão ou mais poderosa que a propaganda oficial. O aplicativo de mensagens instantâneas turbinou candidatos que tinham poucos segundos na TV. Também abriu um território livre para a disseminação de boatos com fins eleitorais.

    Até aqui, o bolsonarismo foi quem melhor surfou a onda da desinformação. A tropa do candidato profissionalizou a difusão de vídeos falsos, como o que provaria uma fraude nas urnas eletrônicas. A Justiça já tirou parte do conteúdo do ar, mas o esforço tem sido igual ao de enxugar gelo.

    Ontem uma reportagem da Folha de S.Paulo afirmou que um grupo de empresas financia a artilharia virtual contra o PT. O esquema usaria dinheiro de caixa dois para disparar milhões de mensagens pelo zap. Um dos acusados, o empresário Luciano Hang, já foi multado por outra prática ilegal: pagar ao Facebook para impulsionar postagens favoráveis ao capitão. Ao ser questionado sobre a nova denúncia, ele disse que não sabe “o que é isso”.

    Bolsonaro também tentou se eximir de responsabilidade. “Eu não tenho controle se tem empresário simpático a mim fazendo isso”, disse o candidato que lidera as pesquisas. A frase lembra sua reação quando a imprensa começou a noticiar atos de violência praticados por seus apoiadores. “O cara lá que tem uma camisa minha comete lá um excesso. O que eu tenho a ver com isso?”, perguntou o capitão.

    Bernardo Mello Franco é colunista de O Globo.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor

  • O site Brasil 247 revela uma conversa de Whatsapp do deputado Cabuçu Borges (PMDB-AP) vazada neste domingo, 17. A conversa traz uma revelação que, se confirmada, pode dar uma reviravolta no cenário político do país.

    É gravíssimo e confirma as suspeitas de que o golpe tramado por Cunha, Temer, CIA e petrolíferas estrangeiras é para acabar com as investigações de corrupção no país e se apropriar do pré-sal e da Petrobras.

    Na conversa com um interlocutor não identificado, Cabuçu Borges revela que o ainda vice-presidente Michel "vaza" Temer teria prometido que se o impeachment contra a presidenta Dilma fosse aprovado no Congresso, ele conseguiria parar os desdobramentos da Operação Lava Jato.

    Segundo a conversa vazada, diante da dúvida do interlocutor, o deputado Cabuçu Borges disse que Temer o colocou com "chefes do MP e Judiciário", e confirmaram. Segundo o Diário do Centro do Mundo, Cabuçu Borges não negou a autenticidade da conversa.

    A intervenção nas implicações da Operação Lava Jato é uma das acusações de deputados da base governista aos aliados de Eduardo Cunha e Michel Temer. Além disso, o juiz Sérgio Moro já anunciou que irá encerrar as investigações em dezembro deste ano.

    Por isso tudo que está havendo grande debandada e os golpistas estão apavorados, vendo sua trama afundar feito um Titanic do século 21. O povo brasilerio é muito maior que essa elite grosseira e vil.

    Confira a conversa:

    cabucu conversa whats

  • Moro não foi aos EUA sozinho. Levou o diretor-geral da PF, Maurício Valeixo, um dos que elogiou em 2017 a cooperação dos EUA na Lava Jato

    Jornal GGN – A participação de Sérgio Moro na visita à Washington, junto a comitiva de Jair Bolsonaro para se encontrar com Donald Trump, não teve só como objetivo a pauta de aproximação internacional. Para Moro, a ida aos Estados Unidos tinha também como meta articular outras parcerias junto ao Departamento de Justiça dos Estados Unidos, o Doj.

    Um destes acordos, segundo a colunista Bela Megale, de O Globo, é que Sérgio Moro quer permitir o acesso de pessoas investigadas em redes sociais como o Facebook e o WhatsApp, sem a obrigatoriedade que estas redes deem a permissão por meio de um pedido judicial.

    Moro não foi aos EUA sozinho. Também está acompanhado do diretor-geral da Polícia Federal, Maurício Valeixo, interessado no fim da privacidade das redes sociais como meio de provas para investigações. Ainda de acordo com a colunista, as investigações sofrem esse tipo de barreira, já que o Facebook e WhatsApp não permitem o acesso a informações confidenciais de seus usuários.

    Entretanto, além desse interesse de Moro, há a suspeita de que o atual ministro da Justiça e o diretor da PF avancem em tratativas relacionadas a outros acordos de cooperação com as autoridades norte-americanas, a exemplo do que ocorreu enquanto Moro era juiz de primeira instância, com a colaboração extraoficial junto ao DoJ, relacionado à Lava Jato, ocasionando depois ações contra empresas brasileiras como a Odebrecht e contra a estatal brasileira Petrobras.

    A cooperação judicial dos EUA com o Brasil no caso específico da Lava Jato já vem sendo assumida desde a gestão de Rodrigo Janot na Procuradoria-Geral da República. No ano passado, por exemplo, o GGN divulgou um vídeo do então procurador-geral adjunto dos Estados Unidos, Kenneth Blanco, elogiando essa troca de informações com a nação estadunidense e Janot afirmando que “sem a cooperação jurídica internacional, seria impossível fazer o que nós estamos fazendo”, ao se referir à Lava Jato.

    O seminário em Washington datado de julho de 2017 também contava com a participação de Maurício Valeixo, hoje nomeado diretor da PF por Moro. Naquela ocasião, o ex-chefe da FCPA Unit do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, Patrick Stolkes, fez questão de ressaltar a Lava Jato e admitiu que o Brasil conseguiu “otimizar o sistema jurídico”, para investigar “vários casos ao mesmo tempo”, graças “à adaptação de seus sistemas [de investigação] e o aumento da cooperação internacional”.

    Mas as suspeitas da interferência de autoridades norte-americanas nas investigações internas brasileiras data ainda de antes da Lava Jato. Ainda em 2004, a CartaCapital entrevistou Carlos Costa, que foi chefe do FBI no Brasil, e afirmou que as autoridades norte-americanas haviam “comprado a Polícia Federal” e a ABIN, Agência Brasileira de Inteligência, também havia se “prostituído”.

    “A vossa Polícia Federal é nossa, trabalha para nós há anos. […] Foi comprada por alguns milhões de dólares. […] Os Estados Unidos compraram a Polícia Federal… quem paga dá as ordens…”, acusava Carlos, que comandou o FBI, durante o govenro de Fernando Henrique Cardoso e início do governo de Lula.

    Polcia Federal brasileira recebe mensalo do governo dos Estados Unidos

    Não se sabe se Sérgio Moro quer buscar parcerias que ultrapassem a do simples acesso dos investigadores brasileiros aos dados confidenciais de usuários do Facebook e WhatsApp que são alvos de apurações. Mas o assento de Moro e de Valeixo no avião de Bolsonaro não tinha como intenção a agenda do mandatário brasileiro do apenas comércio bilateral.

     

    Fonte: jornalggn.com.br

  • Diversos artistas ligados ao movimento 342 Artes cobram de Rosa Weber, presidenta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), uma atitude sobre a reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello, que denuncia o pagamento de R$ 12 milhões por empresários para o disparo de milhares de fake news (notícias falsas) pelo aplicativo Whatsapp.

    O mínimo que se espera do TSE é lisura em todo o processo. As eleições estão comprometidas pelo abuso do poder econômico e pela fraude. "Em um processo nornal, a reportagem 'Empresários bancam campanha contra o PT pelo Whatsapp' seria suficiente para impugnar a candidatura de Jair Bolsonaro que fomenta fake news pelo aplicativo para milhares de pessoas contra a candidatura de Fernando Haddad e  Manuela D'Ávila", afirma Vânia Marques Pinto, secretária de Políticas Sociais da  CTB. "Assim como ocorreu nos Estados Undios na eleição de Donald Trump, a difererença é que aqui a denúncia veio antes da votação do segundo turno".

    Assista os depoimentos de artistas pedindo providências do TSE 

    A ministra Rosa Weber promete um pronunciamento nesta sexta-feira (19) sobre a denúncia de abuso de poder econômico para a disseminação de mentiras pelas redes sociais. "A situação é grave e o TSE não pode ficar em cima do muro e não tomar uma decisão que garanta a democracia", diz Vãnia. "Se nada acontecer, o processo eleitoral fica comprometido aos olhos do mundo e as consequências disso para o país são as piores possíveis".

    Acompanhe a denúncia da Folha de S.Paulo 

     Marcos Aurélio Ruy - Portal CTB

  • O caos experimentado pelo Espírito Santo nos últimos dias – e que possivelmente (e infelizmente) será experimentado também em outros estados brasileiros – tem sido atribuído não aos policiais que deixaram de sair às ruas, mas às suas esposas.

    Diz-se que a paralisação decorreu de um protesto iniciado por oito companheiras de policiais militares, que se mobilizaram através de um grupo no WhatsApp e resolveram impedir que seus maridos saíssem do quartel, em protesto por melhores salários e condições de trabalho para seus maridos.

    Suponhamos que acreditemos nisso. Pergunto: essa paralisação teria continuado se os policiais de fato quisessem trabalhar? Quais seriam as consequências de uma possível desobediência? Spray de pimenta? Porradaria com rolos de macarrão? Divórcio coletivo?

    Não forcem. Ninguém é capaz de impedir que policiais militares façam coisa nenhuma, nem mesmo suas companheiras.

    Temos a polícia que mais mata no mundo, e é quase engraçado – beira o patético, na verdade – pensar que os policiais militares que atacam estudantes e professores com sprays de pimenta e experimentam o poder em suas nuances mais sórdidas estão presos no quartel porque suas esposas os impedem de sair.

    Ainda que estas mulheres tenham iniciado o protesto, seus maridos são coniventes – no mínimo – com a própria paralisação, e seria corajoso da parte deles admitir isso.

    A despeito da vedação constitucional do direito à greve para militares, receio que nenhum tipo de controle advém das leis. Todo controle parte do conformismo diante das leis. O poder não está em leis ou tratados: está no povo (falta que o povo perceba isso, é verdade, e falta, sobretudo, que os policiais percebam que também são povo).

    Uma lei, portanto, qualquer que seja, só faz sentido e só funciona quando as pessoas se conformam com ela (nota: não se conformar com leis injustas).

    Quando nos conformamos, abdicamos de nossos direitos mais primários – salários dignos e boas condições de trabalho, por exemplo – por medo.

    Será mesmo que com articulação séria e um pouco de coragem, não seria possível vencer a barreira da vedação constitucional? Que alternativa restaria ao governo senão negociar?

    Policiais Militares são trabalhadores. E, como trabalhadores, têm o direito de exigir salários dignos e boas condições de trabalho, mas há muitas maneiras de se conquistar direitos: lutando por eles, por exemplo.

    Coragem não é o forte de policiais militares, que em geral se escondem atrás de suas fardas e pistolas calibre 38, então é melhor culpar as mulheres, que, desde a caixa de Pandora, são culpadas por tudo, mesmo.

    Quando mulheres não estão sendo violentadas por homens, estão sendo usadas em prol de seus interesses (ou ambas as coisas). Usadas para acobertar sua covardia – como Marcela Temer, usada para “neutralizar” a imagem medonha do ilegítimo – e para protegê-los das consequências de seus atos.

    Temo sinceramente que os Policiais Militares – no Espírito Santo e no resto do Brasil – se deem conta de que não precisam usar suas companheiras como escudos. De que detém o poder não só contra a população vulnerável (porque deste poder eles estão mais do que cientes), mas também contra o Estado.

    Temo que, na situação limite em que se encontra a nossa democracia, os militares percebam que o poder está nas mesmas mãos que seguram as armas.

    Enquanto isso não acontece, expõem o Espírito Santo ao caos e expõem a si mesmos ao ridículo.

    Nathali Macedo é colunista do Diário do Centro do Mundo, autora do livro "As Mulheres que Possuo", feminista, poetisa, aspirante a advogada e editora do portal Ingênua.

    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • O jornal Folha de S.Paulo fez uma representação ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo que a Polícia Federal investigue ameaças feitas a três de seus jornalistas e um diretor por causa da reportagem que revelou a doação de empresários para a campanha do candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro, para a disseminação de milhões de notícias falsas (fake News) pelo aplicativo WhatsApp ainda no primeiro turno das eleições.

    Para o jornal paulista, há "indícios de uma ação orquestrada com tentativa de constranger a liberdade de imprensa". Segundo a direção da Folha, depois da publicação da reportagem da jornalista Patrícia Campos Mello, na quinta-feira (18), um dos números de WhatsApp do jornal recebeu mais de 220 mil mensagens, por meio de mais de 50 mil contas do aplicativo.

    Inclusive, o WhatsApp de Patrícia foi hackeado. Parte das mensagens mais recentes dela foi apagada e mensagens pró-Bolsonaro foram disparadas para alguns dos contatos da agenda telefônica da jornalista.

    Muitas mensagens ameaçando Patrícia e seus colegas Wálter Nunes e Joana Cunha, que colaboraram com a reportagem. O diretor-executivo do Datafolha, Mauro Paulino, também recebeu ameaças pelo Messenger e em sua residência. 

    Saiba sobre a reportagem da Folha que provovou a ira dos Bolsonaro aqui.

    A brutalidade de seguidores de Bolsonaro já causa inúmeras vítimas. As notícias se espalham pelo mundo e o candidato cai nas pesquisas. Emmanuel Colombié, diretor do escritório da Repórteres Sem Fronteiras (RSF) na América Latina, afirmou que "os ataques do candidato Jair Bolsonaro e de seus apoiadores  contra o jornal Folha de S.Paulo são inaceitáveis e indignos de um partido que pretende governar o país".

    Para Raimunda Gomes, Doquinha, secretária de Comunicação da CTB, “o candidato insufla o ódio com seus discursos beligerantes”. Isso porque no domingo (21), em São Paulo, Bolsonaro disse que vai varrer o país das pessoas que não concordam com ele. Qualquer semelhança com Hitler não é mera coincidência.

    O editorial do jornal Valor Econômico desta quarta-feira (24) também repudia a ação dos seguidores do candidato que afirmou recentemente que vai exterminar quem pensa diferente dele.

    Para o Valor a ação dos extremistas e o discurso de Bolsonaro “lembra a utilizada pela ditadura militar, defendida pelo candidato do PSL ao longo de seus obscuros 27 anos de mandato como deputado federal”.

    O candidato que não comparece a debates porque tem medo do contraditório, de acordo com o jornal destinado a empresários, “hostilizou e ameaçou vários órgãos de imprensa e no domingo (21) nomeou a Folha de S.Paulo como fonte de fake news, indigna de receber verbas da publicidade oficial”.

    O editorial afirma ainda que “Bolsonaro tem pouco apreço pela democracia, como demonstrou em seguidos discursos públicos a favor da ditadura e da tortura. As instituições democráticas, construídas após 21 anos dessa ditadura, poderão ser tensionadas se Bolsonaro for eleito e governar com o mesmo espírito com que disputou as eleições”.

    Doquinha reforça a necessidade de união de todas as forças democráticas para virar o voto nesta eleição e espantar essa ameaça ao país. “Todos juntos por Haddad para até poder criticar o seu governo depois se julgar necessário”. 

    Portal CTB

  • Empresários que apoiam a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) à presidência estão bancando campanha contra Fernando Haddad e o PT no Whatsapp. A denúncia foi feita pelo jornal Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (18).

    A prática é duplamente ilegal, já que é proibida a doação de empresas a candidatos pela legislação eleitoral e as despesas não foram declaradas. Entre as empresas patrocinadoras está a Havan, que já declarou apoio a Bolsonaro e chegou a ser acionada pelo Ministério Público por coagir seus funcionários a votarem no candidato. 

    “Estamos diante de uma tentativa de fraude eleitoral”, declarou o candidato à presidência Fernando Haddad. 

    Segundo o jornal, na prestação de contas da campanha consta apenas a empresa AM4 Brasil Inteligência Digital, como tendo recebido R$ 115 mil para mídias digitais. Porém, os contratos com as empresas chegam a R$ 12 milhões e permitem disparos de centenas de milhões de mensagens.

    A reportagem informa que uma grande ação está sendo preparada para a semana anterior ao segundo turno, a partir deste domingo (21), com disparos de mensagem em massa contra o Partido dos Trabalhadores (PT).

    O esquema funcionaria da seguinte forma: empresas apoiadoras de Bolsonaro compram um serviço chamado “disparo em massa”. As mensagens são enviadas para usuários cadastrados na própria base de dados do candidato ou adquiridas de agências digitais, o que também é vedado por lei.

    Conforme apurou a reportagem, quando usam bases de terceiros, essas agências oferecem segmentação por região geográfica e, às vezes, por renda. Enviam ao cliente relatórios de entrega contendo data, hora e conteúdo disparado. A Folha identificou quatro agências suspeitas de fazer esse tipo de serviço. 

    "Estamos tomando todas as medidas judiciais para que ele responda por seus crimes, dentre eles o uso de caixa 2, pois os gastos milionários com a indústria de mentiras não são declarados por sua campanha", diz nota da comissão executiva nacional do PT, divulgada nesta quinta (18).

    "A indústria de mentiras vale-se de números telefônicos no estrangeiro, para dificultar a identificação e burlar as regras da rede social. É uma ação coordenada para influir no processo eleitoral, que não pode ser ignorada pela Justiça Eleitoral nem ficar impune. O PT requereu nesta quarta (17), à Polícia Federal, uma investigação das práticas criminosas do deputado Jair Bolsonaro".

    O candidato Fernando Haddad também se pronunciou sobre o fato: “Milhões de reais foram investidos em notícias falsas. Por meio de caixa 2 resolveram financiar uma campanha de difamação a meu respeito. Eu nunca tinha visto isso acontecer. Estamos diante de uma tentativa de fraude eleitoral".

    Portal CTB com Congreso em foco 

  • Arte de Ribs mostra a disposição das mulheres contra o candidado da extrema-direita, misógino, racista e LGBTfóbico

    A três semanas das eleições, hackers (criminosos cibernéticos) conseguiram invadir a página de Facebook do grupo Mulheres Unidas Contra Bolsonaro, que já havia ultrapassado os 2,2 milhões de integrantes, em poucos dias de funcionamento.

    “As mulheres estão cada vez mais unidas e conscientes de que só mudaremos a política participando dela e neste momento o nosso principal inimigo é o candidato da extrema-direita”, diz Celina Arêas, secretária da Mulher Trabalhadora da CTB.

    Para ela, “de nada adianta criminosos agirem contra a democracia e a liberdade de expressão”, certamente, “não nos calarão”. De acordo com a sindicalista, a ação dos hackers seguidores do candidato Jair Bolsonaro, chamou mais ainda a atenção a importância para o voto feminino, "contra as pautas do ódio e da violência".

    Ao mesmo tempo em que viraliza na internet a campanha com a hashtag #EleNão, Celina afirma que “não mudarão nosso voto com o uso da violência; não os intimidarão”. Segundo a sindicalista, “a campanha contra o machismo e o desrespeito às mulheres seguirá firme e forte. Descobrimos o caminho da unidade e não abriremos mão de votar nas candidaturas a favor da cultura da paz, da justiça e da igualdade de direitos”.

    Música de autora desconhecida viraliza: #EleNão 

    "O grupo foi temporariamente removido após detectarmos atividade suspeita. Estamos trabalhando para esclarecer o que aconteceu e restaurar o grupo às administradoras", informa o Facebook.

    A invasão criminosa ocorreu na sexta-feira (14). Os criminosos invadiram o perfil de uma das administradoras e chegaram a alterar no nome do grupo. Além de agredir outras administradoras.

    Chegaram a divulgar dados pessoais de uma delas e ameaçaram outra via WhatsApp. “Esquerdistas de merda” foi um dos xingamentos. “É de conhecimento geral que os apoiadores do fascismo utilizam-se dos meios mais sórdidos para tentar calar aqueles que não aceitam passivos a disseminação do discurso de ódio proferido pelo candidato que fazemos frente de resistência absoluta”, afirmam as responsáveis pelo grupo.

    hacker

    Hackers fascistas cometem crime cibernético: serão punidos?

    Celina acentua que “as mulheres têm consciência de que lutar por igualdade de direitos incomoda as mentes reacionárias, principalmente de homens violentos e sem a mínima condição de administrar qualquer coisa, muito menos um país".

    E questiona: "Será que essa invasão não configura crime eleitoral para uma possível impugnação do candidato da extrema-direita?".

    Já as organizadoras da página invadida Mulheres Unidas Contra Bolsonaro afirmam que “nossa resposta será nas urnas, onde iremos mostrar a força das mulheres, pois nossa união não é feita através da violência, mas na certeza de que juntas somos mais fortes e que temos o poder de direcionar nosso país para longe de um discurso racista, misógino e homofóbico”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB com Catraca Livre e El País Brasil

  • Feliz por aparecer na imprensa em foto ao lado do velocista Usain Bolt, a passista carioca Janaína Azevedo denuncia ter recebido uma proposta indecente de um empresário com quem negociava uma apresentação de dança em Macaé, no litoral norte fluminense.

    “Terrível essas coisas ainda acontecerem, mas é a cultura machista e patriarcal, que vê a mulher apenas como objeto e, portanto, sem direitos”, diz Kátia Branco, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil no Rio de Janeiro (CTB-RJ).

    Janaína Azevedo conta que o “contratante” perguntou quanto ela cobraria para passar uma noite com ele. A resposta veio imediata: “Não confunda entretenimento com prostituição”.  E complementa afirmando que estava muito feliz por ser fotografada ao lado do atleta e ficou chateada quando leu a proposta no seu Whatsapp.

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    Segundo ela, isso é muito corriqueiro e “acontece com quem se apresenta em qualquer tipo de dança”. Afirma também que sempre ignorou esse tipo de assédio, mas desta vez resolveu denunciar. “As feministas brasileiras estão nas ruas se manifestando para as mulheres serem respeitadas como sujeitas da história e de suas vidas”, afirma Branco.

    A dançarina publicou alguns “prints” das conversas com a pessoa em questão e repudiou o assédio. Azevedo garante que é profissional de dança há 20 anos, devidamente registrada no Ministério do Trabalho.

    Conta ainda que morou cerca de 10 anos na Itália e também recebeu propostas desse tipo no exterior. “A diferença é que o estrangeiro é mais sutil, mais educado na abordagem, mas, infelizmente, eles também confundem as coisas”.

    A dirigente da CTB-RJ defende a inclusão das questões de gênero nos currículos escolares para “pôr fim de uma vez por todas a essa falta de respeito às mulheres”.

    Para ela, “esse tipo de coisa não pode mais acontecer impunemente. Mas compete a nós mesmas dar um basta nisso, denunciando e se manifestando contra a opressão machista”.

    Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

  • Cai a máscara de um dos maiores defensores do impeachment e da retirada dos direitos da mulher e da comunidade LGBT. Circula pelas redes sociais, desde a quarta-feira (3), o caso da estudante de Brasília, Patrícia Lélis, de 22 anos, que acusa o deputado federal e pastor evangélico Marco Feliciano (PSC-SP) de agressão e tentativa de estupro.

    A notícia começou a ser veiculada pelo jornalista e professor universitário Hugo Studart. Depois o colunista do UOL, Leonardo Mazzini se encontrou com a jovem e publicou a reportagem, que virou febre na internet.

    Após isso, foram compartilhadas também várias imagens de supostas trocas de mensagens entre ambos, via Whatsapp, com diálogos comprometedores para o deputado. A assessoria dele distribuiu um comunicado desmentindo as acusações da estudante.

    “Informo que desconheço tais acusações e as referidas mensagens postadas. Conheço a jovem por meio de sua participação no PSC, é uma grande lutadora contra o aborto e a favor das causas sociais. A conheço da mesma forma que conheço tantos outros jovens ao meu redor. Tenho uma honra ilibada e tais acusações são descabidas. Respeito minha família, o povo brasileiro e principalmente minha fé! E peço que assim o façam! Assim eu encerro tal assunto, deixando nas mãos das autoridades", diz o texto.

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    Ainda na quarta, foi postado um vídeo de pouco mais de um minuto com a estudante negando as agressões, mas nesta quinta-feira (4) vazou um áudio da jovem conversando com o chefe de gabinete do deputado, Talma Bauer, onde ela reafirma as acusações.

    Ouça o áudio 

    No áudio, Lélis afirma: “Eu não sou uma menina burra. Eu tenho provas, tenho conversas, que saíram do telefone dele''. E ainda: “Provavelmente eu não fui a primeira, e não sou a última. Eu serei a primeira que vai falar! Eu não aceito nada em troca. O que ele fez foi impagável''.

    Em outro trecho ela diz: "Ele (Feliciano) não me deixou sair, fez coisas à força, eu tenho a mensagem: 'Feliciano, a minha boca ficou roxa'. Ele ri''. E ela é enfática ao dizer a Bauer: "Se você conhece o Marco Feliciano e trabalha com ele, você com certeza deve saber da conduta dele, da índole dele. Não sejamos hipócritas''.

    E Bauer responde: “Você está fazendo um bem, de você perdoar, e posso pedir para você por uma pedra em cima? No partido vai continuar tudo igual para você''.

    “As acusações são graves e merecem rigorosa investigação”, diz Ivânia Pereira, secretária da Mulher Trabalhadora da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil. “Todas nós esperamos que as acusações sejam devidamente apuradas e que a estudante mostre as provas que diz ter. A sociedade exige uma resposta”.

    Portal CTB – Marcos Aurélio ruy

  • A montanha pariu um rato. A coletiva do Tribunal Superior Eleitoral convocada para a tarde do domingo (21), por sua presidenta ministra Rosa Weber, tinha tudo para ser um evento bombástico. Ledo engano, ladeada por ministros e outras autoridades, o evento teve o efeito equivalente ao de um poderoso sonífero.

    Já não bastasse a denúncia da rede de notícias falsas financiada por empresários em desfavor da campanha de Haddad, o vídeo do deputado federal eleito pelo Rio de Janeiro, Eduardo Bolsonaro, de que "basta um cabo e um soldado para fechar o STF" seria ingrediente suficiente para uma apresentação mais robusta daqueles que conduzem um dos processos eleitorais mais acirrados da história do Brasil.

    O que transpareceu da coletiva é que não há nada palpável para enfrentar o problema das fake news. Nas palavras da própria presidenta "nada foi aprofundado, não se descobriu o milagre para lidar com o mundo paralelo (da internet)". Pois bem, o mundo paralelo pode decidir a eleição e, ao que pareceu ontem, não houve uma preparação da justiça à altura do problema.

    No final da semana passada, o WhatsApp suspendeu a conta de 100 mil, isto mesmo, 100 mil usuários por disseminação de spam de notícias falsas relativos ao processo eleitoral. Além disso, suspendeu as contas das empresas Quickmobile, Yacows, Croc Services e SMS Market, envolvidas no escândalo divulgado pela Folha de S.Paulo. O Twitter suspendeu também várias contas, incluindo a do PSL. As empresas agiram, embora pudessem tê-lo feito antes da denúncia, já que detém meios para tal. Por outro lado, a Justiça Eleitoral parece estática.

    Não, cara presidenta. O clima de suposta serenidade (ou paralisia) da coletiva de imprensa não corresponde à realidade. O problema não é novo, já era conhecido de todos e é atribuição da Justiça Eleitoral garantir a lisura do pleito. Pode ser tarde, para vocês, para nós, para o país.

    Cristiane Oliveira é secretária-executiva, pós-graduanda em Direito e Processo do Trabalho e assessora da Secretaria-Geral da CTB.


    Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

  • No sábado (21), o Sindicato dos Professores de Sorocaba e Região (Sinpro-Sorocaba) realizou, na praça Carlos Alberto de Souza, no Campolim, o ato Aula Pública, onde as professoras e os professores da rede privada entregaram aos munícipes, que por ali circulavam, uma carta aberta à sociedade, em que se destacou a importância do trabalho dos professores e a necessidade da luta pela garantia dos direitos da categoria. Como se sabe, o setor patronal abandonou as negociações e as assembleias, sendo que, em decorrência disso, decidiu-se por acionar o estado de greve e o Sindicato dos Professores de Sorocaba e Região levou a convenção a dissídio coletivo.

    Após a Aula Pública, foi acordado criar uma mobilização permanente para que a nossa luta chegue às escolas, aos estudantes, às professoras e aos professores, que ainda não sabem das perdas de direitos que estão ocorrendo com a nossa categoria.

    Professoras e professores, caso haja dúvidas, entrem em contato com o Sinpro-Sorocaba: (15) 3222-5783. Adicione o nosso número (15) 99175-3963 nos seus contatos de Whatsapp e receba boletins informativos voltados à nossa categoria.

    Alex da Matta - Sinpro-Sorocaba

     

  • “Chego à UBM (União Brasileira de Mulheres) para trazer as mulheres para a rua e assim dar mais visibilidade para as nossas necessidades e anseios”, diz Vanja Andréa Santos ao Portal CTB, via Whatsapp.

    “Hoje mais do que nunca, precisamos nos organizar, mostrar às mulheres que todas essas reformas (trabalhista, previdenciária e do ensino médio) representam grande retrocesso para a sociedade, mas atinge a nós principalmente”, reforça.

    A nova presidenta da UBM  Vanja Andréa Santos, defendeu, no 10º Congresso da organização do movimento feminista, um maior empoderamento da mulher e a unidade no combate à ideologia patriarcal.

    “O movimento feminista tem estado nas ruas com bastante força, mas neste momento”, diz ela, “temos que trabalhar pelo empoderamento da mulher. Para ela entender que é importante resistir à opressão e denunciar as violências”.

    Leia a entrevista na íntegra:

    Portal CTB: O que fazer para enfrentar os novos desafios propostos na conjuntura de retrocessos e retiradas de direitos pela qual o país está passando?

    Vanja Andréa Santos: Hoje mais do que nunca, precisamos nos organizar, mostrar às mulheres que todas essas reformas (trabalhista, previdenciária e do ensino médio) representam grande retrocesso para a sociedade, mas atinge a nós principalmente.

    Em todos os projetos que determinam alguma coisa negativa na vida do povo, as mulheres são as mais penalizadas. E o papel da UBM é mostrar isso a todas. Para tanto, temos que nos aproximar mais e trazê-las para participar efetivamente da construção do movimento, principalmente porque a política está desacreditada e os movimentos sociais também.

    Chego à presidência da UBM para trazer essas mulheres para a rua e assim dar mais visibilidade para as nossas necessidades e anseios.

    Com a deposição da presidenta Dilma, instalou-se um governo machista, que procura penalizar as mulheres e acabar com conquistas importantes que tivemos na última década.

    Portal CTB: Essa conjuntura favorece o crescimento da violência às mulheres, mesmo com o movimento feminista tendo maior presença nas ruas e com a existência de leis de combate à violência?

    VAS: O movimento feminista está na rua sim. E com bastante força, mas neste momento de descrédito da política, os movimentos sociais estão sendo penalizados. Mesmo assim temos conseguido envolver as mulheres jovens na resistência.

    Apesar disso, a violência está crescendo por conta deste momento. Parece que estamos num país sem leis. Vem ficando cada vez mais complicado fazer valer a Lei Maria da Penha, a Lei do Feminicídio e todos os direitos das mulheres. Porque não temos infraestrutura adequada. Faltam equipamentos necessários para o atendimento às vítimas de atos violentos. Não temos delegacias de mulheres suficientes. Tudo concorre para que as leis não sejam cumpridas.

    Além disso, é necessário trabalhar o empoderamento das mulheres, envolvendo toda a sociedade nessa discussão. Porque muitas são dependentes economicamente dos companheiros e não se sentem tranquilas para denunciar violências. Muitas pensam que se é ruim com ele, pior sem ele.

    É uma educação que vem desde criança e corrobora para criar essa situação se submissão.

    Para superar essas mazelas, é essencial que os governos federal, estaduais e municipais efetivem políticas públicas que possibilitem às mulheres uma vida sem medo.

    vanja santos e lucia rincon112194

    Portal CTB: É difícil fazer o necessário debate sobre as questões de gênero numa sociedade tão machista, ainda mais num governo retrógrado?

    VAS: Esse debate está sendo muito dificultado. Pelo andar da carruagem, daqui a pouco a gente não vai nem poder usar mais a palavra gênero. Uma amiga brinca que dessa maneira teremos que parar de usar até a expressão gênero alimentício.

    Temos que centrar força na educação e na nossa juventude. Para formar cidadãos conscientes, autônomos, que acreditem na liberdade e na justiça como parâmetros para os relacionamentos.

    Devemos nos empenhar para levar às escolas e às comunidades essa ideia de uma sociedade que respeite as diferenças. Travar esse debate sem tabus com a nossa juventude.

    Portal CTB: A contribuição da CTB nesse contexto tem sido importante?

    VAS: Nós da UBM, vemos a CTB como uma entidade irmã. A contribuição da central no debate das questões de gênero tem sido fundamental. A Secretaria da Mulher Trabalhadora da CTB tem participado juntamente conosco de diversos eventos sobre a saúde da trabalhadora e sobre a própria questão do assédio.

    É muito importante discutir as questões da mulher no ambiente do trabalho para empoderar a nossa luta. Quanto mais nos dermos as mãos, mais resultados positivos poderemos conquistar.

    Portal CTB: O que fazer para acabar com o assédio sexual que as mulheres sofrem no trabalho, no transporte, na escola, nas ruas?

    VAS: Em primeiro lugar, temos que trabalhar muito a ideia junto às mulheres para mostrar que assédio é crime. E como qualquer crime tem que ser punido.

    Acabar com essa ideia de que é tudo culpa da mulher. Muitas não denunciam porque pensam que não irão acreditar nelas ou que aquilo é natural. Então o nosso trabalho é acabar com essa naturalização do assédio.

    Porque não é natural aquela cantadinha, aquele fiu-fiu, aquele favorzinho do chefe. Temos que fazer as pessoas entenderem que assediar não é legal e que nada pode ser forçado. As mulheres devem ser respeitadas como todo mundo.

    Assista:  

    Portal CTB: Qual o papel a mídia nisso tudo?

    VAS: O papelão que a mídia desempenha na difusão da ideologia patriarcal é de chorar. Tem uma novela da Rede Globo – essa emissora que aterroriza tanto o país – onde todas as mulheres são ruins. Uma é viciada em jogo, outra trai o marido. Não tem nenhuma mulher que “presta” nessa novela.

    Infelizmente o papel da mídia tem sido o de difundir a cultura machista, muitas vezes naturalizando a violência.

    Quando a gente vê o Silvio Santos pedir, em seu programa, para uma menina aceitar ser paquerada por um rapaz e, pior ainda, expô-la a constrangimentos, parece ter a intenção de mostrar de que aquilo é tudo muito natural.

    O que é isso se não a tentativa de passar a ideia de que a mulher é mero objeto para satisfazer ao homem.

    Então, o que fazer para acabar com esse tipo de procedimento? Denunciar ao Ministério Público Federal, fazer muitos debates, mostrar o tempo todo que isso não é correto, não é justo.

    Mas a imprensa faz o desserviço ao mostrar as feministas como mulheres que não têm o que fazer, por isso ficam atazanando a vida das pessoas.

    A nossa luta é árdua, mas vale a pena lutar. Estamos trilhando o caminho certo. A nossa luta é para conquistar direitos iguais, respeito, vida livre e sem medo.

    Portal CTB – Marcos Aurélio Ruy