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Dom, Maio

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Nem a chuva que castigou Salvador na manhã desta sexta-feira (31) desanimou as mais de 20 mil pessoas que participaram das atividades do Dia de luta em defesa da democracia e dos direitos. O dia começou com um protesto em frente ao Shopping da Bahia, que chamou à atenção para as propostas de reforma trabalhista e previdenciária que tramitam no Congresso Nacional e que ameaçam direitos importantes da classe trabalhadora.

A mobilização continuou no centro da cidade, com uma caminhada que começou no Monumento aos Mortos e Desaparecidos na Ditadura, no Campo da Pólvora, e seguiu até o Forte do Barbalho, local que serviu de prisão para presos políticos do regime militar que vigorou entre 1964 e 1985.

O evento contou com a participação de diversas lideranças sociais e políticas, como a deputada federal Alice Portugal (PCdoB- BA) e o senador Lindbergh Farias (PT/RJ), que falaram das semelhanças entre o golpe de 1964 e o de 2016. Eles convocaram a população a tomar as ruas e resistir contra as tentativas de retirar de direitos e criminalizar os movimentos sociais.

A vice-presidente da CTB Bahia, Rosa de Souza, chamou a atenção também para a importância dos trabalhadores na resistência contra o golpe. “Hoje estamos nas ruas para convocar a classe trabalhadora para participar desta manifestação e também da grande greve geral, que acontecerá no próximo dia 28 de abril. Temos que nos unir para barrar os projetos que retiram direitos duramente conquistados pela classe trabalhadora, como o direito de se aposentar com um salário digno. Eles querem que a gente morra trabalhando. Não podemos permitir”, reforçou.

Coordenada pelas centrais sindicais e Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, o protesto contou com a participação de trabalhadores de diversas categorias, com destaque para o pessoal da educação, que paralisou as atividades  na rede pública de ensino.

Eliane Costa - CTB-Bahia

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