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Dom, Maio

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Mais de 50 mil pessoas participaram de uma grande marcha contra a reforma da previdência na tarde desta quarta-feira (15/3), em Salvador. A caminhada começou no Campo Grande e segui pelas ruas do Centro até a praça Castro Alves, reunindo estudantes e trabalhadores de diversas categorias em um ruidoso protesto contra as propostas de reforma em tramitação no Congresso Nacional, que retiram direitos dos trabalhadores. Muitas pessoas vieram do interior do estado para participar das atividades do Dia Nacional de Luta e paralisações.

A multidão era tanta que a marcha contou com a presença de dois trios elétricos e um carro de som, onde as lideranças sindicais e dos movimentos sociais se revezaram para alertar à população sobre os perigos da reforma proposta por Michel Temer, que aumenta o tempo de contribuição, institui a idade mínima de 65 anos para o acesso ao benefício e desconsidera a importância de regras especiais para aposentadoria dos trabalhadores rurais, professores e policiais civis, por exemplo, que são submetidos a condições diferenciadas de trabalho.

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As lideranças falaram ainda da reforma trabalhista e dos projetos que tratam da terceirização, que também serão prejudiciais caso sejam aprovados. “A reforma da previdência é um ponto muito importante, mas não podemos deixar de repudiar também a reforma trabalhista, que quer estabelecer a prevalência do negociado sobre o legislado e flexibilizar diretos importantes como férias e jornada de trabalho”, alertou o presidente da CTB Bahia, Aurino Pedreira, lembrando também dos projetos que permitem a terceirização geral e irrestrita, além das ameaças à Justiça do Trabalho.

A marcha marcou o final de um dia de intensas manifestações na cidade, que começou com um protesto na região do Iguatemi, uma das mais importantes da capital, e que reuniu cerca de 10 mil pessoas durante mais de 4 horas de protestos.

Professores das redes pública e privada, bancários, comerciários, servidores públicos, trabalhadores da construção civil e de outros segmentos também realizaram atividades em suas bases, paralisando a atividade durante alguma parte do dia.

Os protestos também tiveram forte adesão no interior do estado, com a realização de manifestações em cidades como Feira de Santana, Ilhéus, Jequié, Itabuna, Juazeiro, Porto Seguro, Vitória da Conquista e Eunápolis, sempre com a presença de um expressivo número de trabalhadores de diversas categorias. 

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Fonte: CTB Bahia

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