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Qua, Maio

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A CTB Amazonas reuniu, nesta terça-feira (24), a sua direção, representantes de sindicatos afiliados e convidados/as para debater e deliberar sobre o 1º de maio em Manaus. Foram debatidas a conjuntura adversa do Brasil e do Amazonas para os trabalhadores e as trabalhadoras.

Todos e todas ressaltaram a importância e o significado da unidade da classe trabalhadora diante deste quadro de arrocho e insegurança para o nosso povo. Entre os principais pontos levantados, estão:

- A Reforma Trabalhista aliada à política econômica recessiva do governo produziu 13 milhões de desempregados e 12 milhões de subocupados, dentre os quais, as mulheres são especialmente atingidas.

- A reforma do Ensino Médio, um crime contra o futuro das novas gerações no Brasil, desmonta o ensino público gratuito, acaba com a carreira docente, descerrando de vez um golpe definitivo à qualidade da educação que tanto lutamos e será definitivo para engrossar as filas do exército de reserva de trabalho precarizado e desprotegido para o mercado.

- As privatizações do setor elétrico que atingem um direito fundamental dos seres humanos e trabalhadores/as das empresas de energia. Que pode prejudicar ainda mais os serviços públicos em especial os de saúde, já tão precarizados. Energia não é mercadoria!

"Tudo isso com o fantasma da Reforma da Previdência, que ronda o Congresso Nacional à espera do melhor momento de incorporar nos/as deputados/as e senadores/as traidores/as do povo e acabar com nosso direito à aposentadoria", diz a professora e presidenta da CTB-AM, Isis Tavares.

Lutar não é crime!

Ela defende que para fortalecer a luta em defesa dos direitos e em defesa do povo é fundamental que a liberdade para lutar seja a bandeira que unifique a todos nesse 1º de maio.

"Em pleno século XXI, após o golpe na nossa democracia, todos os dias temos notícias de espancamentos, prisões arbitrárias e cada vez mais assassinatos de lideranças sindicais do campo e da cidade por lutar pelos direitos de suas categorias.

Vivemos um estado de exceção em que são desferidos sucessivos golpes à democracia e o governo golpista impõe uma agenda de subserviência aos interesses internacionais em detrimento dos interesses da nação e da soberania nacional, para dilapidar o patrimônio público, privatizando serviços fundamentais para o nosso povo.

Também entendemos que no estado de exceção em que vivemos temos o dever de denunciar uso da justiça para perseguição política daqueles e daquelas que representam a luta contra esse projeto entreguista e fascista.

Portanto lutar pela liberdade de Lula é lutar por justiça contra a aliança dos tribunais midiáticos e tribunais de exceção do judiciário brasileiro que expõem, acusam, julgam, condenam e executam sumariamente, sem provas, qualquer pessoa que represente ameaça aos seus interesses antinacionais e antipovo. Lutar não é crime!" diz documento divulgado pela CTB Amazonas.

A CTB-AM levará para as atividades do Dia do/a Trabalhador/a, a pauta unificada das Centrais Sindicais:

Os trabalhadores enfrentam enormes desafios no Brasil e no mundo para superar as desigualdades, para combater o arrocho salarial e a precarização das condições de trabalho, para barrar a insegurança na proteção social, para impedir os assassinatos e prisões de militantes e lideranças populares, para enfrentar e denunciar a discriminação social, racial e contra as mulheres, para bloquear o cerceamento da liberdade e o ataque à democracia. A luta é o sentido da vida sindical e a unidade é a nossa decisão política.”

O ato político com panfletagem será na segunda-feira, 30 de maio, a partir das 8h, em Manaus, no cruzamento das avenidas 7 de setembro com Eduardo Ribeiro.

O movimento estará nas ruas por: 

  • Nenhum direito a menos
  • Contra a reforma trabalhista que destrói os direitos dos trabalhadores e os sindicatos.
  • Emprego para todos

Política econômica para gerar empregos para 13 milhões de desempregados e para 12 milhões de subocupados.

  • Qualidade dos empregos (contra precarização e insegurança).
  • Valorização do salário mínimo
  • Manutenção da política de valorização do salário mínimo.
  • Seguridade e Previdência Social
  • Financiamento e gestão da seguridade e da previdência social voltados para sua sustentabilidade.
  • Políticas públicas
  • Fim da Lei do teto do gasto público.
  • Saúde, educação, moradia, transporte e segurança pública.
  • Políticas públicas de qualidade para todos.
  • Fortalecimento sindical
  • Reorganização sindical para aumentar a representatividade dos trabalhadores.
  • Financiamento sindical decidido pelos trabalhadores em assembleia.
  • Democracia e eleições livres
  • Justiça, sim. Perseguição, não. Liberdade para Lula! 

CTB Amazonas

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