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Dom, Maio

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A greve das trabalhadoras e dos trabalhadores rodoviários de Manaus completa uma semana nesta segunda-feira (4), apesar da multa de R$ 200 mil por hora de paralisação, determinada pela desembargadora Eleonora de Souza Saunier, do Tribunal Regional do Trabalho, da Região 11 (TRT-11) ao Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário e Urbano Coletivo de Manaus e no Amazonas (STTRM).

Além disso, o sindicato teve R$ 90 mil bloqueados pela desembargadora por descumprimento de uma decisão liminar. "Considerando que o sindicato suscitado deliberadamente descumpre ordem judicial, cabível a apuração criminal pelas autoridades competentes", diz ela em sua decisão.

“Fizemos o possível e impossível para não fazer essa greve, mas estamos há dois anos sem reajuste salarial. Enquanto não tivermos a assinatura da convenção coletiva e o reajuste, vamos continuar parados”, diz Givancir Oliveira, presidente do STTRM.

O sindicalista informa ao jornal A Crítica que o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Amazonas (Sinetram) ofereceu até agora 1% de reajuste, que começaria a ser pago em agosto. “A proposta patronal está muito aquém da nossa reivindicação”, acentua.

“Estamos batalhando por uma causa justa”, garante Oliveira. Apesar da pressão, continuam circulando 30% da frota de Manaus. O transporte coletivo em Manaus funciona com nove empresas, 229 linhas e 1,3 mil ônibus. Para Isis Tavares, presidenta da CTB-AM, a reforma trabalhista é o divisor de águas da queda de braço entre patrões e empregados.

A imprensa local noticia que os usuários dos transportes coletivos da capital amazonense perderam a paciência e atearam fogo em alguns ônibus na zona leste da cidade na manhã desta segunda-feira (4). Também ocorrem protestos contra o prefeito de Manaus, Arthur Neto (PSDB) e por uma solução negociada para pôr fim à greve..

As trabalhadoras e os trabalhadores dos transportes coletivos de Manaus pararam por 3,5% de reajuste referentes a 2017/2018, que ainda não receberam, por melhores condições de trabalho e segurança.

Portal CTB. Foto: A Crítica

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