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Ter, Mar

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O presidente da CTB-Pará, José Marcos Fonteles, Marcão, acompanhado dos dirigentes Cleber Rezende, Marcia Pinheiro e Thiago Barbosa, visitaram no dia 03 de Junho a Escola Estadual Remígio Fernandes no Município de Marapanim, Região Nordeste do Estado do Pará, que está sendo ocupada por estudantes desde a manhã do dia 31 de Maio.

Após uma assembleia de estudantes realizada no dia 30 de Junho, alunos resolveram ocupar a escola por tempo indeterminado. Na primeira manhã de ocupação representantes da Secretaria Estadual de Educaçãotentaram por fim ao movimento, mas sem sucesso . "Vieram aqui dizer que assim que nós sairmos irão negociar a reforma, nós não aceitamos e continuaremos aqui até que tenhamos algo concreto e assinado”, disse a estudante do terceiro ano do ensino médio Nayara Souza.

Apesar de estar em condições precárias e sub-humanas, a escola atende cerca de 1500 alunos em três turnos, com 10 “saunas” salas de aulas (super lotadas), o prédio antigo não possui acessibilidade para alunos portadores de necessidades especiais, o que está contrariando as metas do Plano Nacional de Educação, e a Lei de Diretrizes e Bases LDB.

A ocupação tem contado com o apoio da sociedade, receberam doações diariamente, alimentos, além de força para resistir no movimento. A Subsede do Sintepp - Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública do Pará no Município tem ajudado bastante também na luta.

Emocionante, esse foi o sentimento ao ouvir os relatos dos Estudantes da escola que foi inaugurada em 1959, e que passou por somente uma reforma em 1997, que em nada resolveu os problemas estruturais do prédio que apesar de antigo e abandonado, poderia abrigar uma Escola Pública digna de atender os alunos.

Tivemos a oportunidade de visitar as dependências da instituição, além da área adjacente ao prédio, espaço até que temos de sobra, porém o mato toma conta dos arredores da Escola, uma verdadeira falta de respeito não somente aos estudantes, mas a toda sociedade de modo geral.

Parte do forro de algumas salas de aula já desabaram sobre os alunos, deixam assim visível a quantidade de sujeiras no telhado, goteiras e ninhos de vespas, a quadra de esportes da escola não e coberta, na ultima reforma somente foi colocada a estrutura metálica (apelidada de espinha de gó, peixe típico da região) que serviria para a cobertura, porém o trabalho não foi concluído e o dinheiro público vai escoando pelo ralo. Falta papel higiênico e água potável para consumo dos alunos e funcionários e além de tudo isso, existe uma verdadeira cratera na lateral do refeitório que representa um perigo aos estudantes.

O prédio está vulnerável, além do muro baixo, a falta de servidores como vigias e porteiros facilita o acesso as dependências da escola, o mato alto é propício para esconderijo de meliantes que assaltam pulam o muro para se esconder. Outra denuncia, é que os estudantes desconhecem o Conselho Escolar, a única informação que se tem, é que ele está inadimplente, provavelmente por pendencias na prestação de contas, o que bloqueou os repasses que serviriam para realizar pequenos reparos, como a troca de uma lâmpada, roçagem do terreno ou ainda pequenos reparos a serem realizados.

“Minha família tem condições de me colocar em uma Escola Particular melhor, porém, não acho justo abandonar meus colegas aqui nestas condições, e resolvi está aqui somando forças com eles” disse a aluna Erika Leão do 1º ano do ensino médio; este nível de consciência constatado na fala destes estudantes do interior do Estado do Pará nos inspira e nos revigora e dar mais força para seguir em frente em defesa da Escola Pública.

A cidade de Marapanim passa por um momento político conturbado, a troca de prefeitos é constante, e quase que mensal, denuncias desvios de verbas públicas e abuso do poder político, fazem com que a gestão municipal se transforme em um verdadeiro caos.

Durnate a visista os dirigentes conversaram com os estudantes, que afirmam que a ocupação não tem data nem hora para terminar.

Entre as principais reivindicações dos estudantes, elencamos as seguintes:

1- Reforma Geral da Escola.
2- Climatização das Salas de Aula e Espaços Pedagógicos.
3- Aparelhamento dos Espaços Pedagógicos (biblioteca, sala multidisciplinar etc.)
4- Copa e Refeitório adequados para atender alunos e servidores.
5- Reforma e cobertura da quadra de esportes.
6- Melhoria na segurança do prédio (muro baixo).
7- Construção do Bicicletário da Escola.
8- Troca e/ou manutenção das janelas e portas dos ambientes da Escola.
9- Integralização do quadro de servidores da Escola (falta Professores e Servidores em geral).
10- Transporte Escolar e Merenda digna para os alunos.

Fonte: CTB-PA

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