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A Greve Geral da  classe trabalhadora no Pará, na última sexta-feira (14/06), foi exitosa com paralizações, piquetes, trancaços e greve de 100% de algumas categorias, com destaque para os trabalhadores de transporte público, os rodoviários liderados pelo Sindicato dos Rodoviários do Pará (STTREPA), sindicato filiado a CTB. No Pará inteiro houve ampla participação das diversas categorias profissionais e da sociedade na luta contra a reforma e em defesa da Previdência Publica e Solidária, defesa da educação e do emprego.

Os objetivos da CTB, de seus sindicatos filiados e do fórum das Centrais Sindicais paraenses de informar e denunciar os malefícios da reforma da previdência do presidente Bolsonaro,  a sociedade e pressionar os deputados federais e senadores, com atuação no Congresso Nacional, que somos contrários a proposta da Reforma da Previdência, por compreender que "será a liquidação do maior programa de distribuição  de renda e o maior programa de proteção social, a Previdência é parte da vida do nosso povo", falou Altair Brandão, vereador em Belém e presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rodoviários do Pará - STTREPA.

 

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 No Pará, milhões de trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias profissionais participaram da greve, mesmo com a pressão  muito forte dos patrões e de parte da justiça tentando intimidar a participação, sobretudo dos trabalhadores em transportes, com imposição liminar de rodar 90% dos ônibus coletivos e com aplicação de multa de cem mil reais. A categoria rodoviária não se intimidou e grevou paralizando 100% dos ônibus em Belém, mais uma vez, a greve foi vitoriosa.

No pólo industrial de Barcarena a produção nas empresas Albras e Hydro Alunorte, bem com o porto de Vila do Conde paralisaram suas atividades durante o movimento grevista, liderados pelo fórum dos sindicatos locais. Para Gilvandro Santa Brigida, presidente do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Químicas de Barcarena (SINDIQUÍMICOS/CTB),  "a unidade foi o determinante para o êxito da greve no grande pólo e complexo industrial e portuário de Barcarena".

O conjunto da classe trabalhadora, a unidade das Centrais e Sindicatos, a participação e solidariedade dos movimentos sociais e estudantis foram importantes para o sucesso da greve em Belém e no interior do Estado.

"Vamos derrotar nas ruas e no Congresso a proposta previdenciária de Paulo Guedes e do presidente Bolsonaro, que traz a redução do BPC, a Capitalização/Privatização, a desconstitucionalização e o aumento da idade e do tempo de contribuição para o acesso a aposentadoria", ressaltou Cleber Rezende presidente da CTB Pará, afirmando que se aprovada a reforma "será, na prática, o fim da aposentadoria de milhões de homens e mulheres, os trabalhadores brasileiros". 

No fórum das Centrais Sindicais "precisamos fazer um balanço e definir uma nova agenda de lutas, com unidade, determinação e garra, nós conseguiremos construir as condições objetivas para derrotar a reforma previdenciária e o governo Bolsonaro", pontuou Cleber Rezende.

Na luta em defesa da Previdência Pública e por uma aposentadoria digna, a unidade da classe trabalhadora e do povo brasileiro é determinante. E o movimento sindical paraense, deu importante contribuição na greve geral nacional, além de Belém, em diversas cidades realizaram atividades grevistas. As lideranças e sindicatos cetebistas foram destacados na greve e as bandeiras da CTB e dos Sindicatos filiados tremularam nos quatros cantos do Pará.

Outro ponto alto da greve em Belém, foi o ato na Praça da República e caminhada até o mercado de São Brás, como ato final das atividades. Na avaliação da coordenação, mais de 40 mil pessoas participaram da marcha contra a Reforma da Previdência Social.

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