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Gilvandro Santa Brígida, presidente do Sindicato dos Químicos de Barcarena, na Região Metropolitana de Belém, esteve na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), nesta terça-feira (8), com o objetivo de ser ouvido na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), que investiga o vazamento de resíduos tóxicos da mineradora norueguesa Hydro Alunorte, ocorido em janeiro.

“Já se passaram 70 dias do embargo à produção da Hydro e a situação está ficando desesperadora para a cidade”, afirma Brígida. E a CPI “até o momento não ouviu nenhuma liderança sindical para saber a nossa opinião sobre esse embargo”, reclama.

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Além de ir à Alepa, o sindicalista participou juntamente com dirigentes da CTB-PA, trabalhadoras e trabalhadores de Barcarena de uma marcha na capital Belém, em defesa do emprego.

Segundo Brígida, a linha produtiva do alumínio emprega 15 mil pessoas e está entrando em colapso com o embargo na produção determinado pela Justiça, a pedido do Ministério Público. “Já temos mil trabalhadores em férias coletivas e se isso continuar pessoas serão demitidas”.

O sindicalista defende uma profunda mudança na economia local. “Nós já fizemos propostas para valorizar a agricultura familiar, o turismo, entre outras que criem alternativas para a movimentação da economia e a criação de emprego”.

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“Mas no momento”, garante ele, “as cidades da região dependem exclusivamente das indústrias e sem elas todos perdem”, tanto que o movimento contra o embargo conta com “trabalhadores, empresários e o poder público”.

Ele diz ainda que os sindicalistas se reuniram com a direção da Hydro para encontrar soluções que respeitem o meio ambiente e o trabalho. “Nós queremos que a empresa assuma a sua responsabilidade social e invista nas comunidades para ressarcir o que perderam”.

"O SindQuímicos e a CTB-PA têm feito propostas alternativas para que a indústria tenha uma produção sustentável, garantindo o emprego de todas e todos”, finaliza.

Cleber Rezende - presidente da CTB-PA e Marcos Aurélio Ruy – Portal CTB

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