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Dom, Dez

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A presidenta da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Minas Gerais (CTB-MG), Valéria Morato participou nesta terça-feira (30) da plenária de organização da resistência das frentes Brasil Popular e Povo sem Medo. O encontro foi no Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro), em Belo Horizonte, e reuniu mais de 350 pessoas de 88 organizações sindicais e estudantis.

Morato lembrou das tentativas de censura e perseguição que muitos professores estão enfrentando, sobretudo após a vitória de Jair Bolsonaro (PSL). Ela citou como exemplo o caso da deputada estadual eleita em Santa Catarina, Ana Caroline Campagnolo (PSL). A catarinense publicou em sua página no Facebook, logo após a vitória de Bolsonaro, uma mensagem para que os estudantes filmassem e denunciassem “professores doutrinadores” em sala de aula.
“A nossa luta é para defender a soberania nacional, os direitos humanos, a democracia, as causas trabalhistas e a cultura. Vamos protagonizar essa resistência junto com os professores”, disse a presidenta da CTB-MG.

A tentativa de aprovação da reforma da previdência também foi discutida no encontro. Derrotada nas ruas pelos trabalhadores no primeiro semestre, a medida pode ser aprovada até o fim deste ano, conforme declarou recentemente Jair Bolsonaro.

A proposta penaliza os trabalhadores ao aumentar a idade mínima de homens e mulheres para conseguir o benefício. Por outro lado, mantêm privilégios e ignora a sonegação fiscal. Os participantes prometeram resistir novamente para impedir esse retrocesso.

A censura nas universidades federais também foi outro assunto abordado. Às vésperas do segundo turno eleitoral, policiais federais, PMs e fiscais interrogam professores, vetaram atividades, arrancaram faixas e apreenderam materiais em instituições de todo o país.

A presidenta do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação (SindUTE) e deputada estadual eleita, Beatriz Cerqueira defendeu a continuidade de mobilização junto aos trabalhadores e a intensificação das ações políticas.
“Está em curso um processo de aniquilação de toda a resistência dos trabalhadores. Por isso, precisamos retomar o trabalho de base. Não podemos esquecer que o fascismo também elegeu deputados e está, portanto, presente no parlamento. Por isso, a luta deve ser feita cotidianamente”, disse ela.

Já o diretor do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro-MG), José Carlos Arêas lembrou que a conjuntura atual é difícil no Brasil e em toda a América Latina. “O neoliberalismo caminhou nesses últimos tempos para o fascismo. Um verdadeiro Estado terrorista tenta se instalar no Brasil, mas também em outros país da América Latina e do mundo”, disse ele.

Fonte: CTB-MG

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