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Dom, Dez

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Desde a década de 1990, os governos estaduais tentam de alguma forma privatizar a Cedae. Em 1998, o então governador Marcelo Alencar tentou quatro vezes vender a empresa. Naquela época uma empresa chegou a ser contratada para auxiliar na privatização. Era um momento em que as ideias privatistas estavam em ascensão. As companhias estaduais de eletricidade, gás e transporte já haviam sido privatizadas.

Em 1999, a Prefeitura do Rio também tentou vender a parte que lhe cabia na Cedae, mas novamente a Justiça impediu o processo. Em 2000, em uma audiência no Riocentro, o Sintsama-RJ com os trabalhadores da Cedae novamente impediram que se avançasse a proposta de privatização.

No final de 2008, também com a justificativa de pagar dívidas do Estado, o então secretário de Finanças, Joaquim Levy, novamente procurou avançar na privatização da empresa.

A proposta de privatizar parte ou a totalidade da Cedae sempre foi combatida fortemente pelo Sintsama-RJ, junto com os cedaeanos, que sempre estiveram na linha de frente da luta para barrar a venda da empresa.

Cedae cumpre função social

A Cedae tem sido uma empresa superavitária, inclusive repassando o lucro para o governo estadual. Em 2016, foram R$ 68 milhões da Cedae para fortalecer o caixa do Estado.

Enquanto empresa pública, ela tem como foco o investimento social, praticando o subsídio cruzado, ou seja, pegando onde mais arrecada e investindo nas regiões mais pobres. Barra, Recreio, Jacarepaguá e Zona Sul são os locais de maior arrecadação. A receita desses lugares sustenta o saneamento e os investimentos em outras regiões.

Na Baixada Fluminense, a Cedae tem investimento de mais de R$ 3 bilhões na melhoria da distribuição de água. Privatizar a empresa significaria interromper essas obras para a população da região.

Sintsama-RJ e trabalhadores resistem nas ruas

Nos últimos anos, o Sintsama-RJ e a categoria têm sido ainda mais protagonistas desta luta contra a privatização. Foram diversos atos, panfletagens, passeatas, paralisações e participação em audiências públicas.

Em 2016, o Sintsama-RJ e os trabalhadores conseguiram barrar o marco metropolitano, na Alerj, que também pretendia privatizar a Cedae. Mais uma vez a categoria se fez presente nas audiências, junto com o nosso Sindicato, na defesa da Cedae pública. Foi também neste ano que os trabalhadores fizeram manifestações históricas que reuniram milhares de pessoas, uma delas que caminhou até a porta do Palácio Guanabara e outra na porta do BNDES, que naquele momento tinha o projeto para financiar a privatização da Cedae.

Ainda nos anos de 2016 e 2017, o Sintsama-RJ e a categoria realizaram várias manifestações, resistindo bravamente na Alerj, quando a categoria enfrentou a Polícia Militar e o Batalhão de Choque, que reprimiu os trabalhadores com bombas e tiros de borracha.

Pressão para a derrubada do veto

Após mais uma intensa luta do Sintsma-RJ junto com os cedaeanos, foi aprovado na Alerj, no dia 18 de setembro, o PL 56/2018, que impede a privatização da Cedae. A emenda ao texto original revoga a autorização da venda das ações da Cedae pelo governo do estado.

Entretanto, o governador Pezão vetou esta emenda, que agora deve ser apreciada na segunda quinzena de novembro.

O Sintsama-RJ convoca os trabalhadores a estarem, desde já, atentos e mobilizados, pois assim que a data for divulgada informaremos a todos. Faremos uma grande manifestação para que os deputados derrubem o veto e aprovem o PL que garante a Cedae pública.

Humberto Lemos, presidente Sintsama-RJ.


Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

 

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