Sidebar

22
Qua, Maio

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

Dirigentes nacionais da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) fizeram uma avaliação prévia da Greve Geral até o início da tarde desta sexta-feira 28. Às 15h eles participam no viaduto Santa Ifigênia, em frente ao INSS, de uma coletiva de imprensa sobre a greve.

Leia também: Milhares vão às ruas em dia histórico; greve mobiliza 40 milhões no país, dizem sindicatos

O presidente da CTB, Adilson Araújo, esteve às 6h em uma das unidades da Sabesp, em São Paulo, e depois no Pátio de manutenção do metrô Itaquera, zona leste da capital, onde a greve começou às 0h00 desta sexta. 

"Este governo quer jogar um caminhão de cal sobre os direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. A sociedade civil organizada, a classe trabalhadora do país, aderiu ao movimento para dizer não à desregulamentação do trabalho e à reforma da previdência. Só o povo unido poderá transformar esta nação em um país mais justo", afirmou Adilson.

"O dia em que o Brasil parou", diz dirigente

Do Pátio de Itaquera, o presidente da CTB-SP, o metroviário Onofre Gonçalves, contesta a avaliação do governo que minimiza a greve geral. "Eles tentam reduzir importância, mas não adianta, porque hoje parece feriado no país. Este já é o dia em que o Brasil parou", diz o sindicalista, defendendo que a paralisação é a única via para barrar a "crueldade" que o governo ilegítimo tenta impor à classe trabalhadora.

"A greve está forte, sem incidentes e cumprindo seu papel. Não tem ônibus, não tem metrô, não tem trem. Que isso sirva para alertar este governo que os trabalhadores não vão permitir um retrocesso de 70 anos, que rasga a CLT e faz o país dar um passo atrás", diz o sindicalista.

"Até as Casas Bahia fecharam as portas", diz secretário geral da CTB 

Wagner Gomes, secretário-geral da CTB nacional, afirma que o movimento de greve em todo o país está sendo maior do que eles próprios, sindicalistas, imaginaram.

"O Brasil está todo parado, as principais capitais estão paradas. Em São Paulo parece que é feriado. Até as Casas Bahia fecharam as portas. A média de congestionamento normal é 200 km, e a média hoje é de 2km. A greve é um sucesso e já é a maior manifestação em defesa dos direitos trabalhistas do país". 

"O dia 28 de abril já entrou para a história do país - é a maior greve geral que o Brasil já teve", diz Nivaldo Santana

O vice-presidente da CTB, Nivaldo Santana, destacou o trabalho da CTB e seus sindicatos, que tiveram forte atuação no país. 

 "A CTB jogou pesado e fez bonito no Brasil inteiro. Em São Paulo, o metrô não funcionou, o ônibus não funcionou. E o exemplo importante é o terminal Jabaquara, em que o trem e os onibus que vão para a baixada santista, nenhum funcionou. O que demonstra a grande adesao dos trabalhadores contra a reforma da previdência e a trabalhista", disse Santana.

O dirigente parabenizou ainda a unidade das centrais sindicais e dos movimento sociais, que permitiram a construção deste importante dia de luta em defesa dos direitos da classe trabalhadora.

Na foto abaixo, parte da equipe cetebista no Pátio do Metrô de Itaquera, zona lesta da capital, ponto de partida da greve nos transportes metroviários, no início da manhã desta sexta (28):

Portal CTB, com informações de Joanne Mota

 

 

 

0
0
0
s2sdefault

Quer saber o que acontece no movimento sindical e no mundo do trabalho?

Digite seu nome e e-mail para receber gratuitamente nosso informativo.