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Eletricitários e eletricitárias de todo o Brasil acompanharam, na terça-feira (12), o lançamento da campanha nacional Energia Não é Mercadoria, em defesa das empresas estatais do setor elétrico, e a criação da Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energética e Nacional, na Câmara dos Deputados.

O movimento tem como objetivo barrar a tentativa do governo de Michel Temer de privatizar as empresas estatais de geração, distribuição e transmissão de energia, em sua maior parte controladas pelo Sistema Eletrobras.

Deputados federais e senadores querem atuar em conjunto com deputados estaduais e vereadores para evitar as mudanças. “Precisamos levar a defesa do Brasil para todos os legislativos deste país. Energia é insumo fundamental para o bem-estar da população e para os desenvolvimentos industrial e agrícola. Nenhuma nação desenvolvida coloca à venda sua soberania energética, como este governo tem feito”, declarou a coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa do Setor Elétrico Nacional, deputada Erika Kokay (PT-DF).

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Durante a audiência, a deputada Alice Portugal (PCdoB/BA), lembrou que o Brasil vive um retrocesso histórico e reforçou a necessidade de uma frente ampla para lidar com a pauta defendida pelo governo ilegítimo. “Privatizar significa precarizar. Vamos verificar isso caso se concretize a venda da Eletrobras e da Chesf, por exemplo. Vivemos um processo ultraliberal e isso precisa ser enfrentado nas ruas, nas greves. Se não houver reação, vai ser difícil que a gente garanta mudanças no grito. Sem retaguarda não há efetiva influência. Precisamos criar uma ampla frente de resistência, pois precisamos ganhar segmentos que não estão engajados, necessariamente, na luta contra o golpe. Eles voltaram para tentar terminar o trabalho sujo que não conseguiram no governo de FHC e arrebentar as estatais que sobraram. Não podemos permitir que isso aconteça”, disse a líder.

A Holding é uma das maiores empresas de energia do mundo e a líder na América Latina, responsável por mais de 30% da geração de eletricidade e por 50% das linhas de transmissão de energia do Brasil. A expectativa é arrecadar R$ 20 bilhões com a venda das ações da empresa, valor irrisório já que a empresa vale cerca R$ de 400 bilhões.

Com a privatização das mais de 270 subestações e seis distribuidoras de energia nos estados Piauí, Acre, Roraima, Amazonas, Rondônia e Alagoas, o Brasil irá perder o controle dos mais importantes rios do país, o que colocará em risco a soberania nacional. A venda das empresas energéticas também irá mexer com o bolso do consumidor, isso porque a privatização vai implicar em uma revisão do atual modelo tarifário.

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES CONTRA A PRIVATIZAÇÃO

  • Dia 13 de Setembro – às 10 horas – no Protocolo da Mesa, Edifício Principal, Subsolo – Entrega do PL do Dep. Moisés Diniz (PCdoB/AC) contra a Privatização das Empresas Distribuidoras do AC, AM, AL, PI, RO e RR.
  • Dia 13 de Setembro – às 13 horas – no Auditório Nereu Ramos – Audiência Pública “O Desmonte do Estado Brasileiro” e Ato em defesa das Estatais.
  • Dia 13 de Setembro – às 16 horas – Reunião de Parlamentares, assessores, Entidades de empresas Estatais, Frentes Mista em Defesa da Soberania Nacional e de Defesa do Setor Elétrico Brasileiro para discutir articulação do Fórum Contra as Privatizações e discussão de ações a serem promovidas por este Fórum e pela Rede Parlamentar em Defesa da Soberania Energética e Nacional.
  • Dia 20 de Setembro – Café da Manhã da Bancada de MG, Deputados Estaduais de MG, Governador de MG, Entidades de MG e Nacionais para discutir ações para barrar o leilão da CEMIG, marcado para 27.09.17.
  • Dia 26 de Setembro – no Plenário 12, Anexo II, Câmara Federal – Audiência Pública “O Novo Modelo Energético e seus Impactos nas Regiões e sobre os/as Trabalhadores/as”, aprovadas nas Comissões de Minas e Energia, CTASP e CINDRA.
  • Dia 27 de Setembro – às 09h30 – local a definir, na Câmara Federal – Audiência com o Ministro de Minas e Energia para discutir o modelo energético do governo Temer, promovida pela Comissão de Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP) e Comissão de Minas e Energia, da Câmara Federal.
  • Dia 03 de outubro – Ato Nacional contra as Privatizações com a participação dos Petroleiros, Eletricitários, Bancários, movimentos populares, no Rio de Janeiro.

Portal CTB