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Ao assistir um vídeo veiculado por Jair Bolsonaro nas redes sociais, em que um pastor evangélico congolês diz que ele é o ungido do Senhor, a deputada estadual Janaína Paschoal passou a duvidar da sanidade mental do capitão reformado.

“E esse vídeo maluco de Messias? O que ele quer com isso?” Eu peço que vocês assistam e respondam: ‘O senhor, um presidente da República, na plenitude de suas faculdades mentais, publicaria um vídeo desses?’”, indagou a parlamentar, que é do mesmo partido de Bolsonaro (PSL) e obteve mais de 2 milhões de votos no último pleito. Janaína deu sinas de que deve abandonar a legenda.

 Criminalização da política

Nesta segunda-feira, o líder da extrema direita voltou à cena. Em evento realizado na Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), justificou as dificuldades que tem encontrado para governar com ataques à “classe política” brasileira. Mais um exercício de hipocrisia, visto que foi deputado federal por 28 anos, integrando o baixo clero.

“O Brasil é um país maravilhoso, que tem tudo para dar certo. Mas o grande problema é nossa classe política”, afirmou, endossando o conteúdo do texto tresloucado que compartilhou na última semana em que um especulador seu correligionário fala sobre supostas “pressões” externas que vêm abalando seu governo.

“Cada vez que eu toco o dedo em uma ferida, um exército de pessoas influentes vira contra mim, buscam de todas as maneiras me desacreditar”, completou. Ele procura posar de vítima, ciente de que foi eleito por efeito de uma malfadada facada, que usou como pretexto para calar a boca durante a campanha eleitoral, o que reduziu consideravelmente o número de bobagens que vociferou na ocasião e foi fundamental para sua vitória.

Demagogia barata

Com este discurso ladino, ele procura tirar proveito da criminalização da política promovida ruidosamente pela mídia burguesa ao longo dos últimos anos com o propósito de deslegitimar Lula e o PT e abrir caminho para o golpe de 2016 travestido de impeachment. Mas Bolsonaro é um político da velha guarda, e dos piores, diplomado pela vida em demagogia, falsas promessas e mentiras. Além disto, tem notórias ligações com a milícia.

A declaração de Bolsonaro vem às vésperas das manifestações convocadas por parte da direita para o dia 26 em defesa do atual governo. A ideia da mobilização, organizada pelo núcleo ligado ao governo que atua nas redes sociais, é mostrar que o presidente, supostamente, tem “força”, e expor apoio a pautas defendidas por Bolsonaro como a reforma da Previdência.

Entre os que convocam as manifestações estão golpistas que pregam a ruptura democrática através do fechamento de instituições como o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso, maior representante da “classe política” criticada pelo capitão da reserva.

O risco, que não é pequeno, é que as ruas estejam vazias no dia 26, conforme vaticinou Janaína Paschoal: "Dia 26, se as ruas estiverem vazias, Bolsonaro perceberá que terá que parar de fazer drama para trabalhar", disse depois de afirmar que quem está colocando Bolsonaro em risco não é a oposição, “é ele, os filhos dele e alguns assessores que o cercam. Acordem!”

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