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Sáb, Jan

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O Congresso Nacional e o Aeroporto Juscelino Kubitschek, na capital federal, têm abrigado protestos de diversas categorias contra a Reforma da Previdência, que pode ser votada no próximo dia 19. Entidades, movimentos sociais, servidores públicos e demais trabalhadores do campo e da cidade seguem mobilizados contra a PEC 287, que propõe mudanças nas regras para a aposentadoria, como o aumento da idade mínima e da contribuição previdênciária.

Hoje (12) camponeses do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA) completaram 8 dias de greve de fome na Câmara dos Deputados. O grupo (alguns integrantes já dão sinais de debilidade física) avisa que só vai sair e se alimentar quando a proposta for rejeitada pela Casa.

A greve do MPA tem o apoio da Contag, entidade que permaneceu durante toda esta terça-feira em frente à Câmara e no aeroporto de Brasília, em protesto contra a Reforma. A Confederação pediu aos parlamentares que não aprovem a PEC da Previdência pois, ao contrário do que diz o governo, ela prejudica, sim, os trabalhadores rurais, com medidas como a exigência de uma contribuição previdenciária mensal, com valor mínimo pré-fixado para cada membro da família e a comprovação de 15 anos de contribuição. "Se votar não volta!" é o recado dos manifestantes que ocupam o Congresso Nacional para os parlamentares.

protestocontag

Reforma ataca Servidores

No Plenário 12, "As Ameaças do Atual Governo aos Direitos dos Servidores Públicos Federais" foi tema de audiência promovida hoje pela Comissão do Trabalho, Administração e Serviço Público (CTASP), com a presença dos colegiados FONACATE, FONASEFE e entidades como a ANFIP, FENAJUFE e FASUBRA-SINDICAL. A Reforma da Previdência e o discurso do governo atacando os servidores, classificando a categoria como privilegiada, foram fortemente combatidos durante a discussão.

Segundo o representante do FONACATE, Rudinei Marques, "o governo aplicou R$100 milhões numa propaganda mentirosa dizendo que a reforma é para combater privilégios. Na verdade, essa reforma ataca direitos sociais e trabalhistas conquistados ao longo de décadas de lutas. Ela ataca diretamente trabalhadores da iniciativa privada, do campo, da cidade e os servidores públicos de igual modo. Portanto, nesta reta final não podemos vacilar - vamos manter força total contra a Reforma da Previdência".

 Votação

Em entrevista à Agência Câmara, Rodrigo Maia, afirmou que pretende começar a discussão da PEC 287 no Plenário a partir de quinta-feira (14). Ele disse ainda que, se o governo conseguir os votos, a proposta poderá ser votada a partir de terça-feira (19).

Maia destacou que a proposta não vai sair da pauta da Câmara enquanto não for aprovada e que não “vai jogar a toalha”.

O líder da Minoria na Câmara, deputado José Guimarães (PT-CE), disse que a oposição pretende obstruir todas as votações em Plenário, na Câmara e no Congresso, até que o governo desista de votar a reforma da Previdência.

Vice-líder da Minoria na Casa, o deputado Henrique Fontana (PT-RS) criticou o discurso do governo. “Esta reforma não tem nada de combate a privilégios, mas propõe cortes no valor das aposentadorias de 30%, 40%, 50% para pessoas que, pela regra atual, se aposentariam com R$ 1.500, R$ 2.000, R$ 2.500 por mês”, disse.

Para Fontana, é inaceitável que o governo altere o pacto previdenciário sem nenhuma regra de transição. “Um trabalhador que está esperando para se aposentar dentro de três meses com R$ 2.000 pode ter um corte de R$ 800 no benefício após essa reforma”, explicou.

“Essa reforma, na transição, joga as pessoas com deficiência para fora do sistema, 70% dos trabalhadores rurais estarão excluídos do sistema previdenciário brasileiro”, afirmou a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

 De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB 

 

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