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Dom, Dez

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Em sucessivas reuniões, as centras sindicais (CTB, CUT, Força Sindical, Nova Central, CSB, Intersindical, Conlutas) estão organizando uma ampla ofensiva contra a aprovação da reforma da Previdência pelo governo federal. 

Ainda sem data para voltar a ser analisada no Congresso, a Proposta de Emenda Constitucional - PEC 287/2016 - é vista como uma prioridade neste final do governo Temer, e defendida como um primeiro passo na reforma previdenciária pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, e seu assessor econômico e futuro ministro da Fazenda, Paulo Guedes.

Ambos já afirmaram que "se pelo menos a idade mínima passar, já é um grande avanço". Por idade mínima, entenda-se aumentar o período de contribuição obrigatória das mulheres de 60 para 62 anos, que é o que prevê a proposta que já está no Congresso. 

Guedes já afirmou também que sua proposta para o setor é a capitalização previdenciária. Ou seja, cada trabalhador recolhe uma porcentagem de seus salários e deposita em um fundo particular que será gerido pelo mercado financeiro. Este modelo isenta os empregadores de contribuírem com a conta da previdência pública.

“Estamos diante de uma proposta ainda pior que a de Temer. Não só acaba com a aposentadoria, tornando-a um serviço que será gerido pelos bancos, o que eles estão chamado de modelo de capitalização. Ou seja, mais um vez querem que a classe trabalhadora pague a conta. Não iremos aceitar”, alertou Wagner Gomes, secretário geral da CTB.

Para enfrentar este novo cenário que se apresenta, as centrais reafirmaram unidade e realizam na próxima segunda-feira (12), na sede do Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), uma plenária de lançamento da Campanha Nacional Permanente em Defesa da Previdência.

No evento, haverá a participação de uma estudiosa chilena que falará sobre a realidade no Chile, quatro décadas após a implantação do sistema de capitalização na Previdência e será lançado um documento unitário elaborado pelas centrais. 

Confira a nota unitária lançada pelas centrais:

Reunidas na sede do DIEESE, em São Paulo, as centrais sindicais CSB, CSP/Conlutas, CTB, CUT, Força Sindical, Intersindical e Nova Central decidiram:

– Intensificar a luta contra a proposta da reforma da Previdência Social, divulgada recentemente pelos meios de comunicação;

– Organizar o movimento sindical e os segmentos sociais para esclarecer e alertar a sociedade sobre a proposta de fim da aposentadoria;

– Realizar um seminário, em 12 de novembro, para iniciar a organização da campanha nacional sobre a Previdência que queremos;

– Retomar a luta por uma Previdência Social pública, universal, que acabe com os privilégios e amplie a proteção social e os direitos

Portal CTB

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