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Qui, Jun

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A crescente balbúrdia em que o Clã Bolsonaro transformou o cenário político brasileiro gerou uma forte reação no mercado de câmbio brasileiro, levando o real brasileiro a ter o pior desempenho em uma semana desde agosto, início da corrida eleitoral.

Nesta sexta-feira (17), no fim dos negócios, a moeda americana foi negociada em alta de 1,58%, aos R$ 4,10, seu maior valor desde 19 de setembro. O dólar também acumulou valorização de 3,90% desde segunda-feira (13), a maior apreciação semanal desde aquela encerrada no dia 24 de agosto do ano passado, quando registrou avanço de 4,86%.

O desempenho negativo da moeda brasileira frente ao dólar foi bem superior ao de pares como o peso mexicano, o rublo russo ou o rand sul-africano, que se desvalorizaram, respectivamente, 1,28%, 0,26% e 0,98% na semana.

"O mercado está carente de notícias positivas e elas não chegam, tanto lá de fora como aqui dentro", comentou Vitor Carvalho, sócio e gestor da LAIC-HFM, ao jornal Valor. "No caso do câmbio, os movimentos são maiores do que em outros ativos porque não tem tido fluxo de estrangeiro."

Internamente, a profusão de notícias pareceu trazer apenas ter um sinal, o de piora das expectativas sobre o governo e, consequentemente, as chances de aprovação da reforma da Previdência. Somado a isso, está a reação desequilibrada de Jair Bolsonaro, que elevou a temperatura dos conflitos políticos ao invés de adotar um tom mais conciliador.

A alta do dólar é nociva para a economia e agrava a crise, acrescentando à estagnação da produção a instabilidade dos preços, especialmente (mas não só) dos derivados do petróleo, como é o caso do óleo diesel e gasolina, que está disseminando descontentamento entre os consumidores e fazendo ressurgir o fantasma de uma nova greve dos caminhoneiros, graças à política irracional adotada pela direção da Petrobras de repasse imediato das oscilações da moeda e dos preços do combustível no mercado internacional.

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