Sidebar

24
Seg, Jun

Fonte
  • Smaller Small Medium Big Bigger
  • Default Helvetica Segoe Georgia Times

O corregedor nacional de Justiça Humberto Martins determinou que a Corregedoria-Geral de Justiça do Tribunal Regional Federal da 4ª Região apure a denúncia de parlamentares do PT e do PROS contra a participação da juíza Gabriela Hardt na formação de uma fundação privada para gerir R$ 2,5 bilhões provenientes de multa acertada pela Petrobras nos EUA. O Tribunal terá 60 dias para prestar os esclarecimentos ao CNJ. A informação é do Conjur.

Hardt, na condição de juíza substituta da 13ª Vara Federal de Curitiba, foi quem homologou, em janeiro passado, o acordo entre os procuradores de Curitiba e a Petrobras, dando destinação aos R$ 2,5 bilhões. Pelo acerto, metade do valor seria injetado num fundo patrimonial para investimentos em ações sociais e anticorrupção. A outra parcela ficaria retida por alguns anos para a indenização de acionistas brasileiros que processam a estatal.

A presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann e outros 12 parlamentares do partido, e uma do PROS, questionam a competência de Hardt para homologar o acordo.

“A magistrada, atuando fora das competências da Vara Federal em que atuava, homologou acordo que atribui à chamada ‘Força-Tarefa da lava jato no Paraná’ a adoção de medidas necessárias à constituição deste fundo, sendo também responsável pela fiscalização das obrigações assumidas no acordo”, frisaram.

“Em 12 de março, o Ministério Público Federal anunciou que interrompeu os procedimentos para organizar a fundação que administraria o fundo. Os procuradores disseram por meio de nota pública que o ‘debate social existente sobre o destino dos recursos’ os fez repensar”, lembrou o Conjur.

O acordo também acabou suspenso por recomendação da Procuradora Geral da República, Raquel Dodge, e ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que também investiga o caso.

Os procuradores de Curitiba também terão de responder ao Conselho Nacional do Ministério Público. Além de ilegal, o acordo meio clandestino celebrado pela Lava Jato, com a cumplicidade da juíza, é lesivo aos interesses nacionais e encobre objetivos obscuros. Como Moro, Gabriela Hardt condenou Lula sem provas por reformas num sítio que não é dele, em Atibaia, e base numa delação premiada obtida a fórceps.

Municiada e instruída pelos serviços de espionagem dos EUA, a Lava Jato desempenhou um papel central na engrenagem do golpe de Estado de 2016, que primeiro levou à deposição da presidenta Dilma e sua substituição por Michel Temer, agora acusado de ser o chefe de uma quadrilha política em parceria com Eduardo Cunha, Geddel, Moreira Franco e outros líderes do MDB. Na sequência resultou na prisão política do maior líder popular da história brasileira, o que abriu caminho à vitória de Jair Bolsonaro.

Adicionalmente, a operação dirigida pelo ministro Sergio Moro (hoje funcionário de Bolsonaro, que o premiou pelo serviço sujo com o Ministério da Justiça) desestruturou as multinacionais brasileiras da construção civil e destruiu centenas de milhares, senão milhões, de empregos no setor e ramos da economia associados, beneficiando as concorrentes estrangeiras, sobretudo norte-americanas. O escândalo da fundação criada pelos procuradores para meter a mão em R$ 2,5 bilhões da Petrobras, "operação" da Força Tarefa da Lava Jato que aparentemente não sobreviveu aos holofotes da mídia e já foi abortado, serviu para evidenciar o caráter dos algozes de Lula.   

Fonte: Jornal GGN

0
0
0
s2sdefault