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Seg, Dez

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Geração de empregos e retomada do desenvolvimento. Esta foi a pauta tratada no encontro do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com lideranças das centrais sindicais CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CSB e Nova Central, nesta terça-feira (12), na residência oficial da Câmara. Parlamentares e representantes de entidades empresariais, como a CNI, também marcaram presença na reunião. O debate ocorreu no dia em que Maia completa 48 anos.

A preocupação com a atual conjuntura político-econômica e os impactos negativos da reforma trabalhista foram os pontos mais destacados nas falas dos presentes. O cenário político de ingovernabilidade e a atual perda do PIB nos últimos dois anos resultou em 13,7 milhões de desempregados, número que tende a aumentar, devido a lenta retomada da atividade econômica.

Conforme dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o número de desempregados cresceu em março - passou de 12,3 milhões, no último trimestre de 2017, para 13,7 milhões, nos primeiros três meses deste ano. Nesse mesmo período, o rendimento médio ficou estagnado em R$ 2,169 mil. 

Uma urgente reforma tributária, a revogação da EC 95, que reduziu gastos públicos em áreas estruturantes, a reformulação ou anulação da reforma trabalhista foram apontados como caminhos para a retomada do emprego e crescimento no Brasil. Rodrigo Maia ouviu críticas aos projetos aprovados pelo Congresso, cuja grande maioria penaliza a classe trabalhadora com a retirada de direitos.

Maia: "Limitar gasto público é fundamental"

Questionado pelo Portal CTB sobre a reforma trabalhista e a EC 95, que, além de promoverem a perda de direitos, precarizam o emprego e inviabilizam qualquer projeto de desenvolvimento, Rodrigo Maia, contraditoriamente, afirmou que "limitar o gasto público é o caminho para garantir emprego no setor privado".

Mesmo após ouvir críticas dos dirigentes sindicais e cobranças de retomada do investimento e revisão da pauta trabalhista para ampliar o emprego e auxiliar o país a voltar a crescer, Maia insistiu na defesa do corte dos investimentos: "Quanto mais o Estado gasta, mais ele tira do setor privado, da sociedade. Limitar o gasto público é fundamental".

Presente no encontro, a deputada Jandira Feghali (PCdoB-RJ), contestou Maia. Ela avalia que, com um governo sem credibilidade, que trabalha contra os interesses nacionais, o debate avança pouco, pois não há abertura para a mudança estrutural que poderá dá uma virada na economia.

"A pauta emprego é fundamental, porque ela mexe com todo o resto", disse. "No entanto, a iniciativa aqui se torna ineficaz, porque as discordâncias são muito profundas em relação ao tema, mas o diálogo é importante, junto às centrais, os empregadores e o parlamento. Mas, a questão é estrutural e muito profunda, envolve o conceito de política econômica e macroeconômica. É necessário, agora, garantir a eleição, mudar o governo, aí sim, teremos condições de avançar", pontuou a deputada. 

O secretário de Serviço Público e do Trabalhador Público da CTB, João Paulo Ribeiro (JP), criticou a agenda do Congresso, que não dialoga com a classe trabalhadora, e mantém uma orientação regressiva que impossibilita o avanço.

"Tá na hora de criarmos um ambiente positivo para o desenvolvimento, porque não temos espaço para avançar, se desenvolver - o Congresso e esse governo nos impossibilitam. Por outro lado, o judiciário também não colabora, com decisões que pioram o cenário para a classe trabalhadora e o crescimento do país. Não há possibilidade de avanço enquanto essa agenda regressiva for mantida".

De Brasília, Ruth de Souza - Portal CTB

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