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Após greve de 15 de maio, começam as atividades preparatórias para o Segundo Dia Nacional em Defesa da Educação

Por Rafael Tatemoto 

Após comemorar o impacto dos atos da Greve Nacional da Educação na última quarta-feira (15), com um milhão de manifestantes em cerca de 200 cidades brasileiras, o movimento estudantil assumiu o objetivo de ampliar o volume dos próximos protestos. Por isso, antes mesmo do fim do dia, a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) convocaram a população para o Segundo Dia Nacional em Defesa da Educação em 30 de maio. 

A pauta central das reivindicações será, mais uma vez, o repúdio ao corte de 30% do orçamento da pasta pelo governo Jair Bolsonaro (PSL).

Marianna Dias, presidenta da UNE, afirma que a paralisação de todos “institutos e universidades federais” foi um “dia histórico” e “vitorioso”, que será lembrado como “uma das maiores manifestações” do último período no Brasil.

“Nós convocamos mais um dia de mobilização nacional para mostrar que nossa luta apenas se iniciou, que ela terá prosseguimento para que conquistemos nosso objetivo, que é reverter os cortes. Nós temos força”, ressalta. 

Matias Cardomingo, mestrando em Economia e coordenador da Associação dos Pós-Graduandos (APG) da Universidade de São Paulo (USP), explica que nas próximas semanas os pesquisadores realizarão uma série de atividades para “ressignificar a universidade” diante da opinião pública, intensificando “a relação da academia com a sociedade, não só pensando nas manifestações”. 

A ideia é que o senso comum de "defesa da educação" seja combinado à luta concreta das instituições de ensino que estão na mira do atual governo, financeira ou politicamente. 

“O que a gente viu é que a educação está tocando a sociedade de forma mais ampla. [Vamos] começar alguns movimentos para levar as pesquisas que estão sendo feitas aqui dentro para escolas públicas, e também começar a organizar caravanas para as pessoas conhecerem a USP”, explica.

Além das iniciativas do movimento estudantil, que busca tornar as demandas da educação mais próximas de familiares de docentes e de estudantes, as declarações de Bolsonaro sobre protestos também têm servido como combustível. Nesta quinta (16), aliados do Planalto admitiram à imprensa que temem que o uso dos termos “idiotas úteis” e “imbecis” pelo presidente da República possam gerar reações massivas, aumentando a simpatia popular pelo movimento. 

Edição: Daniel Giovanaz

 

Com informações de brasilatual.com.br

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