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Dom, Dez

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Após concluir que as denúncias de caixa 2 contra o candidato Jair Bolsonaro não podem afetar o pleito eleitoral neste momento e afirmar que não houve falhas no controle das fake news nestas eleições, a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, divulgou uma carta à nação reafirmando a segurança das urnas eletrônicas.

Em coletiva neste domingo (22), os ministros do TSE puseram panos quentes na denúncia de que o candidato do PSL se beneficiou de uma rede milionária de difusão de fake news que prejudicou o candidato adversário e foi operada por contratos com empresas, desrespeitando a lei eleitoral que veda doação empresarial a candidatos. 

Na coletiva de imprensa, tanto ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Sergio Etchegoyen quanto o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, minimizaram as acusações. A presidenta Rosa Weber afirmou que o processo eleitoral até o momento correu em "perfeita naturalidade".

Tanto o PDT quanto a coligação de Haddad apresentaram ações ao tribunal pedindo a inegibilidade de Bolsonaro. O tema, no entanto, segue em análise pelo TSE. Ainda que não tenha uma conclusão antes das eleições, o processo continuará sendo investigado após o segundo turno.

 Em resposta às sucessivas críticas de Bolsonaro e seus aliados à suposta falta de segurança das urnas eletrônicas e riscos de fraude, Rosa Weber e os presidentes dos tribunais regionais eleitorais (TREs) divulgaram – a seis dias do segundo turno da eleição – documento intitulado "Carta à Nação Brasileira" para reafirmar a "total integridade e confiabilidade" das urnas eletrônicas e do processo eleitoral.

No texto, os magistrados conclamam a sociedade a atuar em favor do “Estado Democrático de Direito, com respeito às instituições, dentre as quais a Justiça Eleitoral, que é responsável por assegurar a legitimidade do processo eleitoral”.

A Justiça Eleitoral explica que o sistema não pode ser invadido por hackers (por não ser conectado à internet) e que “não existe a possibilidade da urna eletrônica completar automaticamente o voto do eleitor”.

“A Justiça Eleitoral rotineiramente realiza testes e auditorias que comprovam e asseguram a transparência e absoluta confiabilidade do voto eletrônico”, diz a carta, enumerando os testes e instituições que fazem as verificações do sistema, como partidos, Ministério Público e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

A carta resulta de reunião na manhã desta segunda-feira (22) entre Rosa Weber e os presidente dos TREs, na qual se discutiram soluções para contratempos verificados no primeiro turno, no último dia 7, como filas, erros do eleitor no momento de votar e desconfianças em relação à urna eletrônica.

Veja abaixo reprodução da carta, assinada por Rosa Weber e presidentes dos TREs:

Carta divulgada pela presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Rosa Weber, e pelos presidentes dos TREs — Foto: Reprodução
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