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Ter, Fev

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Após uma década de recuo, fruto de políticas sociais e estruturantes, a pobreza volta a crescer na América Latina e no Caribe. A informação é do representante para América Latina e Caribe da Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação (FAO), Julio Berdegué, apresentada durante evento realizado em Buenos Aires, na Argentina, nesta quarta (21), ao apresentar relatório que indica que a pobreza atinge 59 milhões de pessoas na região.

"Pior ainda, sofremos uma reversão histórica, um rompimento da tendência que torna claro que estamos deixando nossas áreas rurais para trás", alerta Berdegué.

A pobreza rural recuou na região entre 1990 e 2014 graças ao crescimento econômico e a um boom de commodities que permitiu aos governos investirem mais no combate ao problema. Mas o declínio do crescimento entre 2014 e 2016 provocou um aumento ligeiro tanto da pobreza quanto da pobreza extrema, disse a FAO.

Os dados foram apresentados  durante a primeira edição da Semana da Agricultura e Alimentação que se desenvolve até 23 de novembro na capital argentina.

Cenário

Cerca de 20% dos habitantes da América Latina vivem em áreas rurais, sendo que mulheres e comunidades indígenas e negras são particularmente afetadas.

A solução é aumentar o acesso às terras, aumentar a resistência das comunidades rurais a choques ambientais e econômicos e investir mais em infraestrutura, o que inclui estradas e suprimentos de água, disse a FAO.

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