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Uma ampla paralisação dos trabalhadores e trabalhadoras na França parou o país nesta terça-feira (3). Segundo analistas, a mobilização é a maior em 23 anos e envolve categorias como os ferroviários, que resolveram realizar uma greve intermitente, eletricitários, aeroviários e funcionários públicos

Funcionários da Sociedade Nacional de Ferrovias (SNCF, na sigla em francês) estão liderando o movimento, apoiados pelos setores de energia e coleta de lixo. Segundo a empresa, cerca de 48% dos funcionários do sistema estão em greve, o equivalente a 77% somente entre os condutores.

Nesta manhã, a rede ferroviária da cidade foi severamente prejudicada. Na estação Paris Gare de Lyon, foram registradas cenas de pânico após milhares de pessoas se acumularem no local. Apenas um trem de alta velocidade (TGV) a cada oito estavam operando. Segundo os sindicatos, os usuários do sistema na França são cerca de 4,5 milhões de pessoas. 

Hoje é o primeiro dia de greve contra a reforma trabalhista de Macron, que visa o fim do estatuto exclusivo de aposentadorias, o fim da estabilidade no emprego e a extinção de benefícios, como bilhetes grátis de trem para toda a família. Além disso, o projeto quer encerrar o monopólio da companhia e abrir concorrência internacional, em acordo com a União Europeia (UE).

O projeto é eliminar 120 mil dos 5,64 milhões postos de trabalho no setor público do país. A última vez que um presidente e os sindicatos ferroviários protagonizaram um braço-de-ferro desta amplitude na França foi em 1995, em um protesto que paralisou o país e acabou por obrigar o então primeiro-ministro Alain Juppé a abandonar as reformas.

Portal CTB com informações de agências

Foto: Benoir Tessier/Reuters

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