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Ter, Out

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A quatro dias das eleições mais simbólicas do país desde a redemocratização, o Brasil segue amarrado a um poste e, sem pudor, segue sendo espancado sob os argumentos de defesa da moral e do combate à corrupção.

Os carrascos, em questão, vestem toga e têm liderado a mais escandalosa ofensiva desde o regime militar, exemplo claro foi a decisão do ministro do STF, Luiz Fux, quando revogou a permissão dada a uma jornalista do Jornal Folha de São Paulo de entrevistar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que nas palavras do grande intelectual Noam Chomsky, é o preso político mais importante desde tempo.

A proibição, mais uma brutal chicotada contra a democracia brasileira, é considerada o mais grave ato de censura desde o regime militar.

E ficou pior quando o novo presidente do STF, Dias Toffoli, endossou a censura prévia determinada por Fux. Esse mesmo Toffoli teve a coragem de afirmar que o golpe de 1964, “não foi golpe, mas sim um movimento”.

Mas, os carrascos querem mais e ameaçam anular, mais uma vez, as eleições. Sem argumentação clara, Fux avança contra o direito constitucional do voto e indica que pode anular o pleito, caso o processo sofra influência das chamadas fake news. Ou seja, espanca-se nossa democracia, mas não se pune que gera as tais fake news.

São tempos difíceis que atravessa o Brasil. Tempos que ressuscitam fantasmas e fazem brotar os piores temores. Não trata-se apenas de um nome ou sigla, o que está em jogo é o nosso futuro, o futuro de nossos filhos e filhas e de qual projeto terá capacidade de guiar o país rumo a uma retomada da paz, segurança, soberania nacional, crescimento com justiça social, emprego e salário dignos.

A escancara investida contra o país, contra seu patrimônio e contra os direitos sociais de mais de 205 milhões brasileiros é vergonhosa e tem amparo nos poderes que, na prática, deveriam proteger a Carta Magna.

Agora, não é somente a hora de escolhermos de que lado da história ficaremos, sobretudo é o momento de enfrentarmos essa onda de terror que avança contra nosso povo desde 2014 e que encontra sua expressão mais brutal no discurso do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro. A serpente que foi alimentada e agora ameaça engolir o país.

São quatro dias até dia 7 de outubro. Quatro dias de debate. Quatro dias de campanha. Quatro dias de resistência. Quatro dias de muita luta de ideias. Lembrem-se, como bem disse Mandela,  “a diferença que fizermos na vida dos outros é que determinará o significado da vida que levamos”.

Joanne Mota é jornalista e assessora da CTB.  

 



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