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Dom, Ago

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A Chacina da Lapa sempre foi negada pela ditadura civil-militar, principalmente pelo general ditador Ernesto Geisel, numa tentativa de construir para si a imagem de um “moderado”, responsável pela reabertura política no país.

A verdade histórica, porém, é uma só.

No dia 16 de dezembro de 1976 o aparato repressivo da ditadura militar desfechava seu derradeiro ataque aberto às organizações de esquerda, dessa vez contra a direção do Partido Comunista do Brasil.
Tombaram assassinados na rua Pio XI, em um bairro da zona oeste paulistana, Pedro Pomar e Angelo Arroyo, históricos combatentes do povo. Nas dependências do DOI-CODI foi morto João Batista Drummond. Outros dirigentes foram presos e barbaramente torturados.

A ditadura traçara um objetivo claro desde 1974: para preparar sua transição a um regime institucional, deveria liquidar os partidos de esquerda que poderiam se beneficiar da chamada “abertura”, especialmente o PCB e o PCdoB.

Apesar de já estar em curso certa reanimação do movimento operário e popular, aquele talvez tenha sido o momento de maior debilidade das forças revolucionárias e progressistas.

Apenas um par de anos depois, no entanto, o campo popular já se reerguia e paulatinamente se transformava em protagonista da resistência final ao regime militar.

O heroísmo dos que caíram na Lapa nos ensina duas lições: jamais ter ilusões sobre até onde estão dispostas a ir as classes dominantes e nunca duvidar da capacidade de luta dos trabalhadores e dos revolucionários dessa pátria tão ferida.

Diógenes Júnior é Assessor de Comunicação Social e Sindical, historiador independente, ativista político e dos Direitos Humanos, militante do PCdoB e pai do Fidel.

Os artigos publicados na seção “Opinião Classista” não refletem necessariamente a opinião da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) e são de responsabilidade de cada autor.

 

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