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Dom, Jul

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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou na quarta-feira (12) que o volume de vendas do comércio recuou 0,6% em abril ante o mês anterior. A queda ocorre após dois meses de certa estabilidade no setor. “Os resultados mostram que há uma perda de ritmo no varejo em 2019”, afirma Isabella Nunes, gerente da Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. Isto ocorre, segundo a pesquisadora, em função do alto nível de desemprego e a baixa atividade econômica. “Isso dificulta o crescimento da massa de rendimentos, que é fator fundamental para o crescimento significativo do consumo”.

A maior parte das atividades pesquisadas teve queda no período. Os destaques ficaram com hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-1,8%) e tecidos, vestuário e calçados (-5,5%). Ainda houve recuo nas vendas de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (-0,7%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,4%) e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-8,0%), revertendo os resultados positivos de março. As atividades em alta foram de móveis e eletrodomésticos (1,7%), combustíveis e lubrificantes (0,3%) e livros, jornais, revistas e papelaria (4,3%).

Ainda segundo Isabella Nunes, esse quadro negativo não deve se alterar nos próximos meses. “A população está ficando mais cautelosa, os índices de confiança estão baixos e os índices de venda são compatíveis com esse cenário”. Pesquisa de sondagem feita pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas indica que o varejo segue prevenido. Em maio, o Índice de Confiança do Comércio recuou 5,4 pontos – caiu de 96,8 para 91,4 pontos, retornando ao mesmo nível de setembro de 2018. “A nova queda expressiva da confiança do comércio sugere que os empresários do setor ainda estão encontrando dificuldades com o ritmo de vendas no segundo trimestre”, avalia o coordenador da pesquisa, Rodolpho Tobler.

O clima de pessimismo, porém, não ocorre apenas no comércio. Ele atinge todos os setores da economia. A pesquisa Focus do Banco Central apresenta recorrentes reduções na expectativa de crescimento do país em 2019. A estimativa de expansão do PIB (Produto Interno Bruto) foi rebaixada pela 15ª vez na última semana, chegando a 1% no ano. Ou seja: o Brasil do miliciano Jair Bolsonaro está afundando! A promessa de imediata retomada da economia feita por Paulo Guedes, o abutre financeiro que ocupa o superministério no laranjal, só foi para enganar os midiotas sem qualquer senso crítico.

 

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