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O México proporcionou duas alegrais ao povo brasileiro na última segunda-feira (2). A derrota para a seleção canarinho, que garantiu nosso passaporte para as Quartas de Final em Moscou, e a eleição de Andrés Manoel Lópes Obrador para a Presidência da República, com 53% dos votos. Foi uma contundente derrota para o neoliberalismo e o imperialismo, num pleito marcado pela violência, com um saldo de 145 políticos assassinados durante a campanha.

López Obrador é um líder político progressista, identificado com as causas populares e defensor da soberania nacional. Sua vitória ocorre na contramão da ofensiva neoliberal em curso no continente americano, refletida no golpe de Estado de 2016 no Brasil e na eleição de Maurício Macri na Argentina, entre outros acontecimentos. Acrescente-se que o México é o a segunda maior economia da América Latina, ficando atrás apenas do Brasil.

O petróleo mexicano

Logo após a eleição, o novo presidente mexicano disse a que veio e avisou as multinacionais que vai rever “um por um” todos os contratos de concessões de petróleo firmados com empresas privadas. Prometeu também “expulsar do poder” no México “a máfia neoliberal” que agravou as desigualdades e contradições sociais no país, além de deixá-lo ainda mais vulnerável e dependente da aristocracia financeira internacional.
A eleição de Obrador é o resultado do profundo mal-estar social promovido por governos orientados pelo neoliberalismo, que se desdobra num crescente descontentamento popular não só por lá como em toda a América Latina. O estilo Trump de exercer a truculência imperialista sem as máscaras propiciadas pelo diplomacia facilitou as coisas para os partidos de esquerda liderados pelo Morena (Movimento de Renovação Nacional, liderado pelo novo presidente).


Foi uma grande vitória para as forças progressistas em todo o mundo e em particular na América latina, que muito contribuirá para a reversão da onda conservadora que se abateu na região e que se manifesta em acontecimentos como os golpes de Estado em Honduras (2009), Paraguai (2012) e Brasil (2016), assim como nas manifestações violentas que se verificaram por aqui, na Venezuela, no Equador e, agora, na Nicarágua visando a desestabilização de regimes que não se orientam pelo Consenso de Washington.


A esperança de mudança prevaleceu nas urnas sobre o medo, o conservadorismo e o ódio extravasado na campanha, que deixou um saldo de 145 políticos assassinados, boa parte deles candidatos ou pré-candidatos. Do México sopram hoje os ventos da mudança, da democracia, da soberania e do progresso.

Umberto Martins é jornalista e assessor da CTB

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